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Perda da qualidade de dependente

No documento Direito Previdenciário (páginas 115-118)

3. O Plano de Benefícios da Previdência Social

3.3. Os beneficiários: segurados e dependentes

3.3.2. Os dependentes

3.3.2.1. Perda da qualidade de dependente

As hipóteses de perda da qualidade de dependente estão previs-tas no art. 17 do Decreto n. 3.048/99, recentemente modificado pelo Decreto n. 6.939, de 18-8-2009.

Para o cônjuge, pela separação judicial ou divórcio, se não tiver direito a pensão alimentícia; pela anulação do casamento, uma vez que, dissolvido o vínculo conjugal, o casamento anulado não pode gerar relação jurídica previdenciária; pelo óbito; e por sentença transitada em julgado. Essas são também hipóteses de cancelamento da inscrição do cônjuge como dependente (art. 17,

§ 2º, do PBPS).

Para a(o) companheira(o), quando cessar a união estável com o(a) segurado(a), se não tiver direito a pensão alimentícia.

Para os filhos e irmãos, de qualquer condição, quando completa-rem 21 anos ou se emancipacompleta-rem. Se, embora inválidos, se emancipa-rem e a emancipação se der em decorrência de colação de grau em curso superior, não se opera a perda da qualidade de dependente.

O art. 108 do RPS, com a redação dada pelo Decreto n.

6.939/2009, estabelece que a pensão por morte somente será devida ao filho e ao irmão cuja invalidez tenha ocorrido antes da emancipa-ção ou de completar a idade de vinte e um anos, desde que reconhe-cida ou comprovada, pela perícia médica do INSS, a continuidade da invalidez até a data do óbito do segurado.

Para os dependentes em geral, quando cessar a invalidez ou pelo seu falecimento.

QUADROSINÓTICO – O PLANODEBENEFÍCIOSDAPREVIDÊNCIASOCIAL

Garantir os meios indispensáveis de manutenção por moti-vo de incapacidade, idade avançada, desemprego inmoti-vo- invo-luntário, tempo de serviço, encargos familiares e prisão ou morte ĺ CNPS foi instituído para concretizar a gestão de-mocrática e descentralizada.

Cobertura do plano de benefícios

a) Incapacidade, desemprego involuntário, idade avança-da, tempo de serviço, encargos familiares e prisão ou mor-te daqueles de quem dependiam economicamenmor-te.

b) Desemprego involuntário: cobertura fora do plano de benefícios (Lei n. 8.900/94).

Segurados Pessoas físicas que contribuem para o regime previdenciá-rio e, por isso, terão direito a prestações.

SEGURADOSOBRIGATÓRIOS

Segurado empregado

a) Há relação de emprego, que pode abranger urbanos e rurais.

b) Rol do art. 11, I, a a j, da Lei n. 8.213/91 ĺ ATENÇÃO às alíneas a, g (servidor público ocupante de cargo em comissão), h e j (exercente de mandato eletivo).

c) O Decreto n. 3.048/99 acrescenta: o bolsista e o estagiá-rio, que trabalhem na forma da Lei n. 11.788/2008, o escre-vente e o auxiliar contratados por titular de serviços notariais.

Segurado empregado doméstico

Presta serviço de natureza contínua a pessoa ou família, no âmbito residencial desta, em atividades sem fins lucrativos ĺ o trabalho doméstico está proibido para os menores de 18 anos (Decreto n. 6.481/2008).

Segurado contribuinte individual

a) A expressão abrange os antigos empresários, autôno-mos e equiparados da redação original do art. 11 da Lei n.

8.213/91 e do art. 12 da Lei n. 8.212/91.

b) Rol do inciso V do art. 11 do PBPS, além de outras ativi-dades elencadas no § 15 do art. 9o do Decreto n. 3.048/99.

Dessas destaca-se a diarista.

Segurado trabalhador avulso

Presta, a diversas empresas, sem vínculo empregatício, ser-viço de natureza urbana ou rural definidos no Regulamen-to. O trabalho avulso só se caracteriza com a intermedia-ção pelo gestor de mão de obra ou pelo sindicato da cate-goria. ATENÇÃO ao art. 9o do Decreto n. 3.048/99.

Segurado especial

a) A pessoa física residente no imóvel rural ou em aglome-rado urbano ou rural próximo a ele que, individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com o au-xílio eventual de terceiros, na condição de: a.1) produtor (proprietário, usufrutuário, possuidor, assentado, parceiro ou meeiro outorgados, comodatário ou arrendatário ru- rais), que explore atividade agropecuária em área de até 4 módulos fiscais, de seringueiro ou extrativista vegetal que exerça suas atividades nos termos do inciso XII do caput do art. 2o da Lei n. 9.985/ 2000; a.2) pescador artesanal ou assemelhado que faça da pesca profissão habitual ou prin-cipal meio de vida; e a.3) cônjuge ou companheiro, bem como filho maior de 16 anos de idade ou a este equipa-rado, do seguequipa-rado, que, comprovadamente, trabalhem com o grupo familiar respectivo.

b) As atividades exercidas individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com o auxílio eventual de terceiros.

c) Regime de economia familiar: o trabalho dos membros da família é indispensável à própria subsistência e ao de-senvolvimento socioeconômico do núcleo familiar e é exer-cido em condições de mútua dependência e colaboração, sem a utilização de empregados permanentes.

d) A lei admite o auxílio eventual de terceiros.

e) Caracterizado o regime de economia familiar, todos os membros do grupo são segurados especiais.

SEGURADOSFACULTATIVOS

Segurados facultativos

a) O maior de 16 anos que se filiar ao RGPS, mediante contribuição, desde que que não se enquadre em nenhu-ma das categorias do art. 11 da Lei n. 8.213/91. ATEN-ÇÃO ao rol não taxativo do art. 11 do Decreto n. 3.048/99.

b) Efeitos a partir da inscrição e do primeiro recolhimento.

c) Não é permitida a filiação retroativa.

d) Depois da filiação, o segurado facultativo só pode reco-lher contribuições em atraso se não tiver perdido a qualida-de qualida-de segurado (art. 11, § 4o, do RPS).

OSDEPENDENTES

Dependen-tes (art. 16 do PBPS)

1a classe: o cônjuge, a companheira, o companheiro e o filho não emancipado de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido.

a) presunção absoluta de dependência econômica;

b) companheiro ou companheira: o que mantém união es-tável com o(a) segurado(a), inclusive o homossexual;

c) enteado e o menor tutelado são equiparados a filhos, mas, para que se qualifiquem como dependentes, entre-tanto, o segurado deve fazer declaração junto ao INSS;

d) o § 2o do art. 16, que equiparava a filho o menor sob guarda por determinação judicial, foi alterado pela MP n.

1.536/96, convertida na Lei n. 9.528/97. Por força de de-cisões proferidas em ACP ajuizadas pelo MPF, o INSS edi-tou a IN INSS/DC n. 106, de 14-4-2004, mencionando que os menores sob guarda judicial continuam tendo a qualidade de dependentes mesmo após a publicação da Lei n. 9.528/97, nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Sergipe e Tocantins.

2a classe: os pais devem comprovar a dependência eco-nômica.

3a classe: o irmão não emancipado, de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido, deve comprovar a depen-dência econômica.

No documento Direito Previdenciário (páginas 115-118)