4.2 A ORGANIZAÇÃO DOS CASE
4.2.1 O Plano Individual de Atendimento: PIA
4.2.1.2 Prata
Reincidente na própria unidade e em atos infracionais, com 17 anos de idade no momento da internação. Reportou tomar medicação e ter problemas de saúde (não estão especificados no PIA), e também o uso de maconha (raramente), mas o uso frequente de álcool e cigarro. Cursava o Ensino Médio no período da apreensão. Foi autuado por roubo, posse de arma de fogo, ameaça grave contra pessoa.
Acolhimento – o adolescente apenas respondia o que era perguntado (AP).
Entrou em contato telefônico com a mãe, saber notícias e pediu para trazer repelente (AP).
Atendimento familiar – o pai compareceu na instituição apenas para trazer os pertences do adolescente e fazer cadastros para visita, pois não deseja relatar nada sobre o filho (AP).
O adolescente demonstrou-se irônico e relatou sobre outros atos infracionais. Ao ser questionado sobre sua família, Prata relata que não deseja falar sobre este assunto. Realizou ligação para a mãe (AP).
O adolescente demonstrou ‘má vontade’ em ser atendido. Tentei conversar sobre planejamento de vida, mas o adolescente não relatou nada (AP, destaques no
original).
Acompanhamento em audiência (AP).
O adolescente demonstra-se apreensivo, relatando que irá ser liberado, pois sua internação provisória irá acabar amanhã (AP).
Assume que participou de ato infracional de assalto (AAS).
O adolescente relata que foi fato isolado em sua vida, estava com sua namorada e a amiga dela. Falou sobre o assalto, carro, queriam voltar para casa (AP).
Entrou em contato com a mãe para saber notícias da família (AAS). Conversou com a mãe no telefone (AAS).
O adolescente recebeu nova Internação Provisória por outro processo (AP). Ligação para a mãe. Prata não quis conversar. Disse que apenas deseja sair, ser liberado do CASE (AP).
Contato com escritório do Dr. [...], do advogado do adolescente, scaneado o documento para o advogado se manifestar, foi enviado. Conversou com sua mãe por telefone, ela repassou que o advogado já está providenciando a defesa de Prata
(AAS).
Conversamos sobre sua postura de não aderir aos atendimentos, pois é sua terceira internação provisória e o adolescente, durante os atendimentos, boceja, faz ‘pouco caso’ de estar preso e só deseja saber sobre sua liberação. Realizou ligação (AP,
destaques no original).
Antes de ser atendido, já no convívio, o adolescente desrespeitou as regras, não querendo vestir a camiseta [em] frente à Técnica. Deboxou também dos atendimentos no convívio. Quando Prata foi atendido, primeiramente realizamos a ligação para a genitora. Durante a ligação, o adolescente, de maneira a afrontar a Técnica, começou a xingar, ofender e a zombar, tanto dos atendimentos quanto as técnicas . Ao ser avisado que o tempo da ligação teria terminado, Prata não desligou o telefone. Foi solicitado três vezes para que o mesmo desligasse o telefone, mas só desligou após ser avisado que perderia o direito de ligar na semana que vem (AP).
Atendimento familiar – foi conversado com a mãe sobre o comportamento do filho dentro da unidade e sobre a MSE28 de internação. A genitora relatou que não exerce controle sobre o filho e prefere ver o filho preso, pois o mesmo não diz parar com a prática de atos infracionais. A mãe demonstrou-se muito emotiva Não obedeceu quando solicitado para desligar o telefone (AP).
O adte29 relata que cometeu ato infracional 157. Quando questionado pela técnica, fala baixo e não demonstra vontade de conversar. Realizamos contato telefônico para sua mãe. Prata fala baixo e solicita alimentos para o dia da visita (AAS). O adte. não manifesta vontade de conversar com a técnica. Realizamos contato telefônico para sua mãe. Prata é breve na sua ligação e apenas questiona a mãe para vir visita-lo, para poderem conversar (AAS).
O adte. recebeu visita de sua mãe e sua irmã, no domingo (AAS).
Entramos em contato com a mãe do adte., Sra. [...], para solicitarmos que agendasse dentista para o adte. Prata solicitou indulto, alegando que está no CASE há mais de 3 meses. Realizamos contato telefônico para seus familiares. O adte. solicitou itens de higiene e alguns alimentos. Durante a conversa com sua genitora, o adte. demonstrou-se ansioso, mas conversou calmamente (AP).
O adte. solicita sabonete para alergia. Encaminhamos para a saúde. Prata, novamente, solicitou indulto. Em seguida, o adte. conversou com sua mãe, e solicitou sua visita (AAS).
Visita assistida com a tia do adte. que reside em [...]. Sua mãe e sua irmã também participaram da visita. O adte. foi bem receptivo com sua visita. Sua tia se emocionou ao vê-lo. A genitora deu-lhe alguns conselhos. Prata as ouviu, brincando com sua irmã [...] e seu primo [...]. Durante a visita, sua tia ficou relembrando fatos da infância do sobrinho. Observamos um vínculo afetivo muito forte do adte. com sua irmã. O adte. faz planos, junto com sua mãe, para quando sair da unidade, ir residir com ela, estudar e trabalhar. Em seguida, o adte. mostra as cicatrizes dos ferimentos que teve quando foi apreendido. Sua tia comenta com Prata a oportunidade que teve, em ter se recuperado, pois havia sido gravemente ferido. Prata pediu notícias da avó paterna, que reside em [...]. Ao final da visita, mãe e tia orientaram o adte. para se comportar, estudar e aproveitar as oportunidades oferecidas pela unidade (AAS).
Realizamos contato telefônico para sua mãe. Mostrou-se atencioso e tranquilo. Solicitou itens de higiene e alimentos. Comunicamos para o adte. que seu pedido de saída temporária foi indeferido (AAS).
Conversamos com o adte. sobre seu comportamento na instituição, onde vem evoluindo positivamente. Prata sugeriu que solicitássemos ao judiciário sua reavaliação de medida, sem saídas temporárias. Informamos que iríamos fazer contato com o judiciário (AAS).
Realizamos contato telefônico com a genitora do adte., Sra. [...]. Solicitamos certidão de nascimento do adte. para providenciarmos seus documentos pessoais (2ª via) (AAS).
Atendimento social com ligação. O adte. conversa com sua mãe, demonstra tranquilidade e carinho. Solicita itens de higiene e notícias sobre seu advogado
(AAS).
28 Medida Socioeducativa. 29
Saída do adte. para regularização dos documentos pessoais (RG) (AAS).
Atendimento social com ligação. Realizamos contato telefônico para sua mãe. Demonstrou tranquilidade e alegria. Pois, comentou com sua mãe sobre sua audiência de reavaliação de medida, para o dia [...] (AAS).