• Nenhum resultado encontrado

4.1 FUNDAMENTOS DO PROTÓTIPO

4.1.2 Perfil do usuário

O perfil do usuário é o grupo das informações relativas às características do usuário do sistema (habilidades, limitações, preferências e interesses dos usuários) (SANTOS, 2014). Estas características foram divididas em três partes:

1. Características Gerais: Sexo: feminino e masculino.

Habilidades necessárias: Manejo do teclado e o mouse. Níveis de percepção: visual e tátil.

Habilidades motoras: precisão e coordenação motora. Grau de instrução: alfabetizado.

Função do software: atividades executadas pelo usuário.

Tarefas: segmentar e reconhecer sons; segmentar e reconhecer rimas; distinguir fonemas; soletração; distinguir imagens; completar palavras.

Frequência das tarefas: diária.

Objetivos do sistema: transformar crianças com dificuldades de leitura em leitores independentes e bem preparados.

Motivações: desenvolver os sistemas neurais responsáveis pela leitura e análise das palavras e o sistema automático.

Preferências: utilização do teclado e o mouse nas atividades. 2. Conhecimento Conceitual5: a) Conhecimentos Semânticos: Função: médio; Método: médio; Tarefa: médio; Computadores: baixo; b) Conhecimentos Sintáticos:

Utilização do teclado e mouse: alto;

Utilização de dispositivos especiais de interação: baixo; Utilização de termos específicos: baixo;

3. Estilo cognitivo: Aprendizado: prático

Resolução de problemas: item ajuda; Retenção de aprendizado: alta. Nível de curiosidade: alto; Nível de persistência: médio; Nível de inovação: alto.

4.1.3 Objetivos de usabilidade

Segundo Garcia (2007 apud SANTOS, 2014) os objetivos de usabilidade são “um conjunto de metas de usabilidade, mensuráveis, que devem ser alcançados pelo sistema”, assim, tornando possível a avaliação da usabilidade de um sistema. A tabela 3 mostra esses objetivos.

Tabela 3 – Objetivos de usabilidade.

Fonte: Santos (2014).

4.2 DESCRIÇÃO DO PROTÓTIPO

Por meio de atividades de manipulação da linguagem oral que estimulam a pronúncia correta das palavras e as memórias visual e auditiva, os portadores de dislexia poderão melhorar seu desempenho escolar.

4.2.1 Protótipo de interface

A interface é o principal meio de comunicação entre o usuário e o sistema. É a maneira mais rápida e de menor custo para definir um projeto. Nielson (2013 apud NASCIMENTO, 2013) diz que “É mais barato alterar um produto na sua fase inicial do que fazer alterações em um produto acabado. Estima-se que seja 100x (cem vezes) mais barato efetuar alterações antes de se começar a programar do que esperar que todo o desenvolvimento tenha sido efetuado. ”

As figuras 17 a 26 foram desenvolvidas no programa vetorial CorelDRAW X7 e mostram como são conduzidas as atividades.

O presente jogo nominado como “Os Jedai no universo das letras”, acontece no planeta Corelia. O jogo é sobre dois Jedais que enfrentam altas aventuras a fim de desvendar os

mistérios do universo. Enquanto eles passeiam pelo universo, repentinamente encontram o imperador Dart Negro, que convocou suas tropas para recuperar um tesouro perdido.

Figura 17 - Tela inicial do jogo

Figura 18 – Tela de seleção de personagem

Fonte: Autor.

Figura 19 – Tela da atividade motora – Recolher as moedas

Para todas as fases a seguir o jogador deve coletar a quantidade de tesouro exigida por Dart Negro. Conforme o jogo vai avançando o nível também vai subindo (figuras 20 a 25).

Figura 20 – Tela da fase 1: Diferenciar formas

Fonte: Autor.

Desafio: selecionar as figuras iguais aos modelos apresentados.

Objetivo: identificar e comparar as formas (tamanho, cor, posição e orientação). Resultado: desenvolver habilidades de comparação de formas.

Figura 21 – Tela da fase 2: Divisão e reconhecimento de sons.

Fonte: Autor.

Desafio: Qual palavra começa com som diferente?

Objetivo: identificar as palavras e sons diferentes entre elas.

Resultado: desenvolver habilidades de segmentação de palavras e reconhecimento de sons.

Figura 22 – Tela da fase 3: Divisão e reconhecimento de rimas.

Fonte: Autor.

Desafio: Qual das palavras não rima com as outras? Objetivo: identificar, associar e comparar fonemas. Resultado: desenvolver habilidades com rimas.

Figura 23 – Tela da fase 4: Diferenciar fonemas.

Fonte: Autor.

Desafio: Clique na figura, ouça a palavra e indique qual a letra é diferente. Objetivo: identificar e comparar fonemas e letras.

Figura 24 – Tela da fase 5: Completar palavras

Fonte: Autor.

Desafio: Associe a imagem a palavra e complete com a letra que falta. Objetivo: identificar os fonemas e letras que faltam.

Figura 25 – Tela da fase 6: Soletração.

Fonte: Autor.

Desafio: Associe a imagem a palavra e complete com a letra que falta. Objetivo: Digitar a palavra corretamente.

Resultado: desenvolver habilidades de soletração.

Ao fim do jogo deve aparecer a tela de feedback (figura 26), onde serão considerados: o tempo de execução da tarefa e a resolução do enigma. As atividades têm um limite de tempo. A pontuação é cumulativa.

Figura 26 – Tela de Feedback.

Fonte: Autor.

Tabela 4 - Feedback

5 CONCLUSÃO

Ao ingressar na escola a criança começa a ter contato direto com símbolos, fazendo associação entre os símbolos visuais e verbais, assim a criança aprende a ler. Neste momento ela precisa compreender a representação impressa dos símbolos para que tenha a capacidade de expressão por meia da escrita. Qualquer interferência desse processo afeta diretamente o desenvolvimento da linguagem, e, consequentemente da linguagem. Cabe ao professor saber identificar esses problemas e verificar se pode ser apenas eventual ou se é algo persistente. E assim, encaminhar a criança diretamente a um profissional qualificado fazer a avaliação, investigando se há um problema, a intensidade e o quão a criança já foi afetada, para enfim elaborar um programa especial de intervenção, afim de desenvolver as habilidades deficientes e retomar o tempo perdido.

Ao mesmo tempo em que é descoberta a dislexia em uma criança, também é encontrado um conjunto peculiar de habilidades e deficiências que retratam o passado dela: os genes herdados e as experiências obtidas durante o crescimento. Um programa de leitura eficiente e o modo com que os adultos – especialmente pais e professores – tratam a criança são fatores que podem influenciar diretamente na determinação de um perfil futuro bem-sucedido.

Há outros distúrbios que também afetam a aprendizagem, e podem facilmente ser confundidos com a dislexia, porém somente a dislexia gera a síndrome clínica que se distingue pela combinação paradoxal, em uma mesma pessoa, de deficiência fonológica e habilidade cognitiva.

Ao trabalhar com a informática podem ser utilizadas diferentes ferramentas, desde que o professor tenha capacidade técnica para trabalhar essas ferramentas. A informática serve como ferramenta auxiliadora da edificação do conhecimento, tanto para disléxicos quanto para não disléxicos.

Leitores disléxicos têm grande potencial e podem contribuir de forma significativa no desenvolvimento da sociedade. Há inúmeras histórias de disléxicos que atingiram o sucesso. Essas histórias comprovam que toda criança com problemas de leitura pode se tornar um adulto competente, nas mais diversas e complexas áreas de conhecimento e, até mesmo, chegar a ser superespecialista com alto nível de sucesso. A chave para esse sucesso e para ser poupado de frustrações relativas à linguagem é diagnosticar a dislexia o quanto antes possível e submeter a criança a uma intervenção eficaz. Agora é possível obter um diagnóstico preciso em crianças antes mesmo de entrarem na escola ou em idade escolar; em jovens e adultos que estão na

faculdade, cursos profissionalizantes ou pessoas simplesmente desejam entender o problema (Shaywitz, 2006).

Para trabalhos futuros, há o desejo da concretização deste projeto, podendo ser ampliado, desenvolvido e disponibilizado em versão desktop e mobile, afim de beneficiar o máximo de crianças possível que sejam portadoras dessa deficiência de linguagem, visto que há escassez de recursos para brasileiros. Portanto, o desenvolvimento e avaliação deste protótipo, podem ser os passos futuros desta pesquisa.

REFERÊNCIAS

AGUIAR, Malu. A informática como instrumento de intervenção pedagógica em crianças com dislexia, [S.l], 16 mar. 2012. Disponível em: <

http://pt.slideshare.net/mmaluaguiar/a-

informaticacomoinstrumentodeintervencaopedagogicaemcriancascomdislexia >. Acesso em: 29 nov. 2015.

ALVES, Moisés Pereira et al. Cuidando da criança disléxica na era da informática, [Jequié], 03 fev. 2004. Disponível em: <

http://www.psicopedagogia.com.br/artigos/artigo.asp?entrID=498 >. Acesso em: 29 nov. 2015.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DISLEXIA. O que é dislexia? Possíveis sinais, [São Paulo], 04 nov. 2015. Disponível em: < http://dislexia.org.br/v1/index.php/health-living-c/50- haretra-faucibus-eu-laoreet-9 >. Acesso em: 04 nov. 2015.

BATISTA, Fábio. Inglês para disléxicos: Saiba como aprender segundo idioma e ser Bilíngue. Dislexia em adultos, 22 mar. 2015. Disponível em:

<http://dislexiaemadultos.com/ingles-para-dislexicos-saiba-como-aprender-segundo-idioma- e-ser-bilingue/> Acesso em: 16 nov. 2015.

CANALTECH. Alunos do ITA criam aplicativos que auxiliam crianças com dislexia. [São Bernardo do Campo], 12 out. 2012. Disponível em: <

http://canaltech.com.br/noticia/apps/Alunos-do-ITA-criam-aplicativos-que-auxiliam-criancas- com-dislexia/ >. Acessado em: 30 nov. 2015.

COSTA, Raimundo J. Macário et al. Redes neuronais e transtornos de aprendizagem: rastreio de pessoas com dislexia. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE INFORMÁTICA NA

EDUCAÇÃO, 10, Florianópolis. 20 anos de Informática na Educação: Repensar, reciclar, reutilizar e revitalizar. Florianópolis, 2009.

DUARTE, Joana Muchagata. A multimédia na Dislexia: Tecnologia Multimédia na reeducação da dislexia. 2009. 164 f. Dissertação (Mestrado em multimédia) – Faculdade de engenharia da Universidade do Porto, Porto, 2009.

FONEMA. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2015. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Fonema&oldid=43443629>. Acesso em: 04 nov. 2015.

FREITAS, Lívia Inácio. Transtorno Específico de Leitura – Dislexia. Aprender criança, [São Paulo], 2015. Disponível em: < http://www.aprendercrianca.com.br/197-dislexia/111- transtorno-especco-de-leitura-dislexia >. Acessado em: 17 nov. 2015.

INSTITUTO ALFA E BETO. Conheça os 31 fonemas da Língua Portuguesa, [S.l.], 01 out. 2010. Disponível em: < http://www.alfaebeto.org.br/arquivos/publicacoes/conheca-os-31- fonemas-da-lingua-portuguesa/ >. Acesso em: 04 nov. 2015.

LOPES, Áurea. Será que seu aluno é disléxico?, [São Paulo], 07 dez. 2006. Disponível em: < http://saci.org.br/?modulo=akemi&parametro=18748 >. Acesso em: 29 nov. 2015.

MASCARENHAS, Anne. Dislexia tem cura?. Centro Apoio, [Rio de Janeiro], 19 nov. 2015. Disponível em: < http://www.centropsicopedagogicoapoio.com.br/dislexia-tem-cura/ >. Acesso em: 19 nov. 2015.

. O que é dislexia?. Centro Apoio, [Rio de Janeiro], 19 nov. 2015. Disponível em: < http://www.centropsicopedagogicoapoio.com.br/o-que-e-dislexia/ >. Acesso em: 19 nov. 2015.

. Qual o tratamento para Dislexia?. Centro Apoio, [Rio de Janeiro], 19 nov. 2015. Disponível em: < http://www.centropsicopedagogicoapoio.com.br/qual-o-tratamento-para- dislexia/ >. Acesso em: 19 nov. 2015.

MONTEIRO, Lilian. Dislexia não é doença; transtorno da linguagem é confundido com falta de interesse e preguiça. Saúde Plena, [Minas Gerais], 19 ago. 2014. Disponível em: < http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2014/08/19/noticia_saudeplena,149893 /dislexia-nao-e-doenca-transtorno-da-linguagem-e-confundido-com-falta.shtml >. Acesso em: 29 nov. 2015.

NASCIMENTO, Thiago. A importância dos protótipos no desenvolvimento de sistemas.TN, [Lavras], 13 nov. 2013. Disponível em: < http://thiagonasc.com/desenvolvimento-web/a- importancia-dos-prototipos-no-desenvolvimento-de-sistemas >. Acesso em: 01 dez. 2015. OLIVEIRA, Ércio. Dislexia. ABC da Saúde, [Porto Alegre], 06 nov. 2015. Disponível em: < http://www.abcdasaude.com.br/pediatria/dislexia >. Acesso em: 09 nov. 2015.

PINTO, Deca, 4 mitos da dislexia. Nova Escola, São Paulo, ano 13, n. 209, p. 66-69, jan./fev. 2008.

PIVA, Rodrigo. 70 disléxicos famosos. Curiosando, [S.l], 05 dez. 2013. Disponível em: < http://curiosando.com.br/70-dislexicos-famosos/ >. 29 nov. 2015.

POLESE, Caila Lanfredi et al. Dislexia: um novo olhar. REI - Revista de Educação do Ideau, Getúlio Vargas, n. 13, v. 6, p. 1-23, jul 2011.

PONCE, Felipe. Dislexia: mitos e verdades. DixlexClub, [S.l.], 16 out. 2014. Disponível em: < http://www.dislexclub.com/2014/10/mitos-e-verdades/ >. Acessado em: 16 nov. 2015. PORTAL EDUCAÇÃO. A Importância do Diagnóstico Multidisciplinar. [Campo Grande], 14 jan. 2013. Disponível em: < http://www.portaleducacao.com.br/educacao/artigos/26790/a- importancia-do-diagnostico-multidisciplinar >. Acessado em: 17 nov. 2015.

PRADO, Kétilla Maria Vasconcelos et al. Como ocorre a aprendizagem da leitura e da escrita. Partes, [São Paulo], 12 nov. 2007. Disponível em: <

http://www.partes.com.br/educacao/aprendizagem.asp >. Acesso em: 29 nov. 2015.

SANTOS, Rafaela Correa et al. Jogos educativos na dislexia. Paraíba, 10 nov. 2014. 10 p.

SHAYWITZ, Sally. Entendendo a dislexia: um novo e completo programa para todos os níveis de problemas de leitura. Porto Alegre: Artmed, 2006. 288 p.

SMITH, Corinne. Dificuldades de aprendizagem de A a Z: um guia completo para pais e educadores. Porto Alegre: Artmed, 2007. 321 p.

STOLK, Alecsandro Bez. Aprendendo com as sílabas: software de apoio ao aprendizado de crianças com dislexia. In: TISE – CONGRESO INTERNACIONAL DE INFORMÁTICA EDUCATIVA. 18, 2013, Porto Alegre. Nuevas Ideas en Informática Educativa. Chile: Universidad De Chile, 2013. 413-118.

TELES, Paula. Dislexia: Como identificar? Como intervir?. Revista Portuguesa de Clínica Geral, Lisboa, PT, v. 20, n. 5, p. 713-770, dez. 2004. Disponível em: <

http://www.rpmgf.pt/ojs/index.php?journal=rpmgf&page=article&op=view&path[]=10097&p ath[]=9834 >. Acesso em: 28 nov. 2015.

SANTOS, Jocelio Soares. Uma proposta para concepção de um software educacional para auxiliar a alfabetização de crianças com dislexia. 2014. 108 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Computação) - Centro de Ciências Exatas e Sociais Aplicadas, Universidade Estadual da Paraíba, Patos, 2014.

SOUZA, Vanessa. Comentários sobre a NBR 6024 - Numeração Progressiva. Contornos, [Porto Alegre],19 jan. 2013. Disponível em: <

http://www.contornospesquisa.org/2013/01/comentarios-sobre-nbr-6024-numeracao.html >. Acesso em: 30 nov. 2015.

UNIJUI. Trabalhos acadêmicos: Apresentação, Referências e Citações. 2. Ed. Ijuí: Unijuí, 2014. 46 p.

VENTAVOLI, Fabíola. A informática auxiliando os disléxicos no ensino e aprendizagem. Psicopedagogia Online, [Momoca], 26 ago 2010. Disponível em: <

http://www.psicopedagogia.com.br/new1_artigo.asp?entrID=1274#.VltZ_uIXeXc >. Acesso em 29 nov. 2015.

Documentos relacionados