4. APRESENTAÇÃO, ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS
4.1. Entrevista com os Docentes
4.1.1. Perfil dos docentes
O perfil dos docentes, pode ser observado no Quadro 3, conforme segue:
Quadro 3: Perfil dos docentes entrevistados
Docente/
IES Sexo Idade Formação Acadêmica
Tempo de atuação no ES Tempo de atuação na EFA Formação Inicial abordou a PCD?
G E MS DR
D1 Fem. 41-50 X X 1ano e
4meses 1 ano Sim
D2 Masc. 41-50 X X Cursa
ndo 14 anos 3 anos Não
D3 Fem. 31-40 X X 7 anos 4 anos Sim
D4 Masc. 31-40 X X X 4 anos 1 ano Não
D5 Masc. Acima
de 50 X X X 12 anos 4 anos Não
D6 Fem. 41-50 X X Cursa
ndo 21 anos 21 anos Sim
D7 Fem. 31-40 X X X 8 anos 8 anos Não
D8 Masc. 31-40 X X X Cursa
ndo 6 anos 2 anos Não
D9 Fem. 20-30 X X 2 anos 6 meses Sim
D10 Masc. 41-50 X X Cursa
ndo 5 anos 3 anos Sim
D11 Masc. 20-30 X X X 1 ano 6 meses Sim
D12 Masc. 41-50 X X X 7anos 4anos Sim
Nota: construção da autora
Ao analisarmos o perfil dos docentes que ministram a disciplina de EFA, ou de nomenclatura similar, percebemos que há uma predominância do sexo masculino, sendo que dentre os 12 docentes, 7 são do sexo masculino e 5 do sexo feminino. O fato
expresso nesses números coaduna com estudos13 e Censo do Professor14, que afirmam que a feminização docente não predomina no ensino superior, característica que difere da Educação Básica.
Quanto à faixa etária dos docentes, tivemos apenas um docente (D5) com idade acima de 50 anos, dois docentes com idade entre 20 e 30 anos (D9 e D11) e 9 docentes com idades entre 30 e 50 anos, sendo o D3, D4, D7 e D8 entre 30 e 40 anos e o D1, D2, D6, D10 e D12 entre 41 e 50.
No que se refere a formação inicial, como pressupúnhamos, todos os docentes têm a graduação em Educação Física. Nos cursos de pós-graduação lato sensu, sete docentes relataram ter cursado especialização (D4, D5, D7, D8, D10, D11, D12).
Porém, apenas um realizou tal curso na área de Educação Especial e Inclusiva (D12), três em Educação Física Escolar (D5, D7 E D10) e três em áreas relacionadas à saúde (D4, D8 e D11).
Identificamos que da mesma forma que todos os docentes são graduados em Educação Física, todos possuem pós-graduação stricto sensu – mestrado (D1, D2, D3, D4, D5, D6, D7, D8, D9, D1015, D11 e D12). Notamos também que há uma diversidade de Programas de Pós-Graduação no que se refere ao mestrado realizado pelos referidos docentes. Foram realizados em Educação Física (D2, 8, 11), em Educação (D1, 7), em Saúde Coletiva (D3), em Motricidade Humana (D6), em Educação Especial (D9) e em Tecnologia da Saúde (D4). Entendemos que a qualificação em áreas que não abrangem a temática em questão (PCD, EFA e inclusão), pode dificultar a relação com a disciplina ministrada, pois há de se obter um maior empenho na busca de conhecimentos que possam ser transferidos aos seus acadêmicos, garantindo qualidade no ensino e aprendizagem.
Destacamos que apenas três docentes possuem mestrado em áreas que abordam a EFA, D5 mestrado em Educação, com pesquisa direcionada a alunos com deficiência intelectual na Educação Física, D6 com mestrado em Motricidade Humana, que aborda as deficiências e a D9 com mestrado em Educação Especial, que trata das deficiências e inclusão.
13 Não aprofundaremos sobre a questão de gêneros, pois foge ao escopo dessa pesquisa.
14 http://portal.mec.gov.br/plano-nacional-de-formacao-de-professores/censo-do-professor
15 Em fase de conclusão.
Identificamos que não há nenhum docente com a titulação de doutor, no entanto, três estão em fase de conclusão de doutorado (D2, D6, D8), sendo um deles com pesquisa direcionada para a Educação Física Inclusiva.
O tempo de atuação no ensino superior dos docentes é variado, há docente com 21 anos de atuação e docente com apenas 6 meses. Destacamos D6 e D7, 21 (vinte e um) e 8 (oito) anos, respectivamente, que atuam na disciplina de EFA desde que iniciaram sua atuação profissional no ensino superior. Os demais assumiram16 a disciplina algum tempo após atuar com outras disciplinas.
Ao responder se tiveram em sua graduação alguma disciplina voltada para as PcD, 8 responderam que “Sim” e 4 que “Não”. Identificamos que o grupo que respondeu “Não” (D2, D4, D5 e D7), cursou a graduação nos anos de 2000, 2008, 1988 e 1998, respetivamente. Observamos que apenas o docente D4 cursou sua graduação em uma época que já se iniciava a implementação da disciplina de EFA, os demais cursaram em um período que ainda não havia uma obrigatoriedade legal para a inclusão da disciplina nos cursos de Educação Física, no entanto, dois docentes cursaram suas graduações no ano de 1998 e tiveram a disciplina (D10 e D12). Mesmo ainda não sendo uma obrigação legal, alguns cursos de Educação Física já demonstravam a preocupação em ofertar uma disciplina específica para EFA, apesar da resolução 03/87 do Conselho Federal de Educação conferir autonomia aos cursos de Educação Física quanto à composição curricular e que de forma implícita estavam atentos com a inclusão do ser humano como um todo nos currículos dos cursos de Educação Física, foi a partir do início do ano 1990 que tiveram início as discussões com interesse de se criar uma disciplina de EFA nos cursos, pois, segundo Rodrigues e Rodrigues (2013), foi também na década de 1990 que a perspectiva inclusiva passa a tomar forma no ensino regular, fazendo com que a escola assumisse seu papel social de incluir todos os alunos indiscriminadamente (Declaração de Salamanca, 1994), o que influenciou nos cursos de formação inicial para a inclusão de uma disciplina específica para as PcD.
No entanto, na resolução CNE nº 02/2002, as questões referentes às PcD nos currículos de licenciatura ficaram mais evidentes, quando se referiu ao trato à diversidade e, mais especificamente, ao conhecimento das crianças, adolescentes, jovens e adultos com necessidades especiais. Inicia-se assim, de forma mais efetiva a instituição das disciplinas contemplando as PcD na Educação Física.
16 Posteriormente relataremos como cada um se tornou docente na disciplina de EFA.
Após o levantamento do perfil de formação dos professores que atuam com como com diferentes tipos de deficiências.
Um docente (D2) relatou ter contato com PcD em capacitação específica e no ensino fundamental. A experiência no ensino fundamental esteve presente também na fala dos docentes D3, D7, D9, D10 e D11. Em instituições especializadas em PcD,
Os diferentes tipos de deficiências foram assim observados: Deficiência Múltipla (D3), Deficiência Mental (D4 e D9), Deficiência Intelectual (D11), Deficiência
Física (D4, D7, D9 e D11), Deficiência Auditiva (D7, D10 e D11), Deficiência Visual (D9 e D10), Síndrome de Down (D3, D9 e D10), Paralisia Cerebral (D1), Autismo (D1). Os demais docentes (D2, D5, D6, D8 e D12), não especificaram que tipos de deficiências tiveram contato.
Os docentes da instituição 1 e 8 narram que em suas experiências com as PcD, as mesmas eram incluídas nas turmas com os alunos sem deficiência e todos realizavam as mesmas atividades. Contudo, não ficou claro se a experiência os fizeram adaptar as atividades de forma que contemplasse as necessidades de cada uma dessas PcD.
Três docentes (D6, D9 e D10) responderam que o interesse pela EFA ocorreu desde a graduação, buscando experiências direcionadas às PcD. No entanto, um fato destacado em uma das respostas (D6), foi a motivação que levou a docente a traçar uma linha de trabalho desde sua formação inicial. Mesmo não tendo ainda contato com a disciplina de EFA na sua graduação, se interessou pelo trabalho de uma professora que desenvolvia atividades de expressão corporal com crianças com deficiência auditiva. A docente enfatizou em toda sua fala o direcionamento dado à EFA desde sua graduação, atuando em projetos e estágios.
Quanto aos docentes que responderam ter experiências em instituições de ensino regular (D2, D3, D7, D9, D10 e D11), apenas um docente (D11) respondeu que houve um processo de inclusão em suas aulas, adaptando as atividades de acordo com as necessidades da PcD. Os demais citaram a escola regular como local de experiência com PcD, o que pode ser interpretado é que tiveram um contato, entretanto não ocorreu de fato a inclusão.
Dentro desse contexto, entendemos que os saberes da experiência profissional, o contato e a relação com as PcD, são fatores que implicam nas orientações e encaminhamentos da disciplina de EFA, pois somente os fundamentos teóricos não suprem as necessidades formativas.
Segundo Tardif (2002, p. 38), os saberes experienciais resultam do próprio exercício da atividade profissional dos professores, produzidos por meio da vivência de situações específicas relacionadas ao espaço da escola e às relações estabelecidas com alunos e colegas de profissão. Nesse sentido, “incorporam-se à experiência individual e coletiva sob a forma de habitus e de habilidades, de saber-fazer e de saber ser”.
Compreendemos que as experiências com as PcD permitem ao docente estabelecer relações e nexos com a área de intervenção no ensino superior, sendo que as experiências vividas com os diferentes tipos de deficiências, possibilitam diversificar as discussões pedagógicas com seus acadêmicos para além dos conteúdos básicos que comumente são apresentados.
Concluindo a primeira parte da entrevista, perguntamos aos docentes como se tornaram professores na disciplina de EFA. As respostas foram variadas e sete deles mencionaram ainda, como se tornaram docentes da mesma disciplina em outras instituições ou como se tornaram docentes da disciplina por um segundo motivo. Assim, no quadro síntese apontamos com “X” a forma principal de como se tornaram pela primeira vez professores da disciplina, com “X2” como se tornaram professores na disciplina pela segunda vez em outra instituição e com “X3” um terceiro motivo que os fizeram atuar e/ou continuar como docente na disciplina de EFA.
Quadro 5:Como os docentes se tornaram professores da disciplina EFA
D1 D2 D3 D4 D5 D6 D7 D8 D9 D10 D11 D12 Total
Indicação X X X X X X 6
Processo
Seletivo X2 X2 2
Necessidade da
Instituição X X X2 X 2
Currículo X3 X X 2
Experiência
Prática X2 X2 2
Concurso X3 X2 2
Determinação
da Instituição X 1
Continuidade
do Trabalho X3 1
Nota: construção da autora.
Os docentes que responderam que se tornaram professores da disciplina por meio de convite foram D1, D5, D6, D7, D10 e D11. A D1 relata em sua resposta que após ter ministrado pela primeira vez a disciplina, em instituição privada, surgiu um seletivo em uma instituição pública, na qual foi aprovada e por um semestre ministrou novamente a disciplina de EFA.
A D6 que também iniciou na disciplina de EFA a convite em uma instituição privada, posteriormente, continuou com a disciplina através de um seletivo numa instituição pública e ainda deu continuidade na mesma instituição tornando-se
efetiva. Em sua resposta anterior em relação à experiência com PcD, deixou claro que o início da docência na disciplina de EFA foi pelo seu histórico desde a graduação.
Na verdade, eu fui traçando minha linha pra trabalhar. E a primeira disciplina que eu assumi [...], foi indicação de uma outra professora, já foi para Educação Física Adaptada, pelo meu histórico já na [...].
Inclusive aqui [...], comecei como substituta, mas já com a EFA também. (sic.). (D6 - I6)
Para o D5, mais importante que o convite que recebeu para atuar como docente na instituição em que atua hoje é o trabalho que ele desenvolve em disciplinas que antecedem a de EFA, para que o aluno chegue ao último ano, quando a disciplina é oferecida, com noções sobre a inclusão da PcD nas aulas de Educação Física, o que para o docente, é uma continuidade de seu trabalho e os resultados são satisfatórios. Em sua resposta destaca como se dá este trabalho:
Na realidade eu já trabalho com outras disciplinas também, no 1º, 2º e 3º ano também. E na disciplina que eu trabalho eu procuro focar o trabalho da inclusão. Por exemplo: no 1º ano eu trabalho a pedagogia do basquetebol, trabalho também com o basquetebol adaptado. No 2º ano eu trabalho com Pesquisa e Práticas Educacionais, levando os alunos a ter vivência nas práticas pedagógicas na escola, também na escola se encontram crianças especiais, e a Ed. Fís. Precisa também contemplar essas crianças, então eles já veem a EFA também. E é necessário para que a criança seja inclusa no processo de ensino e aprendizagem. No 3º ano também tem a disciplina que seria Pesquisa e Práticas Educacionais II, nós focamos essa clientela também, porque essas crianças precisam de uma Educação Física que possa contemplar esse grupo de pessoas que precisam estar trabalhando junto com os outros, e no 4º ano tem a disciplina de Educação Física Inclusiva e Adaptada, então você percebe que há um diálogo, um discurso desde o 1º ano sobre a EFA. E ressalto também, eu ministro estágio, e nele temos a modalidade de EFE, que o aluno tem que ir à escola inclusiva especial, contemplar carga horária e vivenciar as práticas educacionais com as crianças especiais. Na realidade então, são cinco disciplinas que eu ministro, e todas eu direciono para a crianças especiais. (sic.).
(D5 – I5)
A D7 respondeu que a falta de profissional e seu título de mestrado foram suficientes para o convite. Percebemos que muitas vezes a titulação dispõe de maior valor do que a qualificação específica. Assim, mediante a resposta da docente, entendemos que foi um desafio que a mesma assumiu:
A falta de profissional na cidade, na região. Então a falta profissional, com o currículo que as faculdades exigem17, falta de profissional com mestrado, as faculdades estavam na época passando por reconhecimento. [...] então com essa falta de profissional me convidaram, aí, na verdade eu me arrisquei a pegar a disciplina, a estudar a disciplina. (sic.). (D7 – I7)
Ainda na categoria “convite”, os docentes D10 e D11 também foram convidados a ministrar a disciplina. O docente D11 respondeu que o convite aconteceu na instituição em que realizou sua formação inicial, e pela sua conhecida trajetória de experiência no âmbito familiar, direcionamentos de atividades às PcD durante a graduação, experiência no ensino regular e pelo título de qualificação em mestrado.
Porém, nos chama a atenção a manifestação do D10:
Por convite. A experiência de trabalhar especificamente com esse público não fazia parte do meu trabalho. Não trabalhei especificamente com crianças voltadas a esse público. E aí a partir desse momento que fui convidado, tive que iniciar uma apropriação, familiarização... apropriação do conhecimento e começar a partir de então trazer essa temática para dentro da sala de aula [...]. (sic.) (D10 – I10).
Quando diz não ter trabalhado com esse “público”, notamos que há uma divergência de respostas com as descrições anteriores referentes às experiências com PcD antes de trabalhar com a disciplina EFA, pois relata várias experiências com PcD, tanto na graduação como em projetos sociais e em escola regular de ensino.
Observamos também que o mesmo teve a disciplina em sua formação inicial. O que aponta uma contradição, pois as respostas não convergem.
Os docentes D2, D3 e D8 se tornaram professores da disciplina de EFA por necessidade da instituição e apontam nas respostas a seguir:
Havia uma demanda e não havia professor para a disciplina e como era foco da minha pesquisa de doutorado eu resolvi assumir e levar adiante, na verdade eu assumi com a necessidade de ter um professor para trabalhar com a disciplina no curso. (sic.). (D2 – I2)
Então, o interesse me despertou a partir do momento que comecei a dar aulas no ensino superior, a faculdade precisava e eu peguei. (sic.).
(D3 - I3)
17 Critérios para reconhecimento de cursos no ensino superior: http://portal.mec.gov.br/secretaria -de-regulacao-e-supervisao-da-educacao-superior-seres/
Assim, foi meio que por acaso né, eu nunca tive a intenção de me tornar professor da disciplina por duas razões: porque o professor que fazia estágio que era o responsável pela Educação Física Adaptada e que era referência, ele era professor nas universidades, lá e onde eu comecei a trabalhar, então nunca passou pela minha cabeça que fosse um dia pegar a disciplina lá. Quando abriu o concurso aqui, eu acabei sendo aprovado em primeiro lugar, então foi meio que uma mão do destino, mas não foi algo que desde o início eu procurei. Caiu na minha mão. (sic.). (D8 – I8)
Embora apontem que foi por necessidade, cada um dos docentes aceitou por motivos específicos. O D2 pelo fato de sua pesquisa de doutorado ter como foco a inclusão de PcD na Educação Física, a D3 já manifestava interesse e o D8 pela própria oportunidade que surgiu.
Nos chama atenção a forma como o docente da instituição 4 se tornou professor na disciplina de EFA. Aponta na sua resposta que lhe foi imposto, sem opção de escolha.
Dois docentes responderam que se tornaram professores da EFA pelos seus currículos. O docente D9 respondeu que seu currículo foi entregue na instituição e, pela sua titulação de mestrado em Educação Especial, foi selecionada a ministrar aulas da referida disciplina. O D12 em sua resposta, também atribui o ingresso na disciplina de EFA ao seu currículo, pela sua especialização em Educação especial e sua experiência profissional com as PcD.
Ao concluir a primeira parte da entrevista perguntando como se tornaram professores na disciplina de EFA, analisamos se os mesmos tinham interesse, afinidade, bem como conhecimentos teóricos e experiências prévias, pois entendemos que são fatores determinantes para a condução da disciplina. No entanto, constatamos que alguns dos docentes ministram a disciplina sem alguns desses “quesitos”.
Não é intenção julgarmos, mas sim refletirmos sobre o envolvimento e o comprometimento que o docente deva ter com a educação, com a instituição, com os acadêmicos (futuros profissionais) e consigo mesmo, visto que, em algumas das falas, é notório que o docente não teve interesse e nem afinidade com a temática, como pudemos identificar nas manifestações de diversos docentes: “na verdade me arrisquei a pegar” (D7), “[...] não foi algo que desde o início eu procurei. Caiu na minha mão”
(D8), “na verdade eu assumi com a necessidade de ter um professor para trabalhar com a disciplina no curso” (D2), “[...] não tive escolha” (D4).
Entendemos que para realizar um trabalho de qualidade, é necessário um grau de intencionalidade, onde o profissional revela o desejo de realizá-lo. Citamos novamente Imbernón (2011, p. 30), quando enfatiza que “A profissão docente comporta um conhecimento pedagógico específico, um compromisso ético e moral e a necessidade de dividir a responsabilidade com outros agentes sociais, já que exerce influência sobre outros seres humanos [...]”.