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3. MATERIAL E MÉTODOS

3.2 Planejamento experimental

O cultivo experimental utilizado nesta pesquisa constou de três experimentos (EP1, EP2 e EP3), sendo dois (EP1 e EP2) conduzidos no período de Março à Julho de 2012na área experimental pertencente à Faculdade de Engenharia Agrícola da Universidade Estadual de Campinas, FEAGRI/UNICAMP (Campinas, SP), localizada nas coordenadas 22º53‟ Sul e 47º05‟ Oeste, a uma altitude de 620 m. Um terceiro experimento foi conduzido no período de Novembro de 2014 à Fevereiro de 2015 na área experimental pertencente ao Centro de Cana do Instituto Agronômico de Campinas, a qual é localizada no município de Ribeirão Preto a latitude de 21º12‟ Sul e longitude de 47º52‟ Oeste.

Segundo a classificação climática de Koppen, o clima em Campinas é Cwa, ou seja, clima subtropical/tropical de altitude, com temperatura média anual de 22,3 oC, umidade relativa média anual de 62% e pluviometria total anual de 1425 mm. O solo da área experimental em Campinas é classificado como Latossolo Vermelho distroférrico (EMBRAPA, 2006). Em Ribeirão Preto, o clima é Aw, classificado como tropical, com chuvas no verão e seca no inverno, temperatura média anual de 23,2 oC e pluviometria total anual de 1422,5 mm. O solo da área experimental em Ribeirão Preto é classificado como Latossolo Vermelho com textura argilosa (EMBRAPA, 2006).

Para o experimento EP1, o plantio de cana-de-açúcar foi realizado em Agosto de 2013 e a variedade adotada foi a RB867515. O plantio foi realizado manualmente, na profundidade de 0,20 m em relação à superfície do solo, com seis toletes contendo três gemas cada um por metro linear.

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A partir dos dados obtidos nos testes de germinação (Tabela 1), semeou-se em canteiros com área de 0,68 m2/parcela a quantidade de sementes necessária para se obter no mínimo 25 plantas de U. plantaginea, U. decumbens, P. maximum, E. heterophylla, I.

hederifolia e I. quamoclit. As sementes foram distribuídas homogeneamente nos canteiros e

incorporadas até 2 cm de profundidade na superfície do solo. Foram também semeadas em vasos plásticos, com dimensão de 21,5 cm de diâmetro e capacidade para quatro litros de solo cada.

Tabela 1. Resultados do teste de germinação realizado para as espécies I. quamoclit, I. hederifolia, E. heterophylla, U. decumbens, U. plantaginea e P. maximum. Engenheiro

Coelho, 2014.

Nome científico Código Nome comum

Dias para início da germinação* Gramas de sementes necessários para nascer 25 planta*

Ipomoea quamoclit IPOQU Corda-de-viola 35 5

Ipomoea hederifolia IPOHF Corda-de-viola 5 1,56

Euphorbia heterophylla EPHHL Leiteira 5 0,57

Urochloa decumbens BRACDC Capim-braquiária 10 0,96

Urochloa plantaginea BRACPL Capim-marmelada 14 3,85

Panicum maximum PANMA Capim-colonião 5 0,09

*Teste de germinação realizado pelo fornecedor das sementes.

Embora influências sobre o desenvolvimento das plantas não tenha sido objeto de análise neste trabalho, optou-se por implantar as parcelas seguindo um delineamento experimental em blocos, com sete tratamentos casualizados e três repetições (21 parcelas), tendo sido cada tratamento composto por uma das espécies de plantas cultivadas.

Um segundo experimento similar ao EP1, foi implantado em Dezembro de 2013 também na área experimental da FEAGRI, entretanto, devido a limitação hídrica causada pela ausência de chuvas e ao racionamento de água imposto pela prefeitura municipal de Campinas, a continuidade do experimento foi inviabilizada. A fim de dar continuidade ao trabalho de desenvolvimento e teste dos algoritmos de identificação de plantas daninhas, finalizado o período de racionamento de água, adotou-se como alternativa o cultivo experimental de plantas de milho, uma vez que por se tratarem da mesma classe botânica que a cana-de-açúcar, estas plantas permitiriam inferências similares acerca da metodologia de classificação.

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Em Março de 2014, foi implantado o experimento EP2 empregando-se sementes de milho da cultivar DKB310 PRO. A semeadura foi realizada numa área de 70 m2 (10 x 7 m), utilizando uma semeadora para plantio direto acoplada a um trator agrícola convencional. A regulagem da máquina foi feita visando obter uma população de 55.000 plantas por hectare, empregando espaçamento entrelinhas de 0,9 m.

Foram semeadas a lanço cerca de 2 kg de uma composição mista das sementes das espécies invasoras estudadas. A semeadura foi realizada manualmente, visando atingir uma distribuição de 60 sementes por m2.

Implantado em Ribeirão Preto no mês de novembro de 2014, o experimento EP3 empregou a variedade de cana-de-açúcar IACSP95-5094, uma variedade adaptada a solos de média e baixa fertilidade, colheita no meio e fim da safra, planta ereta, excelente para plantio mecânico, além de ser bastante rústica e produtiva. Para simular a condição de emergência de cana-soca, as plantas já desenvolvidas foram cortadas usando uma roçadeira acoplada a um trator agrícola. Os resíduos do corte foram removidos e apenas a palha remanescente da safra anterior mantida no local.

Por ocasião da semeadura das plantas daninhas, a palha remanescente da safra anterior foi afastada, o solo superficialmente escarificado com auxílio de ferramentas manuais, as sementes distribuídas e a palha retornada ao local original. Foram semeados 17,1 g da espécie E. heterophylla, 46,8 g da espécie I. hederifolia e 150 g da espécie I.

quamoclit, além de 115,5 g de U. plantaginea, 28,8 g de U. decumbens e 2,7 g de P. maximum.

Para este experimento (EP3), utilizou-se de um delineamento inteiramente casualizado (DIC) com três repetições e três tratamentos, conforme descritos a seguir: T1 – Cana-de-açúcar e plantas daninhas de folha larga (E. heterophylla, I. hederifolia e I.

quamoclit), T2 – Cana-de-açúcar e plantas daninhas de folha estreita (U. plantaginea, U. decumbens, P. maximum) e T3 – Cana-de-açúcar e plantas daninhas de folha larga e de

folha estreita.

Cada uma das nove parcelas com dimensões de 1,5 x 5,0 metros corresponderam ao espaço entre duas linhas de cana-de-açúcar, o primeiro e o último espaço foram definidos como área de bordadura, assim, cada duas parcelas experimentais num espaço de mesma dimensão foram separadas para servir de carreador.

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