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PISO MC CONSTRUÇÕES

5. PERDAS DE PROTENSÃO

Quando se calcula protensão, o projetista deve prever as perdas da força de protensão relacionadas à força inicial que é igual a área do aço multiplicada pela tensão no aço

=



.



), tal força é aplicada pelo aparelho tensor “macaco de

protensão”, as perdas ocorrem antes da transferência da protensão ao concreto

(perdas por cravação), durante a transferência (perdas imediatas por atrito) e ao longo do tempo ou seja, durante toda a vida útil da estrutura (perdas progressivas).

Neste trabalho trataremos especificamente das perdas por atrito que são as mais relevantes no ato da protensão.

5.1. Perdas iniciais ou imediatas

Pode se considerar as seguintes perdas no instante 0: perdas por atrito entre o aço e a bainha, perdas por acomodação das cunhas e encurtamento imediato do concreto.

Comumente adota se o traçado das cordoalhas como sendo curvos ou poligonais, quando inserimos a força de protensão as cordoalhas tendem a se retificar reagindo contra as paredes das bainhas criando assim atrito entre si. De acordo com a NBR

EVEHX CHAPECÓ-BR

CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS

30

6118:2014 em seu item 9.6.3.3.2.2 as perdas por atrito podem ser calculadas com a expressão descrita abaixo:

P (X) =

.

[

−.∑+.

]

Onde:

 = força inicial aplicada pelo macaco na ancoragem ativa. X = é a distância medida a partir da ancoragem no sentido do cabo sempre em metros.

∑

 = somatória dos ângulos de desvio, em radianos.

 = coeficiente de atrito entre cordoalha e bainha.

k = coeficiente de perda por metro, representa perdas parasitárias construtivas que provocam desvios não intencionais.

Quando há carência de dados experimentais os coeficientes anteriores podem ser estimados como descritos a seguir:

 = 0,50

 = 0,30

 = 0,20

 = 0,05 k = 0,01

O esquema acima representa uma viga contínua, pede-se para calcular a força final de protensão.

Dados:

a) Usar cordoalhas engraxadas de ½” CP 190 RB

 



= 1900 Mpa;



= 0,80.1900= 1520 Mpa

 



= 0,90.

 



= ;



0,90.1900= 1710 Mpa



 = 0,88.1710= 1504,8 MPa. 1500 MPa adotado!

Entre cabo e concreto sem bainha

Entre barras ou fios com saliência e bainha metálica Entre fios lisos ou cordoalhas e bainha metálica Entre cordoalhas e bainha engraxada

CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS

 Adotar área da armadura =

 A

p

 = 1 cm²

P

i

 =

σ

pi

 .

A

p

 =



c²

KN

. 1 cm² = 150KN= 15000Kgf = 15 tf

 = 0,05 k = 0,01

b) Perdas por atrito

trecho AB:

∑α

 = 2.

0,75 0,15/8

= 0,148 rd

P

x

 (8 m) = 150

[e

−,.,+ ,.,.

]

= 148,3 KN trecho ABC:

∑α

 = 0,148+ 2.

1,10 0,15/10

= 0,338 rd

P

x

 (18 m) = 150

[e

−,.,+ ,.,.

]

= 146,2 KN trecho ABCD:

∑α

 = 0,338+ 2.

1,201,10/2

= 0,438 rd

P

x

 (20 m) = 150

[e

−,.,+ ,.,.

]

= 145,3 KN trecho ABCDE:

∑α

 = 0,438+ 2.

1,201,10/2

= 0,538 rd

P

x

 (22 m) = 150

[e

−,.,+ ,.,.

]

= 144,4 KN trecho ABCDEF:

∑α

 = 0,538+ 2.

1,10,15/10

= 0,728 rd

P

x

 (32 m) = 150

[e

−,.,+ ,.,.

]

= 142,3 KN trecho ABCDEFG:

∑α

 = 0,728+ 2.

0,750,15/8

= 0,878 rd

P

x

 (40 m) = 150

[e

−,.,+ ,.,.

]

= 140,7 KN Diagrama das forças calculadas acima:

CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS

32

Cálculo do alongamento teórico

l =

á   

..

.

 

 = 200.

10

KPa.1.1.

10

−

m²= 200 .

10

KN Comprimento de alongamento = 40 m  Área =

+,

  .8

+

,+,

  .10

+

,+,

  .2

+

,+,

  .2

+

,+,

  .10

 +

,+,

  .8

 = 5812,2 KNm

l = 5812,2/ (200 .

10

KN) = 0,29 m

l = 290 mm;

l/l= 290/40= 7,25 mm/m

Cálculo das perdas por atrito com traçado misto usando os mesmos dados da v iga acima. trecho AB:

∑α

 = 0

P

x

 (1 m) = 150

[e

−,.+ ,.,.

]

= 149,9 KN trecho ABC:

∑α

 = 0+ 2.

0,75 0,15/7

= 0,171 rd

P

x

 (8 m) = 150

[e

−,.,+ ,.,.

]

= 148,1 KN trecho ABCD:

∑α

 = 0,171+ 2.

1,50,3/10

= 0,41 rd

P

x

 (18 m) = 150

[e

−,.,+ ,.,.

]

= 145,6 KN trecho ABCDE:

∑α

 = 0,41+ 0 = 0,41 rd

P

x

 (20 m) = 150

[e

−,.,+ ,.,.

]

= 145,5 KN trecho ABCDEF:

∑α

 = 0,41+ 0 = 0,41 rd

P

x

 (22 m) = 150

[e

−,.,+ ,.,.

]

= 145,35 KN SUMÁRIO

CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS trecho ABCDEFG:

∑α

 = 0,41+ 2.

1,50,3/10

= 0,6488 rd

P

x

 (32 m) = 150

[e

−,.,+ ,.,.

]

= 142,9 KN trecho ABCDEFGH:

∑α

 = 0,648+ 2.

0,750,015/7

 = 0,820 rd

P

x

 (39 m) = 150

[e

−,.,+ ,.,.

]

= 141,2 KN trecho ABCDEFGHI:

∑α

 = 0,820+ 0 = 0,820 rd

P

x

 (40 m) = 150

[e

−,.,+ ,.,.

]

= 141,1 KN Diagrama das forças calculadas:

Cálculo do alongamento teórico

l =

á   

..

.

 

 = 200.

10

KPa.1.1.

10

−

m²= 200 .

10

KN Comprimento de alongamento = 40 m  Área =

+,

  .1

+

,+,

  .7

+

,+,

  .10

+

,+,

  .2

,+,

  .2

+

,+,

  .10

+

,+,

.7  

,+,

  .1

= 5819,85 KNm

l = 5819,85/ (200 .

10

KN) = 0,291 m

l = 291 mm;

l/l= 291/40= 7,275 mm/m

CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS

34

Pré-liminares por balanceamento de cargas. Dados:

h = 20 cm; bw = 700 cm; peso específico do concreto =

 

³

Balançar 80% do peso próprio.

No geral costuma equilibrar o peso próprio mais 10% das cargas totais. Para carga concentrada P = QL/4f

cs= cobrimento superior; ci= cobrimento inferior (valor adotado 4 cm)

X1, X2 e X3, distância de ancoragem dos cabos adicionais. (valores adotados 0,20.L) Tramo L1

=

 -

 =



4

 = 6 cm

  ℎ 

 

 = 20 cm – 4cm -4cm= 12 cm

  

/

/1(

)

/

∗ 

   612

/

/1( 612)

/

∗ 700

 

 290cm

 =

− 

 =

700 290

 = 410 cm

/

 2∗ ∗



/

 2∗120 ∗

,,

  = 1,71KN/m

Número de cordoalhas = peso próprio/

Número de cordoalhas = 0,20m.





. 7m . 0,8 a b b a x1 x2 x3 cs L1 = 7 m L2 = 9 m L3 = 10 m L4 = 9 m d1 d2 ci SUMÁRIO

CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS

0,20.

³

 .7.0,8}/

,

}

 = 16,4  Adotado 16 cordoalhas Reação no apoio A= 16*1,71*2,90= 79,34 KN Reação no apoio B = 16*1,71*4,10= 112,176 KN Força de levantamento = 16*1,71*7= 191,52 KN Tramo L2

/

 8∗ ∗



/

 8∗120 ∗

,

 = 1,42 KN/m (L2)

Número de cordoalhas = peso próprio/

0,20.

³

 .7.0,8}/

,

}

 = 19,7  Adotado 20 cordoalhas

Reação no apoio B = 20*1,42*4,5= 127,80 KN Reação no apoio C = 20*1,42*4,5= 127,80 KN Força de levantamento = 20*1,42*9= 255,60 KN Cordoalhas que nascem

/ 

  

∗∗

 = 29,4 KN/m Reação em B = 41,6 KN

Tramo L3

/

 8∗ ∗



/

 8∗120 ∗

,

 = 1,15KN/m

Número de cordoalhas = peso próprio/

0,20.

³

 .7.0,8}/

,

}

 = 24,3  Adotado 24 cordoalhas

Reação nos apoios C e D = 24*1,15*5= 138 KN Força de levantamento = 24*1,15*10= 276 KN Cordoalhas que nascem

/ 

  

∗∗

 = 17,80 KN/m Reação em B = 32 KN Tramo L4 análogo à L1

=

 -

 =



4

 = 6 cm

  ℎ 

 

 = 20 cm – 4cm -4cm= 12 cm

CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS 36

  

/

/1 (

)

/

∗ 

   612

/

/1( 612)

/

∗ 900

 

 373cm

 =

− 

 =

900 373

 = 527 cm

/

 2∗ ∗



/

 2∗120 ∗

 ,,

  = 1,03KN/m

Número de cordoalhas = peso próprio/

0,20.

³

 .7.0,8}/

,

}

 = 27,1  Adotado 27 cordoalhas

Reação no apoio D = 27*1,03*5,27= 146,56 KN Reação no apoio E = 27*1,03*3,73= 103,73 KN Força de levantamento = 27*1,03*9= 250,29 KN Cordoalhas que nascem

/ 

  

∗∗

 = 10,80 KN/m Reação em D = 21,6 KN

Verificar o somatório das reações.

-79,34 KN - 112,176 KN + 191,52 KN –(2*127,80 KN) + 255,60 KN +41,6 KN – (29,4

KN/m*1,4)  –  (2*138 KN) + 276 + 32 KN  –  (1,8*17,80KN/m) -146,56 KN-103,73

KN+250,29 KN+21,6 KN-(2*10,80 KN/m) = 0 OK!!! 5.2. Exemplos de dimensionamento

Dimensionar a viga a seguir usando cordoalha engraxada e depois usando cordoalhas aderentes, realizar as verificações de serviço e depois a verificação na ruptura. Dados da seção  Área = 0,30 m²; wi= ws = 0,05 m³ Concreto C40  Aço CP 190 RB ½”  Aço CA 50 SUMÁRIO

CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS

Caso 1

Pré-dimensionamento da armadura ativa Primeiro caso: e = 40 cm

+

+

= 797,36 KN.m

Tensões devido ao momento das car gas “g e q”

 =

,

,

 = 15947,2 KN/m²

 =-

,

,

 = -15947,2 KN/m²

Condição de tensão nula na fibra inferior;



,

 -

,.,

 

 +

,,

 0

 ≥ 1407 

Condição de tensão de compressão

 0,60. .

 



 fibra superior;

 =

−

,

 +

,.,

 –

,

,

= - 9,4 KN/m²

- 9,4 KN/m²

 0,60. . 40000 OK!! Caso 2

CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS

38

Condição de tensão tração inferior

 3684 KN/m²



,

 -

,.,

 

 

,

 3648

 ≥ 1374 

Condição de tensão de compressão

 0,70. .

 



 fibra superior;

 =

−

,

 +

,.,

 –



,

= - 12,1 KN/m²

- 12,1 KN/m²

 0,70. . 40000 OK!! Caso 3

Condição de tensão compressão borda inferior

 - 19600 KN/m²



,

 -

,.,

 

 

,

≥ 19600

 ≤ 2462 KN/m²

Condição de tensão de tração borda superior

3319 KN/m²



,

 +

,.,

 

,

≤ 3319

 ≤ 2488 

Verificação à ruptura

CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS

(adaptado de Alexandre Emerick)

CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS

40

Roteiro para verificação à ruptura por flexão da viga acima com protensão aderente.

 Calcular a posição da linha neutra a partir da equação de equilíbrio Md=



.

= 0,8x.b.0,85fcd.(dp-0,4x)

134500=



.

= 0,8x.30.0,85400/1,4.(90-0,4x) X= 29,5 cm

 Valor de cálculo da protensão

Pd= γP.P∞ Pd= 1*16000*9 Pd= 144000 Kgf/m  Calcular alpha “P” p = Ep/EC p = 196/30,1 p = 6,5  Calcular tensão σcp Pd/bh+(12.Pd.ep^2)/(bh^3) 144000/30*100+(12.144000.40^2)/((30*100)^3) 48,10 Kgf/cm²

 Calcular a força de neutralização Pn. Força fictícia que anulas as tensões no

concreto na altura do CG da armadura. Pn= Pd+

Pn= 144000 +6,5.12,6.48,10 147940 Kgf/m

 Calcular a pré-deformação ou pré-alongamento da armadura (e

)



 

 .

 = (147940)/ (12,6*196) = 59,90/10= 5,99/1000

 Deformação do aço relacionada à deformação do concreto (

)

 

,

 *

,



= (3,5/29,5)*90-3,5 = 7,17/1000

 Deformação total do aço (



)

=

+



, ,

= 13,16/1000

 Tensão na armadura protendida (

valores extraídos do gráfico acima



 

 =



*13,16+0,760= 0,79

 = 0,79*(19000/0,98) = 15316 Kgf/cm²

 Calcular a tensão de cálculo no aço de protensão (σpd) σpd = σp/γs sendo γs= 1,15

15316/1,15= 13318 Kgf/cm²

SUMÁRIO

CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS

 Calcular a resultante de compressão no concreto (Rcc) Rcc = 0,8x.b.0,85.fcd

0,8*29,5*30*0,85*400/1,4 = 171943 kgf

 Calcular a resultante de tração na armadura de protensão (Rpt)

Rpt = σpd.Ap

13318*12,6 = 167807 Kgf

Verificar se a seção está em equilíbrio, ou seja, Rpt deve ser igual a Rcc. Caso não esteja prosseguir para o tópico seguinte.

Rpt

<

 Rcc, portanto devemos adicionar armadura passiva.

 Impor condição de equilíbrio

Rst = Rcc – Rpt

171943-167807= 4136 Kgf

 Calcular a armadura frouxa necessária

As = 4136/4348 = 0,90 cm²

Obs.: teoricamente não haveria a necessidade de armadura frouxa.

Roteiro para verificação à ruptura por flexão da viga acima com protensão não aderente.

 Calcular a posição da linha neutra a partir da equação de equilíbrio Md=



.

= 0,8x.b.0,85fcd.(dp-0,4x)

134500=



.

= 0,8x.30.0,85400/1,4.(90-0,4x) X= 29,5 cm

 Valor de cálculo da protensão

Pd= γP.P∞ Pd= 1*16000*9 Pd= 144000 Kgf/m  Calcular alpha “P” p = Ep/EC p = 196/30,1 p = 6,5  Calcular tensão σcp Pd/bh+(12.Pd.ep^2)/(bh^3) 144000/30*100+(12.144000.40^2)/((30*100)^3) 48,10 Kgf/cm²

CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS

42

 Calcular a força de neutralização Pn. Força fictícia que anulas as tensões no concreto na altura do CG da armadura.

Pn= Pd+

Pn= 144000 +6,5.12,6.48,10 147940 Kgf/m

 Calcular a tensão de neutralização (σpn) σpn= Pn/Ap

147940/12,6 = 11741 Kgf/cm² ou 1174,1 MPa

 Calcular a taxa geométrica de protensão (

)

 = Ap/bd

12,6/30*100*100= 0,42%

 Calcular a tensão no aço de protensão (σp)

σp= σpn + 700 + fck/100

≤ σpe + 4200 ≤ fpyk, para relação L/altura ≤ 35 σp= σpn + 700 + fck/300

≤ σpe + 2000 ≤ fpyk, para relação L/altura ≥ 35

11741+700+(400*100*0,0042)= 13393Kgf/cm² ou 1339,3 MPa

 Calcular a tensão de cálculo no aço de protensão (σpd) σpd = σp/γs sendo γs= 1,15

13393/1,15 = 11646 Kgf/cm² ou 1164,6 Mpa

 Calcular a resultante de compressão no concreto (Rcc)

Rcc = 0,8x.b.0,85.fcd

0,8*29,5*30*0,85*400/1,4 = 171943 kgf

 Calcular a resultante de tração na armadura de protensão (Rpt)

Rpt = σpd.Ap

11646*12,6 = 146740 Kgf

Verificar se a seção está em equilíbrio, ou seja, Rpt deve ser igual a Rcc. Caso não esteja prosseguir para o tópico seguinte.

Rcc

>

 Rpt, portanto necessita armadura frouxa.

 Impor condição de equilíbrio

Rst = Rcc – Rpt

171943-146740= 25203 Kgf 

 Calcular a armadura frouxa necessária As = Rst/fyd

25203/4348= 5,8 cm² adotar 3Ø16m

SUMÁRIO

CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS

Exemplo de dimensionamento de protensão admitindo os dados a seguir: Laje de um edifício residencial

Localização urbana Carga acidental de 1,5 KN/m² NBR 6120 Carga de revestimento 1,2 KN/m² Cargas de paredes 2,18 KN/m² CAA II Cordoalha engraxada ½” CP 190 RB

Concreto C30 com relação a/c ≤ 0,55

Cobrimentos, inferior e superior 30 mm

Protensão limitada Nível 2 – tabela 13.4 NBR 6118:2014

Verificar ELS-F combinação frequente – tabela 13.4 NBR 6118:2014 Combinação frequente /Ψ1=0,4- tabela 11.2 NBR 6118:2014

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44

Requisitos para a qualidade do concreto de acordo com a classe de agressividade ambiental (CAA) – (NBR 6118:2014)

Prefixo “a” informa que tanto para CP quanto para CA, o concreto empregado deve

cumprir os requisitos da NBR 12655.

Proteção das armaduras de acordo com a classe de agressividade ambiental (CAA) (NBR 6118:2014)

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Nível de Protensão de acordo com a classe de agressividade ambiental (CAA) (NBR 6118:2014)

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46

Combinações de serviço (NBR 6118:2014)

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48

Coeficientes de ponderação das ações (NBR 6118:2014)

CÁLCULO DE ESTRUTURAS PROTENDIDAS ENGº MÁRCIO DOS SANTOS Dados da seção Bw= 800 cm ou 8 m Seção transversal = 8*0,20m =1,60 m² h=20 cm; wi=ws= 0,053 m³ Cargas atuantes Peso próprio = 25KN/m³*0,20m*8 m = 40 KN/m Revestimento + paredes = (2,18 KN/m²+1,2 KN/m²)*8m= 27 KN/m Carga acidental = 1,5 KN/m²*8 m= 12 KN/m

Critério 1 – Método: Balanceamento de cargas

Balançar peso próprio + 15 % das paredes mais revestimento e 10 % da acidental. Flecha = 0,06 m

C= (0,707/1,707)*9 = 3,73 m

Wb à equilibrar= 40KN/m + (0,15*27+0,10*12)= 45,25 KN/m

P =(45,25 KN/m*3,73² m)/(2*0,06) = 5246KN/120KN= 44 cordoalhas Momento positivo combinação frequente

Critério 2 – Método: Resistência dos materiais

Segunda opção pela resistência dos materiais. Para o momento positivo

(-P/1,60)- (P0,06/0,053)+(356/0,053)

 3041 P

 ≥

 2100 KN = 18 cordoalhas

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50

Momento negativo combinação frequente

Para o momento negativo

(-P/1,60)- (P *0,06/0,053)+(580/0,053)

 3041 P

 ≥

 4503 KN = 38 cordoalhas

 Adotaremos 44 cordoalhas pelo balanceamento de cargas.  Análise da borda inferior no vão combinação frequente

(-5280/1,6) – ((5280*0,06)/0,053))+(354/0,053)= - 2598 KN/m² = -2,6 MPa OK!

 Análise da borda superior no vão combinação frequente

(-5280/1,6) +((5280*0,06)/0,053))-(354/0,053)= - 4000 KN/m² = -4 MPa OK! Análise no ato da protensão

Momento negativo (PP)

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Momento positivo (PP)

 Análise da borda inferior no meio do vão somente PP

(-5280/1,6) – ((5280*0,06)/0,053))+(196,5/0,053)= -5569N/m²

<

 -12,6 MPa OK!

 Análise da borda superior no meio do vão somente PP

(-5280/1,6) + ((5280*0,06)/0,053))-(196,5/0,053)= -1030,5N/m²

<

 -12,6 MPa OK!

Tensões limites no concreto imediatamente após a aplicação da Protensão de acordo com o ACI

Compressão nas regiões de momentos negativos = 0,40*

 

  = 0,40*0,70*30= 8,4 MPa = 8400KN/m²

Compressão nas regiões de momentos positivos = 0,60*

 

= 0,60*0,70*30= 12,6 MPa = 1260

KN/m²

Tração com armadura passiva = 0,50*

  

 = 0,50*

√ 0,7∗30

 = 2,3 MPa = 2300KN/m² Verificação na ruptura

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52

 Calcular a posição da linha neutra a partir da equação de equilíbrio Md=



.

= 0,8x.b.0,85fcd.(dp-0,4x)

5490000= 0,80x*800*0,85*300/1,4*(16-0,4x)= 3,20 cm

 Valor de cálculo da protensão

Pd= γP.P∞ 1*(12000*44)= 528000 Kgf/m  Calcular alpha “P” p = Ep/EC 196/27,6= 7,10  Calcular tensão cp Pd/bh+(12.Pd.ep^2)/(bh^3) 528000/800*20+(12*528000*6^2)/(800*20^3) 68,64 Kgf/cm2

 Calcular a força de neutralização Pn

Pn= Pd+

528000+7,10*44*68,64= 549443 Kgf/m

 Calcular a tensão de neutralização (σpn) σpn= Pn/Ap

549443/44 = 12487 Kgf/cm²

 Calcular a taxa geométrica de protensão (

)

 = Ap/bd

44/(800*20)= 0,275%

 Calcular a tensão no aço de protensão (σp)

σp= σpn + 700 + fck/100

≤ σpe + 4200 ≤ fpyk, para relação L/altura ≤ 35 σp= σpn + 700 + fck/300

≤ σpe + 2000 ≤ fpyk, para relação L/altura ≥ 35

12487+700+((300/(300*0,00275)= 13551 kgf/cm²

SUMÁRIO

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 Calcular a tensão de cálculo no aço de protensão (σpd) σpd = σp/γs sendo γs= 1,15

13551/1,15 = 11783 Kgf/cm²

 Calcular a resultante de compressão no concreto (Rcc)

Rcc = 0,8x.b.0,85.fcd

0,80*3,20*800*0,85*(300/1,4)= 373028,6 Kgf

 Calcular a resultante de tração na armadura de protensão (Rpt)

Rpt = σpd.Ap

11783*44= 518452

Rpt

>

 Rcc Não há necessidade de armadura frouxa! Verificar se a seção está em equilíbrio, ou seja, Rpt deve ser igual a Rcc. Caso não esteja prosseguir para o tópico seguinte.

 Impor condição de equilíbrio

Rst = Rcc – Rpt

 Calcular a armadura frouxa necessária As = Rst/f

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