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PERSPECTIVAS E DESAFIOS

No documento CorredorMataAtlântica (páginas 43-52)

A adoção da concepção de corredores ecológicos ou de biodiversidade no Brasil fez emergir uma nova etapa no desenvolvimento da estratégia de con- servação do governo federal e das várias ONGs e desencadeou programas mais ambiciosos, como é o caso do Projeto Corredores Ecológicos. O conceito de corredor foi rapidamente incorporado pelas ONGs com atuação na Mata Atlântica, e elas buscaram desenvolver ferramentas e parcerias para pôr em prática ações integradas de conservação no sul da Bahia e no Espírito Santo. No plano institucional, o trabalho nos corredores tem estimulado a participa- ção da sociedade civil em novos níveis e promovido a interação das diferentes instâncias administrativas do setor público.

Nesse contexto, a participação do CEPF-Mata Atlântica, com o apoio estraté- gico e financeiro que oferece, eleva a possibilidade de êxito das ações de conservação e valoriza as parcerias para a criação de uma estrutura de suporte e coordenação das atividades de campo. Na execução dessas inicia- tivas, as ONGs e os governos federal e estaduais têm trabalhado juntos, com objetivos comuns, e buscado o envolvimento ativo dos atores locais e o desenvolvimento de sua capacidade de planejamento e de implementação de ações, fundamentais para a real conservação dos recursos naturais do Corredor Central da Mata Atlântica.

O desenvolvimento dessa estratégia, como se procurou mostrar, tem possibili- tado avanços importantes, como o melhor planejamento para a conservação, o aumento da escala de atuação, o fortalecimento da rede de áreas protegidas, com a criação e a ampliação de unidades de conservação, a proteção de espé- cies ameaçadas de extinção, a capacitação de pessoal, a integração de ações de fiscalização e, sobretudo, a formação de redes institucionais. Ao se adotar a escala de corredores, foram formadas várias redes de trabalho, agrupando, por exemplo, ONGs, pesquisadores ou gestores de unidades de conservação públicas e privadas, e, mais recentemente, empresas em setores estratégicos, como o de turismo e o de papel e celulose, o que deu maior capilaridade às ações de conservação. As iniciativas estão sendo desenvolvidas em etapas, e a consolidação dos projetos a partir de áreas prioritárias (ou áreas focais), que funcionam como núcleos irradiadores de ações, será fundamental para o avanço no processo de implementação do Corredor Central da Mata Atlântica e para a proteção da biodiversidade em toda a região.

Um dos grandes desafios desse processo é a ampliação de programas desti- nados a elucidar questões sobre a dinâmica do território, as relações entre as diferentes unidades de conservação e as áreas de florestas remanescentes, além daquelas relacionadas com os aspectos socioeconômicos e culturais que influenciam os padrões de uso da terra. Temas como recuperação florestal, fiscalização e controle, práticas adequadas de uso do solo, mobilização social para a conservação, gestão compartilhada e pagamento por serviços ambientais necessitam avançar em resultados e escala. É necessário estimular o engajamento das corporações e ampliar a integração entre os programas dos agentes financiadores (por exemplo, o PDA-Mata Atlântica, o Fundo Nacional do Meio Ambiente, o PROBIO/MMA, o CEPF-Mata Atlântica, entre outros), a fim de permitir um melhor direcionamento de recursos e a obtenção do máxi- mo de resultados positivos para a conservação da biodiversidade, com custo mínimo para a sociedade.

A implementação de um corredor pode ser considerada um projeto ambicioso, porém, os resultados iniciais do Projeto Corredores Ecológicos dão já indica- ções da viabilidade e da eficiência do conceito. A proposta trata os problemas de conservação de forma mais ampla e sob uma perspectiva multiinstitucional e interdisciplinar, que leva em conta também os instrumentos de políticas públicas e econômicas na manutenção de paisagens. Os corredores têm um

grande potencial para servir de estímulo à atuação em rede e à gestão ambiental integrada. A experiência do Corredor Central da Mata Atlântica vem sendo reproduzida em outras partes do bioma, como na Serra do Mar e na região Nordeste, acima do rio São Francisco. Espera-se que essa abordagem traga uma contribuição nova e promissora para um manejo dinâmico e integrado da paisagem, e que, com isso, se ampliem as conquistas e se consolidem os resultados de conservação da biodiversidade na Mata Atlântica e no Brasil, ajudando o País a proteger o seu patrimônio natural e a cumprir as metas da Convenção sobre Diversidade Biológica.

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AGRADECIMENTOS

O Ministério do Meio Ambiente e a Aliança para Conservação da Mata Atlân- tica agradecem ao Fundo Fiduciário para Proteção das Florestas Tropicais, administrado pelo Banco Mundial, e ao governo da Alemanha, por intermé- dio do banco alemão Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW), doadores de recursos ao Projeto Corredores Ecológicos, que integra o Programa Piloto para Proteção das Florestas Tropicais do Brasil; ao governo do Japão, à Funda- ção McArthur, ao Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF) e ao Banco Mundial, que, junto com a Conservação Internacional, compõem o grupo de doadores do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF).

Agradecem também ao IBAMA e aos órgãos e entidades de governo dos estados da Bahia e do Espírito Santo empenhados na implantação do Corre- dor Central da Mata Atlântica, em especial a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia, o Centro de Recursos Ambientais da Bahia, o Ministério Público da Bahia, o Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Espírito Santo, a Secretaria de Estado de Agricultura do Espírito Santo, o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo, o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural; ao Comitê e aos Subcomitês da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica; e, por fim, às ONGs, às associações de classe, aos proprietários de RPPNs, às uni- versidades, às empresas e aos cidadãos envolvidos e comprometidos com a conservação da biodiversidade que, de várias formas, vêm contribuindo para a implantação do Corredor Central da Mata Atlântica.

CRS 514 – Bloco B – Loja 59 – 1° andar W3 Sul – Brasília – DF CEP 70380-525 Tel: (61) 4009-9194 Fax: (61) 4009-9193 e-mail: [email protected]

Unidade de Coordenação Estadual – Bahia (UCE/BA) Parque Zoobotânico Getúlio Vargas

Rua Alto de Ondina, s/n, Ondina Salvador – BA

CEP 40170-110

Tel: (71) 3237-9403 / 9407 / 9408 Fax: (71) 3237-9410

Unidade de Coordenação Estadual – Espírito Santo (UCE/ES) Projeto Corredores Ecológicos

BR-262 km 0 – Pátio Porto Velho – Núcleo “B” Jardim América – Cariacica – ES

CEP 29140-500

Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos – Mata Atlântica Coordenação local

Av. Getúlio Vargas, 1300 / 7o andar Belo Horizonte – MG

CEP 30112-021 www.corredores.org.br www.cepf.net

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