518/2004 Até 10.000 cels/mL
5 ESTUDO DE CASO
5.3 A atuação da Divisão de Pesquisa: metodologias de trabalho
5.3.1 Setor de Amostragem
5.3.1.1 Pontos de amostragem
Os pontos de monitoramento do Lago Guaíba e da Represa Lomba do Sabão são chamados de Estações de Amostragem. A Figura 5.15 apresenta as Estações de Amostragem do DMAE, nos mananciais de abastecimento de água de Porto Alegre.
Figura 5.15 - Estações de Amostragem nos mananciais de Porto Alegre. (Fonte: Revista ECOS Pesquisa, 2003)
Há demarcação com bóia em 03 pontos de coleta, que são referentes à captação de 03 ETAs: Belém Novo, Tristeza e José Loureiro da Silva. Não há, entretanto, o código do ponto fixado na bóia. Os demais pontos de coleta são localizados por GPS, e
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a experiência de coletar amostras nos mesmos pontos por anos seguidos, auxilia a correta localização do local pelos técnicos, através de pontos de referência.
A coleta nos pontos de captação é realizada a profundidade de 1,2 m. A caracterização das Estações de Amostragem referentes aos pontos de captação é mostrada na Tabela 5-4.
Tabela 5-4 - Caracterização das Estações de Amostragem de pontos de captação.
Estação Descrição Coordenadas Geográficas Profundidade Média
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Lago Guaíba, Delta do Jacuí, junto à captação da ETA Moinhos de Vento e ETA São João, distante 50 m da margem.
30°00´50´´S
51°12´53´´O 7,4 m
86a
Lago Guaíba, Delta do Jacuí, junto à captação da ETA Ilha da Pintada.
30°00´47´´S
51°15´32´´O 4,7 m
41b
Lago Guaíba, margem esquerda, junto à captação da ETA José Loureiro da Silva, a 500 m da margem.
30°03´31´´S
51°14´09´´O 8,3 m
45c
Lago Guaíba, margem esquerda, junto à captação da ETA Tristeza, próximo ao Arroio Cavalhada, a 500 m da margem. 30°05’25’’S 51°15´13´´O 5,2 m 47_8b
Lago Guaíba, margem esquerda, junto à captação da ETA Belém Novo, a 50 m da margem. 30°12´53´´S 51°10´52´´O 2,0 m
LS b Represa da Lomba do Sabão, junto à captação da ETA.
- - Embora o DMAE tenha desativado a ETA Lami, o antigo ponto de captação
(64h) continua sendo monitorado trimestralmente no âmbito do Programa Pró-Guaíba17. O acesso a todos os pontos de coleta em captações é realizado de barco, exceto na Lomba do Sabão, que por se tratar de uma represa, tem acesso facilitado. As ETAs Moinhos de Vento e São João possuem o mesmo ponto de captação, e portanto, uma única Estação de Amostragem.
Nesse contexto, o Setor dispõe de 04 barcos para suas atividades: 01 barco com cabine que é mantido em uma marina e 03 barcos que permanecem na DVP, sendo que um deles é utilizado apenas em situações de acidentes ambientais.
Os pontos de coleta da rede, atividade de responsabilidade da DVT, podem ser observados no Anexo B.
17 O Pró-Guaíba é um programa do Governo do Estado do Rio Grande do Sul que tem o objetivo de promover o desenvolvimento socioambiental da Região Hidrográfica do Guaíba.
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5.3.1.2 Métodos de coleta
A coleta para análise de plâncton na DVP, pode ser realizada com rede de plâncton, garrafa de amostragem ou com bomba de sucção.
Trata-se de uma coleta que, segundo os técnicos responsáveis, não necessita de cuidados especiais, como, por exemplo, aquelas coletas onde é necessário evitar a formação de bolhas ou aquelas cujo frasco já contenha preservante. Contudo, o procedimento de lavar o frasco na água a ser coletada, antes de realizar a coleta, é sempre realizado.
O frasco de coleta de plâncton não recebe nenhum preservante durante as atividades de coleta.
A DVP possui duas garrafas de amostragem de Van Dorn, uma horizontal e outra vertical, que possuem, no entanto, o mesmo mecanismo de funcionamento. A garrafa de amostragem está em desuso no Setor, pois possui um volume limitado e devido ao seu peso, é necessário força para operá-la.
A Figura 5.16 apresenta imagem da garrafa de Van Dorn vertical do Setor de Amostragem da DVP. Na corda, podem-se observar as marcações utilizadas para controlar a profundidade de coleta, e no detalhe observa-se o “mensageiro” da garrafa.
Figura 5.16 - Garrafa de Van Dorn do Setor de Amostragem/DVP. (Fonte: arquivo pessoal)
A bomba de sucção utilizada na coleta possui uma bóia que marca exatamente a profundidade de 1,2 m. A bomba permite a realização de uma coleta mais ágil, em comparação com a garrafa, e funciona ligada a uma bateria. A Figura 5.17 apresenta uma imagem da bomba de sucção utilizada nas coletas do Setor de Amostragem da DVP.
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Figura 5.17 - Bomba de sucção do Setor de Amostragem/DVP. (Fonte: arquivo pessoal)
A DVP realizou uma verificação para comparar os testes realizados a partir da coleta com a bomba de sucção e com a garrafa de amostragem e os resultados mostraram não haver alteração significativa pela qual se optasse por um dos dois métodos.
A coleta com rede de plâncton é realizada apenas quando há solicitação do analista de laboratório, o que geralmente está relacionado a períodos de florações e/ou reclamações da percepção de sabor/odor pelos usuários. Os dados obtidos com análise da coleta realizada com rede de plâncton podem complementar a análise realizada a partir da coleta com a bomba de sucção. A coleta com redes é, normalmente, realizada com arraste horizontal.
5.3.1.3 Inspeções de campo
A inspeção de campo engloba análises e anotações realizadas durante a coleta e é realizada conforme os itens do Formulário – Dados de Campo, que é apresentado no Anexo G. Os técnicos da coleta, primeiramente realizam a coleta, e posteriormente as análises no local, para que a realização das análises não interfira na representatividade da amostra.
As variáveis analisadas em campo, para cada Estação de Amostragem, são:
• Temperatura: mede-se a temperatura do ar e da água, com termômetros distintos;
• Profundidade: é medida através de um peso preso a uma corda com graduação de 1 m. Além disso, os barcos dispõem de ecobatímetro; • Transparência: é medida com Disco de Secchi.
A Figura 5.18 apresenta Disco de Secchi e peso, ambos com corda graduada, utilizados nas inspeções de campo da DVP.
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Figura 5.18 - Disco de Secchi e peso com corda graduada do Setor de Amostragem/DVP. (Fonte: arquivo pessoal)
As condições de campo observadas incluem:
• Vento: anota-se a direção do vento, ou sua ausência, conforme tabela do verso do Formulário;
• Draga: item preenchido quando se faz coleta de sedimentos, realizado com auxílio de dragas ;
• Material flutuante: deve-se anotar a presença, quando houver, de material(is) flutuante(s), tais como resíduos, óleo e escuma, ou outros materiais que possam influenciar os resultados;
• Tempo: a condição do tempo é preenchida conforme opções apresentadas no verso do Formulário;
• Observação: espaço destinado ao registro de alguma situação incomum ou que possa interferir nos resultados, como a presença de navios a montante da coleta, ou a realização de dragagem no manancial;
• Tempo anterior: anota-se a média da condição climática dos 05 dias anteriores, conforme os mesmos códigos apresentados no verso do Formulário.
A data e hora da coleta e nome do responsável também são preenchidas neste Formulário.