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Entre as conseqüências sociais destacamos: 1. Ausência de dialética professor-conteúdo. 2. Dependência de uma fonte externa para o estabelecimento de métodos, objetivos e reforços. 3. Manipulação ideológica e tecnológica. 4. Falta de consciência crítica e de cooperação. 5. Dependência de fontes estrangeiras de programas, equipamentos e métodos (o que não é ideal para países terceiro-mundistas, empenhados como estão em lograr sua independência mental associada `a independência tecnológica, política e sócio econômica.)

Em relação ao vídeo THE WALL (Anotherbrick te waal – “nada mais que um tijolo no muro”), clássico da música contemporânea, grande sucesso do PINK FLOYD, trata-se de uma crítica contundente a uma abordagem mista das pedagogias tanto de condicionamento como também de transmissão, pois deixa antever de permeio o aspecto autoritário dos mestres, questionando a criatividade do aluno que faz poesias, e com a repetição sistemática de fórmulas trigonométricas, além da ridicularização de suas próprias vidas (“na cidade sabia-se que quando os professores voltavam para casa a noite, suas esposas gordas e psicopatas infernizavam suas vidas”). Até que cansados de viver em uma linha de montagem em série a caminho do patíbulo, do cadafalso, até caírem no abismo, vem o grito final de revolta e liberdade: “Não precisamos de educação, nem que controlem nossos pensamentos, nem de sarcasmos na sala de aula.

Professor deixe as crianças em paz. Não mais que um outro tijolo no muro.” (Roger Walthers, 1979)

Ao final do vídeo vem a representação de forma anárquica simbólica, da destruição da escola que é incendiada, com os professores exterminados, o que simboliza o início de uma nova era, que sem dúvida nenhuma ao meu ver, são os prolegômenos de uma pedagogia nova, moderna, participativa, que se descortinava no horizonte, chamada PEDAGOGIA DA PROBLEMATIZAÇÃO.

todo um processo que lhe atende em seus medos, angústias, inseguranças, e que vem lhe proporcionar a possibilidade de ser ouvida, atendida e se sentir segura, talvez seja o fato mais importante no seguimento pré-natal. A parte clínica de acompanhamento com exames, vacinas, medicações etc. é uma consequência natural que vem apenas reforçar mais ainda a segurança emocional que ela tem em estar sendo cuidada no seu dia a dia.

Como ressaltou R.N: “A gestação não é um processo de adoecimento, pelo contrário, é a mais perfeita demonstração de saúde de uma mulher”. Queria lembrar aqui uma das questões das quais sou mais inquirido nos acompanhamentos, que é a questão da SEXUALIDADE neste período, que também deve ter uma orientação bem adequada, pois por estar grávida "a mulher não morreu". As oscilações na libido podem ter nuances variadas, e os questionamentos e medos das gestantes , têm de ser bem conduzidos, não só no período gravídico, como principalmente no pós parto quando há um "esfriamento" fisiológico, pois com o aumento da Prolactina, para a consecução da lactação, a libido despenca ao mínimo.

Estas abordagens de nossa parte na condução de todo este processo, podem salvar lares e casamentos,

3.7.2 Fórum 02 - aula 04

Aquela condição "histórica" de que "Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher" precisa de fato ser revista e revisada. As colocações da M. são sucintas e definem bem a situação. Talvez o maior problema seja mesmo da não garantia da integridade física pessoal de nós profissionais no caso de orientarmos a mulher a procurar suas defesas legais. Eu mesmo já passei por ameaças pessoais, mas que graças a Deus não deram em nada, mas se o cabra lá fosse um pouco menos frouxo, podia ter complicado para o meu lado. De qualquer modo é um risco grande.

M fala: “Além de não termos segurança quanto à nossa integridade física como profissionais a incentivar a punição de agressores, como M. e P. falaram, muitas das próprias mulheres agredidas ainda não se sentem seguras, seja física ou emocionalmente, para fazer essas denúncias e a maioria ainda nem interpreta como agressão o que têm que viver em casa, quando o companheiro não bate nelas.

As mulheres ainda vão precisar ser orientadas a educar seus filhos e filhas de forma diferente. A não dizer para a filha que "ruim com ele, pior sem ele"; que todo homem é assim mesmo; como vai criar os filhos em caso de separação?. E também a não reproduzir para os

filhos do sexo masculino o modelo em que o homem tem todos os direitos.” Grande parte das mulheres que decidem ir a Delegacia e prestam queixa, passada a raiva retiram a queixa ou mesmo antes, quando o delegado diz que vai mandar prender o agressor.

Concordo que o trabalho precisará incentivar a disseminação do conhecimento dos direitos da mulher, as alternativas que ela tem para sair dessas situações conflituosas e como se posicionar frente ao parceiro e filhos.

O assunto do FORUM é: "POSSIBILIDADE DE IMPLANTAR ATIVIDADES DE SAÚDE JUNTAMENTE COM OUTRAS INSTITUIÇÕES SOCIAIS DE SEU MUNICÍPIO, NO SENTIDO DE PROMOVER E PROTEGER A SAÚDE DAS MULHERES QUE SE ENCONTRAM EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA". Pergunto aos colegas como direcionar este assunto do ponto de vista prático, real, quais seriam as outras instituições sociais (polícia, justiça?). Do ponto de vista prático o que está sendo feito nas cidades de vocês?

M. J responde: “é triste mas é verdade, os dados estatísticos são alarmantes, é incrível que mesmo com a lei Maria da Penha muitas mulheres permanecem escondidas debaixo do medo de que o marido a mate ou mate seus filhos, ainda falta segurança para que essas mulheres sintam-se seguras para denunciar os casos de agressões diárias sofridos por elas.”

Estatísticas: 01. De cada 100 mulheres assassinadas, 70 são dentro de casa. 02. A cada 15 segundos uma mulher apanha. 5.760 mulheres são espancadas por dia. 03. Cada 5 faltas ao trabalho, 1 é motivada por violência. 04. 69% das mulheres foram agredidas, apenas 10%

denunciaram. De alguma maneira estes dados têm de mudar.

R.C.D responde: “estou abismada. Ainda não tinha visto esses dados e estou pasma com essas informações! E o pior de tudo é saber que apenas 10% das mulheres agredidas denunciam a violência. É muito triste, mas é como foi citado anteriormente, a mudança não deve ser apenas por parte da vítima, mas de toda a sociedade. A "denúncia" é também uma questão cultural, muitas vezes alguns familiares, por diversos motivos, não incentivam a vítima a denunciar uma agressão, e esta acaba se tornando um fato constante na vida das mulheres que sofrem este tipo de violência. Para mudar estas estatísticas é necessário uma grande mudança por parte de toda a sociedade, e não apenas da vítima. Todos deveriam se sentir um pouco responsáveis e fazer a sua parte nestas situações, no entanto, sempre usamos a desculpa de que não é um problema nosso, e que por isso não devemos nos manifestar.

Precisamos mudar esse nosso pensamento, e entender que estas mulheres não têm "forças"

para tomar determinadas decisões, portanto, devemos ajudá-las de alguma forma, e não fechar

os olhos para este tipo de violência que acontece com grande frequência em nossa sociedade (mais até do que o que eu imaginava).

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