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3.1 Comparativos de Abandonos Permanentes de Poços com Base na Portaria ANP N°

3.1.3 Poço com Duas Zonas Canhoneadas

3.1.3.2 Poço com Duas Zonas Canhoneadas e sem Liner

Admitindo o cenário acima descrito, com exceção da presença do liner, os abandonos permanentes ocorreriam conforme ilustram as figuras 33, 34, 35 e 36 abaixo.

As figuras 33 e 35 demonstram os abandonos em poços em terra e no mar, respectivamente, regidos pela Portaria ANP n° 25/2002. Observa-se que a única diferença em relação ao tópico 3.1.3.1 é a não necessidade de tampão para isolamento de liner.

Os abandonos permanentes regidos pelo regulamento técnico do SGIP representados, nesse caso, pelas figuras 34 e 36 ocorreriam exatamente da mesma forma descrita em 3.1.3.1, uma vez que a presença ou ausência do liner não é fator determinante para posicionamento e estabelecimento dos CSB Permanentes.

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Figura 33: Abandono permanente de poço em terra, com duas zonas canhoneadas e sem liner, com base na Portaria ANP n°25/2002.

Figura 34: Abandono permanente de poço em terra, com duas zonas canhoneadas e sem liner, com base no SGIP.

Figura 35: Abandono permanente de poço no mar, com duas zonas canhoneadas e sem liner, com base na Portaria ANP n°25/2002.

Figura 36: Abandono permanente de poço no mar, com duas zonas canhoneadas e sem liner, com base no SGIP.

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4 CONCLUSÕES

Diante do exposto no presente estudo e tendo em vista os comparativos realizados, pode-se concluir que as alterações normativas foram necessárias para a indústria petrolífera, dada a defasagem técnica da antiga Portaria ANP n° 25/2002. Essa regulamentação prescrevia comprimentos e posicionamentos dos tampões de cimento, sem necessariamente destinar preocupação ao estabelecimento de CSB, pilar fundamental de um sistema de gerenciamento de integridade de poços.

É possível também perceber que em todos os casos analisados de poços com liner, o número de tampões para o abandono com base na portaria ANP n°25/2002 e com base no SGIP é o mesmo, o que não refletiria grandes diferenças quanto ao custo. Essa situação se altera com a retirada do liner, isso porque o abandono com base no SGIP passa a ser mais dispendioso por apresentar um maior número de tampões em relação ao abandono da portaria ANP n°25/2002, dada a perda do tampão para isolamento do liner. Nesse caso, apesar de um custo maior para abandono, haveria um cenário de maior segurança. Para efeito dessa contagem de tampões, considerou-se o conjunto tampão mecânico com tampão de cimento sucessivo, como sendo um único tampão.

O SGIP proporciona ainda um ganho quanto à flexibilidade para realização do abandono, dada a sua característica em respeitar as características de cada poço, além de não haver a necessidade de contatar a ANP devido à não abrangência de alguns cenários. Por se tratar de um sistema desenvolvido com base nas melhores práticas da indústria e normas internacionais, surge então a facilidade de realização de abandono por partes das empresas multinacionais atuantes no Brasil.

Com a revogação da Portaria ANP n° 25/2002, e dada a publicação do SGIP, todas as etapas do ciclo de vida dos poços, terrestres e marítimos, ficarão acobertadas por um único instrumento regulatório, o que vem a sanar a antiga lacuna regulatória.

Sendo assim, o regulamento técnico do SGIP promove atualização do conteúdo do dispositivo revogado e faz com que o abandono de um poço seja planejado desde as primeiras etapas do ciclo de vida.

Além disso, o SGIP representa um grande avanço na regulamentação brasileira, quanto ao gerenciamento de integridade de poços, por ser uma regulamentação pautada na segurança operacional, proteção ao meio ambiente e nas melhores práticas de uma indústria intensamente globalizada.

A ANP, através do SGIP, buscou promover o constante monitoramento dos CSB de segurança e, com isso, objetiva-se a diminuição da incidência de acidentes maiores.

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