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Perturbações, ameaças e riscos: da modernização à vulnerabilidade

Capítulo V – Sustentabilidade nos artigos sociológicos: da contribuição à política

5.2. Perturbações, ameaças e riscos: da modernização à vulnerabilidade

Como vimos, os primeiros artigos da seleção se caracterizam, dentre outras coisas, por manter aquilo que denominamos de autonomia – ou distanciamento – diante da problemática da sustentabilidade. Assim, prevalece a concepção de que os problemas sociológicos relacionados às interações entre elementos humanos e não humanos gozam de certa suspensão e autonomia diante de questões objetivamente demarcadas pela questão ambiental. De certa maneira essa perspectiva se espraia para as concepções de risco e ameaça presente nos artigos. Em Gale e Cordray (1994), por exemplo, ao mesmo tempo em que recorrem à ideia genérica de intrusão ou controle humano sobre os ecossistemas, os autores recorrem à ideia de valoração dos seus componentes que possibilita uma interpretação variável de risco e ameaça intimamente relacionada ao tipo de sustentabilidade desejada ou concebida. Fundamentando-se em Orians (1990), os autores assumem a posição de que “(...) Sustainable use from one perspective is unsustainable from another” (ORIANS Apud GALE e CORDRAY, 1994, p. 327). Apesar de tentar minimizar essa tendência polissêmica com a caracterização dos tipos de sustentabilidade, os autores apresentam uma perspectiva relativista dos eventos sociais diante dos fenômenos ecossistêmicos.

Em Saltier et al. (1994) e Hassanein e Kloppenburg (1995) é possível encontrar caracterizações de risco e ameaça típicas à sociologia rural, que enfatizam os processos de modernização da agricultura como grande ameaça. Os primeiros enfatizam as diferentes qualidades e escalas temporais nas quais os efeitos nocivos que os incrementos tecnocientíficos na agricultura podem provocar: “The 1980s witnessed growing concern about the environmental and health risks associated with modern agriculture. Many farming practices were identified as having harmful short-term effects and posing long- term problems of viability” (Saltier et al., 1994, p. 333). Os segundos referem-se às concepções que compreendem as técnicas agronômicas de otimização e intensificação de pastagens constituindo paisagens “(...) that is weakened ecologically, socially, and economically” (HASSANEIN e KLOPPENBURG, 1995, p.722).

Realizando uma análise transcendente à sociologia rural dominante nesses primeiros artigos, Olson (1995) busca compreender o aspecto intergeracional da sustentabilidade de uma perspectiva sociológica, a partir da construção de uma “visão social” de futuro. Seu

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exercício de construção de cenários a partir da antológica fórmula “I = PAT” dá, obviamente, grande centralidade à noção de “impacto” humano no ambiente como conceito fundamental de condição de ameaça inerente às perspectivas de sustentabilidade. Assim, a fórmula serviria “to illustrate the environmental impacts of continuing growth in population and consumption” (OLSON, 1995, p. 20). À concepção unilateral de ação humana como impactante, Olson pondera a condição ambivalente da variável “T” (tecnologia) ao afirmar que “(...) we also have the greatest capability to develop environmentally superior technologies that would reduce the impacts of development”. Assim, o impacto ambiental seria resultante da relação ehrlichiana entre aumento da população e consumo, mantendo-se a ideia de que processos de eficiência tecnológica podem contribuir favoravelmente com cenários de sustentabilidade.

Assim, nesses primeiros artigos dos anos 1990-1996, podemos observar as seguintes perspectivas de riscos e ameaças: a (1) convivência entre a concepção de problemática ambiental pautada no dualismo ontológico sociedade/natureza (intervenção, controle) conjugada com uma perspectiva relativista que confere ao “ponto de vista” um fator central a formulação do que é sustentável ou insustentável (Gale e Cordray, 1994); (2) a ideia de que modernização tecnocientífica da agricultura leva a efeitos nocivos em múltiplas dimensões temporais (efeitos a curto e longo prazo) (Saltier et al., 1994); (3) em paralelo a esta última, a concepção de que a modernização é nociva em termos ecológicos, econômicos e sociais (Hassanein e Kloppenburg, 1995); e (4) a clássica noção de impacto (conjugação de população, consumo e tecnologia) porém, com a tentativa de compreender os fatores tecnológicos como dotados de potencialidade ambivalente entre geração e solução frente aos problemas ambientais (Olson, 1995).

É possível depreender, portanto, que o período demonstra concepções de risco e ameaças que giram em torno tanto da perspectiva sociopolítica quanto da perspectiva tecnocientífica. Quanto à primeira, assume-se, para sustentá-la, uma posição relativista de problemática ambiental na qual sua delimitação se constitui pela concepção de sustentabilidade que se adota. Ideia de ameaça derivada de questões tecnocientíficas divide- se entre uma perspectiva neomalthusiana “renovada”, na qual a variável “tecnologia” ganha uma condição ambivalente, sendo vista tanto como potencializadora de problemas quanto saída para eficiência e uma perspectiva que vê a tecnologia a serviço da “revolução verde”,

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sem deixar de levar em consideração práticas e concepções sociais concernentes a este sujeito transcendente.

A partir de 1997, a perspectiva generalizante da noção de impacto – presente em Olson (1995) – encontra um contraponto na abordagem contextual de Hunter (1997), para quem os problemas relacionados ao desenvolvimento geram dilemas específicos em situações nos quais o turismo tem importância econômica. Nesse sentido, a preocupação do autor é rechaçar uma concepção autocentrada de turismo sustentável que não se compreende como relevante para esforços maiores de sustentabilidade, gerando, assim, “(...) a gap such that principles and policies of “sustainable” tourism do not necessarily contribute to those of sustainable development” (HUNTER, 1997, p. 851). Apesar de reconhecer o crescimento econômico um elemento central a ser enfrentado pela diferentes visões de sustentabilidade elencadas (muito forte, forte, fraca e muito fraca), o autor adota uma perspectiva flexível entre elas, já que, “(...) In short, different interpretations of sustainable development will have applicability according to circumstance, involving a different set of trade-off decisions between the various components of sustainability” (HUNTER, 1997, p. 855).

Por sua vez, Michalos (1997), na tentativa de refletir sobre as possibilidades de agregação de indicadores para construção de um índice unificado de sustentabilidade, identifica a especialização científica como um forte elemento dificultador para a construção de indicadores e políticas de sustentabilidade: “(…) when I reflect on (...) research on social indicators of the quality of life, one of the most striking things is the disjointedness of research communities. (…) One unfortunate result (…) is that when one tries to integrate results from the diverse disciplines, one finds serious limitations” (MICHALOS, 1997, p. 135). Assim, a relação entre complexidade socioambiental e especialização científica apresenta-se para autor como um problema epistêmico para o estabelecimento de estratégias de sustentabilidade.

O retorno à sociologia rural realizado por Meares (1997) traz à tona a preocupação com relação ao gênero e à sustentabilidade. A busca por especificação e diferenciação perceptiva entre agricultores e agricultoras leva a autora considerar os processos de masculinização como inerentes à modernização tecnocientífica. Essa dinâmica contribuiria

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para a problemática socioambiental rural: “(…) farms have become more specialized, mechanized, and geared towards commoditization. As a result, the household has become less integrated with the farm in the past 50 years; reproductive activities are less entwined with productive activities” (MEARES, 1997, p. 28). A intensificação produtiva para o mercado, voltada para a produção de commodities, estaria, assim, intimamente ligada a um processo de masculinização da produção agrícola, já que atividades femininas estariam ligadas a processos de reprodução familiar.

McKenzie-Mohr (2000), partidário de uma psicologia ambiental de base comportamentalista, chama a atenção para a falta de incorporação de questões de fundo psicológico nos processos de planejamento e definição das práticas de sustentabilidade.

Desirable goals, such as lowering greenhouse gas emissions, reducing waste, and increasing energy and water efficiency can be met only if high levels of public participation are achieved. Despite the apparent importance of psychological knowledge to effective program design, program planners have yet to widely access or utilize it (MCKENZIE- MOHR, 2000, p. 544).

O alcance desses processos de planejamento seriam limitados, segundo o autor, pelo efeito de confirmação de teoria pessoais dos planejadores sobre comportamentos sustentáveis, o que dificultaria resultados mais efetivos baseados em conhecimento psicológico cientificamente válido. A ausência de conhecimento sobre as bases individuais de ação sobre o ambiente é, para o autor, um fator contributivo para a persistência dos problemas ambientais.

Peter et al. (2000), embora fundamentados na teoria social, também enfatizam a importância de dimensões subjetivas para o entrave de práticas de sustentabilidade. Para os autores, em coerência à perspectiva de Meares (1997), certo tipo de masculinidade, denominada de monológica, apresenta-se em conformidade com práticas insustentáveis na agricultura:

(…) monologic masculinity, a conventional masculinity with rigid expectations and strictly negotiated performances that provide a clear distinction between men's and women's work. Monologic masculinity also limits the range of topics deemed appropriate to discuss, mandates a specific definition of work and success, and sets precise boundaries of manhood. (…) Overall, however, the farmers in our study who practice industrial agriculture (capital-intensive, with low commitment to

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management, environment, and community) exhibited a more monologic masculinity (…)” (PETER et al., 2000, p. 216-217).

Com Pugliese (2001), também na esfera da sociologia rural, a prevalência de temas relativos à subjetividade se esvai, mas permanece a concepção de que a modernização tecnocientífica seria a fonte da problemática socioambiental:

The process of agricultural modernization (...) is patently inconsistent with the principles of sustainability and with the related notion of ‘sustainable agriculture.’ For the sake of boosting productivity, many agricultural lands have undergone massive transformation because of the introduction of western organizational models of labour and production patterns and of externally developed technological packages. Both were assumed to be universally applicable, irrespective of local social and environmental contexts. (PUGLIESE, 2001, p. 113).

Aqui permanece a perspectiva de um processo exógeno e universalizante que ameaça diferentes contextos locais de produção agrícola, argumento presente em todos os textos que se ocupam com a temática de desenvolvimento rural sustentável da presente seleção.

Briassoulis (2002), por sua vez, aproxima os temas ruralidade, turismo e sustentabilidade ao buscar construir um quadro de análise da relação sob a perspectiva da teoria dos comuns. Sua concepção de risco e ameaça, por extensão, direciona-se à ideia de “The Tragedy of the Tourism Commons” (BRIASSOULIS, 2002, p. 1073) na qual a apropriação privada dos “recursos comuns” é apresentada como ameaça à integridade social e ecológica em localidades onde turismo é um componente socioeconômico importante: “The tourism commons experience problems of overuse, lack of investment incentive, and of mismanagement generally. Because they are identical to the tourism product, (…) these problems (…) are simultaneously the tragedy of the tourism product” (BRIASSOULIS, 2002, p. 1069). Essa perspectiva hardiniana aplicada ao conceito de turismo sustentável completa a influência neomalthusiana fomentada por Olson (1995), mas que nesse momento apresenta os elementos ecológicos sob a égide da rivalidade econômica.

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Por contraste, Sneddon et al. (2002) tentam ampliar a compreensão da relação entre elementos ecológicos e conflitos, a partir da perspectiva do sistemas socioecológicos complexos.

The past decade has witnessed increasing calls for recognition and response to existing and pending "water crises", which hold potentially drastic socioecological consequences and thereby create conditions ripe for social conflict over water (…). While acknowledging the substantial empirical and normative value of these works and agreeing with their emphasis on water as vital resource, we argue that such approaches fail to capture the complexity of differential uses of water and the breadth of ecological and social factors that influence the sustainability of aquatic socioecological systems. In addition, the understanding of conflict has been narrowed by a focus on state-state interactions to the neglect of the ways in which conflicts over water involve multiple social agents associated with a variety of geographical scales. Some of these shortcomings are an outgrowth of perceiving water and conflict within single disciplinary perspectives (…) that privilege some conceptual frameworks over others. In contrast, we argue for an integration of epistemological vantage points that draws on insights from both social science and natural science perspectives (SNEDDON et al., 2002, p. 665).

Nesse sentido, a noção ampliada de conflito, articulada a uma perspectiva epistêmica disciplinar, apresenta-se como ameaça à resiliência de sistemas socioecológicos. Esses artigos (Briassoulis, 2002 e Sneddon et al., 2002) são os mais expressivos representantes de uma visão ecológica, sob a égide da escassez ou da desarticulação sistêmica nesta seara sociológica. Ao apresentar tal posição, demonstra pouca propensão em incorporar a problemática da subjetividade – psicológica ou socialmente construída – destacada pelos artigos anteriores.

De qualquer forma, as concepções de risco e ameaça do período 1997-2003 podem ser caracterizadas da seguinte forma: (1) uma perspectiva relativista de situação de risco no qual os contextos específicos devem orientar os esforços de sustentabilidade mais tolerantes ou não ao problema do crescimento econômico (Hunter, 1997); a especialização científica como elemento de entrave para a construção de indicadores e planejamento de sustentabilidade e, consequentemente, contributiva para a persistência de processos degradantes (Michalos, 1997); (3) problemática ambiental como decorrência da relação entre modernização tecnocientífica e masculinização em contextos rurais (Meares, 1997; Peter et al., 2000); (4) limitação das políticas ambientais pela falta de incorporação de

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questões de fundo psicológico no processo de planejamento e definição das práticas de sustentabilidade (McKenzie-Mohr, 2000); (5) processos tecnocientíficos inerentes à “modernização da agricultura” como promotores de degradação em contextos agrícolas localizados (Pugliese, 2001); (6) apropriação dos “recursos comuns” como ameaça – tragédia! – à integridade social e ecológica em localidades onde o turismo é um componente socioeconômico importante (Briassoulis, 2002); e, por fim, (7) conflito “ampliado” – múltiplas escalas – como ameaça à resiliência de sistemas socioecológicos.

Destaca-se, nessa compilação, a íntima relação entre temas rurais com a noção de modernização tecnocientífica como ameaça – em algumas situações, atreladas a dimensões “subjetivas”. É perceptível, também, a presença de caracterizações ecológicas de ameaça (escassez ou desestruturação sistêmica). Como um tema que atravessa esses polos, a questão da responsabilidade científica – tanto pela proliferação de processos técnicos degradantes quanto pelos efeitos nocivos da especialização disciplinar – tem grande presença nessas concepções de problemática ambiental.

A partir de 2003 essa aproximação ao paradigma ecológico desaparece. Spaargaren (2003) insere a temática do consumo e estilo de vida, com forte fundamentação na teoria social contemporânea. Como vimos anteriormente, a constituição de um arcabouço de análise a partir da teoria da estruturação (Giddens, 1989) busca mediar a questão do consumo sustentável a partir da relação entre responsabilidades individuais e estruturas sociopolíticas de uma dada sociedade. O autor vê como problemáticas tanto perspectivas sociopsicológicas que se concentram no “(...) individual as the central unit of analysis” (SPAARGAREN, 2003, p. 689), quanto modelos de política ambiental que “(...) are formulated in an exclusively technical language, which is addressed mainly to institutional actors in the sphere of industrial production” (SPAARGAREN, 2003, p. 690). Nessa perspectiva, a complexidade das mudanças ambientais não seria devidamente enfrentada sem um tratamento complexo das diferentes dimensões sociais e políticas que compõem a modernidade tardia.

A perspectiva sociopsicológica de van den Berg et al. (2007), que vê a necessidade de “natureza” nos ambientes urbanos como forma de garantir restauração psicológica aos

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indivíduos, responsabiliza a urbanização desordenada como entrave para a promoção dos aspectos psicológicos necessários à sustentabilidade:

One barrier to achieving urban sustainability is formed by psychological factors. Urban life in general, and urban stressors such as noise from traffic, fear of crime, and crowding, in particular, may motivate people to look for greener grasses in the suburbs. (...) continuous residential mobility to the urban periphery engenders planning and transportation practices that thwart sustainability. Moreover, with ongoing urban sprawl, individual residents may come to suffer from progressively limited access to nature and decreased quality of the nature experiences they had originally sought (VAN DEN BERG et al., 2007, p. 80).

Finalmente, Mol (2007), ao analisar o alcance global do estabelecimento dos biocombustíveis, apresenta uma concepção diferenciada de risco e ameaça por dois motivos básicos. Em primeiro lugar, porque foi o único que se utiliza do conceito de vulnerabilidade nessa seleção. Em segundo, por que o autor não empreende uma dissociação entre o “sustentável”, de um lado, e a “vulnerabilidade”, de outro. Ao analisar a rede global de biocombustível, Mol pondera que as condições do uso em larga escala em promover a redução de emissão de gases de efeito estufa na escala global, implicam em processos de favorecimento de forças político-econômicas atreladas ao grande capital em detrimento de atores sociais e políticos menos privilegiados. Nesse sentido, padrões de sustentabilidade ambiental são paradoxalmente acompanhados pela emergência de processos de vulnerabilidade social.

This is certainly true in that climate change is one of the main drivers behind biofuels, but it is also likely that some of the other environmental aspects will do so in the future. But it is much more difficult to see the inclusion and mitigation of new social vulnerabilities in future GIBNs (global integrated biofuel network), especially those related to smaller farmers and the poorer developing countries. The highly technological, capital intensive nature of the global socio-material infrastructure in the making (with standardised products, advanced logistics and management and global actors) does not easily provide these vulnerable actors access, power and representation in such a GIBN (MOL, 2007, p. 303).

Nesse sentido, vulnerabilidade aqui é concebida como condição determinada por variantes geográficas – entre o global e o local – em relação a atividades econômicas potencialmente sustentáveis.

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Por fim, as concepções de problemática inerentes às questões de sustentabilidade representativas do período entre 2003 e 2009 podem ser sistematizadas da seguinte forma: (1) políticas ambientais que isolam esfera individual e estrutural apresentam-se como grande entrave para a definição de estratégias de sustentabilidade (Spaargaren, 2003); (2) urbanização desordenada como dissociação entre “indivíduos” e “natureza” (van den Berg et al., 2007); (3) atividades econômicas potencialmente sustentáveis apresentam uma composição complexa nas quais suas estratégias não se dissociam de situações de vulnerabilidade (Mol, 2007).

Finalmente, com exceção da perspectiva sociopsicológica de dissociação “indivíduo-natureza”, os demais artigos do período enfatizam concepções de risco complexificadas, seja no trânsito entre dimensões individuais e sociais, seja na própria relação entre o “sustentável” e o “vulnerável”.