menos Bri1ola ���:-·
67 plesmente inc luir em seu texto que Fulano considera uma
"safadezs.11 a .amea.(;:a de cal ote da df\,·ida inte rna.
Ou poderia, para ser mais fiel à situa��º comunicati-
va original, contar :
Ao se referir à dí vida interna , Fulano mudou de fi
sionomia , contraiu o rosto.� cerrou os dedos e esbra vejou: "Eu acho uma safadeza. essct amec;1�a. de ca l ote ! " Embora as duas formas mantenham-se fiéis ao con te�do da proposi;�o original, é a segunda que faz a aproxima��º en tre a referência feita pelo locutor ( o empresário, na si tua��º dialôgica com a repórter ) e a do seu relator, que assim recupera o sentido primeiro da enuncia��o. Como lem bra Bakhtin, a transposi��o mecânica do discurso direto pa ra o indireto é impossivel.
O discurso indireto ouve de forma diferente o discurso de outrem; ele integra ativamen te e concretiza na
sua transmiss�o outros elementos e matizes que outros esquemas deixam de lado. Por isso , tra.nsposi��o li teral, palavra por palavra, da enun cia��º construida segundo um outro esquema só é possivel nos casos em que a enuncia��º direta já se apre senta na origem como uma forma algo analitica - isso, naturalmente, den tro dos limites das possibilidades analiticas do discurso direto. A aná lise é alma do discurso indireto. :se
Para Bakhtin , a análise envolvida na constru��o de um discurso indireto pode partir de duas abordagens :
enuncia��º de outrem é apreendida. como " tomada de posiç:�o com conteúdo sem�nti.co preciso" , o que leva à rec:omposi;:à'.o do sentido exato do que disse o falante (ou locutor ) . Tal
a.preens:to é feita 11no plano meramente temático e permanece
eurda e indiferente a tudo que n�o tenha significa;�o temá- tica 11 • :::5.,.
( • • • ) abre grandes possibilidades às
tendências à réplica e ao comentário no contexto narrativo, ao mesmo tem
po que conserva uma dis t�ncia nítida
e estrita entre as palavras do nar
rador e as palavras citadas .40
Esse tipo de transmiss�o preserva. a integridade e a autono-
mia da enunciac�o original , mais em termos sem#nticos do que sintáticos, mas gera uma certa despersonalizaç�o do
discurso citado. Nesta variante , 11a personalidade do fa lan
te só existe enquanto ocupa uma posi��o sem&ntica determi
nada (cognitiva � ética, moral , de forma de vida) "4 1 , trans
mitida de maneira estritamente obj etiva (ver exemp los a se
guir ) •
: O líder do PDT na Câmara dos De iputados, Vivaldo Barbosa (RJ), acre !Jlit!i que a .alteração aprovada· pela
�amara dos Deputados, no artigo 25,
ido substitutivo da Lei Eleitoral - es;
�tabdeamdo que o noticiário em rádio fe televisão sobre os candidatos à Pre :sidêw:ia da República não poderá ex i�er de um Diiouto - será mantida ;pelo Sena�. fim_ Vivaldo! a nova lei ::,&erá sancionaaã'pelo Presidente Sar ;pey até o final da semana. Polêmico,
A econo1i1 br1sileir1 estl a borda de u1 boeing que segue e1 rota errada, sei que o piloto 1aib1 disso, P1r1 onde se dirige nlo ht aeroporto. O co1bustivel vai acabar e o avilo vii cair, Nas diante da f1l11 1p1rlnci1 de que o voo vai be1, os passa geiros con101e1 1uita uisque. Essa é I i11ge1 da professar d1 Univer1id1de de Sto Paulo, Afonso Cel10 Pastore, para 1 1itu1- ;to do pais. Enqu1nto existe co1bustlvel (c1p1cidade ociosa de produçlol, a econa1ia poderi continuar nu1 voo 11 rata errada, Nas a atu1l conjunçlo de consu10 superaquecido coa infla�lo alta poder� ainda este ano causar u1 desastre.
FSP, 17 /09/99.
lo artigo 2S é considerado por alguns �G) e Virgílio Guimarães (PT-MG)
<UJDa forma de censura à liberdade de BJudaram na elaboração do texto
-�prensa e de informação. final. . .. · ·
· Vivaldo foi o autor do projeto origi- . �_eendo o deputado fluminense'. a naI que, apesar de não determinar a , Ui e�toral, votada pelos congress1s ·duração das matérias jornalísticas re- tas em _Junho, sofreu o veto do Supre
;.ferentes aos presidenciáveís, incluía o mo_ Tnbunal do. TSE ex��me�te no . veto à participção dos partidos sem artigo que exclu1a a parhc1paçao d�s ·.l'epresentação no Coagresso :llacio· legendas sem parlamentares na Ca ;naJ. O deputado pemedebísta Gene- mara_e no_Se�ado. Agora, estes parti baldo Correa (BA) fez a emenda do� têm d1r�1to a 30 �gundos no �o acrescentando o limite"lle tempo, e os ,rári.o gratuito do Tnbunal Supenor
deputados Saulo Queiroz (PSDB- Eleitoral.
. Na_gpinião do líder pédetista, o Se 'llado nao iara emendas ao projeto pa- . ra poder votá-lo ainda , na próxima ·terça ·ou quarta-feira e, em seguida, :fazer o encaminhamento à mesa do Presidente Sarney, que terá 15 dias de . prazp para aprovar a legislação ou :.IWlJ·''O líder"tio Gover!ID na Câma-
ra, deputado Luís Roberto Ponte
(PMDB/RS)Lacredita que o Presidi;.n
te irá sancionar o projeto'', revelou
.. Vivaldo Barbosa. -
UH, 18/09/89_
Note-se que o discurso citado no último parágrafo do segundo exempl o é um fragmento extraido de outra eitua��o comunicativa que n�o a do repórter com sua fonte (provave l -
69 mente uma conversa entre os dois deputados , na qual Pontes
teria revelado a Vivaldo sua crença - expressa pelo verbo acreditar - no sanc ionamento do projeto pelo Presidente.
A análise do conteúdo do discurso de outrem n�o sig
nifica , necessariamente , concordancia do narrador, que pode
também apontar as contradi�Oes ou evasivas da fonte sob a
forma de argumenta;�es ou interroga��º ' como no exemplo
abaixo:
i, J '.
: , . Apesar de ter feito "vista grossa", o
:· presidente Sarney não perdoou Ulysses
Guimarães que, em sua estréia no horário ·:gratuito, apresentou dona Margarida Me-. ··10, uma·professora maranhense, reclaman .do da luta que teve de enfrentar para con .sêguir puxar a luz elétrica para sua casa, .:distante 200 metros da Ilha do Cunipu, de :·propriedade da família Sarney. A resposta
.-veio r/ipida, através dojornal o·E.ttado do
· Maranhão e da TV -Mirante - ambos tam-l ),ém de prqpriedade de Samey_ Tanto nas! fptos•do jornal como nas imagens, repro-; ,�uzidas em cadeia nacional pelo TJ Brasil
:a.ó SBT, dona Margarida aparece ao lado
1 '.õê um rústico poste de madeira com a ins- 1:(alação elétrica e, depois, .aó lado dos ele hí-odomésticos de sua casa. Com todas as· f características de uma ligação clandestina, ,:dona ·Margarida explicou· à TV Mirante :-que a instalação foi feha há" quase cinco
lt,ar:ios, sem autorização da Cemar, mas que
,,foi p9steriormente "legalizada". _
I' .. � .. O que aconteceu, afinal?�arney nao
:0eótênden bem a mensagem do programa
::de Ulysses, ou a produtora oe Ulysses não
!·deixou suficientemente claro que na casa ::' de dona Margarida havia, sim, luz elétrica, ; 4epois das dificuldades que ela passou pa : r:á conseguir? Ulysses rebate a intenção de
· Sàrney que, com as matérias em seu jornal
-e
·em sua tevê, estaria querendo mostrarA_ue o PMDB enganou o telespectador.
JT, 18/09/E;l9.
b) discurso indireto analisador da expres��o quando
a enuncia��º de outrem é apreendida e transmi tida como uma express�o própria do locutor, n�o só em rela;�o ao objeto ou assunto sobre o qual fala , mas também - e princ ipalmen-
te - por sua maneira individual ou tipológica de se eKpres sar (por eKemploz dificuldades de falar fluentemente, sota- que, jarg�es ou gestos caracteristicos etc). Implica, ne- cessariamente, juizo de valor do narrador sobre o modo de
pensar, falar e se comportar do seu interlocutor. Essa va riante - pouco explorada em jornalismo - integra ao discur
so indireto as palavras e maneiras de se expressar de ou
trem "de tal forma que sua especificidade, sua subjetivida de, seu car•ter tipice s�o claramente perc:ebidos".42
---'Ir-País de Mike não tem extradição
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Ballllll era um pala dnccmbec1c1o até t.erça-e Si de março. Um pais pequeno e mêgico, dirigido por um xerife de estrelá e tudo. Babal nAo t.em tratado de extradlçlo com qualquer lugar do mUEldo, e li a chuva , cai uma ffZ por ano - na JIOite de Natal
Babul e feito de lela � e puJllçOe& ·mwto brandaa e para aua cadela Vão os usaltantea (80 oa de �) e as peuoaa ma. Babal não consta em qualquer mapa da l'l!Oll'Bb tmivenal, mas ezist.& na fantula de Mlchael Bia&, brulleiro, e anoa. mbo de pai inglês e mi.e blUllelra, raldent.e no Rio de .Janei
ro, estudantie da 1• aérle (depola que um teatie compro..
. vou aua capaddacle ln�eetual na medida de duas 8éf1ea acima da � IU8. idade). •
Dedicaoto
Ronald Blggg, o pa1, t aem dll'rida o elcladlo mais notável de Ballul. Na 181a do apartament.o de Lia e John Stanley, onde corre llvre a imaginaçA.o de Mi chael, sua fantasia cleDota RmJ)re o afeto aem llmlt.es de fronteiras e uma atncerldade-uma crença mesmo, com t.oda a torça que pode &er um menino de sela 8D04 - ab&oluta diante dO J)IJ. Babul e um pa1s que ele deacobrtu e construiu na aua mente, com leis prõprtas e habitado por aentie a quem ele deu "1da própria, fantástica.
Ronald B1iP Pode ier, um dia. lw:W>nado muita ,ente. Mlll para Mike, ele e o Qnlao IDen!cedor de um J)a1a inteiro. tJm paJs que eJe define e ezpllca:
"Balsal estã a 800kmdo Rio. A lei.a é feita em c1ma -de wn cavalo. 80 um eavalo leva alguém a Balsul. Leva 15 dlas, sem parar, plopando o tempo todo. Mas, a volta para o Rio, i mala fácil. Porque eu mandei
, construir uma passagem aecreta que é um elevador enorme, e a pessoa chega aqul em dois mmut.os".
"Eu sou o xerife de Balsul. Quem manda là $OU eu.
Tenho quatro usistentes. Quem sã.e,? Ora. quat.� macacos-erianças. Eu sou chamado também de Nú· inero Cinco. Porque é sempre o Número Cínco que faz os projetos. O ào elevador foi felt.o por mim. Projetei um elevador que anda a mllhates de quilômetros por hora, pra ninguém chegar tarde. Sou o Nu.mero Cinco, mas tenho Ris anOi no tempo"