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PLACA MÃE OXIDADA:

No documento 04- Consertando Notebooks (páginas 54-67)

Quando podemos suspeitar de placa mãe oxidada?

Resposta: Se após fazer todas as medições e testes de rotina em seus componentes e não forem encontrados defeitos, mas mesmo assim o notebook continua com problemas, podemos, então, suspeitar de oxidação na placa mãe. Alguns sintomas são: defeitos intermitentes, travamentos, imagem que some e depois volta,

desligamentos repentinos ou simplesmente não liga mais.

Porque ocorre a oxidação?

Resposta: O grande causador da oxidação é a umidade. Notebooks presentes em lugares com alta umidade do ar, lugares com maresia, notebooks que molharam ou que foi derramado líquido no seu interior e notebooks que não foram ligados por longo tempo são fortes candidatos a apresentarem este defeito.

Atenção: O problema relacionado com a oxidação

geralmente passa despercebido pelo técnico que em geral diagnostica como curto na placa mãe ou chipset com solda fria, porque os sintomas muitas vezes são os mesmos. Desta forma condena a placa mãe erradamente.

A oxidação vai minando os contatos da placa lentamente, podendo ocorrer em qualquer ponto e sem apresentar sintomas inicialmente. Por isso é mais comum ocorrer este defeito do que muitos imaginam. Por exemplo, se você deixou seu notebook pegar chuva, mesmo secando em seguida, ele pode ligar normalmente e após alguns meses

vir a apresentar problemas de oxidação. O mesmo caso acontece quando derramamos líquido no teclado.

Quando ainda não se sabe precisamente qual componente da placa está com defeito é recomendável, antes de fazer um retrabalho no chipset ou condenar a placa, suspeitar de oxidação e realizar um procedimento simples de limpeza e ressoldagem. Em muitos casos o problema é resolvido.

Como resolver este defeito?

1º) Desmontagem do notebook e retirada da placa mãe. 2º) Retirar todos os periféricos da placa: Processador, cooler, dissipador, memória, placa wireless. Etc.

3º) Fazer uma limpeza nos dois lados da placa com pincel antiestético e jato de ar. Remover toda poeira possível. 4º) Aplicar em toda a placa, nos dois lados, um bom

antioxidante em spray (exemplo: Renomax limpa contato). Aplicar em todos os pontos de contato, como soquete do processador, slot de memória e conectores em geral. 5º) Deixe o produto agir por vinte minutos no mínimo. 6º) Secar a placa com secador ou soprador ou estação de retrabalho. A secagem deve ser lenta e com temperatura média e movimentos circulares, direcionando o ar para os lugares que possam guardar umidade.

7º) Após a secagem examine a placa e poderá encontrar pequenos pontos esbranquiçados (oxidações).

8º) Agora aplique álcool isopropílico em toda a placa. Para aplicar use um frasco do tipo desodorante e jogue em

pequenas quantidades em forma de jatos, sem inundar a placa. Deixe agir por mais dois minutos.

9º) Use uma escova antiestática apropriada para limpeza de placas e escove toda a placa com muito cuidado para não danificar os componentes, principalmente nas partes esbranquiçadas.

10º) Terminada a limpeza faça a secagem da placa novamente como no passo 6.

11º) Com a placa completamente seca observar também se existe solda fria (a solda fria possui trincas interna e perdem o contato, sua aparência é acinzentada e sem brilho) você também pode usar uma lupa com iluminação e analisar a placa toda, todos os componentes soldados na placa. Obs. Este trabalho é muito minucioso e exige muita paciência.

12º) Após analisar toda a placa, tendo encontrado solda fria com quebradiças ou não, você deverá iniciar o processo de retrabalho na placa.

- O processo de retrabalho da placa consiste em renovar a soldagem dos componentes e de todos os pontos de

contato. Neste processo é usado o fluxo de solda e a estação de ar quente.

Use um fluxo de solda de qualidade e apropriado para ressoldagem de placas. E estação de ar quente com temperatura média e pouca vazão de ar. O fluxo de solda tem a propriedade de impregnar e agir nas soldas antigas e com o aquecimento renova e restabelece o contato

13º) Aplicar o fluxo de solda na placa (em cima da solda dos componentes), e com a estação de retrabalho ir aquecendo e ressoldando toda a placa.

Este processo é simples e não danifica nenhum componente, porém, exige um pouco de experiência no uso da estação de retrabalho e cuidado para não dessoldar componentes da placa.

14º) Após término da ressoldagem, aguardar a placa esfriar "naturalmente", não utilizar ventilador ou soprador pois pode fazer a solda ficar quebradiça.

15º) Agora é só montar novamente e testar. Em muitos casos o problema é resolvido.

BGA:

Por experiências prática na área e relatos de técnicos o principal suspeito de impedir um notebook de ligar quando chegamos até aqui é problemas de solda fria em chipsets com tecnologia BGA.

A tecnologia BGA consiste em soldar o componente (chipset ou outros) na placa com pequenas esferas de solda, desta forma unindo o contato do componente em sua parte inferior com o contato na placa. Por alguns motivos como superaquecimento estas soldas trincam ou soltam da placa causando mau funcionamento do componente e dependendo do componente não deixando a placa ligar. Este tópico referente à BGA está bem detalhado mais a frente.

Instabilidade:

Ainda mais comuns do que os casos onde o notebook simplesmente "morre" são os casos de instabilidade, onde o notebook trava, apresenta erros diversos ou simplesmente desliga sozinho de tempos em tempos, ou nos momentos de maior atividade. Assim como em um desktop, problemas de instabilidade podem ser causados pelos mais diversos fatores, incluindo

problemas de software, problemas de superaquecimento causado pelo acumulo de pó nos dissipadores, defeitos nos módulos de memória, entre outras possibilidades. Antes de abrir a máquina precisamos saber com certeza se o problema está relacionado a software ou hardware:

O CD com uma distribuição Linux que rode direto do CD é uma ferramenta muito importante nesta hora. O técnico pode baixar da internet um CD pronto ou montar o seu a seu gosto com ferramentas que saiba manusear muito bem, como: Teste de memória, verificação de HD, monitores de temperatura, velocidade do cooler, tensões dos principais circuitos, particionadores e outros que achar necessário.

A ideia principal é deixar o notebook funcionando por algum tempo com este SO (Linux), realizar tarefas pesadas e monitorar o comportamento através das ferramentas contidas no próprio CD.

Caso o problema desapareça, então, descartamos problemas de hardware e concluímos que o problema está no sistema operacional Windows ou algum aplicativo. Uma reinstalação do sistema resolverá o problema.

Mas, caso tudo continue igual, concluímos ser mesmo problema de hardware e com as ferramentas de teste do próprio CD começamos a testar os principais componentes.

A memória RAM é a que tem maior probabilidade de estar causando o defeito, por isso iniciamos um teste completo com o “memtest”.

O mais comum é que o note possua dois slots de memória, um externo, acessível através das tampas inferiores e outro interno, acessível depois de remover o teclado (como no HP6110). Nestes casos, você só precisa identificar qual dos módulos apresentou o defeito e substituí-lo. Se o defeito for nos últimos endereços, é possível também limitar a quantidade de memória usada pelo sistema e assim evitar o uso da parte onde estão as células defeituosas, o que pode ser usado emergencialmente em casos onde não é possível substituir os módulos. No Linux isso é feito passando a opção "mem=384M" (onde o "384" é a quantidade de memória que deve ser usada) para o Kernel na tela de boot. O procedimento varia um pouco de distribuição para distribuição. No Knoppix você digitaria "knoppix mem=384M" na tela de boot, no Kurumin seria "kurumin mem=384M". No Ubuntu é preciso pressionar a tecla "F6" e em seguida adicionar o "mem=384M" (sem mexer nas depois opções da linha). No caso do Windows XP, é possível usar a opção "/maxmem=". Adicione a linha no arquivo "boot.ini", especificando a quantidade de memória que deve ser utilizada (em MB), como em "/maxmem=384". Esta

alteração pode ser feita também através do msconfig, através da aba "Boot.ini > Opções Avançadas".

Memória X vídeo

Como a grande maioria dos notebooks utilizam memória compartilhada para o vídeo, defeitos na memória podem causar também o aparecimento de falhas na imagem, incluindo o aparecimento de linhas horizontais ou verticais. Se o defeito se restringir à área utilizada pelo vídeo (normalmente os primeiros endereços do módulo), o sistema pode funcionar de forma perfeitamente estável, com os problemas se restringindo ao vídeo, por isso é importante sempre checar a memória antes de colocar a culpa no LCD ou controladora de vídeo. Em casos onde os chips referentes ao módulo interno vem soldados à placa mãe do notebook, a situação fica mais complicada, já que você não tem como substituir os chips de memória diretamente:

A solução "correta" neste caso seria substituir a placa mãe. Algumas autorizadas possuem câmaras de vapor e são capazes de substituir os módulos, mas não é o tipo de coisa que você pode fazer usando um ferro de solda. Se o reparo não for possível e você chegar ao ponto de descartar a placa, uma última solução desesperada que pode tentar é remover os módulos (com muito cuidado, para evitar danificar outros componentes) e passar a usar um módulo instalado no slot de expansão. Se não houver nenhuma trava relacionada ao software, o BIOS vai detectar a remoção da memória integrada e passará a usar o módulo instalado no slot.

Superaquecimento

Se o notebook funciona de forma aparentemente normal por algum tempo, mas trava, reinicia ou desliga ao executar tarefas pesadas, muito provavelmente temos um problema de superaquecimento. A solução neste caso é remover o cooler do processador, fazer uma boa limpeza e substituir a pasta térmica do processador. Em alguns notes o cooler fica bem acessível através das tampas inferiores, mas em outros é preciso desmontar o note para chegar até ele. Uma opção rápida para desobstruir o exaustor sem precisar desmontar o note é usar um jato de ar comprimido na saída de ar. O problema neste caso é você apenas espalha a sujeira dentro do note ao invés de removê-la. Isso faz com que o fluxo de ar gerado pelo cooler acabe

movendo o pó novamente para a saída do cooler, fazendo com que o problema de superaquecimento reapareça mais rápido do que demoraria ao fazer uma limpeza completa. Além do acúmulo de pó nos dissipadores, é comum a entrada de pó dentro do próprio motor de rotação do cooler, o que causa o aparecimento de um ruído irritante e faz com que o exaustor gire cada vez mais devagar (ou até pare completamente). A solução é desmontar o exaustor e fazer uma boa limpeza interna. Na maioria dos coolers para notebook, o motor e a hélice do cooler são presas apenas pelo conjunto de ímãs, de forma que basta puxar. Em alguns casos as duas partes são presas por uma presilha, escondida sob uma etiqueta. Limpe bem as partes internas do motor, usando um cotonete embebido em álcool isopropílico e coloque um pouco (pouco!) de pó de grafite antes de fechar. Ele funciona como um lubrificante seco, que faz seu papel sem o risco de ressecar ou se misturar à sujeira com o tempo. O pó de grafite é usado para desemperrar fechaduras e pode ser encontrado facilmente em lojas de ferragens ou lojas de 1.99.

HD e DVD

Assim como nos desktops, os HDs de notebook também apresentam defeitos mecânicos e muitas vezes precisam

ser substituídos. Por sorte, os HDs são um componente padronizado, de forma que você pode substituir o drive em caso de defeito ou ao fazer upgrade sem muitas dificuldades. A principal cuidado ao comprar é verificar se o HD usa interface IDE ou SATA. Cada modelo de note utiliza uma baia um pouco diferente, por isso o HD é instalado dentro de um suporte metálico e inclui um conector destacável. Ao substituir o HD, você só precisa desmontar o conjunto:

Em casos de perda de dados, os procedimentos de recuperação são os mesmos de um desktop. Você pode remover o HD do notebook e plugá-lo em outro micro usando uma gaveta USB ou um adaptador para instalá-lo diretamente nas portas IDE ou SATA do desktop. “É possível encontrar tanto adaptadores para drives de 2.5” IDE (velhos conhecidos de quem trabalha com manutenção) quanto adaptadores para os novos drives de

2.5" SATA. Por serem relativamente raros, estes adaptadores podem custar muitas vezes R$ 50 ou mais em lojas do Brasil, mas são muito baratos se comprados no Ebay.

Outra opção é dar boot no próprio notebook usando uma distribuição Linux live-CD e copiar os dados para um compartilhamento de rede, ou um HD externo. Em casos onde os dados foram apagados e você precisa usar um programa de recuperação como o Easy Recovery ou o PC Inspector para recuperá-los, um opção é fazer uma imagem do HD usando o dd, a partir do próprio live- CD, salvando a imagem em um HD externo, restaurar a imagem em outro HD, instalado em um desktop (obtendo assim um clone do HD original) e rodar o programa de recuperação no HD clonado. Desta forma, você não corre o risco de piorar as coisas manipulando os dados salvos no HD original.

Um dos problemas fundamentais com os HDs é que, por guardarem uma quantidade muito grande de informações, qualquer defeito tem um efeito potencialmente catastrófico. As perdas de dados podem ser divididas em duas classes: as causadas por defeitos mecânicos, onde o HD

realmente para de funcionar, impedindo a leitura e defeitos lógicos, onde os dados são apagados, ou ficam inacessíveis. Em ambos os casos, é possível recuperar os dados, embora varie o esforço e recursos necessários.

Assim como no caso dos HDs, os drives ópticos são padronizados e podem ser substituídos, inclusive usando um drive removido de outro notebook. A principal observação é que alguns notebooks antigos, com leitores de CD, não se dão muito bem com gravadores de CD e DVD, pois estes consomem mais energia.

Em muitos casos, os problemas de leitura podem ser causados pelo acúmulo de sujeira na lente ou no mecanismo de leitura do drive. Neste caso uma boa limpeza e lubrificação pode resolver.

No documento 04- Consertando Notebooks (páginas 54-67)

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