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LISTA DE ABREVIATURAS

4.1 PERFIL DOS SUJEITOS

A amostra conteve voluntários na faixa etária entre 24 a 35 anos (nT=16). O estado civil foi composto de 94% (n=15) de solteiros e 06% casados (n=1). Com relação a ter filhos, 06% (n=1) alegaram que os possuíam. Ao questioná-los sobre o turno de atividades da residência médica no hospital, 100% (n=16) afirmaram que frequentavam o hospital nos períodos da manhã e da tarde, a noite somente 62,5% (n=10). Com relação aos dias para realização das atividades 100% (n=16) respondeu que iam de segunda a sexta ao hospital, enquanto 18,75% (n=3) disseram que também o frequentava aos sábados e domingos.

Quanto ao sistema de plantão, 6,25% (n=1) deles afirmou não realizar plantões, pois dedicava- se a outras atividades dentro da própria residência médica (figura 4.1). E assim como permitido pelo Manual do Residente (BRASIL, 2002), a escala de plantão de 12 h foi a mais realizada (83%, n=13, dos voluntários), seguida de 6 h (12%, n=2) e 24 h (05%, n=1). Contudo, a quantidade semanal de plantões não estava de acordo com o manual1: a maioria realizava de 02 a 04 plantões (figura 4.2).

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O Manual do Residente (BRASIL, 2002) expõe que o médico residente deve realizar somente um plantão por semana com carga horária de 12 h.

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Figura 4.1. Escala de plantão dos médicos residentes do

Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.

Figura 4.2. Quantidade de plantões por semana dos

médicos residentes do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.

A relação com os professores médicos apresentou-se prolixa e hostil em alguns momentos. A maioria dos médicos residentes relatou sentir receio de seus supervisores e que grande parte destes não provia espaço para uma relação amigável, sendo “sempre diretos e de pouca conversa”, fazendo-os se sentirem inferiores e tímidos com relação a muitas dúvidas que poderiam ser tiradas. Contudo, isto contradisse o nível de relacionamento com os chefes marcado no questionário, onde 94% (n=15) afirmou ser boa essa relação e 6% ruim (n=1) (figura 4.3). Já a relação entre os próprios médicos residentes se mostrou melhor, com 53% (n=9) apontando para o “muito bom” e 41% (n=6) para o “bom”; entretanto, aqui obteve-se 6% (n=1) para o “muito ruim” (figura 4.4). Esta porcentagem foi justificada pela falta de comprometimento que alguns R1 e R2 demonstraram.

0 4 8 12 16 6h 12h 24h V o lu n ri o s (n =1 6) Escala de Plantão 0 4 8 12 16 Um Dois Três Quatro V o lu n ri o s (n =1 6 ) Quantidade de Plantões

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Figura 4.3. Nível de relacionamento entre os médicos

residentes e seus chefes no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.

Figura 4.4. Nível de relacionamento entre os médicos

residentes e seus colegas no Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas.

Houve queixas de sonolência diurna, levando a um abuso de cafeína (53%, n=16) durante as rotinas hospitalares. A realização de atividade física também esteve atrelada à queixa do sono. Nos horários livres, nos quais poderiam se exercitar, houve a troca desta atividade pelo sono mais prolongado ou outras tarefas, assim, 65% (n=16) não se exercitavam apesar de saberem sua importância. Percebeu-se preocupação para com a própria saúde, pois o fumo não se tornou válvula de escape para 94% (n=16) dos voluntários, compensando, segundo relatos dos próprios médicos residentes, a falta de atividade física (figura 4.5).

Figura 4.5. Médicos residentes do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: a. uso de

cafeína; b. realização de atividade física; e c. consumo de cigarro. 0% 6% 94% Muito ruim Ruim Bom Muito bom 6% 0% 41% 53% Muito ruim Ruim Bom Muito bom A B C

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4.2

PERFIL E AVALIAÇÃO DO AMBIENTE CONSTRUÍDO

4.2.1 ILUMINAÇÃO

A iluminação foi aferida e analisada desde as áreas secundárias até às áreas primárias visando entender como se deu a visualização do ambiente e dos pacientes, por exemplo, além das áreas onde os médicos residentes executaram as rotinas preestabelecidas para a residência médica em Imaginologia.

Todos os corredores internos possuíam características similares em suas superfícies internas: piso em concreto polido verde de alta resistência e piso de concreto polido de alta resistência preto; teto em gesso branco; e paredes (alvenaria e divisórias) em bege (figura 4.6 a 4.9). Constaram-se os seguintes coeficientes de reflexão (CR) e absorção (CA): para o piso verde 32% e 68% e preto 12% e 88%; para as paredes de alvenaria 83% e 17%; para as paredes com divisória 55% e 45% e de alvenaria 83% e 17%; e para o teto 74% e 26%. As áreas mobiliadas constaram de cadeiras de plástico ou madeira em tom marrom médio a escuro e portas alternando entre marrom escuro e verde.

Figura 4.6. Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas

da UNICAMP/Campinas: Corredor de espera 1, vista norte.

Figura 4.7. Setor da Imaginologia do Hospital de

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Figura 4.8. Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas

da UNICAMP/Campinas: Corredor interno 1, vista norte.

Figura 4.9. Setor da Imaginologia do Hospital de

Clínicas da UNICAMP/Campinas: Corredor interno 2, vista sul.

O ofuscamento é um dos problemas mais comuns em projetos de iluminação. Segundo a OSRAM ([200-]) e a Ganslandt e Hoffmann (1992), a luminância incômoda se dá a partir de 200 cd/m². A lâmpada fluorescente, por exemplo, atinge 10.000 cd/m² (GANSLANDT e HOFFMANN, 1992). Assim, foi averiguada como maior problema do setor a luminária, mesmo esta possuindo aletas de proteção, e seu posicionamento próximo às paredes laterais provocou pontos de brilho (160 cd/m²) (figuras 4.10 a 4.13).

Figura 4.10. Setor da Imaginologia do Hospital de

Clínicas da UNICAMP/Campinas: Cor falsa do corredor de espera 1, vista norte.

Figura 4.11. Setor da Imaginologia do Hospital de

Clínicas da UNICAMP/Campinas: Cor falsa da sala de espera 3.

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Figura 4.12. Setor da Imaginologia do Hospital de

Clínicas da UNICAMP/Campinas: Cor falsa do corredor interno 1, vista norte.

Figura 4.13. Setor da Imaginologia do Hospital de

Clínicas da UNICAMP/Campinas: Cor falsa do corredor interno 3.

Os médicos residentes usavam o dormitório para guardar seus pertences e descansar nos intervalos permitidos (figuras 4.14 a 4.17). Seu padrão de cores seguiu o identificado no setor: piso de concreto polido de alta resistência verde, CR=22%, CA=78%; teto em gesso branco, CR=74%, CA=26%; parede de alvenaria em bege, CR=53%, CA=47% e parede de alvenaria verde, CR=64%, CA=36% (Apêncice 09: Dormitório).

Figura 4.14. Setor da Imaginologia do Hospital de

Clínicas da UNICAMP/Campinas: Dormitório, vista sudeste.

Figura 4.15. Setor da Imaginologia do Hospital de

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Figura 4.16. Setor da Imaginologia do Hospital de

Clínicas da UNICAMP/Campinas: Dormitório, vista noroeste.

Figura 4.17. Setor da Imaginologia do Hospital de

Clínicas da UNICAMP/Campinas: Dormitório, vista norte.

Em termos de luminância, o dormitório não apresentou ofuscamento no campo visual. Os valores das superfícies variaram entre 0 cd/m² a 116 cd/m² (figura 4.18 e 4.19). Apenas na parede próxima ao beliche, a luminância alcançou 180 cd/m² devido à proximidade da luminária. Devido ao pé direito alto, a luminária não ofuscou e iluminou adequadamente o plano de trabalho (0,75 m). As únicas áreas de sombras identificadas foram aquelas abaixo da cama superior do beliche.

Figura 4.18. Setor da Imaginologia do Hospital de

Clínicas da UNICAMP/Campinas: Dormitório, cor falsa da vista sudoeste.

Figura 4.19. Setor da Imaginologia do Hospital de

Clínicas da UNICAMP/Campinas: Dormitório, cor falsa da vista sudeste.

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A sala de laudo da Ultrassonografia manteve o já padrão de cores: piso de concreto polido de alta resistência verde, CR=44%, CA=56%; teto em gesso branco, CR=74%, CA=26%; divisória de madeira bege, CR=55%, CA=45% (figura 4.20 e 4.22) (Apêndice 13: Sala de laudo da Ultrassonografia). Ao analisar a distribuição de luminância constatou-se valores entre 0 cd/m² a 126 cd/m², este recorrente nos planos de trabalho, não causando desconforto visual, mas gerando áreas de sombreamento. Por exemplo, ao usar o armário de madeira marrom, o usuário sombreava o seu interior, interferindo na busca por material específico.

Figura 4.20. Setor da Imaginologia do Hospital de

Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo US, vista sudeste.

Figura 4.21. Setor da Imaginologia do Hospital de

Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo US, vista noroeste.

Figura 4.22. Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo US, cor falsa da

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A sala de laudo [7] apresentou padrão de cores distinto: piso de concreto polido de alta resistência verde, CR=35%, CA=65%; teto em gesso branco, CR=74%, CA=26%; parede de alvenaria em branca, CR=74%, CA=26% (figuras 4.23 e 4.24) (Apêndice 14: Sala de laudo [7]). Contudo, quando a luz se encontrava acesa e o negatoscópio não estava em uso, os valores de luminância não aumentaram, variando de 0 cd/m² a 74 cd/m². Quando acesa, suas luminárias causavam ofuscamento nas telas dos computadores e negatoscópios. Não havia iluminação de tarefa para quando o sistema de iluminação artificial estivesse desligado e fosse necessária a realização de outra atividade (figura 4.25 e 4.26).

Figura 4.23. Setor da Imaginologia do Hospital de

Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo [7], vista sul.

Figura 4.24. Setor da Imaginologia do Hospital de

Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo [7]: vista sudoeste.

Figura 4.25. Setor da Imaginologia do Hospital de

Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo [7], cor falsa da vista sul.

Figura 4.26. Setor da Imaginologia do Hospital de

Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo [7], cor falsa da vista sudoeste.

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Última das salas de laudo independentes do setor, a sala de laudo [9] foi a única totalmente reformada do piso aos sistemas de iluminação e temperatura. Possuindo os seguintes CR e CA: piso de concreto polido de alta resistência verde, CR=37%, CA=63%; teto em gesso branco, CR=74%, CA=26%; parede de alvenaria em branca, CR=90%, CA=10% (figura 4.27 a 4.28) (Apêndice 15: Sala de laudo [9]). Os níveis de iluminância quando o sistema estava acionado chegaram a 189 cd/m² na parede para qual os spots estavam voltados, causando ofuscamento junto às telas dos negatoscópios digitais quando os mesmos se encontravam ligados (figuras 4.29 e 4.30). Os pontos de ofuscamento permaneceram iguais aos já identificados: lâmpadas e computador, além da parede para a qual estava voltado o spot. Também não foram identificadas áreas de sombreamento quando as luzes estavam acionadas. Aqui também não constou iluminação de tarefa para quando da necessidade de estudos com material impresso no momento enquanto o sistema de iluminação estivesse desligado para leitura e preparo de laudos no negatoscópio digital por outros médicos residentes.

Figura 4.27. Setor da Imaginologia do Hospital de

Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo [9], vista norte.

Figura 4.28. Setor da Imaginologia do Hospital de

Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo [9], vista oeste.

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Figura 4.29. Setor da Imaginologia do Hospital de

Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo [9], cor falsa da vista norte.

Figura 4.30. Setor da Imaginologia do Hospital de

Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo [9], cor falsa da vista sudoeste.

A sala de laudo da Ressonância Magnética de 1,5 T estava localizada em edificação recém- construída anexa ao Setor da Imaginologia. O padrão de cores permaneceu, mas com algumas mudanças nos valores de CR e CA: piso de concreto polido de alta resistência verde, CR=29%, CA=71%; teto em gesso branco, CR=74%, CA=26%; parede de alvenaria em bege, CR=71%, CA=29% e parede de alvenaria verde, CR=67%, CA=33% (figuras 4.31 e 4.32) (Apêndice 16: Sala de laudo RM 1,5T). No tocante ao sistema de iluminação artificial, percebeu-se o exagero de seu dimensionamento: para um espaço de aproximadamente 17 m² foram distribuídas 03 luminárias de 32 W cada em calhas duplas em linha contínua, além de luminária de tarefa. Isto fez com que toda a sala obtivesse valores altos (137 cd/m²) predominantes nas paredes, pisos e bancadas. As luminárias foram o ponto máximo deste fenômeno (figuras 4.33 e 4.34). Neste ambiente não foram encontradas sombras ao usar os computadores.

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Figura 4.31. Setor da Imaginologia do Hospital de

Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo RM 1,5T, vista sudeste.

Figura 4.32. Setor da Imaginologia do Hospital de

Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo RM 1,5T, vista oeste.

Figura 4.33. Setor da Imaginologia do Hospital de

Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo RM 1,5T, cor falsa da vista norte.

Figura 4.34. Setor da Imaginologia do Hospital de

Clínicas da UNICAMP/Campinas: Sala de laudo RM 1,5T, cor falsa do detalhe do piso.

Quando se tratou da intensidade da luz, os níveis de iluminância obtidos no setor (figura 4.35) também variaram dentre os valores recomendados (figura 4.36) pela NBR/ISO 8995:1 (ABNT, 2013). No dormitório, os níveis oscilaram entre 100 lx a 350 lx, alcançando valor médio preconizado por norma: 150 lx. Em alguns pontos estes valores passaram os valores recomendados em torno de 200 lx, com concentração no meio do ambiente. Para o médico residente que descansava na primeira cama do beliche havia proteção contra a luz da cama superior, mas para aquele que fazia uso da segunda cama, a

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quantidade de luz foi maior pela proximidade com a luminária, não contribuindo para um repouso adequado. Para assistir televisão, guardar/retirar material dos armários ou fazer leituras sem permanecer muito tempo no espaço, os valores de iluminância satisfaziam as necessidades iniciais.

A Sala de laudo US apresentou iluminâncias entre 200 lx a 400 lx. Tais valores estavam acima 100% do valor regulamentado por norma (200 lx). A sensação de muita luz era diminuída pela presença de mobiliários que a absorviam. Os níveis encontrados foram altos para um ambiente cuja finalidade era parecida com a de um escritório, porém com controle de luz para diminuí-la e conseguir visualizar as imagens em negativo no negatoscópio digital, a qual não foi obedecida.

A quantidade de luz da Sala de laudo [7] obteve valores que variaram entre 10 lx e 60 lx, estando abaixo do recomendado: 200 lx, ou seja, são 5% a 30% a menos do nível médio. Relembrando a crítica feita à NBR ISO/CIE 8995:1 (ABNT, 2013) de somente adaptar valores muito baixos para vias públicas, desconsiderando a especificidade para o tipo de atividade desenvolvida no ambiente em questão.

Já na Sala de laudo 9, os níveis de iluminância encontrados estavam entre 2 lx a 16 lx. Valores também abaixo dos indicados pela norma: 200 lx. Por fim, a Sala de laudo RM 1,5T obteve valores de iluminância altos, variando entre 400 lx e 700 lx. Novamente, foi estabelecido um valor médio de 200 lx, o que fez com que este espaço ficasse no mínimo 50% abaixo do valor real encontrado. O “Apêndice 17: Gráficos de iluminância” ilustrou o comportamento dessa curva isolux ao longo de um dia para os 05 ambientes selecionados.

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Figura 4.36. Curva isolux recomendada pela NBR ISO/CIE 8995:1 (ABNT, 2013) do Setor da Imaginologia do

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Os problemas recorrentes em todo o setor foram: posicionamento das luminárias, sua localização próxima às paredes e o tipo de acabamento usado tornaram a distribuição da luz não uniforme, o que fez com que as paredes virassem potenciais superfícies de ofuscamento; humanização, os espaços não apresentaram elementos que os tornassem mais agradáveis e receptivos pelos seus usuários; iluminância, a maior parte das áreas possuíam níveis abaixo dos recomendados por norma, enquanto alguns os possuíam em excesso, tornando o ambiente fora do contexto normativo; fluxo luminoso, devido à potência de algumas delas, trechos de piso e parede transformaram-se em superfícies reflexivas, causando ou tornando-se possíveis pontos de ofuscamento.

Apesar destes pontos negativos, um ponto positivo destacou-se: o padrão de tons usado nas paredes não era cansativo visualmente e remetia às cores comumente utilizadas em ambientes hospitalares, além de, se usado em conjunto com o sistema de iluminação artificial, poderia favorecer uma melhor distribuição da luz.

Os ambientes gerais que compunham a Imaginologia não demonstraram a integração entre os conceitos de conforto ambiental, bem-estar e estética espacial. Após análise dos ambientes primários e secundários foi feita uma síntese parcial (tabela 4.1) de seu sistema de iluminação com as iluminâncias e luminâncias encontradas in loco e as preconizadas pela literatura especializada. Ilustrando também quais ambientes se encontravam dentro, nos limites ou fora da norma referente à iluminação: NBR ISO/CIE 8995:1 (ABNT, 2013).

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Tabela 4.1. Síntese parcial I das condições ambientais do Setor da Imaginologia do Hospital de Clínicas da

UNICAMP/Campinas: Iluminação.

Ambiente Iluminância Luminância (ofuscamento)

Real NBR 5413 Sim Não Ponto

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