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CAPÍTULO 4 GESTÃO AMBIENTAL

4.4 Práticas e procedimentos de gestão ambiental

A ação do homem sobre o meio ambiente provocou uma situação de completa alteração das características naturais, cujo resultado, quando somado às problemáticas políticas sociais e econômicas, tem efeito negativo para a saúde pública afetando de maneira considerável a qualidade de vida.

Neste cenário as nações industrializadas têm respondido à degradação ambiental em quatro passos sucessivos: ignorar, diluir, controlar e prevenir. Nessa seqüência, cada passo pode ser como uma “solução” para os problemas que não poderiam ser resolvidos com a estratégia do estágio anterior.

O Brasil tem uma posição de destaque entre os países que, por meio de instituições, entidades, grupos ecológicos e centros acadêmicos de pesquisas, tem investido no desenvolvimento de técnicas e alternativas viáveis de minimização de impacto ambiental.

Exemplo dessa interação é a Rede PRODEMA – Programa de pós-graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente, rede composta por oito universidades do nordeste, entre as quais se destaca a Universidade Federal de Sergipe, com dezenas de dissertações produzidas.

4.4.1. Programa SEBRAE de Gestão Ambiental

As pequenas e médias empresas que pretendem adequar-se às novas exigências do mercado podem contar, ainda, com o programa SEBRAE de Gestão Ambiental, que visa facilitar o processo de adaptação, antecipando-se às dificuldades e, principalmente, vislumbrando um grande futuro, com a geração de novas oportunidades de negócios, respeitando a variável ambiental.

Assim, o SEBRAE Nacional firmou convênio com o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável – CEBDS, com objetivo de dar apoio técnico e financeiro ao projeto “Estabelecimento de uma Rede de Produção Mais Limpa no Brasil”, que busca introduzir o conceito de “Produção Mais Limpa” no sistema de gerenciamento da empresa para que este seja assimilado, possibilitando e garantindo sua continuidade e independência no âmbito da empresa.

Entidade civil sem fins lucrativos, O SEBRAE funciona como Serviço Social Autônomo. Foi criado pela Lei nº 8.029 de 12.04.1990, depois alterada pela Lei nº 8.154, de 29.12.1990, e regulamentada pelo Decreto nº 99.570, de 09.10.1991.

A política de Ação Estratégica do SEBRAE desenvolve Programas, como:

 Modernização da gestão empresarial das Micro e Pequena Empresas;  Fomento à capacitação tecnológica das MPES;

 Incremento da competitividade empresarial as MPES;

 Geração e disseminação de informações sobre a realidade das MPES;

 Desregulamentação e tratamento jurídico diferenciado para as MPES;

 Articulação do Sistema SEBRAE com as entidades de apoio as MPES;

 Atualização técnica do Sistema SEBRAE.

4.4.1.1 Cinco menos que são mais

Castro et. al. (1998) definiram em sua Ação Ambiental os cinco menos que são mais, (Quadro 4.3) porque a maior parte das atividades humanas e principalmente as atividades empresariais estão diretamente envolvidas com a questão do uso de recursos

naturais, na forma de matérias-primas, geração de produtos e subprodutos e cabe ao empresário atuar de modo a economizar estes insumos e aumentar a lucratividade dos negócios.

Donaire (1999), tem demonstrado que é possível ganhar dinheiro e proteger o meio ambiente mesmo não sendo uma organização que atua no chamado “mercado verde”, ou restritas às empresas inovadoras, aquelas com maior disponibilidade de investimentos ou então de maior porte. As micro e pequenas empresas também podem desenvolver ações com objetivo de melhorar seu desempenho ambiental. Segundo Castro et. al. (1998) estas empresas também podem implantar programas de melhoria ambiental e um Sistema de Gestão Ambiental e buscar certificação ambiental. O SEBRAE apresenta como auxílio às micro e pequenas empresas seu programa de ação ambiental que corresponde aos cinco menos e cinco mais (Quadro 4.3).

MENOS ÁGUA MENOS ENERGIA MENOS MATÉRIA-PRIMA MENOS LIXO (SOBRAS, RESÍDUOS)

MENOS POLUIÇÃO

MAIS LUCRO MAIS COMPETITIVIDADE MAIS SATISFAÇÃO DO CONSUMIDOR

MAIS PRODUTIVIDADE MAIS QUALIDADE AMBIENTAL

Quadro 4.3: Os cinco menos e os cinco mais Fonte: Castro et. al. (1998)

Assim, segundo Castro et. al. (1998) o uso desses recursos deve ser feito sempre com parcimônia, ao mesmo tempo que se procura um recurso alternativo para substituí-lo. O não atendimento a esse requisito implica na exaustão de recurso ou a inviabilidade do seu uso pela relação custo-benefício que passa a representar. A questão central que afeta os negócios é que os preços se elevam na medida em que a escassez dos produtos aumenta. Entre essas oportunidades pode-se citar a reciclagem de materiais que tem trazido uma grande economia de recursos para as empresas, o reaproveitamento dos resíduos internamente ou sua venda para outras empresas através de Bolsa de Resíduos ou negociações bilaterais.

4.4.2 Boas Práticas Ambientais

As leis físicas conforme Braga et al. (2002), são fundamentais para o entendimento dos problemas ambientais. A lei de conservação da massa explica um dos grandes problemas com que é defrontado atualmente: a poluição ambiental, da água, solo e ar. Considerando a impossibilidade de consumir a matéria até sua aniquilação implica a geração de resíduos em toda as atividades dos seres vivos, resíduos esses indesejáveis a quem os eliminou, mas que podem ser incorporados ao meio. Esse processo denomina-se reciclagem e ocorre na natureza por meio de ciclos biogeoquímicos, nos quais interagem mecanismos biogeoquímicos que tornam os resíduos aproveitáveis em outra forma.

Porém, conforme a lei de conservação da massa nunca estarão livres de algum tipo de resíduo, ou seja, não existe a reciclagem completa de energia. O que significa que a energia dispersada em qualquer transformação será perdida para sempre.

Desse modo, o entendimento dessas leis leva-nos a buscar um novo posicionamento ante as necessidades de desenvolvimento das sociedades, e as indústrias como parte desse processo vêm se destacando pela sua iniciativa de buscar alternativas sustentáveis através de boas práticas ambientais.

5 METODOLOGIA

CAPÍTULO 5