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ARQUITETÔNICAS, DE COMUNICAÇÃO, ATITUDINAIS E TECNOLÓGICAS

5. POLÍTICAS PÚBLICAS INCLUSIVAS E LEGISLAÇÃO

Há muitos anos as Políticas Educacionais Inclusivas buscam dar conta das demandas apresentadas pelas sociedades. Políticas que se iniciaram com Leis, Decretos e Notas Técnicas de Políticas Públicas. Mas, no Brasil, essa caminhada das é recente (MAZZOTTA, 1996).

Inicialmente houve uma recomendação para que o aluno especial frequentasse o Ensino Regular. Passados alguns anos, passou a ser obrigatória a oferta de vagas no Ensino regular, apesar do processo de formação docente para atender essa demanda ainda se apresentar de forma ineficiente, o que causava, não raro, um

28 processo de exclusão – e não a própria inclusão que se pretendia –, isso em virtude de diversos fatores.

Cabe lembrar que a Inclusão é um direito de todos, e que o papel da família junto à Escola precisa ser cada vez mais fortalecido para que essa rede de apoio entre Família e Escola traga progressos ao desenvolvimento do educando.

As dificuldades enfrentadas tanto pelo Educador quanto para o Educando são muitas. Embora existam as políticas inclusivas, essas, por si só, não dão conta de atuar em todos os aspectos da prática pedagógica, como na relação aluno-professor (BUENO, 1998).

As dificuldades de apoio financeiro implicam muito no resultado das aprendizagens dos mesmos. Os Educadores precisam ser criativos e autônomos nos seus planejamentos, fazendo uso, muitas vezes, de materiais reciclados para confecção de jogos e materiais que venham facilitar as aprendizagens.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Partindo das análises feitas nas leis que regulamentam a Educação Especial e Inclusiva no Brasil, e das vivências dos/as educadores/as, percebemos que o Estado tem deveres para com a Educação Especial, que ao longo dos anos foram estipulados, através de leis, para que realmente houvesse benefícios no ensino especial e inclusivo no país.

A partir da leitura deste capítulo, observamos que a Educação Brasileira enfrentou diversas mudanças no cenário Educacional. Mudanças que não param por aí, pois muito ainda precisa ser feito para que a sociedade se conscientize do quanto o trabalho colaborativo entre Família e Escola é fundamental para o avanço dos seus filhos; além disso, um forte investimento por parte das políticas públicas na formação e conscientização dos professores, bem como investimentos em materiais pedagógicos, para que esses profissionais possam alcançar uma grande potencialidade nas habilidades apresentadas por cada sujeito, que é singular em suas competências e possui seu tempo próprio para aprender.

Realizar um trabalho cooperativo entre poder público, escola e família, tornará a Educação Especial Inclusiva uma realidade nas escolas brasileiras. Mas não podemos esquecer do papel preponderante que o Estado possui de ajudar

29 financeiramente, e também de fiscalizar para que as leis realmente sejam cumpridas, desde o ensino da Educação Especial e Inclusiva nas graduações, cursos técnicos (como Curso Normal) e demais especializações; acessibilidade nas escolas para que todos os educandos que possuem necessidades especiais e inclusivas sintam-se acolhidos pela comunidade escolar, e para que a família desse aluno também possa obter o acolhimento e a ajuda necessários para que, juntamente com os professores, ocorra uma educação significativa e uma socialização inclusiva de fato.

30 REFERÊNCIAS

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CAPÍTULO 03

O DESAFIO DE INCLUIR E A NECESSIDADE DE INOVAR: UM DIÁLOGO ENTRE AS DEFICIÊNCIAS E OS SUBSÍDIOS PEDAGÓGICOS

Fernando Icaro Jorge Cunha

Universidade Federal do Pampa – Unipampa Perfil: http://lattes.cnpq.br/149558185211586

Rede de Ensino Municipal de São Leopoldo – RS Perfil: http://lattes.cnpq.br/0461298984464544 E-mail: [email protected]

Leonice Aparecida De Fátima Alves Pereira Mourad Universidade Federal de Santa Maria – UFSM

Perfil:http://lattes.cnpq.br/7689442989367017

Professora da Rede Municipal de Ensino de Porto Alegre Perfil: http://lattes.cnpq.br/5724478487166386

E-mail: [email protected]

Resumo: O presente capítulo é um artigo de revisão bibliográfica que faz uma relação entre o desafio de alcançar a inclusão escolar eficiente em função da necessidade de articular os subsídios didático-pedagógicos. Para mediar essa reflexão, no primeiro momento foi aprazado os eixos introdutórios sobre as deficiências, deficiências múltiplas e algumas considerações sobre a estruturação necessária para a articulação da inclusão. No segundo momento, foi destacado uma síntese de aspectos importantes que norteiam a valia da inclusão, com a utilização dos jogos e do lúdico como estratégia pedagógica, propiciando a eficácia da aprendizagem. Além disso, foram problematizadas algumas relevâncias sobre a deficiência intelectual e as altas habilidades.

Palavras-chave: Deficiência; Subsídios; Desafios.

33 1. INTRODUÇÃO

A deficiência não é algo que emerge com o nascimento de alguém ou com a enfermidade que alguém contrai, mas é produzida e mantida por um grupo social na medida em que interpreta e trata como desvantagens certas diferenças apresentadas por determinadas pessoas. (BRIZOLLA, 2021). Assim as deficiências devem, a nosso ver, ser encaradas também como decorrentes dos modos de funcionamento do próprio grupo social e não apenas como atributos inerentes às pessoas identificadas como deficientes.

Os processos de inclusão e ou integração escolar variam de um país para outro, mesmo que defendam uma escola para todos. Promover uma integração efetiva não significa abolir a educação especial, mas incorporá-la à regular. É tornar a educação especial em regular e vice-versa, portanto, falar em integração significa falar em integrar esforços e recursos. (BRIZOLLA, 2021).

Discussões e estudos recentes realizados por equipes de profissionais que tratam da educação Especial, demonstram que o trabalho colaborativo é extremamente significativo no processo de inclusão. Uma relação de parceria e colaboração entre os diversos níveis educacionais implica em uma proposta pedagógica inclusiva.

Trabalhar em colaboração com os demais profissionais, planejando, tentando solucionar os problemas que se apresentam em relação à aprendizagem dos alunos, desenvolver mudanças, tomar decisões em conjunto, cria possibilidades de sucesso pedagógico na tarefa de promover uma educação de qualidade aos educandos.

Mas, para que isso ocorra é preciso fortalecer a formação dos professores e estabelecer uma rede de apoio entre alunos, docentes, gestores, famílias e profissionais da saúde que atendem as crianças com Necessidades Educacionais Especiais.

São considerados público alvo da Educação especial na perspectiva da Educação inclusiva, educandos com deficiência (intelectual, física, auditiva, visual e múltipla), transtorno global do desenvolvimento (TGD) e altas habilidades.

A reestruturação física, com a eliminação das barreiras arquitetônicas; a introdução de recursos e de tecnologias assistivas; a oferta de profissionais do ensino

34 especial, além da compreensão e incorporação desses serviços na escola regular são subsídios necessários à organização, ao planejamento e à avaliação do ensino.

Porém, antes de tudo é preciso inovar, segundo Lopes (2016), quando vemos as escolas transformadoras e inovadoras, percebemos que muitas delas têm feito um bom trabalho de inclusão das crianças com deficiência porque estão priorizando no seu projeto pedagógico a questão do clima, do acolhimento e do respeito às singularidades.

Começar a pensar em processos educacionais mais centrados nas especificidades dos alunos, abre caminhos para tornar a escola realmente inclusiva e inovadora.

Para que a igualdade seja real, ela tem que ser relativa. Isto significa que as pessoas são diferentes, têm necessidades diversas e o cumprimento da lei exige que a elas sejam garantidas as condições apropriadas de atendimento às peculiaridades individuais, de forma que todos possam usufruir as oportunidades existentes. Há que se enfatizar aqui, que tratamento diferenciado não se refere à instituição de privilégios, e sim, à disponibilização das condições exigidas, na garantia da igualdade (BRASIL, 2004, p.10).

O desafio é valorizar a diversidade, pois, a educação inclusiva diz respeito a todos, porém, o maior desafio é superar o preconceito que ainda acontece por falta de conhecimento e reconhecimento do outro como um igual.