Com base em sua proposta humanista e salesiana o UNISAL adota em seus projetos pedagógicos e desenvolve em seus cursos discussões, pesquisas e práticas inclusivas e de acessibilidade.
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Historicamente as discussões quanto a proposta de inclusão permeiam o debate sobre práticas pedagógicas há décadas, mas foi a partir de 1994, que as questões proclamadas ganharam maior destaque a partir da Declaração Mundial de Salamanca, documento publicado pela UNESCO.
Outros estudos e olhares ganharam mais espaço com os debates dobre práticas inclusivas na América Latina com documentos como a Declaração de Guatemala (1999) e a Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra Pessoas com Deficiência (2001). Tais documentos impulsionaram ainda mais as discussões sobre a inclusão escolar.
Já no plano nacional, pode-se notar no cenário da educação brasileira legislados no artigo 208 da Constituição Federal (BRASIL, 1988) o dever de acesso e atendimento especializado as pessoas com deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino. Além disso, outros documentos como o Estatuto da Criança e do Adolescente (1990), a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (1996), o Plano Nacional de Educação (2001) e, mais recentemente, as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica (2001), assim como a Resolução Nacional de Educação Especial na perspectiva da Inclusão (2008), são exemplos legais e políticos que amparam a temática da inclusão escolar, e que buscam acima de tudo, reestruturar as bases organizacionais e pedagógicas das instituições de ensino para que venham possibilitar a inclusão e permanência de seus alunos.
Cabe observar que a Educação Inclusiva não se restringe apenas aos alunos com deficiências, embora estes mereçam atenção especial, mas deve ser entendida como um processo em que todos os envolvidos sejam estimulados a participar efetivamente, independente das condições de início, ou de demandas específicas, da relação de ensino-aprendizagem.
O Decreto n. 6.571, promulgado em 17 de setembro de 2008 objetiva avançar nas discussões da inclusão escolar ao regulamentar a possibilidade de atendimentos educacionais especializados aos alunos em processo de inclusão decorrentes de deficiências, transtornos globais do desenvolvimento, e altas habilidades ou superdotação. Dentre os objetivos traçados pela regulamentação nacional estão: prover
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condições de acesso, permanência e participação, com a garantia de transversalidade das ações da educação especial no ensino regular, por meio do desenvolvimento de recursos didáticos e pedagógicos que auxiliem na eliminação das barreiras acadêmicas para esses alunos nos diferentes níveis acadêmicos.
A compreensão da Educação Especial nessa nova esfera, ainda de acordo com a legislação, vem possibilitar a oferta do atendimento especializado aos alunos, com o oferecimento de recursos e procedimentos apropriados, facilitando a acessibilidade e a eliminação de barreiras e, assim, efetivando a promoção da formação integral dos alunos. Como instituição de ensino fundamentada em valores humanísticos e salesianos, as práticas de ensino inclusivas no UNISAL, estão embasadas em ações solidárias e igualitárias, que se contrapõem às práticas ainda focadas em conceitos e ações excludentes, com modelos educacionais competitivos e predatórios. Pensar na qualificação das práticas de ensino inclusiva é rever novas formas de organização pedagógica que sejam consonantes ao respeito às diferenças dos alunos, uma nova compreensão das práticas dialógicas desenvolvidas em sala de aula, que recuperem os agentes humanos envolvidos na relação.
Pensar nesta relação é contrapor-se a caracterização tecnicista limitada à instrução e transmissão do conhecimento que se configura como um fator determinante na dicotomia do processo de ensino aprendizagem e desenvolvimento de nossos alunos.
As diversas diretrizes e legislações para a Educação contemplam a discussão das ações para a inclusão escolar de alunos marginalizados do processo escolar apontam que para a efetivação do direito de acesso e permanência de todos os alunos indistintamente nas instituições de ensino.
Constata-se assim, que discutir a formação e qualificação profissional dos discentes do curso de Psicologia em relação às práticas pedagógicas para a inclusão escolar exige, inicialmente, a compreensão de um novo paradigma educacional e jurídico. Essa mudança de paradigma deve estar embasada na busca de estratégias que firmem um maior compromisso com a diversidade humana.
É essa dimensão da prática pedagógica inclusiva que deve ser analisada como fator determinante para o sucesso da inclusão escolar.
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Para se efetivar o direito da inclusão escolar, da acessibilidade e validade da democracia na educação deve-se oferecer qualidade de ensino a todos os seus alunos, indistintamente. O que exige, constantemente, reformulações e novos posicionamentos, motiva a modernização do ensino, e essencialmente, o aperfeiçoamento das práticas pedagógicas inclusivas e nos cursos de formação de professores promoverem esta constante discussão, atualização para que o reflitam e lutem pela reestruturação das condições educacionais das escolas brasileiras.
A recepção pelo Brasil, com status de norma constitucional, da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, reafirma o direito de todas as pessoas de acesso à educação com base na igualdade de oportunidades.
2.15.1 – Disciplina optativa de Libras (Decreto Nº 5.626/2005)
As disciplinas cursadas como optativas compõem a parte flexível da formação do discente e terão suas cargas horárias computadas quando realizadas pelos estudantes. Entre elas se inclui a Libras com a seguinte Ementa e Bibliografia:
Libras Ementa
Proporcionar a aprendizagem da educação especial na área da surdez, cultura e identidade surda através da libras e situações contextualizadas, dado a sua própria relevância para a formação de profissionais das áreas que este atende e sua contribuição no compromisso de inserção de profissionais em um contexto de inclusão social e abertura de novos processos de linguagem incorporados pelas recentes leis inclusivas.Oferecendo subsídios teóricos e práticos que viabilizam a instrumentalização e capacitação em conhecer um pouco mais sobre o mundo dos surdos e ter como base a realização da comunicação do indivíduo.
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Bibliografia Básica
CAPOVELLA, F.C,RAPHAEL. Sinais da libras e o universo da educação.IM F.C CAPOVELLA (org).Enciclopédia da língua brasileira: mundo dos surdos em libras. São Paulo. SP. Edusp Vitae, Brasil telecom, Feneis.
Brasil.Secretaria de Educação Especial – deficiência auditiva Atualidades pedagógica: organizado por Giusseppe Rinaldi et Ali: Brasília: SEESP, 1997.
Bibliografia Complementar
CAMPOS, Herculano Ricardo (org.). Formação em psicologia escolar: realidades e perspectivas. Campinas: Alínea, 2007.
CESCHIN, Thaís Helena T. de Camargo; ROSLYNG-JENSEN, Anna Maria A. Estimulação auditiva: uma lição de vida (guia de orientação familiar). São Paulo: Vetor, 2002.
GONZALEZ, Eugenio. Necessidades educacionais específicas: intervenção psicoeducacional. Porto Alegre: Artmed, 2007.
MANTOAN, Maria Teresa Eglér (org.). Pensando e fazendo educação de qualidade. São Paulo: Moderna, 2001-2003. (Educação em pauta: Escola & democracia).
MANTOAN, Maria Teresa Eglér. A Integração de pessoas com deficiência: contribuições para uma reflexão sobre o tema. São Paulo: SENAC, 1997.
MANTOAN, Maria Teresa Eglér; OLIVEIRA, José Raimundo de; QUEVEDO, Antonio Augusto F. Mobilidade e comunicação: desafios à tecnologia e à inclusão. Campinas: UNICAMP, 1999.
A inclusão da disciplina de LIBRAS é fruto de uma preocupação crescente com a inclusão de setores da sociedade, que por motivos diversos, encontram dificuldades no exercício regular de seus direitos em sociedade.
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Esta preocupação ganha ainda mais destaque após a internalização da Convenção da ONU sobre os direitosdas pessoas com deficiências, que foi recepcionado pelo Brasil com status constitucional.