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Planos e Estudos a Desenvolver no Âmbito da DIA

No documento RECAPE Volume I Sumário Executivo (páginas 10-15)

4. Conformidade com a DIA

4.3. Planos e Estudos a Desenvolver no Âmbito da DIA

A DIA refere o desenvolvimento e apresentação em sede de RECAPE, de vários planos e estudos, nomeadamente:

 Plano de Gestão Ambiental de Obra (PGAO)

 Plano de Gestão de Resíduos de Construção e Demolição (PGRCD)

 Plano de Gestão de Risco de Cheias e Inundação (PGRCI)

 Plano de Monotorização dos recursos hídricos

 Estudo Acústico que permita avaliar a evolução da situação futura face à existente

 Projeto de Integração Paisagística (PIP)

VOLUME I - SUMÁRIO EXECUTIVO

PROJETO DE EXECUÇÃO PARA ALTERAÇÃO E AMPLIAÇÃO DO NÚCLEO DAS PISCINAS INTEGRADO NO PARQUE ZOOMARINE

P á g i n a 11 | 15 Os elementos acima referidos foram desenvolvidos e fazem parte integrante deste RECAPE, todos eles estabelecem medidas de minimização e esquemas programáticos, que devem ser implementados nas várias fazes do construção, exploração e desativação.

4.3.1. Plano de Gestão Ambiental de Obra (PGAO)

O PGAO baseia-se na Norma NP EN ISO 14001:2004, que especifica os requisitos de um sistema de gestão ambiental (SGA) eficaz, nomeadamente quanto ao planeamento das atividades a desenvolver, incluindo o cumprimento dos requisitos legais, e aos procedimentos a tomar na aplicação e funcionamento da gestão ambiental, incluindo a atribuição de responsabilidades.

Os principais aspetos da Norma ISO 14001:2004 aplicáveis ao PGAO são:

 Planeamento: após a identificação das principais operações da empreitada, identificam-se os principais impactes (efeitos) decorrentes das mesmas e os respetivos fatores ambientais potencialmente afetados, bem como a legislação ambiental aplicável.

 Implementação e operação: nesta fase procede-se à definição das medidas a aplicar, de modo a minimizar os impactes negativos da empreitada e à atribuição de responsabilidades e competências das entidades envolvidas, nomeadamente Dono da Obra, Fiscalização e Empreiteiro. Procede-se também à definição das necessidades de formação e sensibilização e à definição de procedimentos de comunicação, documentação e controlo operacional.

 Verificação: nesta fase definem-se os critérios para avaliar a correta aplicação das medidas apresentadas no PGAO e os critérios de revisão deste documento.

O PGAO assegura o bom desempenho ambiental da obra, permitindo ao Dono da Obra exercer um controlo integrado dos trabalhos a desenvolver na empreitada.

O PGAO, segue em anexo ao Projeto de Execução e faz parte do caderno de encargos da obra, devendo ser dado cumprimento as todas as medidas nele referidas.

4.3.2. Plano de Gestão de Resíduos de Construção e Demolição (PGRCD)

O desenvolvimento do PGRCD vem dar cumprimento ao Decreto-Lei nº 46/2008, de 12 de Março, que define que nas empreitadas e concessões de obras públicas o projeto de execução deve ser acompanhado de um Plano de Gestão e Prevenção de Resíduos de Construção e Demolição (PPGRCD) que assegure o cumprimento dos princípios gerais de gestão de RCD e das demais normas aplicáveis, constantes do referido Decreto-Lei e do Decreto-Lei n.º 178/2006, de 5 de Setembro (na redação dada pelo Decreto-Lei n.º 73/2011, de 17 de Junho).

Este plano tem como principal objetivo servir de orientação à gestão dos RCD resultantes da empreitada, estabelecendo diretrizes para o seu correto manuseamento, triagem,

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P á g i n a 12 | 15 armazenamento e destino final, privilegiando metodologias de prevenção e de valorização dos mesmos. Deverá ser desenvolvido, em fase de obra, pelo Empreiteiro, e ser submetido aprovação da Fiscalização, com a devida autorização do Dono da Obra, de forma a torná-lo mais ajustado à realidade da empreitada.

Durante a obra, o PGRCD deve estar disponível no estaleiro, para efeitos de fiscalização pelas entidades competentes, e deve ser do conhecimento de todos os intervenientes na execução da obra. É aconselhável a nomeação de um Responsável Ambiental (pelo Empreiteiro ou Dono da Obra), o qual deverá proceder ao controlo da implementação das medidas de gestão propostas e da documentação afeta a este Plano.

Quando do transporte de resíduos da construção e demolição deverá ser preenchida uma Guia EGAR, conforme aprovada na Portaria n.º 145/2017. Estes documentos deverão ser devidamente arquivados em anexo a este Plano.

O cumprimento deste plano e a sua implementação em obra, garante a correta gestão dos materiais e resíduos resultantes dos trabalhos de construção e a sua triagem e transporte a vazadouros devidamente autorizados.

4.3.3. Plano de Gestão de Risco de Cheias e Inundação (PGRCI)

O plano de gestão de risco de cheias e inundações (PGRCI), torna-se uma obrigação derivado da definição das áreas de risco de cheia que ocupam algumas partes do parque, neste sentido, este Plano inclui as medidas estruturantes e não estruturantes que visam conduzir o risco para níveis aceitáveis.

No caso do empreendimento em apreço, a segurança contra o risco de cheias e inundações depende de medidas estruturantes especificadas no projeto de execução e da implementação do presente plano de autoproteção, que visa assegurar a manutenção das condições de segurança na fase de exploração.

O plano consiste na adoção de procedimentos de organização e gestão da segurança e têm duas finalidades principais: a garantia da manutenção das condições de segurança definidas no projeto e a garantia de uma estrutura mínima de resposta a emergências.

Pretende-se também salvaguardar que os equipamentos, os sistemas e a organização de segurança contra cheias e inundações se encontrem permanentemente operacionais, para que em caso de emergência, todos os utilizadores possam abandonar as áreas suscetíveis em segurança.

O PGRCI organiza-se em três eixos principais, registos de segurança, medidas de prevenção e de intervenção.

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P á g i n a 13 | 15 Os Registos de Segurança são o conjunto de relatórios de vistoria ou inspeção e relação de todas as ações de manutenção e ocorrências direta ou indiretamente relacionadas com a implementação do presente plano.

As medidas de prevenção são os procedimentos que enfocam dois níveis:

 As ações de formação a todos os funcionários e colaboradores que prestam serviço no espaço, incluindo também a formação específica destinada aos elementos que lidam com situações de maior risco ou que pertençam às equipas da organização de segurança.

 Os simulacros, que são testes do plano do presente plano de emergência interno e treino dos ocupantes.

As Medidas de Intervenção serão os procedimentos a adotar em caso de emergência.

O PGRCI assegura que são adotadas todas as medidas com vista à proteção de pessoas e bens, permitindo demonstrar a compatibilidade dos usos para com os regimes de cheias e inundações locais.

4.3.4. Plano de Monotorização dos recursos hídricos

Este plano incide sobre a monitorização dos aspetos quantitativos e qualitativos das águas subterrâneas e superficiais.

De forma genérica, são indicados os pontos de monitorização, os parâmetros a serem monitorizados, a periodicidade da monitorização, os meios necessários, condições a que deverão obedecer as medições e indicação da metodologia de análise e tratamento dos resultados das medições, tendo em conta a legislação aplicável.

Com a apresentação deste RECAPE já seguem em anexo os primeiros resultados obtidos das recolhas efetuadas nos pontos de captação de águas subterrâneas, para que possam ser utilizados como referência prévia à execução do projeto de ampliação. Relativamente à amostragem e águas superficiais estas não foram realizadas devido à fraca pluviosidade registada durante o mês de Dezembro de 2017, não permitiu a recolha de águas na linha de água que pudessem servir como referência para futura comparação, assim sendo serão realizadas recolhas para análise logo que os níveis de pluviosidade o possibilitem.

4.3.5. Estudo Acústico que permita avaliar a evolução da situação futura face à existente

Este estudo pretende verificar a conformidade do programa da ampliação do parque Aquático Zoomarine, com as disposições aplicáveis do Regulamento Geral do Ruído (adiante designado RGR), revisto pelo Decreto-Lei nº 9/2007.

O parque distribui-se pelos concelhos de Albufeira e de Silves. O Município de Albufeira procedeu à classificação acústica do solo, resultando a classificação de ‘zona mista’ para o parque

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P á g i n a 14 | 15 aquático e ‘zona sensível’ no local de um dos dois recetores sensíveis vizinhos. O outro recetor sensível situa-se no concelho de Silves, que não procedeu ainda à classificação acústica do solo, situando-se, portanto em ‘zona não classificada’.

No estudo de conformidade com as disposições do RGR, é necessário efetuar a caraterização do ambiente acústico relativo à situação atual e à situação futura, de acordo com a seguinte

No decorrer deste estudo foi possível concluir que a atual ampliação proposta não irá alterar os atuais níveis de ruido para os recetores sensíveis, está assim, conforme com as disposições aplicáveis do Regulamento Geral do Ruído, revisto pelo Decreto Lei nº 9/2007 de 17 de Janeiro, designadamente com o disposto no seu art. 11º.

4.3.6. Projeto de Integração Paisagística (PIP)

Este projeto de Integração Paisagista (PIP) tem como objetivo a Integração Paisagística de um novo equipamento de diversão aquática, designado por Lazy River, integrado no atual Núcleo das Piscinas, pertencente ao Parque Zoomarine, localizado no sítio do Ribeiro, União das Freguesias de Alcantarilha e Pêra, Silves.

A presente especialidade tem como objetivo genérico minorar os impactes resultantes da implementação do novo equipamento designado por Lazy River, no ambiente, procurando estabelecer um reajuste na paisagem através da valorização das áreas intervencionadas, contribuindo para o bem-estar dos utentes tendo em consideração objetivos ecológicos, estéticos, funcionais e económicos:

Objetivos ecológicos:

Criação de condições para aumentar a biodiversidade ecológica da paisagem, através da utilização de vegetação característica da flora local, sempre que possível, e de forma estratificada.

Melhoramento da galeria ripícola nas áreas intervencionadas recorrendo a novas plantações de espécies autóctones.

Objetivos estéticos:

Integração na paisagem, de modo atenuar a sua presença, garantindo zonas com qualidade visual envolventes ao equipamento e proporcionando aberturas visuais sempre que se justifique,

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P á g i n a 15 | 15 ou ocultando elementos construídos sem interesse para a paisagem. De forma a assegurar o sucesso e a manutenção da estrutura verde a implementar, a seleção do material vegetal terá em consideração as características climáticas, pedológicas, hídricas e fitossociológicas da região.

Objetivos funcionais:

Criação de condições de legibilidade nomeadamente na seleção de espécies arbóreas ao longo dos percursos pedonais para marcação dos mesmos.

Estabilização dos taludes de aterro e escavação recorrendo a rockgardens e vegetação de forma a protegê-los contra a erosão eólica e hídrica.

Objetivos económicos:

Redução dos custos inerentes à realização da obra, assim como dos custos resultantes da manutenção da estrutura proposta, sem prejudicar, porém, objetivos estéticos e funcionais. Assim, as áreas a tratar correspondem às zonas não pavimentadas adjacentes ao novo equipamento que se pretende construir, nomeadamente as áreas laterais ao equipamento, taludes resultantes da terraplanagem e as envolventes dos respetivos acessos.

O PIP foi desenvolvido principalmente com base no Estudo de Impacte Ambiental do Parque Temático Zoomarine e da respetiva DIA, por forma a contribuir para a sustentabilidade das soluções preconizadas.

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