Para os efeitos do presente regulamento é fixado em seis dias o período de incubação da peste.
ARTIGO 51
A vacinação contra a peste não poderá ser exigida como requisito à admissão de uma pessoa no território.
ARTIGO 52
1. Os estados procurarão por todos os meios ao seu alcance minorar o perigo de propagação da peste pelos roedores e por seus ectoparasitos. Por meio de capturas sistemáticas e exames regulares de roedores e de seus ectoparasitos, as administrações sanitárias se manterão cientes a todo momento da situação reinante em todas as áreas infectadas ou suspeitas de infecção com peste dos roedores, principalmente nos portos e nos aeroportos.
2. Durante a estadia das embarcações ou aeronaves em portos ou aeroportos infectadas de peste, serão adotadas medidas especiais para evitar que entrem roedores a bordo.
ARTIGO 53a
1. No caso das embarcações será aplicada uma das seguintes medidas:
a) manutenção constante de condições que impeçam a presença de roedores ou vetores da peste a bordo; ou
b) prática periódica de desratizações.
a*
1. Os certificados de desratização e de isenção de desratização terão uma validade máxima de seis meses ,porém ,
em determinadas circunstâncias, a validade dos referidos certificados poderá ser prorrogada por um mês, uma única vez (Atas Oficiais da Organização mundial de saúde 79, 1957, pág. 502;87, 1958, pág.404 e;951959 pág.482).
2. Se ao final do período de a validade do certificado de isenção de desratização de uma embarcação for comprovado, mediante uma inspeção, que o estado do barco justifica que se expeça um certificado de isenção de desratização, se expedira novo certificado, A desratização periódicos dos barcos não e necessário se de uma inspeção resulta que pode ser expedido um certificado de isenção de desratização (Atas Oficiais da Organização Mundial de Saúde 87,1958, pág. 405) 3. Nenhuma disposição do Regulamento faculta a autoridade sanitária de um porto a anotar um certificado valido de
desratização ou de isenção de desratização indicando que a inspeção do barco confirmou a exatidão das informação indicada no certificado. (Atas Oficiais da Organização Mundial de Saúde 1957, 79, 1957, 502).
2. Os certificados de desratização e os certificados de isenção de desratização serão expedidos exclusivamente pelas autoridades sanitárias dos portos habilitados para esses efeitos, em conformidade com as disposições do artigo 17 do presente Regulamento. A validade de ambos os tipos de certificados será de seis meses, podendo, porém, ser prorrogada por mais um mês no caso de embarcações que se dirijam a um porto habilitado para sua expedição, quando as operações que devam ser efetuadas nesse porto facilitem a desratização ou a inspeção, conforme o caso.
3. Os certificados de desratização e de isenção de desratização guardarão conformidade com o modelo do Apêndice 1 do presente Regulamento.
4. Quando não for apresentado um certificado válido, a autoridade sanitária de um porto habilitado para a aplicação do disposto no Artigo 17 poderá adotar as disposições seguintes, depois de praticada as averiguações do caso e efetuada a inspeção:
a) tratando-se de um porto designado para o efeito da aplicação do parágrafo 2 do artigo 17, proceder à desratização da embarcação ou ordenar que se pratique essa operação, sob sua direção e sua vigilância, determinando em cada caso o procedimento que deverá ser seguido para o extermínio dos roedores que existam a bordo. A desratização será efetuada de maneira adequada para evitar, na medida do possível, qualquer dano à embarcação ou da carga e sua duração se limitará ao tempo estritamente necessário.
Sempre que possível, a operação será efetuada com as despensas vazias.
No caso das embarcações com lastro, a desratização será praticada antes de iniciar-se as operações de carga. Uma vez efetuada a desratização de maneira satisfatória, a autoridade sanitária expedirá o correspondente certificado de desratização.
b) tratando-se de um porto habilitado para os fins do disposto no artigo 17, expedir um certificado de isenção de desratização sempre que a autoridade sanitária esteja convencida de que a embarcação está isenta de roedores.
Só se expedirá o certificado se a inspeção for efetuada com as despensas vazias ou carregadas exclusivamente com lastro ou de outros materiais que não atraiam os roedores e que, pela sua natureza ou por sua posição, permitam uma inspeção detalhada das despensas. Poderão expedir-se os certificados de isenção de desratização às embarcações petroleiras cujos depósitos estejam cheios.
5. Quando a autoridade sanitária do porto onde se haja praticado a desratização considerar que as condições em que a operação foi realizada não permitam obter um resultado satisfatório, deverá fazer constar essa circunstância no seu parecer no certificado de desratização existente.
ARTIGO 54
Em circunstâncias epidemiológicas excepcionais, poder-se-á proceder à desinfestação e desratização de uma aeronave quando houver suspeita de que existam roedores a bordo.
ARTIGO 55
A autoridade sanitária colocará em isolamento por uma período de seis dias, contados da data da última exposição à infecção, todos os suspeitos que tenham empreendidos uma viagem internacional proveniente de uma área onde haja epidemia de peste bubônica.
ARTIGO 56
1. Considerar-se-ão infectadas as embarcações ou as aeronaves quando, à sua chegada:
a) se encontre a bordo um caso humano de peste, ou b) se encontre a bordo um roedor infestado de peste.
Também se considerará que uma embarcação está infectada se houver ocorrido a bordo algum caso de peste humana depois de transcorridos os seis dias seguintes a partir da data do desembarque.
2. Uma embarcação será considerada suspeita à sua chegada:
a) se mesmo não existindo nenhum caso de peste humanaà bordo, tal fato ocorra dentro dos seis dias seguintes à data do embarque;
b) se entre os roedores existentes a bordo se observe uma mortalidade anormal por causas ainda indeterminadas;
c) se houver a bordo uma pessoa que tenha sido exposta à peste bubônica e que não reuna as condições estabelecidas no artigo 55.
3. As embarcações ou as aeronaves se consideram indenes à chegada quando procedam de áreas infectadas ou levem a bordo pessoas procedentes de áreas infectadas se, ao efetuar a visita médica, a autoridade sanitária certificar-se de que não preencham as condições especificadas nos parágrafos 1 e 2 do presente artigo.
ARTGO 57
1. À chegada de uma embarcação infectada ou suspeita de infecção ou de uma aeronave infectada, a autoridade sanitária poderá aplicar as seguintes medidas:
a) desinsetização e vigilância de qualquer suspeito por um tempo máximo de seis dias a partir da data da chegada;
b) desinsetização e, caso necessário, desinfecção:
i) da bagagem das pessoas infectadas ou suspeitas, e
ii) de todos os demais objetos, como peças usadas de roupa branca ou roupa de cama, e de qualquer parte da embarcação ou de aeronaves que considere contaminada.
2. À chegada de uma embarcação, uma aeronave, um trem ou de um veículo rodoviário ou de outro tipo em que viaje uma pessoa acometida de peste bubônica ou, tratando-se de embarcações quando seja declarado a bordo um caso de peste bulbônica nos seis dias anteriores à chegada, a autoridade sanitária poderá determinar, além aplicação das medidas prescritas no parágrafo 1 do presente artigo, o isolamento dos passageiros e da tripulação durante seis dias, contados a partir da data da última exposição à infecção.
3. Em caso de peste de roedores a bordo de uma embarcação nos containers transportados , se praticarão a desinsetização e a desratização da embarcação, em regime de quarentena se for necessário, sujeita às condições previstas no artigo 53 e com observância das seguintes disposições;
a) a desratização será efetuada tão logo tenham sido esvaziadas as despensas;
b) poderão efetuar-se uma ou mais desratizações preliminares de uma embarcações com o carregamento in situ ou durante a descarga, para impedir que escapem os roedores infectados;
c) se não se puder conseguir a destruição completa dos roedores, porque só se vai descarregar parte do carregamento, se autorizará a descarga dessa parte, porém a autoridade sanitária poderá aplicar qualquer medida que considere necessária, inclusive de quarentena da embarcação, para impedir que escapem os roedores infectados.
4. Quando se encontre a bordo de uma aeronave um roedor morto por peste esta será desinsetizada e desratizada, em regime de quarentena, se for necessário.
ARTIGO 58
Uma embarcação deixará de ser considerada infectada ou suspeita de infecção e uma aeronave deixará de considerar-se infectada quando se houver aplicado devidamente as medidas exigidas pela autoridade sanitária, considerando-se o previsto nos artigos 38 e 57 do presente ou quando essa autoridade sanitária houver se certificado de que a mortalidade anormal entre os roedores não se deva à peste.
Cumprida essa condição deverá se outorgar a livre prática à embarcação ou à aeronave.
ARTIGO 59
As embarcações e as aeronaves imunes serão autorizadas à livre prática por ocasião de sua chegada; porém, se procederem de uma área infectada a autoridade sanitária poderá adotar as seguintes medidas:
a) submeter à vigilância qualquer suspeito que desembarque durante o prazo máximo de seis dias, contados da data em que a embarcação ou a aeronave tenha deixado a área infectada;
b) em casos excepcionais e por motivos fundamentados que deverão comunicar-se por escrito ao capitão da embarcação, exigir a desinsetização e a destruição dos roedores que existam a bordo deste.
ARTIGO 60
1. Se à chegada de um trem ou veículo rodoviário for descoberto um caso de peste humana, a autoridade sanitária poderá aplicar as medidas previstas no artigo 38 e nos parágrafos 1 e 2 do artigo 57, procedendo à desinsetização e, se for necessário, à desinfecção de qualquer parte do trem ou do veículo rodoviário que considere contaminado.
CAPÍTULO II CÓLERAa
ARTIGO 61
Para os efeitos so presente Regulamento, é fixado em cinco dias o período de incubação da cólera.
ARTIGO 62
1. Se à chegada de uma embarcação, aeronave, trem ou veículo rodoviário ou outro meio de transporte for descoberto um caso de cólera ou se tiver sido declarado algum caso de cólera a bordo, a autoridade sanitária:
a
1. A vacinação, se bem confere uma proteção individual limitada ao viajante que possa estar exposto à doença, não tendo a ver em nada com a questão de proteger a uma coletividade contra a entrada do vibrião. (OMS) 2. As respectivas medidas não impedem a propagação internacional da doença. (OMS, Atas Oficiais, Nº 217,
1974, pág. 60).
a) poderá submeter à vigilância ou ao isolamento os passageiros ou tripulantes suspeitos durante o prazo máximo de cinco dias contados a partir da data do desembarque;
b) se encarregará de supervisionar a eliminação e a evacuação higiênica da água, dos alimentos (com exceção da carga), os dejetos humanos, as águas residuais, inclusive as águas de porão, os dejetos e qualquer outra matéria que se considere contaminada, e também se encarregará da desinfeção dos depósitos de água e vasilhas e utensílios de cozinha.
2. Uma vez efetivado o disposto no inciso b), o barco, a aeronave, o trem, o veículo rodoviário ou outro qualquer meio de transporte será autorizado à livre prática.
ARTIGO 63a
Os alimentos transportados como carga a bordo das embarcações, aeronaves, trens, veículos rodoviários e outros meios de transporte em que se tenha verificado um caso de cólera durante a viagem só poderão ser submetidos a análises bacteriológicas pelas autoridades sanitárias do país de destino.
ARTIGO 64
1. Não será exigido a nenhuma pessoa que se submeta a escovadura retal.
2. Poderá exigir-se o exame de fezes no caso das pessoas que cheguem de uma viagem internacional de uma área infectada, durante o período de incubação de cólera, e que apresentem sintomas indicativos dessa doença.
a O antigo texto deste artigo mencionava expressamente os seguintes alimentos: pescados, frutos-do-mar, frutas, hortaliças e bebidas.
CAPÍTULO III