H) Qual o papel do Conciliador?
I) Pode a CCAF celebrar Termos de Ajustamento de Conduta – TAC?
Quando couber, e somente nas matérias que tenham sido submeti das preliminarmente a procedimento conciliatório, e que não tenha sido fi rmado Termo de Conciliação, cabendo ao Advogado-Geral da União a decisão fi nal sobre a celebração do TAC11.
11 inc. V do art. 18 e inc. XIV do art. 36, Anexo I, Decreto nº 7.392/2010; e art. 4-A e seu parágrafo único da Lei nº 9.469/97
Fl
UX
o
Há Conciliação Termo de conciliação Homologação AGU Não há conciliação Parecer Aprovação AGU Arquivamentoreunião de conciliação
nota de Admissibilidade do conciliador
diligências e/ou manifestação interessados
Análise inicial
controvérsia
norMA
Tiv
conSTiTUiÇão FEdErAl
PrEÂMBUlo
Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia Nacional Consti tuinte para insti tuir um Estado Democráti co, desti nado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justi ça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometi da, na ordem interna e internacional, com a solução pacífi ca das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.
ii PAcTo rEPUBlicAno dE ESTAdo Por UM SiSTEMA dE JUSTiÇA MAiS AcESSÍvEl, ÁGil E EFETivo, dE 13 dE ABril dE 2009.
O II Pacto Republicano destaca a prevenção de confl itos como um dos seus objeti vos principais. Assim, os chefes dos Poderes Executi vo, Judiciário e Legislati vo assumiram como compromisso, sem prejuízo das respecti vas competências consti tucionais relati vas à iniciati va e à tramitação das proposições legislati vas, os seguintes pontos:
[...]
d) fortalecer a mediação e a conciliação, esti mulando a resolução de confl itos por meios autocompositi vos, voltados à maior pacifi cação social e menor judicialização;
e) ampliar a edição de súmulas administrati vas e a consti tuição de Câmaras de Conciliação;
norMA
Tiv
o
código de Processo civil – lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973
Art. 475-N. São tí tulos executi vos judiciais: [. ..]
II I - a sentença homologatória de conciliação ou de transação, ainda que inclua matéria não posta em juízo;
[...]
V - o acordo extrajudicial, de qualquer natureza, homologado judicialmente;
[. ..]
Art. 585. São tí tulos executi vos extrajudiciais: [. ..]
II - a escritura pública ou outro documento público assinado pelo devedor; o documento parti cular assinado pelo devedor e por duas testemunhas; o instrumento de transação referendado pelo Ministério Público, pela Defensoria Pública ou pelos advogados dos transatores;
lEi nº 9.873, dE 23 dE novEMBro dE 1999
(com as alterações da Lei nº 11.941, de 2009)
Estabelece prazo de prescrição para o exercício de ação puniti va pela Administração Pública Federal, direta e indireta, e dá outras providências.
Art. 1º Prescreve em cinco anos a ação puniti va da Administração Pública Federal, direta e indireta, no exercício do poder de polícia, objeti vando apurar infração à legislação em vigor, contados da data da
norMA
Tiv
práti ca do ato ou, no caso de infração permanente ou conti nuada, do dia em que ti ver cessado.§ 1º Incide a prescrição no procedimento administrati vo paralisado por mais de três anos, pendente de julgamento ou despacho, cujos autos serão arquivados de ofí cio ou mediante requerimento da parte interessada, sem prejuízo da apuração da responsabilidade funcional decorrente da paralisação, se for o caso.
§ 2o Quando o fato objeto da ação puniti va da Administração também consti tuir crime, a prescrição reger-se-á pelo prazo previsto na lei penal.
Ar t. 1º-A. Consti tuído defi niti vamente o crédito não tributário, após o término regular do processo administrati vo, prescreve em 5 (cinco) anos a ação de execução da administração pública federal relati va a crédito decorrente da aplicação de multa por infração à legislação em vigor.
Ar t. 2º Interrompe-se a prescrição da ação puniti va:
I - pela noti fi cação ou citação do indiciado ou acusado, inclusive por meio de edital;
II - por qualquer ato inequívoco, que importe apuração do fato; III - pela decisão condenatória recorrível.
IV – por qualquer ato inequívoco que importe em manifestação expressa de tentati va de solução conciliatória no âmbito interno da administração pública federal.
Ar t. 2º-A. Interrompe-se o prazo prescricional da ação executória: I – pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fi scal; II – pelo protesto judicial;
norMA
Tiv
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IV – por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito pelo devedor;
V – por qualquer ato inequívoco que importe em manifestação expressa de tentati va de solução conciliatória no âmbito interno da administração pública federal.
Art. 3º Suspende-se a prescrição durante a vigência:
I - dos compromissos de cessação ou de desempenho, respecti vamente, previstos nos arts. 53 e 58 da Lei no 8.884, de 11 de junho de 1994;
II - do termo de compromisso de que trata o § 5o do art. 11 da Lei no
6.385, de 7 de dezembro de 1976, com a redação dada pela Lei no
9.457, de 5 de maio de 1997.
Art. 4º Ressalvadas as hipóteses de interrupção previstas no art. 2o, para as infrações ocorridas há mais de três anos, contados do dia 1o de julho de 1998, a prescrição operará em dois anos, a parti r dessa data.
Art. 5º O disposto nesta Lei não se aplica às infrações de natureza funcional e aos processos e procedimentos de natureza tributária. [. ..]
norMA
Tiv
o ccAF
e
A
lEi coMPlEMEnTAr nº 73, dE 10 dE FEvErEiro dE 1993
Insti tui a Lei Orgânica da Advocacia-Geral da União e dá outras providências.
[...]
Art. 2º - A Advocacia-Geral da União compreende: I - órgãos de direção superior:
[...]
c) Consultoria-Geral da União; [...]
Art. 4º - São atribuições do Advogado-Geral da União:
I - dirigir a Advocacia-Geral da União, superintender e coordenar suas ati vidades e orientar-lhe a atuação;
[...]
VI - desisti r, transigir, acordar e fi rmar compromisso nas ações de interesse da União, nos termos da legislação vigente;
[...]
X - fi xar a interpretação da Consti tuição, das leis, dos tratados e demais atos normati vos, a ser uniformemente seguida pelos órgãos e enti dades da Administração Federal;
norMA Tiv o ccAF e A GU
XI - unifi car a jurisprudência administrati va, garanti r a correta aplicação das leis, prevenir e dirimir as controvérsias entre os órgãos jurídicos da Administração Federal;
[...]
XIII - exercer orientação normati va e supervisão técnica quanto aos órgãos jurídicos das enti dades a que alude o Capítulo IX do Título II desta Lei Complementar;
XVIII - editar e prati car os atos normati vos ou não, inerentes a suas atribuições;
[...]
§ 2º - O Advogado-Geral da União pode avocar quaisquer matérias jurídicas de interesse desta, inclusive no que concerne a sua representação extrajudicial.
[...]
Art. 40. Os pareceres do Advogado-Geral da União são por este submeti dos à aprovação do Presidente da República.
§ 1º O parecer aprovado e publicado juntamente com o despacho presidencial vincula a Administração Federal, cujos órgãos e enti dades fi cam obrigados a lhe dar fi el cumprimento.
§ 2º O parecer aprovado, mas não publicado, obriga apenas as reparti ções interessadas, a parti r do momento em que dele tenham ciência.
Art. 41. Consideram-se, igualmente, pareceres do Advogado-Geral da União, para os efeitos do arti go anterior, aqueles que, emiti dos pela Consultoria-Geral da União, sejam por ele aprovados e submeti dos ao Presidente da República.
norMA Tiv o ccAF e A lEi nº 9.028, dE 12 dE ABril dE 1995
Dispõe sobre o exercício das atribuições insti tucionais da Advocacia-Geral da União, em caráter emergencial e provisório, e dá outras providências.
[...]
Art. 8º-C. O Advogado-Geral da União, na defesa dos interesses desta e em hipóteses as quais possam trazer refl exos de natureza econômica, ainda que indiretos, ao erário federal, poderá avocar, ou integrar e coordenar, os trabalhos a cargo de órgão jurídico de empresa pública ou sociedade de economia mista, a se desenvolverem em sede judicial ou extrajudicial. (Incluído pela Medida Provisória nº 2.180-35, de 2001)
lEi nº 9.469, dE 10 dE JUlHo dE 1997
(com as alterações das Leis nº 11.941/2009 e nº 12.249/2010) Regulamenta o disposto no inciso VI do art. 4º da Lei Complementar nº 73, de 10 de fevereiro de 1993; dispõe sobre a intervenção da União nas causas em que fi gurarem, como autores ou réus, entes da administração indireta; regula os pagamentos devidos pela Fazenda Pública em virtude de sentença judiciária; revoga a Lei nº 8.197, de 27 de junho de 1991, e a Lei nº 9.081, de 19 de julho de 1995, e dá outras providências.
Ar t. 1º O Advogado-Geral da União, diretamente ou mediante delegação, e os dirigentes máximos das empresas públicas federais poderão autorizar a realização de acordos ou transações, em juízo, para terminar o lití gio, nas causas de valor até R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais).
§ 1o Quando a causa envolver valores superiores ao limite fi xado neste arti go, o acordo ou a transação, sob pena de nulidade, dependerá de prévia e expressa autorização do Advogado-Geral da União e do Ministro de Estado ou do ti tular da Secretaria da Presidência da
norMA Tiv o ccAF e A GU
República a cuja área de competência esti ver afeto o assunto, ou ainda do Presidente da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, de Tribunal ou Conselho, ou do Procurador-Geral da República, no caso de interesse dos órgãos dos Poderes Legislati vo e Judiciário, ou do Ministério Público da União, excluídas as empresas públicas federais não dependentes, que necessitarão apenas de prévia e expressa autorização de seu dirigente máximo.
[. ..]
Ar t. 1º-B. Os dirigentes máximos das empresas públicas federais poderão autorizar a não-propositura de ações e a não-interposicão de recursos, assim como o requerimento de exti nção das ações em curso ou de desistência dos respecti vos recursos judiciais, para cobrança de créditos, atualizados, de valor igual ou inferior a R$ 10.000,00 (dez mil reais), em que interessadas essas enti dades na qualidade de autoras, rés, assistentes ou opoentes, nas condições aqui estabelecidas. Parágrafo único. Quando a causa envolver valores superiores ao limite fi xado neste arti go, o disposto no caput, sob pena de nulidade, dependerá de prévia e expressa autorização do Ministro de Estado ou do ti tular da Secretaria da Presidência da República a cuja área de competência esti ver afeto o assunto, excluído o caso das empresas públicas não dependentes que necessitarão apenas de prévia e expressa autorização de seu dirigente máximo.
[…]
Art. 4º-A. O termo de ajustamento de conduta, para prevenir ou terminar lití gios, nas hipóteses que envolvam interesse público da União, suas autarquias e fundações, fi rmado pela Advocacia-Geral da União, deverá conter:
I - a descrição das obrigações assumidas;
II - o prazo e o modo para o cumprimento das obrigações; III - a forma de fi scalização da sua observância;
norMA
Tiv
o ccAF
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A
V - a previsão de multa ou de sanção administrati va, no caso de seu descumprimento.
Parágrafo único. A Advocacia-Geral da União poderá solicitar aos órgãos e enti dades públicas federais manifestação sobre a viabilidade técnica, operacional e fi nanceira das obrigações a serem assumidas em termo de ajustamento de conduta, cabendo ao Advogado-Geral da União a decisão fi nal quanto à sua celebração.
lEi nº 10.683 dE 28 dE MAio dE 2003
Dispõe sobre a organização da Presidência da República e dos Ministérios, e dá outras providências.
[...]
Art. 12. Ao Advogado-Geral da União, o mais elevado órgão de assessoramento jurídico do Poder Executi vo, incumbe assessorar o Presidente da República em assuntos de natureza jurídica, elaborando pareceres e estudos ou propondo normas, medidas, diretrizes, assisti r-lhe no controle interno da legalidade dos atos da Administração Pública Federal, sugerir-lhe medidas de caráter jurídico reclamadas pelo interesse público e apresentar-lhe as informações a ser prestadas ao Poder Judiciário quando impugnado ato ou omissão presidencial, dentre outras atribuições fi xadas na Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993.
PorTAriA inTErMiniSTEriAl nº 127, dE 29 dE MAio dE 2008
Estabelece normas para execução do disposto no Decreto no 6.170,de 25 de julho de 2007, que dispõe sobre as normas relati vas às transferências de recursos da União mediante convênios e contratos de repasse, e dá outras providências.
OS MINISTROS DE ESTADO DO PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO, DA FAZENDA e DO CONTROLE E DA TRANSPARÊNCIA, no uso
norMA Tiv o ccAF e A GU
da atribuição que lhes confere o inciso II do parágrafo único do art. 87 da Consti tuição, e tendo em vista o disposto no art. 18 do Decreto nº 6.170, de 25 de julho de 2007, resolvem:
[...]
Art. 30. São cláusulas necessárias nos instrumentos regulados por esta Portaria as que estabeleçam:
[...]
XIX- a indicação do foro para dirimir as dúvidas decorrentes da execução dos convênios, contratos ou instrumentos congêneres, estabelecendo a obrigatoriedade da prévia tentati va de solução administrati va com a parti cipação da Advocacia- Geral da União, em caso de os partí cipes ou contratantes serem da esfera federal, administração direta ou indireta, nos termos do art. 11 da Medida Provisória nº 2.180-35, de 24 de agosto de 2001.
dEcrETo nº 7.392, dE 13 dE dEZEMBro dE 2010
Aprova a Estrutura Regimental e o Quadro Demonstrati vo dos Cargos em Comissão da Advocacia-Geral da União, aprova o Quadro Demonstrati vo dos Cargos em Comissão da Procuradoria-Geral Federal e remaneja cargos em comissão para a Advocacia-Geral da União e para a Procuradoria-Geral Federal.
[...]
Art. 18. A Câmara de Conciliação e Arbitragem da Administração Federal compete:
I - avaliar a admissibilidade dos pedidos de resolução de confl itos, por meio de conciliação, no âmbito da Advocacia-Geral da União;
II - requisitar aos órgãos e enti dades da Administração Pública Federal informações para subsidiar sua atuação;
norMA
Tiv
o ccAF
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A
III - dirimir, por meio de conciliação, as controvérsias entre órgãos e enti dades da Administração Pública Federal, bem como entre esses e a Administração Pública dos Estados, do Distrito Federal, e dos Municípios;
IV - buscar a solução de confl itos judicializados, nos casos remeti dos pelos Ministros dos Tribunais Superiores e demais membros do Judiciário, ou por proposta dos órgãos de direção superior que atuam no contencioso judicial;
V - promover, quando couber, a celebração de Termo de Ajustamento de Conduta nos casos submeti dos a procedimento conciliatório; VI - propor, quando couber, ao Consultor-Geral da União o arbitramento das controvérsias não solucionadas por conciliação; e
VII - orientar e supervisionar as ati vidades conciliatórias no âmbito das Consultorias Jurídicas nos Estados.
[...]
Art. 36. São atribuições do Advogado-Geral da União, órgão mais elevado de assessoramento jurídico do Poder Executi vo:
[...]
XII - homologar, termo de conciliação realizada no âmbito da Advocacia-Geral da União;
[...]
XIV - autorizar a assinatura de termo de ajustamento de conduta pela Administração Pública Federal;
norMA Tiv o ccAF e A GU
ATo rEGiMEnTAl nº 5, dE 27 dE SETEMBro dE 2007
(DOU de 28.09.2007, Seção1, p.20-22)
O ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO, no uso das atribuições que lhe conferem os arts. 4º, incisos I e XIV, e 45 da Lei Complementar nº 73, de 10 de fevereiro de 1993, o art. 8º-F da Lei nº 9.028, de 12 de abril de 1995, e o art. 11 da Medida Provisória nº 2.180-35, de 24 de agosto de 2001, resolve: Art. 1º Editar o presente Ato Regimental, dispondo sobre a competência, a estrutura e o funcionamento da Consultoria-Geral da União e as atribuições de seu ti tular e demais dirigentes. [...]
Art. 4º Integram a Consultoria-Geral da União: [...]
VIII - a Câmara de Conciliação e Arbitragem da Administração Federal - CCAF; e
[...]
DA CÂMARA DE CONCILIAÇÃO E ARBITRAGEM DA ADMINISTRAÇÃO FEDERAL
Art. 17. Compete à Câmara de Conciliação e Arbitragem da Administração Federal - CCAF: *
I - identi fi car os lití gios entre órgãos e enti dades da Administração Federal;
II - manifestar-se quanto ao cabimento e à possibilidade de conciliação; III - buscar a conciliação entre órgãos e enti dades da Administração Federal; e
norMA
Tiv
o ccAF
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IV - supervisionar as ati vidades conciliatórias no âmbito de outros órgãos da Advocacia-Geral da União.
Art. 18. Integram a CCAF a 1ª e a 2ª Coordenações-Gerais de Conciliação e Arbitragem, às quais incumbe desempenhar as competências estabelecidas no caput. * derrogado pelo termos do art. 18 do Anexo I do Decreto nº 7.392/2010
PorTAriA nº 1.281, dE 27 dE SETEMBro dE 2007
(alterada pelas Portarias AGU nº 1099/2008 e 481/2009)
Dispõe sobre o deslinde, em sede administrati va, de controvérsias de natureza jurídica entre órgãos e enti dades da Administração Federal, no âmbito da Advocacia-Geral da União.
O ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO, no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto no art. 4°, incisos I, X, XI, XIII, XVIII e § 2°da Lei Complementar n° 73, de 10 de fevereiro de 1993, no art. 8°-C da Lei n° 9.028, de 12 de abril de1995, e no art. 11 da Medida Provisória n° 2.180-35, de 24 de agosto de 2001, resolve:
Art. 1º O deslinde, em sede administrati va, de controvérsias de natureza jurídica entre órgãos e enti dades da Administração Federal, por meio de conciliação ou arbitramento, no âmbito da Advocacia-Geral da União, far-se-á nos termos desta Portaria.
Art. 2º Estabelecida controvérsia de natureza jurídica entre órgãos e enti dades da Administração Federal, poderá ser solicitado seu deslinde por meio de conciliação a ser realizada:
I - pela Câmara de Conciliação e Arbitragem da Administração Federal - CCAF;
II - pelos Núcleos de Assessoramento Jurídico quando determinado pelo Consultor-Geral da União;
norMA Tiv o ccAF e A GU
III - por outros órgãos da Advocacia-Geral da União quando determinado pelo Advogado-Geral da União.
Parágrafo único. Na hipótese dos incisos II e III do caput, as ati vidades conciliatórias serão supervisionadas pela CCAF.
Art. 3° A solicitação poderá ser apresentada pelas seguintes autoridades:
I - Ministros de Estado,
II - dirigentes de enti dades da Administração Federal indireta,
III - Procurador-Geral da União, Procurador-Geral da Fazenda Nacional, Procurador-Geral Federal e Secretários-Gerais de Contencioso e de Consultoria.
Art. 4º A solicitação deverá ser instruída com os seguintes elementos: I - indicação de representante(s) para parti cipar de reuniões e trabalhos;
II - entendimento jurídico do órgão ou enti dade, com a análise dos pontos controverti dos; e
III - cópia dos documentos necessários ao deslinde da controvérsia. Art. 5º Recebida a solicitação pela CCAF, será designado conciliador para atuar no feito.
Art. 6° O conciliador procederá ao exame preliminar da solicitação. Parágrafo único. Na hipótese de cabimento, será dada ciência da controvérsia ao órgão ou enti dade apontado pelo solicitante, para que apresente os elementos constantes do art. 4º.
Art. 7º Instruído o procedimento, o conciliador manifestar-se-á sobre a possibilidade de conciliação.
norMA
Tiv
o ccAF
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Parágrafo único. Aprovada a manifestação, o conciliador, se for o caso, designará data para o início das ati vidades conciliatórias, cienti fi cando os representantes indicados.
Art. 8º O conciliador poderá, em qualquer fase do procedimento: I - solicitar informações ou documentos complementares necessários ao esclarecimento da controvérsia;
II - solicitar a parti cipação de representantes de outros órgãos ou enti dades interessadas;
III - sugerir que as ati vidades conciliatórias sejam realizadas por Núcleo de Assessoramento Jurídico ou por outros órgãos da Advocacia-Geral da União.
Art. 9º O conciliador e os representantes dos órgãos e enti dades em confl ito deverão, uti lizando-se dos meios legais e observados os princípios da Administração Pública, envidar esforços para que a conciliação se realize.
Art. 10. Havendo a conciliação, será lavrado o respecti vo termo, que será submeti do à homologação do Advogado-Geral da União. Parágrafo Único. O termo de conciliação lavrado pelos órgãos referidos nos incisos II e III do art. 1º e homologado pelo Advogado-Geral da União será encaminhado à CCAF.
Art. 11. A Consultoria-Geral da União, quando cabível, elaborará parecer para dirimir a controvérsia, submetendo-o ao Advogado-Geral da União nos termos dos arts. 40 e 41 da Lei Complementar nº 73, de 10 de fevereiro de 1993.
Art. 12. A Escola da Advocacia-Geral da União promoverá cursos objeti vando capacitar integrantes da Insti tuição e de seus órgãos vinculados a parti ciparem de ati vidades conciliatórias.
norMA Tiv o ccAF e A GU
I - os integrantes da Consultoria-Geral da União, por ato do Consultor-Geral da União;
II - os integrantes da Advocacia-Geral da União, por ato do Advogado-Geral da União.
Art. 14. O Consultor-Geral da União poderá expedir normas complementares para o desempenho das ati vidades conciliatórias. Art. 15. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. Art. 16. Fica revogada a Portaria nº 118, de 1º de fevereiro de 2007.
PorTAriA AGU nº 1.099, dE 28 dE JUlHo dE 2008
Dispõe sobre a conciliação, em sede administrati va e no âmbito da