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Plano de lavra Processo n 6.532/41 (Decreto de Lavra n 15.204/44)

Estado de São Paulo Localização do Mapa

Mapa 13 Poligonais Minerárias na R egião da ANT da Serra do Boturuna, Estado de São Paulo

15 RECUPERAÇÃO DAS ÁREAS DEGRADADAS POR MINERAÇÕES

15.1 LOLLI EXTRATIVA DE MINERAIS LTDA.

15.1.2 Plano de lavra Processo n 6.532/41 (Decreto de Lavra n 15.204/44)

O PL apresentado à SMA, referente à poligonal minerária n. 6.532/41 corresponde aos seguintes períodos de exploração: 2004 a 2007, 2007 a 2009 e cava final.

O decreto de lavra dessa poligonal autorizou a exploração do calcário dolomítico, do dolomito e do mármore. Entretanto, explorou-se, no decorrer dos anos, predominantemente, o calcário dolomítico. O requerimento das demais substâncias deve-se, sobretudo, a uma questão econômica e comercial. Como o calcário dolomítico era lavrado em blocos, muitas empresas mineradoras, na década de 1950 e 1960, atribuíram a essa substância o nome comercial de mármore, pois se agregava um maior valor de venda ao produto. Deve-se distinguir que, apesar de semelhantes, o calcário é uma rocha sedimentar química e o mármore é uma rocha metamórfica. Já com relação ao dolomito, a distinção é, essencialmente, química, assim, não é interessante, em termos comerciais, a distinção entre o dolomito e o calcário dolomito (LOLLI, 2004).

Desenvolveu-se a lavra de calcário dolomito a céu aberto com a constituição de bancadas que variaram entre 12 e 16m. Utilizam-se explosivos

28 Os mineradores utilizam o termo inglês pit para descrever a área de exploração. Em inglês, o

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por perfuração pneumática para o desmonte da rocha. No PL apresentado ao DNPM, não se uniformizou as alturas das bancadas. No entanto, como as bancadas antigas já possuíam seus acessos, a mineradora propôs a execução dessas frentes de lavra, pois essa cava é a única ativa na poligonal minerária. O plano prevê a constituição de várias bancadas nessa frente de lavra, porém, propôs-se a homogeneização de suas alturas em 15m, com a largura das bermas de 10m e a inclinação dos taludes de 15º. A cota de fundo da cava deve chegar a 695m, atualmente, a cota está em 705m.

As bancadas devem possuir o mesmo padrão, independente, da substância a ser lavrada, pois a padronização, segundo o PRAD, permite a diminuição dos custos de lavra e facilita as operações, assim, evitam-se os erros operacionais, independente do minério. O estabelecimento de cotas também facilita o desmonte dos materiais. A única restrição à padronização do método de lavra relaciona-se à lavra de caulim, uma vez que essa substância pode ser lavrada em tiras, mas a empresa optou por não variar o método.

Outra justificativa para a utilização do método de bancadas, refere-se à possibilidade de uma melhor drenagem da área. Essas bancadas são, relativamente, baixas, o que reflete num melhor controle da frente de lavra e no maior aproveitamento do minério.

O PRAD também sugere que a homogeneidade das bancada contribuirá, positivamente, para a recuperação da área, o que permitirá um mesmo padrão estético para toda área do empreendimento.

A interligação entre a Rodovia Castelo Branco e a Estrada dos Romeiros dividiu a poligonal em dois setores. Essa interligação foi construída na década de 1940, por Ubaldo Lolli (avó do proprietário) com o intuito de escoar a produção dessas duas áreas e diminuir o custo com o transporte, por isso, a estrada atravessa a poligonal minerária. A estrada passou a fazer parte da malha viária da região, vindo a ser administrada pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER), que a asfaltou. O PRAD destaca que, na apropriação da estrada pelo Governo do Estado, não houve um processo indenizatório, ou seja, ocorreu uma desapropriação indireta da propriedade. Logo, os proprietários reivindicam, não somente os valores da propriedade, mas também dos minérios do subsolo.

Dessa forma, a área projetada para o ano de 2010 dependerá, não somente das condições de mercado, mas também da provável ação de desapropriação indireta que indicará a utilização futura das cava. Segundo Silva (2008), engenheiro de minas da Lolli, a empresa pretende solicitar uma prorrogação desse prazo. No geral, a cava final ocupará a seguinte área: 2,25 ha, sendo 150 x 150m. No entanto, essas dimensões poderão ser menores se ocorrer o processo de desapropriação das áreas junto ao Governo do Estado ou à Prefeitura de Pirapora do Bom Jesus. Se a área não for desapropriada e o mercado consumidor de calcário dolomítico for favorável, pretende-se iniciar o licenciamento para a execução de lavra no restante da área. Independente da desapropriação, a Lolli compromete-se a executar o PRAD, que, segundo o documento entregue à SMA, já estava, parcialmente, em execução e sob fiscalização do CONDEPHAAT.

A expansão das frentes de lavra provocará, em determinados locais, a supressão da cobertura vegetal. Na poligonal referente ao processo n. 6.532/41, essa expansão se dará a oeste da estrada intermunicipal e avançará sobre a vegetação secundária arbórea (capoeira) em, aproximadamente, 18 ha. A leste da estrada intermunicipal, a lavra avançar cerca de três hectares em área coberta por pasto sujo e algumas arvoretas, conforme o Mapa 14.

O empreendimento apresenta características de uma pequena mina de calcário dolomítico. Nos doze meses anteriores à elaboração do PRAD, a mineração operou abaixo dos 5.000 m3/mês. O aumento ou diminuição da produção depende muito da conjuntura do mercado. Há perspectiva de um aumento da produção e a viabilização da área do projeto 2010. Esse fator relaciona-se com a possibilidade de fechamento de algumas minerações de calcário na região. De acordo com o PRAD, a mineração COMINGE, em Pirapora do Bom Jesus, que lavra calcário para a COSIPA, apresenta sinais de exaustão de sua jazida. Isso estimularia a execução de novas jazidas de calcário, além do aumento de produção nas jazidas já existentes.

No contexto geral, o projeto de produção depende do consumo de materiais britados num raio de até 50 km da jazida. Estabelece-se esse raio devido ao baixo preço unitário das substâncias minerais exploradas, pois a viabilidade do empreendimento também depende do custo do transporte.

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O PDM de Pirapora do Bom Jesus de 1981, ou seja, anterior ao tombamento natural da Serra do Boturuna, dispunha que parte da poligonal minerária do processo n. 6.532/41 localizava-se em área permitida para a mineração e outra parte abrangia uma área permitida com restrições técnicas. Nesse sentido, o PDM determinou a recuperação do solo com o intuito de se efetuar a recomposição, na medida do possível, do quadro natural existente anterior aos trabalhos de lavra.

15.1.3 Plano de lavra - Processo n. 2.792/48 (Decreto de Lavra n.