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Perfil do visitante em termos do tipo de viagem

4. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

4.1 Estudo dos visitantes da cidade de lamego

4.1.4. Perfil do visitante em termos do tipo de viagem

No que respeita ao perfil do visitante em termos do tipo de viagem, foram colocadas cinco questões relacionadas com: o meio de transporte utilizado para se deslocar à cidade de Lamego; com quem viaja; organização da viagem; alojamento; e gastos efetuados na cidade de Lamego.

Meio de transporte e com quem viaja

Como se observa na Figura seguinte, é notório que os turistas que visitam a cidade se deslocam, na esmagadora maioria, em automóvel (86%). A maioria dos inquiridos (67,5%) declarou que viajava com familiares, enquanto os que se deslocaram com amigos/colegas alcançavam a segunda posição.

Sim; 102; 85% Não; 1; 1%

Não sei/NR; 17; 14%

Meio de transporte Com quem viaja

Figura 12: Distribuição dos respondentes em função do meio de transporte e com quem viaja (N=120)

Organização da viagem

Cerca de 83% dos respondentes realiza a sua própria organização da viagem (Figura 13).

Figura 13: Distribuição dos respondentes em função da organização da viagem (N=120)

Alojamento

74 visitantes responderam à questão sobre onde estavam alojados fazendo referência à localidade e/ou ao nome da tipologia de alojamento (Anexo 6). As escolhas feitas pelos respondentes prendem-se com ficar alojados em unidades hoteleiras (destacando-se o Hotel de Lamego), casa de amigos/familiares, camping e cruzeiros. Vários respondentes não referiram a tipologia de alojamento mas sim a localidade onde estavam alojados.

Gastos efetuados na cidade de Lamego

Uma das questões presentes no questionário procurava conhecer os gastos efetuados durante a visita à cidade (Tabela 15). Dos 120 visitantes que responderam ao questionário apenas 34

Carro; 102; 86% Autocarro; 13; 11% Outro; 4; 3% 3 14 81 19 3 0 20 40 60 80 100 Sozinho/a Em grupo Com familiares Com amigos/colegas Outros 100 18 1 1 0 20 40 60 80 100 120 Próprio Agência viagens Associação cultural/religiosa Outro

referiram que efetuaram gastos na cidade. Dos que assinalaram ter efetuado gastos, a maior percentagem cabe à restauração, com 53,3% seguida das compras (28,3%).

Tabela 15: Distribuição dos respondentes em função dos gastos realizados na visita (N=120)

Gastos realizados na visita* Frequência absoluta Frequência relativa

Nenhum 34 28,3

Alojamento 18 15,0

Restauração 64 53,3

Compras 34 28,3

Entradas em atrações culturais 16 13,3

*Questão de respostas múltiplas

Foi feita também a pergunta sobre o montante gasto em cada uma das tipologias assinaladas. Em determinados casos, não se consegue obter resposta a esta questão. Contudo, como se observa na Tabela 16, 47 respondentes indicaram o montante total gasto, o qual ronda o valor médio de 64,4 euros, estando compreendido entre 1 e 500 euros.

Tabela 16: Distribuição dos respondentes em função do montante gasto (N=120) Montante gasto em:

Alojamento Restauração Compras Entradas em atrações culturais Total global Frequência absoluta 8 27 17 8 47 Média 106,75 39,63 27,18 7,63 64,40 Mediana 120,00 30,00 20,00 5,50 40,00 Desvio padrão 63,563 36,337 23,783 6,368 86,812 Mínimo 30 1 2 3 1 Máximo 210 150 100 20 500

Em síntese, do estudo realizado aos visitantes da cidade de Lamego, pode dizer-se que:  Perfil do visitante em termos do produto consumido:

51% os visitantes respondentes nunca tinham estado na cidade antes, mas o restante já. A maioria conhece o Santuário. São vários os meios que utilizaram para planear a visita, desde a internet, a recomendação de amigos/familiares, a visita anterior, e os guias e roteiros.

Uma questão fulcral desta investigação reside nas motivações da visita à cidade. Neste caso, constata-se que as razões relacionadas com questões religiosas (por um lado, a participação em festividades/celebrações religiosas e, por outro, a peregrinação/fé) têm uma diminuta representatividade (2,5% e 5,8%, respetivamente). É de realçar que as

festividades/celebrações religiosas mais proeminentes dizem respeito à padroeira da cidade, as quais ocorrem em setembro (a aplicação dos questionários foi realizada fora da época das festividades). Provavelmente, se a inquirição tivesse ocorrido na altura das festividades, os resultados seriam diferentes. No entanto, de fato, a motivação estritamente religiosa, para os visitantes respondentes, não se revela importante na visita que realizaram. Talvez seja relevante que as entidades envolvidas, públicas e privadas, criem e dinamizem atividades/eventos, no que concerne ao TR, de forma a captarem e a gerarem uma maior procura deste local, e deste segmento de turismo, não bastando apenas a romaria à Padroeira e a semana Santa, como pontos de atração.

Sousa e Pinheiro (2014) fazem referência à não existência de um perfil definido para as pessoas que praticam TR em Lamego. Ao contrário do que acontece na presente investigação, no estudo de Silva (2011), sobre a análise dos motivos de visita apontados pelos inquiridos, conclui-se que a motivação por razões religiosas encontra-se bastante destacada, sendo a principal causa de deslocação dos visitantes. Portanto, mais estudos deverão ser desenvolvidos para melhor compreender este resultado.

 Perfil do visitante em termos da avaliação da experiência turística:

Os visitantes inquiridos referem ter visitado vários locais de interesse em Lamego, sendo realçado o Santuário e a Sé Catedral. As atividades realizadas relacionam-se com a visita a igrejas/monumentos religiosos, a visita ao património cultural e a observação da paisagem. De uma forma geral, estão fortemente satisfeitos com a visita que realizaram, realçando estarem satisfeitos/muito satisfeitos com as acessibilidades, a conservação dos monumentos e com o estacionamento disponível. A avaliação global da experiência com a visita à cidade foi boa/muito boa. A maioria dos visitantes são excursionistas (permanecem entre 1 a 4 horas). Em termos de indicadores de lealdade, registam-se opiniões favoráveis face à intenção de regresso e recomendação da visita.

No que respeita ao potencial de promoção como destino turístico religioso, verifica-se uma forte perceção da existência, em Lamego, desse potencial, sendo justificado que o mesmo está associado à notoriedade dos dois principais monumentos (Santuário e Sé), bem como com a riqueza do património religioso e cultural que possui.

 Perfil do visitante em termos do tipo de viagem:

Os respondentes deslocam-se à cidade em automóvel, com familiares, realizam a sua própria organização da viagem e ficam alojados em unidades hoteleiras ou em casa de amigos/familiares. Os resultados obtidos no estudo de Silva (2011), no qual se procurou conhecer o papel dos santuários no desenvolvimento do território, são semelhantes. Dos gastos que efetuam na cidade, realça-se a restauração e as compras (também no estudo de Silva, 2011 se chegou a esta conclusão), abrangendo um valor médio de gasto de sensivelmente 65 euros.

Conclui-se que não existe um perfil específico associado a um visitante tipo, sendo a heterogeneidade a principal conclusão que podemos associar relativamente às características dos visitantes que responderam ao questionário.