PLANO DE AULA NA PERSPECTIVA HISTÓRICO-CRÍTICA (GASPARIN, 2002)
1. Prática social inicial Conteúdos: O lugar E o mundo;
O sistema capitalista e o colonialismo;
O Brasil e sua inserção no mundo globalizado; Território e cultura;
Globalização e suas dimensões: cultural, econômica, política e informacional; Tecnologia e globalização;
Conceituação sobre o tema;
Objetivo geral: Tratar o conceito de globalização através de sua construção histórica dentro da ciência geográfica; identificar de forma crítica como este processo se apresenta no nosso cotidiano.
Objetivos específicos: Compreender o fenômeno da globalização como um processo; suas implicações na dinâmica territorial, social e cultural; analisar de forma espacial e temporal o processo de globalização.
Vivência do conteúdo:
“A globalização é uma coisa boa porque possibilita o acesso a mercadorias” “A globalização começou após a segunda guerra mundial”
“há geração de empregos com a globalização “
2. Problematização
Dimensões do conteúdo a serem abordadas:
Conceitual/ Científica – O que caracteriza o mundo globalizado? O que diferencia o século XXI regido pela globalização de outras épocas?
Social – De que forma a globalização do mundo afeta as diferentes classes sociais; de que forma a globalização se materializa no espaço urbano?
Histórica – sempre existiu a globalização? Em que momento se iniciou?
Econômica – Em qual estágio do sistema capitalista de deu a globalização? Qual foi a intenção? Legal – quais organizações regulariza as trocas econômicas? Qual papel do território na globalização?
Afetiva – qual o papel do lugar numa nova perspectiva de uma outra forma de globalização? De poder – Qual classe social é responsável por iniciar o processo de globalização?
Algo mudou no Sec. XXI?
Política – É possível um governo mundial?
3. Instrumentalização (passo a passo da aula)
Ações docentes: Exposição oral do professor acerca do tema; leitura de textos sobre a globalização; análise de mapas de fixos e fluxos; Documentários sobre o tema; analise das demandas de grupos sociais antiglobalização.
Ações discentes: Entendimento acerca do tema proposto; entendimento do conceito histórico- geográfico sobre a globalização; compreensão da dinâmica da globalização no seu cotidiano; relacionar os conceitos geográficos de lugar e espaço.
Recursos didáticos: Textos impressos acerca do tema; recorte de matéria de jornal; documentário “o mundo global visto do lado de cá,2001”; Lousa.
4. Catarse
Expressão da síntese dos alunos (o que eles podem responder a partir das questões problematizadoras – coloque aqui todas as respostas das questões problematizadoras)
A globalização é um termo que foi elaborado na década de 1980 para descrever o processo de intensificação da integração econômica e política internacional, marcado pelo avanço nos sistemas de transporte e de comunicação. Por se caracterizar como um fenômeno de caráter mundial, muitos autores preferem utilizar o termo mundialização. É preciso lembrar, porém, que, apesar de ser um conceito recentemente elaborado, a sua ocorrência é antiga. A maioria dos cientistas sociais marca o seu início no final do século XV e início do século XVI, quando os europeus iniciaram o processo de expansão colonial marítima. Com isso, é possível perceber que a globalização não é um fato repentino e consolidado, mas um processo de integração gradativa que está constantemente se expandindo.
Muitos autores utilizam o termo “aldeia global” para se referir à globalização, pois ela não se limita aos planos políticos e econômicos, ocorrendo também no âmbito da cultura. Observa-se uma grande troca de costumes, hábitos e mercadorias culturais.
Os animes japoneses e os filmes de Hollywood, por exemplo, são assistidos em todo o mundo. A globalização é um processo de integração social, econômica e cultural entre as diferentes regiões do planeta.
Assim, muito se fala em uma padronização cultural. No entanto, há quem conteste essa tese, dizendo que os regionalismos também se ampliam, promovendo o aumento da heterogeneidade cultural. Outros chegam a afirmar que o que ocorre, na verdade, é uma hegemonização cultural, em que os costumes dominantes se impõem sobre os demais.
Para se ter uma ideia dos avanços tecnológicos e do aumento da velocidade nas trocas de informações, podemos comparar as notícias das mortes de duas personalidades mundialmente conhecidas. Em 1865, quando Abraham Lincoln faleceu, a notícia chegou à Europa treze dias depois. Em 2009, a morte de Michael Jackson estava sendo divulgada em tempo real para todo o mundo.
O geógrafo e economista David Harvey, em sua obra “A condição pós-moderna”, utiliza-se de um conceito específico para se referir ao aumento da velocidade nas trocas comerciais e de informações: a compressão espaço-tempo. Isso porque, com os avanços nos meios de transporte, as grandes distâncias deixaram – ou estão deixando – de ser um obstáculo. Ao mesmo tempo, os avanços nos meios de comunicação também “encurtaram” o tempo, como no exemplo citado acima. O que se levava vários dias ou semanas para ser noticiado, hoje é conhecido pelo mundo todo em pouquíssimos segundos.
O processo de globalização, em seus moldes atuais, vem sendo duramente criticado por alguns intelectuais e grupos sociais organizados. A principal afirmação é de que esse processo ocorre de uma forma que beneficia apenas as elites econômicas e os países dominantes, em detrimento das populações pobres e regiões de todo mundo.
O ponto central das críticas é que os avanços tecnológicos e das comunicações sempre alcançam primeiramente aqueles que possuem um poder aquisitivo superior. Outro fator é que, com as expansões das inúmeras multinacionais em todo o mundo, amplia-se a concentração de renda, de modo que o número de pessoas contempladas pelos benefícios da mundialização diminui constantemente. Um exemplo a ser citado é o fato de as três pessoas mais ricas do mundo somarem mais riquezas do que os 48 países mais pobres do mundo juntos.
Além disso, segundo os críticos da globalização, o processo de integração mundial foi construído tendo como base o modelo europeu de cultura e civilização. Assim, toda forma de conhecimento e comportamento teria sido estabelecida com base nos padrões eurocêntricos de moralidade, suprimindo povos e culturas tradicionais de outros países, considerados “inferiores” pela ideologia dominante.
O geógrafo Milton Santos, em sua renomada obra Por uma outra Globalização, divide esse fenômeno em três abordagens: a) a globalização como fábula, ou seja, da forma como nos é contada; b) a globalização como perversidade, da forma como ela realmente é; c) a globalização como possibilidade, quando propõe a ideia de uma outra globalização, mais justa e igualitária. Atualmente, os principais movimentos organizados para lutar contra a globalização ou contra as suas consequências são o Fórum Social Mundial e o Ocuppy Wall Street.
5. Prática social final
A Inserção do lugar no mundo se apresenta de forma complexa e entender como está conexão se dá é de extrema importância para os indivíduos exercerem sua cidadania de forma devidamente crítica. Se espera que o aluno entenda como o global está interligado com o local e como isto afeta a diva da comunidade positivamente ou negativamente. A partir das discussões teóricas o aluno poderá extrair da teoria as práticas fundamentas para mudar a sua realidade, e identificar os grupos que mais se beneficiam da globalização.
PENA, Rodolfo F. Alves. "O que é Globalização?"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-globalizacao.htm. Acesso em 19 de maio de 2020.
SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal - 6° ed - Rio de Janeiro, 2001.
Brasil de Fato. O legado de Milton Santos: um novo mundo possível surgirá das periferias. 29/07/2019. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2019/05/03/olegado-de-milton- santos-um-novo-mundo-possivel-surgira-das-periferias
Acesso em: 02/07/2020.
Youtube. O mundo global visto do lado de cá. 2001. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=-UUB5DW_mnM
PLANO DE AULA NA PERSPECTIVA HISTÓRICO-CRÍTICA (GASPARIN, 2002)
Dados de identificação
Escola: Escola Estadual João Gobbo Sobrinho. Professora: Amanda de Fátima Proença. Disciplina: Geografia
Tema: Formação do Território Brasileiro. Série: 2ª Série do Ensino Médio. Duração: 05 aulas
1.Prática social inicial Conteúdos:
Brasil: Ocupação e a expansão territorial;
Extensão territorial brasileira: vantagens e desvantagens; Brasil: Limites e fronteiras;
Brasil e sua localização geográfica no mundo;
Objetivo geral:
Identificar as transformações que ocorreram durante todo o processo de formação e ocupação do território brasileiro;
Refletir sobre as vantagens e desvantagens da grande extensão territorial de nosso país; Identificar os países que fazem limite com o Brasil;
Compreender os conceitos de limite e fronteira; Entender a posição geográfica do Brasil no mundo.
Objetivos específicos:
A partir dos conhecimentos e mecanismos propostos sobre o tema, seria legal desafiar os alunos para refletirem um pouco mais.
Compreender os conceitos de limite e fronteira, levando os alunos a entender a comercialização entre as fronteiras.
Estimulando os alunos a identificar os países que fazem limite com o Brasil, para que entendam as relações territoriais com bases nas fronteiras, e entender as relações comerciais feitas nas fronteiras
Vivência do conteúdo:
a) O que os alunos já sabem: Os alunos já tinham uma base sobre o tema, sabiam quem descobriu o Brasil, quais foram os primeiros habitantes do território brasileiro e como era a vegetação deste território, pois eles aprendem brevemente nos anos iniciais.
b) O que os alunos gostariam de saber mais: Como era a cultura naquela época? Como era a economia? Como surgiu a ocupação do território brasileiro?
2. Problematização:
Dimensões do conteúdo a serem abordadas.
Conceitual: O que é território para você? Quais foram os processos de formação do território brasileiro?
Histórico: Como foi o processo de urbanização no território brasileiro?
Econômica: Nos dias atuais, por que a região sudeste possui um grande desenvolvimento econômico, quais são as principais atividades econômicas desta região? Quais eram os principais cultivos na época colonial?
Social: Como eram as relações entre portugueses e indígenas na fase inicial da colonização? Cultural: Qual a diferença dos aspectos culturais de cada região brasileira?
3.Instrumentalização (passo a passo da aula) Ações docentes e discentes:
Exposição oral do conteúdo; Leituras de textos;
Slides ilustrativos; Vídeos educacionais; Pintura de mapas temáticos; Trabalhos em grupos.
Atividade na sala de informática; Atividade com Reportagem; Atividade com Documentário; Atividade com Música; Uma pequena prova.
Tudo isso para fazer com que os alunos sintam interesse na aula e ao mesmo tempo aprendam muito mais, pois é preciso ter a prática, não apenas a teoria.
Recursos didáticos: Projetor multimídia;
Texto e atividades impressas; Computadores e celulares; Recorte de matéria de jornal; Livros didáticos.
3.Catarse:
Expressão da síntese dos alunos:
Espera-se que os alunos se envolvam em um processo de aprendizagem, onde compreendam que:
4.1 Conceitual:
A ocupação e formação territorial brasileira foram fundamentalmente pautadas pelos tratados territoriais e ciclos econômicos, entender as relações políticas, econômicas e sociais da formação territorial, partindo da colonização do território pela coroa portuguesa.
A ocupação do território pelos colonos portugueses se estabeleceu com a exploração agrícola das terras (extração do pau-brasil) e com os núcleos de ocupação e reconhecimento da faixa litorânea (divisão do território em quinze capitanias hereditárias), utilizando a mão de obra indígena para seu projeto colonial, indígenas que formavam uma população de cinco milhões de habitantes e que se tornaram atores essenciais no processo de formação brasileira. Chegou-se à conclusão de que a formação territorial do Brasil foi baseada nos ciclos econômicos, utilizando as leis territoriais para ocupação de mais terras, acentuando-se ainda mais após o declínio do ciclo do açúcar e posterior interiorização do país com o ciclo da mineração.
No século XVI: a ocupação limitava-se ao litoral, a principal atividade econômica desse período foi o cultivo de cana para produzir o açúcar, produto muito apreciado na Europa, a produção era destinada à exportação. As propriedades rurais eram grandes extensões de terra, cultivadas com força de trabalho escrava. O crescimento da exportação levou aos primeiros centros urbanos no litoral, as cidades portuárias.
Século XVII e XVIII: foram marcados pela produção pastoril que adentrou a oeste do país e também pela descoberta de jazidas de ouro e diamante nos estados de Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso. Esse período foi chamado de aurífero e fez surgir várias cidades.
Século XIX: a atividade que contribuiu para o processo de urbanização foi à produção de café, principalmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Essa atividade também contribuiu para o surgimento de várias cidades.
https://brasilescola.uol.com.br/brasil/formacao-organizacao-territorio-brasileiro.htm 4.2 Histórico:
- O processo de urbanização no Brasil teve início no século XX, a partir do processo de industrialização, que funcionou como um dos principais fatores para o deslocamento da população da área rural em direção a área urbana. Esse deslocamento, também chamado de êxodo rural, provocou a mudança de um modelo agrário-exportador para um modelo urbano-industrial. Atualmente, mais de 80% da população brasileira vive em áreas urbanas, o que equivale aos níveis de urbanização dos países desenvolvidos.
Até 1950 o Brasil era um país de população, predominantemente, rural. As principais atividades econômicas estavam associadas à exportação de produtos agrícolas, dentre eles o café. A partir do início do processo industrial, em 1930, começou a se criar no país condições específicas para o aumento do êxodo rural. Além da industrialização, também esteve associado a esse deslocamento campo-cidade, dois outros fatores, como a concentração fundiária e a mecanização do campo. Na década de 1970 o número de habitantes morando nas cidades foi, pela primeira vez, maior do que a população que vivia na zona rural. Esse crescimento do meio urbano proporcionalmente maior do que o do meio rural recebe o nome de Urbanização e no Brasil se iniciou no século XIX, intensificando-se a partir de 1920, motivados, principalmente, pela: implantação de indústrias nas cidades brasileiras, que atraiu muitas pessoas da zona rural para a urbana em busca de trabalho e melhores condições de vida, provocando assim o êxodo rural brasileiro, implantação de máquinas nas atividades do meio agrário, que substituíram a mão de obra assalariada, que sem trabalho
migrou para as grandes cidades, concentração de terras nas mãos de poucos proprietários, que tinham como comprar as máquinas e produtos agrícolas, migração dos pequenos proprietários de terras para as cidades em busca de trabalho assalariado nas indústrias, crescimento vegetativo da população brasileira, que cresceu muito nesse período.
-http://educacao.globo.com/geografia/assunto/urbanizacao/urbanizacao- brasileira.html#:~:text=O%20processo%20de%20urbaniza%C3%A7%C3%A3o%20no,em%20d ire%C3%A7%C3%A3o%20a%20%C3%A1rea%20urbana.&text=At%C3%A9%201950%20o% 20Brasil%20era,de%20popula%C3%A7%C3%A3o%2C%20predominantemente%2C%20rural. -https://brasilescola.uol.com.br/brasil/urbanizacao-no-brasil.htm 4.3 Econômica:
-Aspectos históricos e geográficos favoreceram o posicionamento da Região Sudeste na economia nacional. O Estado de São Paulo começou ser povoado já no início do processo colonial. A Região Sudeste é responsável pela produção de 50% da cana-de-açúcar do Brasil. Também lidera as produções de amendoim, algodão, arroz, café, feijão, laranja, mandioca e soja. No Estado de São Paulo está o principal parque industrial brasileiro. Estão presentes no estado montadoras de automóveis, veículos de carga, máquinas agrícolas e aviões. A transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro foi fundamental para o processo de desenvolvimento da cidade e da região. O Sudeste é a Região mais rica do País, concentrando 55,4% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional. As principais atividades econômicas desenvolvidas na Região Sudeste são: Extrativismo mineral, Indústria de transformação, Serviços industriais e de utilidade pública, Construção civil, Serviços, Agropecuária.
-A primeira atividade econômica que foi explorada no Brasil foi a extração de pau-brasil. A exploração de pau-brasil era feita pelos índios e intensificou-se com a chegada dos portugueses. A árvore foi tão explorada que quase chegou a ser extinta. O problema é que a extração do pau-brasil não promovia a colonização para o território. Os navios chegavam, a madeira era cortada e logo os portugueses iam embora. Depois vieram atividades que ajudaram a colonizar e explorar melhor o território da colônia. Tendo em vista que a exploração até 1530 limitou-se exclusivamente ao litoral. Atividades estas como a cana de açúcar, mineração de ouro.
-https://www.todamateria.com.br/economia-da-regiao-
sudeste/#:~:text=As%20principais%20atividades%20econ%C3%B4micas%20desenvolvidas,ind ustriais%20e%20de%20utilidade%20p%C3%BAblica
-https://brasilescola.uol.com.br/brasil/historia-economica-regiao-sudeste.htm
-https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/matematica/economia-da-regiao-sudeste -https://mundoeducacao.uol.com.br/historiadobrasil/atividades-complementares-economia- colonial.htm
4.4 Social:
No inicio, quando os portugueses chegaram ao território houve uma boa relação como os nativos. Eles fizeram vários empreendimentos juntos, como o sistema de trocas na exploração do pau- brasil, por exemplo. Posteriormente os portugueses começaram a querer escravizar os nativos, os obrigando a trabalhar nas lavouras. Os portugueses começaram a usar a mão de obra africana porque os indígenas se recusaram a ser escravizados. Os indígenas também ganharam a proteção dos jesuítas, que queriam catequizá-los.
-https://brainly.com.br/tarefa/863360 4.5 Cultural:
Região A diversidade cultural refere-se aos diferentes costumes de uma sociedade, entre os quais podemos citar: vestimenta, culinária, manifestações religiosas, tradições, entre outros aspectos. O Brasil, por conter um extenso território, apresenta diferenças climáticas, econômicas, sociais e culturais entre as suas regiões.
Nordeste:
Entre as manifestações culturais da região estão danças e festas como o bumba meu boi, maracatu, caboclinhos, carnaval, ciranda, coco, terno de zabumba, marujada, reisado, frevo, cavalhada e capoeira. Algumas manifestações religiosas são a festa de Iemanjá e a lavagem das escadarias do Bonfim. A literatura de Cordel é outro elemento forte da cultura nordestina. O artesanato é representado pelos trabalhos de rendas. Os pratos típicos são: carne de sol, peixes, frutos do mar, buchada de bode, sarapatel, acarajé, vatapá, cururu, feijão-verde, canjica, arroz-doce, bolo de fubá cozido, bolo de massa de mandioca, broa de milho verde, pamonha, cocada, tapioca, pé de moleque, entre tantos outros.
Norte:
A quantidade de eventos culturais do Norte é imensa. As duas maiores festas populares do Norte são o Círio de Nazaré, em Belém (PA); e o Festival de Parintins, a mais conhecida festa do boi- bumbá do país, que ocorre em junho, no Amazonas. Outros elementos culturais da região Norte são: o carimbó, o congo ou congada, a folia de reis e a festa do divino.
A influência indígena é fortíssima na culinária do Norte, baseada na mandioca e em peixes. Outros alimentos típicos do povo nortista são: carne de sol, tucupi (caldo da mandioca cozida), tacacá (espécie de sopa quente feita com tucupi), jambu (um tipo de erva), camarão seco e pimenta-de- cheiro.
Centro-Oeste:
A cultura do Centro-Oeste brasileiro é bem diversificada, recebendo contribuições principalmente dos indígenas, paulistas, mineiros, gaúchos, bolivianos e paraguaios. São manifestações culturais típicas da região: a cavalhada e o fogaréu, no estado de Goiás; e o cururu, em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A culinária regional é composta por arroz com pequi, sopa paraguaia, arroz carreteiro, arroz boliviano, maria-isabel, empadão goiano, pamonha, angu, cural, os peixes do Pantanal - como o pintado, pacu, dourado, entre outros.
Sudeste:
Os principais elementos da cultura regional são: festa do divino, festejos da páscoa e dos santos padroeiros, congada, cavalhadas, bumba meu boi, carnaval, peão de boiadeiro, dança de velhos, batuque, samba de lenço, festa de Iemanjá, folia de reis, caiapó. A culinária do Sudeste é bem diversificada e apresenta forte influência do índio, do escravo e dos diversos imigrantes europeus e asiáticos. Entre os pratos típicos se destacam a moqueca capixaba, pão de queijo, feijão-tropeiro, carne de porco, feijoada, aipim frito, bolinho de bacalhau, picadinho, virado à paulista, cuscuz paulista, farofa, pizza, etc.
Sul:
O Sul apresenta aspectos culturais dos imigrantes portugueses, espanhóis e, principalmente, alemães e italianos. As festas típicas são: a Festa da Uva (italiana) e a Oktoberfest (alemã). Também integram a cultura sulista: o fandango de influência portuguesa, a tirana e o anuo de origem espanhola, a festa de Nossa Senhora dos Navegantes, a congada, o boi-de-mamão, a dança de fitas, boi na vara. Na culinária estão presentes: churrasco, chimarrão, camarão, pirão de peixe, marreco assado, barreado (cozido de carne em uma panela de barro), vinho.
-https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/diversidade-cultural-no-