Raimunda Gomes da Silva – Raimunda dos Cocos Raimunda Gomes da Silva – Raimunda dos Cocos Raimunda Gomes da Silva – Raimunda dos Cocos Raimunda Gomes da Silva – Raimunda dos Cocos Raimunda Gomes da Silva – Raimunda dos Cocos
Filha de lavradores pobres, natural do Maranhão, Raimunda não estudou e se casou aos 18 anos. Sozinha, criou seus seis filhos trabalhando como lavradora. Conseguiu valorizar as mu-lheres em uma das regiões mais machistas do país, salientando a importância do trabalho das quebradeiras de coco babaçu para a renda familiar. Fundou a Federação Interestadual das Quebradeiras de Coco e a Associação das Quebradeiras de Coco. É uma grande liderança entre as trabalhadoras rurais.
Gr GrGr
GrGracíliana Selestino acíliana Selestino acíliana Selestino acíliana Selestino Wacíliana Selestino WWWWakanãakanãakanãakanãakanã
Gracíliana Selestino Wakanã reside na Aldeia Boqueirão, do povo indígena Xucuru-Kariri, da cidade de Palmeira dos Índios - Alagoas, sendo uma das mais atuantes líderes do movimento em defesa do povo indígena, em especial das mulheres indígenas. É uma das primeiras mulhe-res indígenas a participar do movimento feminista.
Zuleika Zuleika Zuleika Zuleika Zuleika AlambertAlambertAlambertAlambertAlambert
Zuleika Alambert foi deputada pelo partido comunista nos anos 40. É feminista, escritora e política. Exilou-se no Chile e na França durante a ditadura militar. Em Paris, foi fundadora do grupo de mulheres brasileiras na capital francesa. Recebeu o título de cidadã paulista em 1986 graças à sua militância. Possui livros publicados no Brasil e no exterior, entre eles “Uma jovem brasileira na URSS”.
Benedita da Silva Benedita da Silva Benedita da Silva Benedita da Silva Benedita da Silva
A primeira senadora negra no Brasil é atualmente um símbolo para mulheres, homens e crianças negros. Benedita da Silva venceu todas as adversidades e, determinada a seguir uma carreira política, foi eleita vereadora, deputada federal, senadora, vice-governadora e governa-dora do estado do Rio de Janeiro. Foi também Secretária Especial de Assistência Social do governo Luiz Inácio Lula da Silva.
Heleieth Saffioti Heleieth Saffioti Heleieth Saffioti Heleieth Saffioti Heleieth Saffioti
Socióloga, professora, pesquisadora, Heleieth dedicou seu conhecimento a pesquisar e escre-ver sobre a mulher. Com dez livros publicados e centenas de ensaios no mundo inteiro, é a primeira teórica da questão da violência contra a mulher.
Clara Charf Clara Charf Clara Charf Clara Charf Clara Charf
Cidadã militante, viúva de Carlos Mariguella, viveu exilada em Cuba por nove anos e hoje é membro do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher. Integrante da Secretaria Nacional de Mulheres do PT é também coordenadora do Comitê Brasileiro 1000 Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz de 2005.
Enid Backes Enid Backes Enid Backes Enid Backes Enid Backes
Gaúcha e socióloga, Enid foi militante do movimento estudantil, do movimento feminino pela anistia e de movimentos populares. Atuou também na luta sindical, como dirigente da Associ-ação Gaúcha dos Sociólogos. Participou da fundAssoci-ação da primeira Coordenadoria da Mulher no Rio Grande do Sul.
Lenira Carvalho Lenira Carvalho Lenira Carvalho Lenira Carvalho Lenira Carvalho
Nascida en 1932, em um engenho alagoano, Lenira tem origens humildes que não a pouparam do destino de ser empregada doméstica.
Por volta de 1962 formou um grupo de domésticas para discutir os problemas da categoria.
Durante o Golpe de 1964 teve sua casa invadida e foi presa. Dada a repressão ao movimento, retomou a sua profissão, sem deixar de lado o propósito de ajudar a construir uma associação de empregadas domésticas no Recife, sonho que se realizou em 1979. A Associação das Empregadas Domésticas da Área Metropolitana do Recife virou Sindicato em 1988. Com muita garra pelas reivindicações de sua categoria durante a Constituinte de 1988, chegou-se ao resultado histórico de conquistas trabalhista.
Rose Marie Muraro Rose Marie Muraro Rose Marie Muraro Rose Marie Muraro Rose Marie Muraro
Rose Marie nasceu em 11 de novembro de 1930, praticamente cega. Formou-se em Física e Economia e graças a sua forte personalidade teve determinação suficiente para se tornar uma das mais brilhantes intelectuais de nosso tempo. Escritora e editora, publicou diversos livros polêmicos, contestadores e inovadores, do ponto de vista dos valores sociais modernos. Nos anos 70, foi uma das pioneiras do movimento feminista no Brasil. Suas idéias se refletem em sua vida pessoal: aos 66 anos, ela desafiou os seus próprios limites, quando recuperou a visão por meio de uma cirurgia e viu seu rosto pela primeira vez. Rose considera o movimento de mulheres o mais importante movimento social do século no mundo inteiro.
Heloneida Studart Heloneida Studart Heloneida Studart Heloneida Studart Heloneida Studart
Nascida em 09 de abril de 1932, em Fortaleza, no Ceará, Heloneida, aos 16 anos, já publicava crônicas no jornal “O Nordeste” que provocavam polêmicas entre parentes e amigos. Aos 18 anos veio para o Rio de Janeiro com o seu primeiro manuscrito debaixo do braço. O romance seguinte - “Dize-me o teu nome” - ganhou os prêmios Orlando Dantas e o da Academia Brasileira de Letras. No entanto, a Literatura não diminuiu sua militância política e sindical.
Heloneida foi presidente do Sindicato de Entidades Culturais, em plena ditadura, de onde saiu presa. Candidatou-se a deputada estadual, em 1978, pelo antigo MDB e foi eleita com 70 mil votos. Heloneida é uma feminista histórica e fundadora do Centro da Mulher Brasileira.
Elizabeth Elizabeth Elizabeth Elizabeth Elizabeth TTTTTeixeireixeireixeireixeireixeiraaaaa
Elizabeth Teixeira nasceu no município de Sapé, Paraíba, em 13 de fevereiro de 1925, em uma família de sete irmãos. No dia 02 de abril de 1962, quando três policiais, vestidos de vaqueiros, mataram o líder camponês João Pedro Teixeira, seu marido e fundador da Liga Camponesa, Elisabeth sentiu que a organização dos trabalhadores do campo não podia morrer com ele.
Após o golpe de 1964, Elizabeth, mesmo perseguida, presa e ameaçada, não desistiu e conti-nuou a luta de seu companheiro, mantendo-se à frente da Liga Camponesa. Sobreviveu como lavadeira e professora na cidade de São Rafael e, na clandestinidade, perdeu o contato com os filhos e foi dada como morta pela repressão política. Exilou-se em Cuba, por um período, mas recusou o convite de Fidel Castro para ir viver, com os 11 filhos, na ilha, em nome de seu compromisso com os camponeses no Brasil. Elizabeth hoje é considerada uma das grandes responsáveis pela organização dos trabalhadores rurais.
Ruth de Souza Ruth de Souza Ruth de Souza Ruth de Souza Ruth de Souza
Ruth de Souza, uma das grandes damas da dramaturgia nacional, nasceu na cidade do Rio de Janeiro. Ruth tem mais de 50 anos de carreira artística, vividos nos palcos de teatro, estúdios de TV e sets de filmagem. Primeira brasileira a ser indicada para um prêmio internacional - o de melhor atriz, na edição do Festival de Veneza de 1954, pela sua atuação no filme Sinhá Moça -Ruth de Souza disputou, também, o Leão de Ouro com artistas consagrados do cinema mundial.
Na época em que começou sua carreira, o fato de ser negra era um grande obstáculo, mas, Ruth sempre foi uma pioneira. Em um período em que não havia atores negros, ela fez parte do primeiro grupo teatral importante do Brasil, o Teatro Experimental do Negro Negro. Lutou contra o racismo e combateu, com intensidade, por melhores papéis para as atrizes e atores negros em todos os meios culturais.
Ana Montenegro Ana Montenegro Ana Montenegro Ana Montenegro Ana Montenegro
Ana Montenegro é reconhecida por sua luta em defesa de seu povo e de sua terra. Militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB) por mais de 50 anos, Ana lutou bravamente pelo restabelecimento da democracia no Brasil e, em conseqüência disso, teve a sua vida conturba-da por perseguições políticas. Foi obrigaconturba-da a se afastar de seu lar e de sua família por quase 20 anos de exílio. Com participação expressiva nos movimentos de mulheres, ela foi a primeira mulher a ser exilada do país. Aos 90 anos de idade, Ana ainda afirma em alto e bom tom que a sua luta continua sendo por pão, terra e trabalho e diz ainda: - um país que tem isso, tem liberdade!
Mãe Estela Mãe Estela Mãe Estela Mãe Estela Mãe Estela
Mãe Estela de Oxossi, 60 anos, baiana, ialorixá e herdeira do axé do candomblé Axé Opô Afonjá, localizado no bairro de São Gonçalo do retiro, em Salvador. Mãe Estela, uma das mais respei-tadas mulheres da Bahia, iniciou um importante movimento de rompimento com o sincretismo, que vem sendo seguido por várias casas. Não por sectarismo, mas para resgatar os valores negros e a religião africana e garantir a preservação dessa cultura. A casa de Mãe Estela mantém obras sociais da maior relevância para diversas comunidades na Bahia.