Neste capítulo, apresento o projeto Ensino Aberto e o levantamento realizado em 2012 sobre o uso de tecnologias pelos docentes da graduação da Unicamp. Também apresento o perfil dos docentes da Unicamp com relação ao uso das TDIC, sobretudo a qualidade, a quantidade e a frequência de uso das TDIC. Os tópicos apresentados são:
O uso de AVA na Unicamp – o projeto EA Uso de tecnologias pelos docentes na Unicamp
Perfil acadêmico dos docentes Aspectos tecnológicos
Sobre o perfil tecnológico dos docentes
O uso de AVA na Unicamp – o projeto EA
No Brasil, na década de 1990, o uso da informática como uma forma de "ambiente educacional” era quase desconhecido, sendo mais usado como “ferramenta educacional”. Nos países mais desenvolvidos tecnologicamente, como Canadá e Estados Unidos da América (EUA), nesta mesma época, o uso do espaço da Web já estava bastante difundido em escolas e universidades. No Brasil, a divulgação e o uso desse tipo de recurso eram apenas uma questão de tempo, o que realmente se confirmou.
Ao final dos anos 1990, a Unicamp alinhou-se, institucionalmente, para o que estava acontecendo em relação à incorporação de recursos tecnológicos na educação e realizou algumas ações nesse sentido. Uma delas foi a criação de um Grupo de Trabalho (GT), constituído por professores e técnicos especializados, para fazer o levantamento das iniciativas que existiam na Universidade. Este levantamento mostrou que os recursos tecnológicos estavam sendo incorporados em diversas unidades da Unicamp e recomendou algumas ações, tais como a construção de um espaço físico com a instalação de um
miniauditório, sala de videoconferência e salas para receber a equipe de apoio às atividades de EAD na Universidade. Essa equipe, composta por profissionais da área de Informática e da Educação, foi constituída em 2000 com o objetivo de oferecer diversos serviços, entre eles, o suporte e a administração de um ambiente virtual de aprendizagem (GTEAD, 1999).
O ambiente escolhido, naquele momento, foi o WebCT, um sistema proprietário desenvolvido originalmente no Canadá, que já era conhecido e utilizado por professores da Universidade. Havia também o ambiente TelEduc que, na ocasião, era de uso interno do Núcleo de Informática Aplicada à Educação (NIED), órgão responsável pelo seu desenvolvimento, tendo sua aplicação restrita a projetos pilotos.
Em 2003, o TelEduc era usado por instituições públicas e privadas no Brasil e em outros países. A ampliação de seu uso aconteceu em 2002, quando o TelEduc foi tecnicamente atualizado e transformado em uma licença de software livre. A partir daí, a Unicamp o adotou como ambiente institucional e ele passou a ser oferecido como opção para apoio ao ensino nas modalidades presencial, semipresencial e a distância, proporcionando a ampliação de seu uso pela comunidade da Universidade.
A Universidade Estadual de Campinas, instituição reconhecidamente compromissada com a melhoria da qualidade do Ensino Superior, criou, em 2002, o Projeto Ensino Aberto, uma iniciativa da Pró-Reitoria de Graduação, visando ampliar e aperfeiçoar o processo de ensino e aprendizagem para além do tempo e espaço da sala de aula.
O EA tinha por objetivo disponibilizar para a comunidade o ambiente de ensino a distância TelEduc, integrado a alguns dos serviços oferecidos pela Diretoria Acadêmica (DAC), em especial os relacionados aos cursos de graduação da Unicamp. O Projeto oferecia semestralmente, para todas as disciplinas de graduação de todos os cursos da Universidade, um sistema computacional de apoio às atividades desenvolvidas no ensino presencial. Esse sistema integrou o ambiente TelEduc – composto de um conjunto de ferramentas de comunicação, coordenação e administração – ao sistema acadêmico da Universidade. A integração possibilitou que os alunos, regularmente matriculados pela DAC, nas disciplinas oficiais da Unicamp (alunos regulares, alunos especiais, monitores de graduação e alunos PED), bem como os professores responsáveis e professores assistentes, fossem cadastrados
automaticamente no EA, garantindo uma equivalência entre os dados da DAC e os do
TelEduc.
De acordo com a função exercida pelos participantes de uma disciplina, automaticamente foram atribuídos os diferentes tipos de permissão no ambiente. Assim, o docente responsável pela disciplina era o “coordenador” no EA; possíveis outros docentes e alunos do programa PED eram “formadores”; e os alunos regulares eram “alunos”. Outros alunos e docentes externos à base de dados da DAC também podiam acessar as disciplinas no EA como “colaboradores externos”. Esse papel foi especialmente criado para oferecer acesso a usuários colaboradores de alguma disciplina, mas que não constavam oficialmente na base de dados da DAC.
O uso do EA sempre foi facultativo: o professor decidia se ativaria ou não suas áreas no TelEduc, referentes às suas disciplinas, em qualquer momento do semestre. Uma vez ativada a área, o professor poderia usar o ambiente virtual como ferramenta de auxílio às aulas presenciais. Esse tipo de prática de ensino e de aprendizagem não tinha por objetivo substituir as aulas presenciais. Sua proposta era ser um suporte ao processo educacional, oferecido pela Universidade, disponível aos professores e alunos de graduação, via Web, como complemento às aulas presenciais regulares.
Para conhecer o perfil dos docentes em relação ao uso das tecnologias, principalmente do projeto EA na Unicamp, foi realizado um levantamento com os docentes da Universidade, cuja apresentação está no item a seguir.
Uso de tecnologias pelos docentes na Unicamp
Para conhecer o perfil dos docentes da Unicamp com relação ao uso das TDIC foi realizado pelo GGTE, em 2012, um levantamento sobre o uso de tecnologias nos cursos de graduação da Universidade. A autorização do GGTE para o uso dos dados obtidos está no Anexo I. O questionário foi desenvolvido no segundo semestre de 2011, usando o software
LimeSurvey, versão 1.92+, que permitiu criar questões de diferentes tipos e enviar o convite
aos docentes para participar da pesquisa (Anexo II).
O questionário abordou questões sobre o perfil acadêmico do docente e questões relativas ao uso de tecnologias (Anexo III). As questões sobre o perfil acadêmico versaram
sobre gênero, idade, unidade a que pertence; área de conhecimento e tempo de experiência docente. Já as relativas ao uso de tecnologias investigaram: a forma de acesso dos docentes à
Internet; qual equipamento o docente usava para acessar a Internet; quais equipamentos o
docente possuía na unidade; se a qualidade e a quantidade desses equipamentos eram satisfatórias; quais recursos tecnológicos o docente usava para preparar material didático; quais recursos tecnológicos o docente usava nas atividades pedagógicas com seus alunos; se o docente publicava seu material didático e onde o fizera; se o docente acreditava que as tecnologias podiam ajudar no processo educacional de seus alunos e como; se o docente gostaria de apoio e formação para uso de tecnologias em suas atividades pedagógicas; como o docente gostaria que esse apoio e formação fossem oferecidos a ele. Ao final do questionário, foi incluída uma questão aberta para o docente descrever e acrescentar algo sobre o tema do questionário.
A pesquisa obteve o parecer favorável do comitê de ética da FCM da Unicamp, sob o número (1.138/2012), e está disponível para esclarecimentos e dúvidas (Anexo II). Todos os docentes foram convidados a responder o questionário enviado a eles por e-mail.
A primeira mensagem aos docentes foi enviada institucionalmente pela assessoria de imprensa da Unicamp. Eles foram orientados a acessar um link, que continha o convite, e preencher o questionário da pesquisa. Um mês após os docentes terem recebido o convite para participar da pesquisa, foi enviada uma nova mensagem, pedindo-lhes que respondessem o questionário e também que desconsiderassem o segundo convite se já o haviam preenchido. O objetivo dessa medida foi aumentar a participação dos docentes na pesquisa. Foi necessário fazer esse segundo envio a todos os docentes, porque não havia sido possível identificar apenas os que ainda não haviam respondido, dadas as medidas adotadas para assegurar o sigilo. A segunda divulgação foi realizada por meio das diretorias de unidades que possuíam a lista de endereços de e-mail dos docentes.
O questionário foi divulgado e enviado a cerca de 1.850 docentes da graduação da Unicamp. O número de respostas obtidas foi de 266, ou seja, cerca de 14% dos docentes responderam. Como nem todas as questões do questionário eram obrigatórias, algumas delas apresentaram um percentual sem resposta. Foram dois grupos de questões. O primeiro sobre o perfil acadêmico dos docentes e o segundo sobre os aspectos tecnológicos. Os dados usados
na estatística foram extraídos do software LimeSurvey, em 24/02/2014, totalizando 266 registros correspondentes aos 266 participantes. Para cada questão, elaborei o respectivo gráfico e analisei as respostas, apresentados a seguir.
Perfil acadêmico dos docentes
Na questão relacionada à idade, prevaleceu o grupo de docentes entre 50 e 60 anos (41%), ou seja, pessoas que tiveram que se apropriar das tecnologias quando adultos, visto que a expansão das tecnologias no Brasil ocorreu a partir dos anos 1990. Em contrapartida, o grupo de docentes entre 20 e 30 anos (1%) foi o que menos respondeu ao questionário, conforme Gráfico 3.
Gráfico 3 – Idade / Fonte: Elaborado pela autora
Em relação ao gênero, a maioria dos docentes que respondeu ao questionário era do sexo masculino (52%), conforme Gráfico 4.
Em relação à experiência docente, a maior parte tinha mais de 25 anos de experiência (42%), ou seja, são docentes que se apropriaram das tecnologias durante a construção de sua prática como professor, de acordo com o Gráfico 5.
Gráfico 5 – Experiência docente / Fonte: Elaborado pela autora
Em relação à área de conhecimento dos docentes, a maior representatividade foi da área de tecnológicas (27%), seguida das áreas de biológicas e profissões de saúde (22%) e ciências exatas e da terra (22%), conforme Gráfico 6.
Gráfico 6 – Área de conhecimento dos docentes / Fonte: Elaborado pela autora
Aspectos tecnológicos
Para o segundo grupo de questões, relativo aos aspectos tecnológicos, as respostas são apresentadas a seguir.
A questão seis, dizia respeito ao respeito do local onde os docentes mais acessavam a Internet. A maioria dos docentes da Unicamp (60%) respondeu que acessava a
de cerca de 27% de docentes que acessavam a Internet de dentro da Unicamp, o que indica que o acesso dos docentes não se limitava aos recursos oferecidos pela Universidade.
Gráfico 7 – Acesso à Internet pelos docentes / Fonte: Elaborado pela autora
Na questão sete, múltipla escolha, perguntamos sobre o tipo de equipamento que o docente mais usava para acessar a Internet. As respostas mostraram que o notebook era o mais usado pelos docentes (67%). Já as tecnologias móveis eram pouco usadas: 14,29% dos docentes apontaram o smartphone e 13,16% indicaram o uso do tablet, o que me levou a inferir que essas tecnologias não eram muito utilizadas no meio acadêmico pelos docentes, como mostrado no Gráfico 8.
Gráfico 8 – Equipamentos usados para acesso / Fonte: Elaborado pela autora
A questão oito, múltipla escolha, procurava identificar o meio de acesso à Internet quando este era realizado de dentro da Unicamp. O acesso à Internet, via cabo, era o mais utilizado pelos docentes, uma vez que 77% indicaram essa alternativa. Já a rede sem fio (Wi-
de outros meios de acesso, provavelmente possibilitado por celulares e tecnologias 3G. Esses dados são apresentados no Gráfico 9.
Gráfico 9 – Tipo de acesso usado de dentro da Unicamp / Fonte: Elaborado pela autora
A questão nove, múltipla escolha, queria saber sobre o lugar onde os docentes mais acessavam a Internet quando estavam na Unicamp. O lugar mais apontado foi o acesso a partir da sala do docente (86%). Em seguida, foi indicado o acesso a partir da sala de aula da unidade (20%), o que leva a inferir que esses docentes acessavam a Internet como recurso para preparar suas aulas. Essas informações compõem o Gráfico 10.
Gráfico 10 – Local de acesso na Unicamp / Fonte: Elaborado pela autora
A questão dez, múltipla escolha, perguntava quais equipamentos a unidade, na qual o docente atuava, possuía. Os projetores de apresentações apareceram na maioria das respostas dos docentes (91,73%). Em seguida, os computadores desktops e as impressoras, ambos com 89,47%. Com expressiva presença também estavam os scanners (79,32%), os laboratórios de informática (78,95%) e os computadores notebooks (62,78%). Equipamentos
de uso mais específicos, tal como a câmera digital, apareceram em 43,23% das respostas. Já os equipamentos mais sofisticados estavam em menor proporção: videoconferência (38,35%), lousa digital (19,55%), plotter (16,54%) e a mesa digitalizadora (6,27%), como mostra o Gráfico 11.
Gráfico 11 – Equipamentos existentes na unidade / Fonte: Elaborado pela autora
As questões onze e doze foram analisadas em conjunto, pois elas abordavam os mesmos equipamentos que faziam parte da infraestrutura da unidade na qual o docente atuava. Os nove equipamentos foram avaliados quantitativa e qualitativamente, considerando cinco níveis de respostas. O nível 1 é muito insatisfatório; nível 2 é insatisfatório; nível 3 é nem satisfatório nem insatisfatório – Médio; nível 4 é satisfatório; nível 5 é muito satisfatório. As opções sem resposta foram consideradas como ausência do equipamento.
Quantidade e qualidade dos desktops
Em relação à quantidade de computadores desktops nas unidades, cerca de 33% dos docentes consideraram muito satisfatória, seguido de cerca de 26% que consideraram satisfatória e cerca de 22%, nem satisfatória nem insatisfatória (Gráfico 12). Em relação à qualidade dos computadores desktops nas unidades, cerca de 30% dos docentes avaliaram como satisfatória, cerca de 20% avaliaram a qualidade como nem satisfatória nem insatisfatória, e muito próximo, 19%, muito satisfatória (Gráfico13). Com essas informações, é possível inferir que a quantidade e a qualidade dos desktops nas unidades atendiam às necessidades dos docentes.
Gráfico 12 – Quantidade de desktops Fonte: Elaborado pela autora
Gráfico 13 – Qualidade dos desktops Fonte: Elaborado pela autora
Quantidade e qualidade dos notebooks
Com relação ao nível de satisfação dos usuários quanto à quantidade de computadores notebooks nas unidades, cerca de 20% dos docentes consideraram a quantidade nem satisfatória nem insatisfatória, 17% consideraram a quantidade insatisfatória e 18%, muito insatisfatória (Gráfico 14). Em relação à qualidade dos notebooks, 21% dos docentes consideraram a qualidade nem satisfatória e nem insatisfatória, 18% consideraram satisfatório e apenas 9%, muito satisfatório (Gráfico 15). Com essas informações pude inferir que a quantidade e a qualidade dos notebooks nas unidades não atendiam às necessidades dos docentes.
Gráfico 14 – Quantidade de notebooks Fonte: Elaborado pela autora
Gráfico 15 – Qualidade dos notebooks Fonte: Elaborado pela autora
Quantidade e qualidade das impressoras
Com relação ao nível de satisfação dos usuários quanto à quantidade de impressoras nas unidades, cerca de 30% dos docentes consideraram a quantidade satisfatória (Gráfico 16). Em relação ao nível de satisfação dos usuários quanto à qualidade das impressoras nas unidades, 30% dos docentes apontam a qualidade como satisfatória e 26% consideraram nem satisfatória, nem insatisfatória (Gráfico 17).
Gráfico 16 – Quantidade de impressoras Fonte: Elaborado pela autora
Gráfico 17 – Qualidade das impressoras Fonte: Elaborado pela autora
Quantidade e qualidade das câmeras digitais
Em relação à quantidade, 34% dos docentes consideraram o equipamento inexistente e 19% consideraram a quantidade muito insatisfatória (Gráfico 18). O nível de satisfação dos usuários quanto à qualidade das câmeras digitais aponta que 48% dos docentes consideraram o equipamento inexistente (Gráfico 19). É possível inferir, portanto, que o uso desse equipamento é quase inexpressivo nas unidades acadêmicas da Unicamp.
Gráfico 18 – Quantidade de câmeras digitais Fonte: Elaborado pela autora
Gráfico 19 – Qualidade das câmeras digitais Fonte: Elaborado pela autora
Quantidade e qualidade dos projetores de apresentações
O nível de satisfação dos usuários quanto à quantidade de projetores de apresentações aponta que 36% dos docentes consideraram a quantidade do equipamento muito satisfatória. Outros 30% consideram apenas satisfatória (Gráfico 20). Com relação à qualidade, 37% dos docentes consideraram satisfatória e 18%, nem satisfatória nem insatisfatória (Gráfico 21).
Gráfico 20 – Quantidade de projetores Fonte: Elaborado pela autora
Gráfico 21 – Qualidade dos projetores Fonte: Elaborado pela autora
Quantidade e qualidade das lousas digitais
O nível de satisfação dos usuários quanto à quantidade de lousas digitais nas unidades mostra que 39% dos docentes consideraram o equipamento inexistente, e os mesmos 39% consideram a quantidade muito insatisfatória (Gráfico 22). Com relação ao nível de satisfação dos usuários quanto à qualidade das lousas digitais nas unidades, 67% dos docentes consideraram o equipamento inexistente (Gráfico 23).
Gráfico 22 – Quantidade de lousas digitais Fonte: Elaborado pela autora
Gráfico 23 – Qualidade das lousas digitais Fonte: Elaborado pela autora
Quantidade e qualidade dos Scanners
Com relação ao nível de satisfação dos usuários quanto à quantidade de scanners nas unidades, 21% dos docentes consideraram a quantidade nem insatisfatória, nem satisfatória e 20% consideraram a quantidade de scanners satisfatória (Gráfico 24). Com relação ao nível de satisfação dos usuários quanto à qualidade dos scanners nas unidades, 23% dos docentes consideraram a qualidade satisfatória e 14%, nem satisfatória nem insatisfatória (Gráfico 25).
Gráfico 24 – Quantidade de scanners Fonte: Elaborado pela autora
Gráfico 25 – Qualidade dos scanners Fonte: Elaborado pela autora
Quantidade e qualidade dos plotters
O nível de satisfação dos usuários quanto à quantidade de plotters nas unidades aponta que 51% dos docentes consideraram o equipamento inexistente na unidade (Gráfico 26). Com relação ao nível de satisfação dos usuários quanto à qualidade dos plotters nas unidades, 67% dos docentes consideraram o equipamento inexistente (Gráfico 27). Nem qualidade, nem quantidade, o equipamento não existe.
Gráfico 26 – Quantidade de plotters Fonte: Elaborado pela autora
Gráfico 27 – Qualidade dos plotters Fonte: Elaborado pela autora
Quantidade e qualidade das mesas digitalizadoras
Com relação ao nível de satisfação dos usuários quanto à quantidade de mesas digitalizadoras, 58% dos docentes consideraram o equipamento inexistente na unidade (Gráfico 28). Com relação ao nível de satisfação dos usuários quanto à qualidade das mesas digitalizadoras nas unidades, 76% dos docentes consideraram o equipamento inexistente (Gráfico 29).
Gráfico 28 – Quantidade de mesas digitalizadoras Fonte: Elaborado pela autora
Gráfico 29 – Qualidade das mesas digitalizadoras Fonte: Elaborado pela autora
A questão treze, múltipla escolha, perguntava quais os recursos tecnológicos o docente mais usava para preparar seu material didático. Os recursos mais usados eram os editores de apresentações (PowerPoint, Presentation, etc.), 87%. Editores de textos (Word,
Writer, etc.), cerca de 82% dos docentes. As ferramentas de busca como o google e editores
Gráfico 30 – Recursos tecnológicos para a preparação de material didático / Fonte: Elaborado pela autora
A questão quatorze, múltipla escolha, consultava sobre quais os recursos tecnológicos eram mais usados pelos docentes nas suas práticas pedagógicas com seus alunos. Nas respostas predominaram o uso dos projetores de apresentações (72%), e-mails institucionais (60%), o ambiente Ensino Aberto com 47%, ambiente TelEduc (36%) e ferramentas Google (38%), conforme aponta o Gráfico 31.
Gráfico 31– Recursos tecnológicos usados nas atividades com os alunos / Fonte: Elaborado pela autora
A questão quinze inquiria os docentes sobre a publicação do material didático que eles desenvolveram. As respostas apontaram que 53% dos docentes não publicaram na
Internet seus materiais didáticos. Já 39% dos docentes publicaram os materiais que
Gráfico 32 – Publicação de material didático / Fonte: Elaborado pela autora
Na questão dezesseis, foi perguntado ao docente o local em que ele publicava seu material didático. As publicações em sites próprios apareceram em primeiro lugar (35%), seguidos dos sites da unidade para a publicação (28%), como mostra o Gráfico 33.
Gráfico 33 – Local de publicação do material didático / Fonte: Elaborado pela autora
A questão dezessete, múltipla escolha, perguntava ao docente como ele acreditava que as tecnologias poderiam favorecer os processos de ensino e de aprendizagem. Nas respostas predominaram os que acreditavam que as tecnologias eram muito úteis na disponibilização de material didático para os alunos (87%), seguido dos que acreditavam na organização do conteúdo e das informações da disciplina (80%), conforme apresenta o Gráfico 34.
Gráfico 34 – Uso das tecnologias no processo de ensino e aprendizagem / Fonte: Elaborado pela autora
A questão dezoito queria saber se os docentes gostariam que, na sua unidade, fosse oferecido algum tipo de formação para ampliar o uso de tecnologias no contexto educacional. Conforme apresentados, 71% dos docentes desta amostra responderam que gostariam que fossem oferecidos cursos para o uso de tecnologias (Gráfico 35).
Gráfico 35 – Oferta de cursos de formação aos docentes / Fonte: Elaborado pela autora
A questão dezenove perguntava sobre o tipo de formação eles gostariam que fossem oferecidos. Cerca de 33% dos docentes gostariam que fossem oferecidos cursos para o uso de tecnologias na modalidade semipresencial e 30%, na modalidade presencial, conforme aponta o Gráfico 36.
Gráfico 36 – Tipos de formação / Fonte: Elaborado pela autora
A questão vinte desejava conhecer se os docentes gostariam de acrescentar mais informações sobre o uso de tecnologias nas práticas pedagógicas da Unicamp. Apenas 24% fizeram sugestões sobre o uso de tecnologias nas práticas pedagógicas da Unicamp. Os