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3.1 Perfil do/da Entrevistado/a do Assentamento Nova Vida

Ver-se no gráfico 1 as localidades que os/as entrevistados/as nasceram no qual residiram antes de irem para o assentamento Nova Vida.

Gráfico 1: Distribuição do/a Entrevistado/a Por Local de Origem

Fonte: Pesquisa de Campo, 2019. Gráfico 1A: Origem dos entrevistados/as. Gráfico 1B: Município onde os/as entrevistados/as moravam antes de irem para o Nova Vida.

Ao analisarmos o perfil do/a entrevistado/a, vemos que no gráfico 1A, a maioria dos sujeitos nasceu na cidade de Campo Grande/RN, e os demais nasceram em outros municípios

2% 4% 48% 21% 2% 7% 6% 2% 2% 2% 2% 2%

Jucurutu Triunfo Campo Grande Caraúbas

Paraú Upanema Mossoró Governador

Paraíba Janduiz Olho D'água Lucrecia

2% 9% 2% 2% 2% 2% 4% 4% 4% 2% 6% 4% 2% 2% 28% 4% 24%

Sítio Condado Sítio Pimenta Sítio Logradouro Sítio Serraria

Sítio Silva Sítio Linda Flor Sítio Sombras Grande Sítio Baixa Fechada

Sítio Cabeça do Boi Sítio Retiro Sítio Bom Jesus Sítio Salgado

Sítio Miranda Triunfo Upanema Campo Grande

Não respondeu A

próximas a ela. Já no gráfico 1B, vejamos que antes de morar no P. A. Nova Vida os/as entrevistados/as vieram de vários sítios e a maioria de Upanema/RN.

No gráfico 2 vemos a relação de gênero.

Gráfico 2: Distribuição do/a Entrevistado/a Por Sexo

Fonte: Pesquisa de Campo, 2019.

Como vemos no gráfico 2, grande parte dos/as entrevistados/as foi do sexo feminino. Isso porque quando realizamos a pesquisa a mulher quem nos recebeu. Os homens saem cedo para o trabalho e a mulher permanece em casa com seus afazeres domésticos.

Conforme Damiani (2002), a contradição entre o ser homem e o ser mulher tem perpassado ao longo de vários séculos a discrepância entre os dois gêneros. A mulher era visualizada somente como reprodutora e serva do marido. Enquanto o mesmo mantinha o poder da família toda até mesmo do trabalho. Foi por meio dos movimentos sociais que as mulheres foram quebrando essa ideia de que era um ser frágil e deveria permanecer no lar. No caso de liderança na comunidade em estudo predominou até hoje o masculino. Nisso, vemos que há uma diferença de idades entre os sexos, pois como vemos no gráfico 3 há idosos, jovens e adultos.

17%

83%

Gráfico 3: Distribuição do/a Entrevistado/a Por Idade

Fonte: Pesquisa de Campo, 2019.

No gráfico 3, mostra a faixa etária dos sujeitos entrevistados, tiveram jovens com idades de 17 a 19 anos, adultos de 20 a 39 anos, pessoas com meia idade entre 40 a 64 anos e pessoas da terceira idade com mais de 65 anos. Percebemos assim que jovens e adultos estão em maioria. Certamente que os adultos estão relativos à força de trabalho ativo que há na comunidade. Conforme Braga (2006, p. 71), [...] “a construção da identidade dos jovens depende do espaço social ao qual pertencem,” [...]. Diante disso, os jovens demandam políticas públicas justamente pelo desemprego e pela desigualdade de seus direitos. Ainda como diz Braga (2006, p. 74), “Esse quadro se torna mais visível quando se trata da juventude rural, cujas opções de trabalho são ainda mais escassas.” Independente da cultura social as pessoas sofrem preconceitos talvez, principalmente quando jovens; são levados à exclusão e desigualdade por não participarem de tais grupos. Dessa forma, buscamos saber como o/a entrevistado/a se identifica em relação a sua cor da pele, gráfico 4.

Gráfico 4: Distribuição do/a Entrevistado/a Por Cor/Etnia

Fonte: Pesquisa de Campo, 2019. 48% 48%

4%

Jovem Adulto Idoso

30%

36% 28%

6%

Observa-se, que a maioria respondeu ter cor morena e parda, ficando a baixo brancos, pretos/negros. Alguns entrevistados/as relacionavam sua cor de pele, ao vê-la como é hoje. Já outros não se olhavam e mencionavam como está sua cor no cartão de vacinação. É sabido como a relação étnica-racial pode ocorrer a exclusão do/a negro/a na comunidade pelo próprio sujeito não se identificar com sua cor e ainda pode levar a existência do preconceito na escola. Isso fica evidente que se declarar como moreno é o mesmo que preto/negro, mas as pessoas não têm essa compreensão. Podemos ver que há diferenças raciais e que pode haver também na relação do estado civil, como está destacado no gráfico 5.

Gráfico 5: Estado Civil do/a Entrevistado/a

Fonte: Pesquisa de Campo, 2019.

A maioria dessas pessoas são casados/as. De acordo com Goldani (1994, p. 8), “[...] a complexidade da vida familiar aumentou devido ao incremento no número de famílias reconstituídas, resultado do incremento nas taxas de separação, divórcio e recasamentos.” Nesse ponto há possibilidades de que esses indivíduos já tenham vindos casados e/ou casaram depois que chegaram no P. A. Nova Vida contrastando com o tempo de permanência na comunidade, ao vermos no gráfico 6.

45% 51%

4%

Gráfico 6: Tempo de Permanência na Comunidade

Fonte: Pesquisa de Campo, 2019.

A maioria dos/as entrevistados/as responderam que moram no assentamento em um período de 20 a 26 anos.

Em suma, conhecemos o perfil da população do P. A. Nova Vida. Adiante conheceremos como é a vida destas pessoas que residem no assentamento, assim quando tratado no meio econômico.

21%

15% 64%

4 ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS: TRABALHO E RENDA

De acordo com a análise sobre as condições de vida, trabalho e renda, compreendemos que a família dos/as assentados/as do P. A. Nova Vida é constituída por pai, mãe e filhos, onde a maioria dos/as entrevistados/as respondeu que mora com a família. Pouquíssimos são os que moram sozinhos e nesse contexto são aqueles já idosos que dependem de um cuidado específico.

Goldani (1994), discorre que a estrutura familiar do século XXI está atrelada ao modelo com menor número de filhos. Na zona rural a quantidade de filhos é formada por cinco ou mais pessoas. Na pesquisa constatamos que 85% dos/as entrevistados/as têm filhos e 73% responderam ter filhos/as de 1 a 5 anos.

Gráfico 7: Idades dos Filhos do/a Entrevistado/a

Fonte: Pesquisa de Campo, 2019.

Neste gráfico 7, a maioria dos/as entrevistados/as respondeu ter filhos com mais de 20 anos. Consideramos a base que sustenta uma família são os pais, hoje em dia, no espaço rural a força masculina não é mais predominante no trabalho pesado, pois segundo Costa (2005), a mulher desenvolve funções em outras atividades na: agricultura, associações, em casa, cuidam dos filhos, etc. embora esses filhos/as com mais idade já tenham capacidade de trabalhar ajudando os pais.

16%

29% 50%

5%

Gráfico 8: Distribuição do/a Entrevistado/a Por Trabalho

Fonte: Pesquisa de Campo, 2019.

Vemos no gráfico 8, que a maioria dos/as entrevistados/as responderam que trabalham. Na perspectiva econômica, o trabalho refere às atividades braçais, assalariadas e produtivas desenvolvido na comunidade a longo ou curto prazo. Observamos que, quando se perguntava às mulheres se elas trabalhavam, 12% respondiam que não. Na mente delas o trabalho doméstico não se encaixava. Goldani (1994) aponta que a mulher brasileira de hoje tem crescido seu desempenho na relação com o trabalho. Dando prosseguimento, procuramos saber sobre o tipo de atividade exercida pelo sujeito disposto no gráfico 9.

Gráfico 9: Distribuição do Entrevistado pelo tipo de Trabalho/Atividade

Fonte: Pesquisa de Campo, 2019.

No gráfico acima, a maioria dos/as entrevistados/as respondeu que trabalha na agricultura. No plano econômico do assentamento as famílias exercem atividade voltada principalmente para agricultura. A agricultura é desenvolvida no período chuvoso, enquanto isso o agricultor realiza outras atividades no período seco para compensar a renda como a

88% 12% Sim Não 60% 2% 38%

criação de animais e o corte de palha em outra localidade. Neste caso observamos que os recursos financeiros são baixos como segue no gráfico 10.

Gráfico 10: Distribuição do/a Entrevistado/a Por Renda

Fonte: Pesquisa de Campo, 2019.

No gráfico 10, a maioria dos/as entrevistados/as responderam que recebe até 1 salário mínimo. Vemos que a renda obtida pelas famílias geralmente se encontra abaixo ou igual a um salário mínimo, os sujeitos buscam outras alternativas de trabalho temporário que serve como fonte de renda justamente pelo baixo recurso e também o apoio governamental. Para França Segundo e Fernandes (2014, p. 69), “[...] a agricultura não é a única fonte de renda e meio de subsistência de suas famílias.” Sendo assim 60% dos/as entrevistados/as respondeu que sua família recebe o benefício do governo (bolsa família) e 40% respondeu que não recebe. Em razão de que há outros programas como bolsa família e aposentadoria. A maioria dos/as entrevistados/as 61% respondeu que já fizeram empréstimos, 37% respondeu que nunca fizeram empréstimos, já os 2% não responderam. Alguns empréstimos são destinados à compra de animais, como podemos ver no gráfico 11.

5%

42%

12% 41%

Sem renda Até 1 salário mínimo

Gráfico 11: Criação de Animais no Assentamento

Fonte: Pesquisa de Campo, 2019.

No gráfico 11, a maioria dos/as entrevistados/as respondeu que cria animais. Os sujeitos dependem da criação para sua sobrevivência e do crescimento econômico da comunidade. Segundo Carvalho et al., (2009, p. 78), “A dimensão econômica ocupa-se com eficiência dos processos produtivos, tidos como uma condição necessária para viabilizar a reprodução social dos assentados rurais.” Seja a criação ou produção é importante para o crescimento e autonomia tanto do agricultor como do assentamento. Nesse caso, na comunidade há diferentes tipos de criações como mostra no gráfico 12.

Gráfico 12: Principais Tipos de Criação Animal do Assentamento

Fonte: Pesquisa de Campo, 2019.

Os animais são criados tanto nos quintais como nos lotes para o abate do próprio consumo de sobrevivência alimentar e para a venda caso precise de dinheiro, não havendo existência de comércio desse tipo na comunidade. Produtos como leite, ovos, polpas e frutas, doce, frango etc., são de baixa produção, no entanto servem como uma fonte de lucro e desenvolvimento para o assentamento. Ressaltamos a ausência de produção artesanal.

79% 21% Sim Não 1% 18% 32% 11% 3% 35%

Caprinocultura Ovinocultura Bovinocultura

O perfil socioeconômico do assentamento é identificado pelos tipos de trabalho existentes no lugar em questão, da renda obtida por ele, pelo desenvolvimento da empregabilidade, da circulação de mercadorias como também de consumo neste determinado local.

5 ASPECTOS SOCIAIS, INFRAESTRUTURAIS E CONDIÇÃO DE VIDA DO

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