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Políticas públicas sobre álcool e outras drogas

abordagem ao consumo de drogas

Aula 13 Políticas públicas sobre álcool e outras drogas

A partir da realização da XX Assembleia Geral Especial das Nações Unidas (1998), onde foram discutidos os princípios diretivos para a redução da de- manda de drogas, é que as primeiras medidas foram tomadas pelo Brasil, transformando o Conselho Federal de Entorpecentes (CONFEN) em Con- selho Nacional de Políticas sobre Drogas (CONAD), e criou-se a Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD).

13.1 A política nacional sobre drogas

Em dezembro de 1998, foi realizado em Brasília o primeiro fórum nacional antidrogas, com a elaboração da Política Nacional Antidrogas (PNAD). Mas somente em 26 de agosto de 2002, por decreto presidencial, a mesma foi instituída.

A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD) é o órgão respon- sável por articular, coordenar e integrar as ações interssetoriais do governo, na área de redução da demanda de drogas, bem como fortalecer a política de drogas no país.

Nesta aula, você aprenderá um pouco sobre o histórico das políticas públicas sobre álcool e outras drogas no Brasil, e a atual situação do país nesse assunto.

Figura 13.1: Campanha sobre álcool e outras drogas

Fonte: http://www.araucaria.pr.gov.br

Saiba mais sobre a Secretaria Nacional Antidrogas lendo a Medida Provisória nº. 1.669, disponível em: http://www. planalto.gov.br/ccivil_03/mpv/ Antigas/1669.htm. E o Decreto nº. 2.632, de 19 de junho de 1998. Disponível em http:// www.planalto.gov.br/ccivil_03/ decreto/D2632.htm.

Para saber mais sobre o ato que instituiu a política nacional antidrogas, pesquise o Decreto nº 4.345, de 26 de agosto de 2002. Disponível em: http:// www.planalto.gov.br/ccivil_03/ decreto/2002/D4345.htm

Para se ter um plano de trabalho completo, a PNAD começou a contar com representantes dos governos federal, estadual e municipal, do Distrito Fe- deral, da comunidade científica, das ONGs, dos educadores, das lideranças comunitárias, dos profissionais da área da saúde e assistência social e da segurança pública e justiça.

A política nacional sobre drogas é responsável pela articulação de todos os mecanismos necessários voltados para a redução de demanda e da oferta de drogas, de forma planejada e eficaz.

Em 2006, através da SENAD foi instituído o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (SISNAD), acompanhando os avanços científicos e as transformações sociais.

13.2 A política nacional sobre o álcool

Em 2005, diante dos graves problemas inerentes ao consumo prejudicial de álcool, foi instalada a Câmara Especial de Políticas Públicas sobre o Álcool (CEPPA) com diversas ações efetivas, como a 1ª Conferência Pan-americana de Políticas Públicas para o Álcool, resultando na Declaração de Brasília de Políticas Públicas sobre o Álcool, que fez algumas recomendações de possí- veis medidas a serem adotadas pelos países. São estas:

Que a prevenção e a redução dos danos relacionados ao consumo abusi- vo de álcool sejam consideradas prioridade de saúde pública;

Sejam desenvolvidas estratégias em todos os âmbitos, a fim de reduzir os danos relacionados ao consumo de álcool;

Devem ser realizados estudos científicos sobre os efeitos do uso do álcool;

A política deve contemplar áreas prioritárias de ação como: consumo ge- ral da população, mulheres (inclusive as grávidas), populações indígenas, jovens e outras populações vulneráveis (menores de idade).

A política nacional sobre o álcool tem como objetivo geral estabelecer prin- cípios que elaborem estratégias capazes de enfrentamento dos problemas coletivos ocasionados pelo consumo (abusivo ou não) do álcool.

As questões relativas ao uso de álcool e outras drogas devem ter uma rede de atenção fortalecida, respeitando as diferenças, numa visão humanista e acolhedora, não estigmatizando o usuário e seus familiares.

13.3 A política setorial de saúde e a

política nacional sobre drogas

Uma grande conquista obtida na Constituição de 1988 foi a instituição da seguridade social, que deve ser organizada da seguinte maneira:

Universalização: da cobertura e do atendimento;

Uniformidade: equivalência dos benefícios e prestação de serviços às po- pulações urbanas e rurais;

Seletividade e distributividade: na prestação dos serviços e benefícios, irredutibilidade no valor dos benefícios;

Equidade: na forma de participação do custeio com caráter democrático e descentralização da gestão administrativa.

A rede pública de saúde (SUS) amplia sua importância no sistema de prote- ção social, com a obrigatoriedade da cobertura universal dos serviços de pre- venção e de tratamento dos problemas de saúde, que afetam a população brasileira de modo geral.

13.4 Recomendações básicas para ações

na área de saúde mental

As recomendações básicas para ações na área de saúde mental, envolvendo a política do Ministério da Saúde para a atenção integral a usuários de álcool e outras drogas, são:

– Promover assistência nos cuidados primários – Disponibilizar medicamentos essenciais – Promover cuidados comunitários – Educar a população

– Envolver comunidades, famílias e usuários, estabelecendo políticas e programas específicos

Sobre severas penalidades aplicadas ao consumo de álcool, pesquise a Lei nº. 11.705, de 19 de junho de 2008. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/_ato2007-2010/2008/ lei/l11705.htm.

Para saber mais sobre o SUS, pesquise a Lei nº 8.080/90, disponível em: http://portal. saude.gov.br/portal/arquivos/ pdf/lei8080.pdfe; e também a Lei 8.142/90, disponível em: http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/leis/l8142.htm

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– Desenvolver recursos humanos

– Monitorar a saúde mental da comunidade – Apoio a pesquisas.

Com as conquistas no plano dos direitos sociais, no âmbito da constituição federal e do SUS, é garantido aos usuários de serviços de saúde mental e, consequentemente, aos que sofrem por causa de transtornos decorrentes do consumo abusivo e dependência do álcool e outras drogas, a universali- dade e totalidade de acesso e direito à assistência.

Resumo

Nesta aula, você conheceu a formação das políticas brasileiras, a importância do diálogo entre todos os setores na tomada de decisões para a elaboração de políticas públicas, bem como o trabalho desenvolvido pelo SUS no aten- dimento a usuários de drogas.

Atividades de aprendizagem

Defina quais estratégias podem ser usadas na sua comunidade ou município, em parceria com alguns conselhos, para diminuir os impactos negativos decorrentes do uso abusivo de álcool e outras drogas.

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Aula 14 – Educação – seu papel na redução