3. MATERIAL E MÉTODOS
3.1. O CONTEXTO DA PESQUISA
3.1.1. Prazos
O passo inicial do estudo foi a realização da auditoria de certificação, planejada de forma a certificar os procedimentos realizado pelo DNIT se ocorreram de acordo com o Manual de Desapropriação - IPR-746. Nesta fase foi possível encontrar o decurso de tempo
gasto em cada etapa do processo, desde o momento da confecção do Laudo, passando pelos momentos pós-judicialização. Sendo este último ponto até então não englobado no fluxograma descrito na figura nº 1.
A auditoria nos processos realizou a análise minuciosa em cada passo dado pela Comissão de Desapropriação nos processos administrativos, de modo a extrair detalhes de temporalidade capaz de indicar onde se encontra os principais obstáculos no processo, quanto ao aspecto de celeridade e eficiência. Isso permitiu mostrar os indicadores que devem ser entendidas como úteis para serem implementadas numa análise de processos futuros.
Após análise de cada momento do processo, foi possível selecionar os itens considerados importantes para o desenvolvimento das atividades de desapropriação que geram impacto econômico, seja por questão de tempo, ou por ser um dado de próprio cunho quantitativo, sendo os quesitos relacionados abaixo:
a) Data de abertura do processo (existência de memorando de abertura);
Dado que sinaliza o início do processo individual de desapropriação, marco que serve de base de tempo para se calcular a duração do processo até o seu status de pagamento ou outros. Documento recomendado pelo Manual de Desapropriação do DNIT, IPR-746.
b) Valor (R$) inicial do laudo;
Valor em reais resultado da avaliação do imóvel pela administração pública. c) Data do laudo de desapropriação;
Data em que a Comissão de Desapropriação recebe o Laudo.
d) Data de Homologação do Laudo pela Comissão de Desapropriação;
Data em que a equipe do DNIT (Comissão de Desapropriação) aprova e homologa o Laudo recebido.
e) Decurso de tempo (dias) entre a entrega do Laudo da administração e sua homologação pela Comissão;
Indicador necessário para fornecer o tempo em que a Comissão de Desapropriação de, no mínimo, três integrantes levam para analisar e aprovar o laudo.
f) Data do pedido de ajuizamento pela Administração;
A data em que a Comissão de Desapropriação realiza o pedido para a Procuradoria proceder na abertura do processo judicial.
g) Data do Pedido de Ajuizamento pela PFE/DNIT/RN;
Data em que a PFE/DNIT/RN encaminha o processo para a PGF solicitar a abertura de processo judicial.
Data que houve a abertura do processo na Vara Federal.
i) Decurso de tempo (dias) entre o envio do pedido de ajuizamento do processo pela Comissão à PFE/DNIT/RN
Temporalidade que o processo permanece no DNIT, desde o pedido da comissão de desapropriação para ajuizamento da ação.
j) Data do pedido para depósito judicial
Data em que o juiz solicita que o DNIT proceda o depósito judicial.
k) Decurso de tempo (dias) entre a Homologação do Laudo pela Comissão e o pedido de ajuizamento da ação
Indicador que demonstra o tempo que leva entre o momento da Homologação do Laudo à abertura do processo judicial. Indica quanto tempo o processo pronto permaneceu no DNIT.
l) Data do depósito judicial
Data em que o depósito referente ao valor do Laudo foi realizado pelo DNIT.
m) Decurso de tempo (dias) entre o pedido de depósito realizado pelo Juiz e o Cumprimento
Indicador que demonstra o tempo em que o DNIT leva para depositar o valor em conta judicial. Ou seja: abrir conta; solicitar o financeiro à Brasília, já que só possui o Nota de Crédito (orçamento); e por fim, pagar. Este indicador pode ser utilizado para demonstrar a eficiência do Setor Financeiro do DNIT
n) Data do pedido da perícia demandada pelo juiz Data em que o juiz solicita os trabalhos periciais da justiça.
o) Decurso de Prazo entre a abertura do processo judicial e o pedido da perícia pelo Juiz (em dias)
Indicador revela quantos dias se gasta entre a abertura do processo judicial e o pedido da perícia. Índice capaz de apresentar a intempestividade da realização da perícia.
p) Data da proposta da perícia judicial
Data em que o Perito entregou a proposta de honorário pericial. q) Data do pagamento da perícia (depósito)
Data em que o DNIT depositou o valor acordado para a realização da perícia. r) Data da perícia judicial
Data em que o Perito realizou a perícia técnica judicial. s) Data da apresentação do laudo pericial
Data que o Perito da justiça entregou o seu laudo ao juiz, com a resposta de todas as quesitações. Esta data torna-se importante, já que serve de base para a correção monetária até o final do processo, entre outros.
t) Decurso de tempo entre o pagamento da perícia e a entrega do laudo pelo Perito do Juiz
Indicador que demonstra quantos dias o perito utilizou para a produção do laudo. u) Decurso de tempo entre a data de abertura do processo judicial e a entrega do Laudo pelo Perito do juiz
Indicador capaz de mostrar a intempestividade das ações até que seja entregue o laudo. Este item revela a importância de ser trabalhado o normativo e procedimentos dentro da PFE. v) Decurso de tempo entre a data de abertura do processo judicial e a entrega do Laudo pelo Perito do juiz
Considerado o indicador mais relevante no estudo, pois indica o prazo que levou desde a abertura do processo judicial até o momento da entrega do Laudo judicial.
w) Data do julgamento 1º Instância
Data em que ocorreu o 1º julgamento, sentença. x) Data conclusão do processo judicial (sentença)
Data que revela o fim do processo. Foi observado que apenas um processo judicial chegou ao final.
y) Data da imissão na posse
Esta informação é a data em que o juiz passa o bem juridicamente ao DNIT. Este serve de base para contagem do início dos juros compensatórios e juros moratórios.
z) Data conclusão do processo judicial (sentença)
Data da decisão em 1º instancia do juiz responsável pelo caso.
Os aspectos trabalhados nos itens acima são demonstrados minuciosamente nos Apêndices A e B acostados a esta monografia. Os indicadores destacados acima conseguiram indicar a temporalidade das ações desenvolvidas, demonstrando sinais importantes para a formulação de novos indicadores no modelo de gestão já adotado, o SGPD.