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PERSPETIVAS FUTURAS

No documento RELATÓRIO & CONTAS 2018 (páginas 60-64)

EVENTOS •Erros e falhas

RISCO COMPLIANCE

12. PERSPETIVAS FUTURAS

A economia portuguesa deverá prosseguir uma trajetória de crescimento da atividade, embora em desaceleração, segundo as projeções publicadas pelo Banco de Portugal no Boletim Económico de Dezembro. Estas antecipam, para 2019, um crescimento de 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB).

O crescimento do consumo privado em 2019 deverá registar um abrandamento moderado, em linha com a desaceleração do crescimento do PIB. O mercado de trabalho deverá manter a tendência de crescimento, embora a um ritmo progressivamente inferior, tal como se antecipa para a taxa de desemprego que deverá cifrar-se em 6,2% em 2019.

Em 2019, a procura externa deverá registar uma ligeira aceleração, face ao forte abrandamento previsto para 2018. A evolução da procura externa será acompanhada evolução das exportações e prevê-se que a quota de mercado apresente ganhos marginais associados às exportações de turismo.

No que diz respeito ao investimento empresarial irá beneficiar da realização de alguns projetos de infraestruturas de grande dimensão e da manutenção das condições de financiamento favoráveis. As limitações ao investimento originadas pelas condições de

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financeiras têm vindo a reduzir-se, embora se mantenham superiores à média europeia. Relativamente ao investimento público, perspetiva-se uma evolução similar à prevista no Orçamento do Estado para 2019, que é de crescimento para 4.853 milhões de euros em 2019, concretizando, pelo terceiro ano consecutivo, uma taxa de crescimento acima de 10%.

Estas projeções encontram-se assentes na continuidade do crescimento da atividade que se deverá manter nos próximos anos.

Perspetiva-se que o Programa Portugal 2020 manterá um papel muito importante no investimento das empresas e, consequentemente, no crescimento da economia portuguesa. No âmbito do referido programa, antecipa-se para o corrente ano a possibilidade de existirem mais linhas de crédito de natureza idêntica à Linha de Crédito Capitalizar Mais, criando instrumentos financeiros complementares a Sistemas de Incentivos, que permitem manter o apoio de natureza reembolsável, através da combinação de instrumentos financeiros com subvenções.

É neste enquadramento que a Norgarante, em parceria com as demais entidades ligadas à Garantia Mútua, as entidades públicas, com especial destaque para o IAPMEI, o Turismo de Portugal, o IEFP, a DGES, o IHRU, as Autoridades de Gestão dos Programas Operacionais do Portugal 2020, os Ministérios intervenientes, a PME Investimentos, a IFD, o IDERAM, todas as instituições de crédito acionistas e parceiras, e as associações empresariais, pretende continuar a ser um importante promotor do empreendedorismo, da inovação, competitividade e internacionalização do setor empresarial nacional, através da prestação das garantias necessárias às empresas, seja para a realização de investimentos, seja para fundo de maneio ou para garantir as responsabilidades contratuais.

Em 2019, espera-se a manutenção das linhas em vigor, o lançamento de novas linhas para âmbitos específicos e o eventual ajuste e atualizações de condições de linhas com menos procura.

Com base em negociações iniciadas em 2018, foi disponibilizada em 2019, ao abrigo do Protocolo relativo à Linha de Crédito Capitalizar 2018, a Linha de Crédito de Apoio às

Empresas com Exposição ao Brexit, constituindo-se como uma Linha Específica

destinada a colmatar as falhas de mercado identificadas nas operações de financiamento a realizar por empresas com exposição ao mercado do Reino Unido e que comprovem necessidades de financiamento relacionadas com estratégias de resposta ao Brexit. Ainda no âmbito da Linha de Crédito Capitalizar 2018, nomeadamente da Linha

Específica “Indústria 4.0 / Apoio à Digitalização, e considerando a relevância da

adoção de medidas i4.0 pelas PME portuguesas e o esforço financeiro necessário à sua implementação, serão reformuladas as suas características, nomeadamente, aumentando a taxa máxima de garantia a prestar pelas Sociedades de Garantia Mútua, a bonificação da comissão de garantia mútua, o prazo máximo das operações e o período máximo de carência de capital.

Manter-se-ão as parcerias e protocolos de cooperação com as instituições de crédito e associações empresariais, nomeadamente através da atualização e celebração de novos protocolos que viabilizem soluções diversificadas de crédito especializado de apoio às

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necessidades específicas e financiamento das empresas.

A par do referido, no contexto económico em que estamos inseridos, continuaremos a manter uma política de prudência na análise das operações, bem como um acompanhamento muito próximo da atual carteira de garantias, e uma atividade significativa na área da recuperação de crédito e reestruturação de operações, sem perder de vista o objetivo fundamental da Sociedade, que é o apoio de excelência à dinamização do tecido económico, com enfoque na área da facilitação do acesso ao financiamento. Durante o ano de 2018 foram desenvolvidos trabalhos de melhorias em prol do sistema de Garantia Mútua, que permitiram melhorar a eficiência nos serviços aos mutualistas. Prevê-se para 2019, continuar a implementar medidas que contribuam para melhorar cada vez mais o serviço de excelência das Sociedades de garantia mútua.

13. AGRADECIMENTOS

Gostaríamos de expressar o nosso especial agradecimento aos nossos Acionistas privados e públicos e, muito especialmente, aos Mutualistas, individuais e associações empresariais, e assegurar-lhes que continuarão, no futuro, a encontrar na Norgarante o maior empenho em manter o espírito de parceria criado.

Expressamos, também, aos Órgãos Sociais, o nosso agradecimento pela disponibilidade sempre presente nas respetivas áreas de atuação.

À Lisgarante, à Garval e à Agrogarante reconhecemos a colaboração e o empenho na procura das melhores práticas, o esforço conjunto de aumento da visibilidade da Garantia Mútua e a colaboração em diversas operações em que o risco é partilhado.

À SPGM expressamos o reconhecimento pelo empenho e disponibilidade no apoio prestado à Sociedade nas diferentes áreas e no seu papel fundamental para o desenvolvimento do Sistema de Garantia Mútua Português.

Ao Ministério da Economia, ao Ministério das Finanças, ao Ministério do Planeamento, ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, ao Ministério das Infraestruturas e da Habitação, ao Ministério do Ambiente e da Transição Energética, ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, ao Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, ao Ministério do Mar, ao IAPMEI, I.P. - Agência para a Competitividade e Inovação, ao Turismo de Portugal, I.P., ao IFAP, I. P. – Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, ao IEFP, I. P. - Instituto do Emprego e Formação Profissional, à AD&C, I.P. - Agência para o Desenvolvimento e Coesão, ao Instituto de Desenvolvimento Empresarial, ao IP-RAM, ao Governo Regional da Madeira, ao Governo Regional dos Açores, às Autoridades de Gestão dos Programas Operacionais, à Estrutura de Gestão do IFRRU 2020, à CASES - Cooperativa António Sérgio para a Economia Social, às Instituições de crédito e demais parceiros institucionais, à PME Investimentos – Sociedade de Investimento, S. A., à IFD - Instituição Financeira de Desenvolvimento, S.A., às Associações Empresariais, Comerciais e Industriais, às Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, ao Banco Europeu de Investimento (BEI), ao Fundo Europeu de Investimento (FEI) e à Comissão Europeia, agradecemos as parcerias estabelecidas no desenvolvimento de novos produtos com a aplicação da Garantia Mútua

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em favor das empresas.

Ao Banco de Portugal, enquanto entidade de Supervisão, pela excelente colaboração, nomeadamente salvaguardando e reconhecendo as características específicas do Sistema de Garantia Mútua, no âmbito do Sistema Financeiro Português.

Aos colaboradores da Sociedade agradecemos em particular o profissionalismo e determinação no desempenho das funções exercidas, e expressamos o desejo de que continuem a desenvolver um bom trabalho em prol do tecido empresarial português e do país.

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