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Prefixo G-ILGW, Modelo C404, Ano de 1999

2.6 EXEMPLOS DE ACIDENTES ENVOLVENDO PERDA DE CONTROLE EM VOO

2.6.3 Prefixo G-ILGW, Modelo C404, Ano de 1999

Baseado no relatório formal, 2/2001 (INGLATERRA, 1999).

Aeronave G-ILGW, Cessna 404 Titan, fabricada no ano de 1980. O acidente ocorreu próximo ao aeroporto de Glasglow (Escócia), durante um voo charter, possuindo dois tripulantes e nove passageiros a bordo.

Na época do acidente, apenas aeronaves homologadas para mais de nove passageiros e movidas a motores turbo-hélices ou jatos tinham a obrigação de possuir gravadores de voo. O modelo em questão possuía propulsão de dois motores a pistão, logo não possuía tais dispositivos.

Segundo a investigação (INGLATERRA, 1999), o piloto em comando possuía 4.190 horas totais, aproximadamente 2.200 horas voando bimotores Cessna e 173 no modelo 404. O segundo piloto possuía 2.033 totais e 93 horas no modelo 404. Como o co-piloto não havia passado por um voo de avaliação neste modelo de aeronave, não poderia atuar em voos onde fossem geradas receitas ao operador. Seu principal papel seria assessorar o comandante com fonia e administração, por isso o nome mais apropriado para sua função naquele momento seria “segundo piloto”.

A pista atendia as necessidades do modelo acidentado.

A ficha de peso e balanceamento foi destruída no incêndio e nenhuma cópia foi deixada no escritório da companhia. Os investigadores concluíram que na decolagem a aeronave deveria estar pesando entre 8,320 libras e 8,600 libras, sendo o último mais provável,

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indicando que a aeronave provavelmente se encontrava 200 libras acima do peso permitido (INGLATERRA, 1999).

Tratava-se de um voo fretado, entre os aeroportos de Glasglow (Escócia) e Arbedeen (Escócia) com propósito de transportar nove tripulantes de outra companhia aérea. O voo seguiria por regras instrumento (IFR) e a distância a ser percorrida era de aproximadamente 110 milhas náuticas.

Algumas testemunhas oculares declararam ouvir um barulho anormal vindo dos motores durante os procedimentos de solo, mais tarde a investigação concluiu que esse barulho estaria relacionado com a checagem prevista dos motores ou contaminação temporária de alguma das velas de ignição, logo não foram fatores contribuintes ao acidente. Todos os outros procedimentos em solo ocorreram dentro do esperado.

Os sobreviventes disseram que a decolagem ocorreu de maneira aparentemente normal e que após alguns segundos no ar, um barulho semelhante a um “estouro” vindo do motor direito foi ouvido, os tripulantes também voltaram seus olhares para tal motor nesse momento. Um dos passageiros testemunhou que a aeronave deveria estar a aproximadamente 200 pés de altura. A investigação estipulou que a aeronave deveria estar entre 100 pés e 300 pés de altura.

Depois de cerca de 8 segundos o comandante declarou emergência e não especificou qual emergência estava enfrentando, sendo assim evidenciou-se que ele não tinha certeza com o que estava lidando.

Testemunhas informaram que a aeronave teve grande deriva para a esquerda, indicando uma provável perda de potência no motor esquerdo, já que não havia vento forte de través no momento do acidente ou previsão de curva a esquerda na navegação. Também fora informado que a hélice do motor direito aparentava estar girando lentamente ou parada, vindo a crer que estivesse na posição “embandeirada”.

O comandante tentou retornar para a pista do aeroporto de procedência, porém ao curvar a direita acabou perdendo o controle da aeronave, entrando em estol e colidindo contra o terreno.

Por mais experiente que fosse o comandante, os indícios confusos de pane, como o barulho vindo do lado direito, a guinada para o lado esquerdo devido a perda de potência progressiva neste motor e a fase extremamente critica do voo, poderiam confundir seu instinto de reação ao lidar com a situação de emergência. Além disso, o tempo para diagnosticar a pane e tomar a correta decisão era muito pequeno.

Durante a perícia, concluiu-se que ambos os motores não produziam potência na hora do impacto, a hélice do motor direito encontrava-se na posição “embandeirada” e a hélice

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esquerda em “posição voo”. A seletora de combustível sofreu grandes danos no impacto, porém fora achada em uma posição que poderia indiciar que o comandante suspeitava de um problema no motor direito.

Ambos os motores foram analisados, não foram encontrados sinais de problemas mecânicos no motor direito, porém foram encontrados danos mecânicos severos no motor esquerdo.

Visto isso, com o motor esquerdo falhando e o direito com a hélice “embandeirada” a aeronave só poderia descer, tornando impraticável o regresso ao aeroporto de procedência.

Nas conclusões fora apresentado que, se ao invés de tentar o regresso a pista, o comandante tivesse optado por pousar em frente, talvez o final poderia ser outro. Mesmo que ainda pudesse haver risco de fogo e uma provável desaceleração longitudinal, a razão de descida poderia ser menor e as asas poderiam estar niveladas, tornando mais provável a sobrevivência de todos a bordo (INGLATERRA, 1999). De acordo com o manual da aeronave (INGLATERRA, 1999), em condições de pouso fora da pista, dependendo da configuração, a aeronave deslizaria por 800 pés até a parada completa e com danos mínimos.

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3 CONCLUSÃO

A presente pesquisa teve como principal objetivo compreender os fatores aerodinâmicos envolvidos na perda de controle de voo em bimotores e identificar fatores que se correlacionam através de análises de relatórios finais de acidentes.

Em um primeiro momento, a fim de fundamentar a pesquisa, foram buscadas estatísticas relacionando acidentes com bimotores leves e perda de controle em voo. Após isso, com foco em compreender melhor os fatores aerodinâmicos envolvendo tal situação, foram buscados materiais bibliográficos na língua portuguesa, quais foram poucos e em vasta maioria não abordavam o tema profundamente.

Foi-se então demonstrado os mínimos e recomendações de instruções para obtenção da licença de multimotores leves recomendadas pelo órgão regulador nacional.

Seguiu-se com a apresentação e análise de três relatórios finais de acidentes, onde foram usados como referência três diferentes tipos de aeronaves, culturas (países), situações de voo e espaçamento de no mínimo três anos entre as ocorrências.

Diante dos relatórios estudados e sem ignorar uma das principais filosofias do CIPAER a qual afirma “todo acidente aeronáutico resulta de vários eventos e nunca de uma causa isolada” (NSCA 3-3, 2013), conferiu-se que o elo em comum entre eles fora a mitigação de procedimentos padrões publicados pela fabricante da aeronave, incluindo os procedimentos de emergência e uso da lista de checagem (check-list).

O treinamento em simulador de voo, mesmo não sendo obrigatório em nenhuma das aeronaves estudadas, poderia ter conduzido cada uma das situações para um cenário muito melhor. É importante que o aviador visualize no simulador quais são as reações da aeronave a procedimentos não padrões e como mitigá-los pode levar a fatalidades.

Há grande necessidade de desde o início da carreira, quando na instrução elementar, seja massivamente instruído ao piloto aluno a importância de não desprezar o uso da lista de checagem, não inventar procedimentos aleatórios e não crer que a aeronave irá voar em situações onde o manual de operação do piloto afirma que ela não voará.

Conhecer a aerodinâmica envolvida em operação de aeronaves bimotoras leves, as limitações destas aeronaves, estar treinado e manter os procedimentos padrões são as chaves para não perder o controle da aeronave em voo.

Finalizo assim, sugerindo que sejam feitas futuras pesquisas mais profundas a respeito da instrução em bimotores leves no Brasil e estimulando que sejam criados mais materiais envolvendo o tema em nossa língua materna.

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REFERÊNCIAS

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ANEXO A - Direitos autorais - Lei nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998. Disposições preliminares

Presidência da República

Casa Civil

Subchefia para Assuntos Jurídicos

LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998.

Mensagem de veto Altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a

seguinte Lei:

Título I

Disposições Preliminares

Art. 1º Esta Lei regula os direitos autorais, entendendo-se sob esta denominação os direitos de autor e os que lhes são conexos.

Art. 2º Os estrangeiros domiciliados no exterior gozarão da proteção assegurada nos acordos, convenções e tratados em vigor no Brasil.

Parágrafo único. Aplica-se o disposto nesta Lei aos nacionais ou pessoas domiciliadas em país que assegure aos brasileiros ou pessoas domiciliadas no Brasil a reciprocidade na proteção aos direitos autorais ou

equivalentes.

Art. 3º Os direitos autorais reputam-se, para os efeitos legais, bens móveis.

Art. 4º Interpretam-se restritivamente os negócios jurídicos sobre os direitos autorais. Art. 5º Para os efeitos desta Lei, considera-se:

I - publicação - o oferecimento de obra literária, artística ou científica ao conhecimento do público, com o consentimento do autor, ou de qualquer outro titular de direito de autor, por qualquer forma ou processo; II - transmissão ou emissão - a difusão de sons ou de sons e imagens, por meio de ondas radioelétricas; sinais de satélite; fio, cabo ou outro condutor; meios óticos ou qualquer outro processo eletromagnético; III - retransmissão - a emissão simultânea da transmissão de uma empresa por outra;

IV - distribuição - a colocação à disposição do público do original ou cópia de obras literárias, artísticas ou científicas, interpretações ou execuções fixadas e fonogramas, mediante a venda, locação ou qualquer outra forma de transferência de propriedade ou posse;

V - comunicação ao público - ato mediante o qual a obra é colocada ao alcance do público, por qualquer meio ou procedimento e que não consista na distribuição de exemplares;

VI - reprodução - a cópia de um ou vários exemplares de uma obra literária, artística ou científica ou de um fonograma, de qualquer forma tangível, incluindo qualquer armazenamento permanente ou temporário por meios eletrônicos ou qualquer outro meio de fixação que venha a ser desenvolvido;

VII - contrafação - a reprodução não autorizada; VIII - obra:

a) em co-autoria - quando é criada em comum, por dois ou mais autores;

b) anônima - quando não se indica o nome do autor, por sua vontade ou por ser desconhecido; c) pseudônima - quando o autor se oculta sob nome suposto;

d) inédita - a que não haja sido objeto de publicação; e) póstuma - a que se publique após a morte do autor; f) originária - a criação primígena;

g) derivada - a que, constituindo criação intelectual nova, resulta da transformação de obra originária; h) coletiva - a criada por iniciativa, organização e responsabilidade de uma pessoa física ou jurídica, que a publica sob seu nome ou marca e que é constituída pela participação de diferentes autores, cujas contribuições se fundem numa criação autônoma;

i) audiovisual - a que resulta da fixação de imagens com ou sem som, que tenha a finalidade de criar, por meio de sua reprodução, a impressão de movimento, independentemente dos processos de sua captação, do suporte usado inicial ou posteriormente para fixá-lo, bem como dos meios utilizados para sua veiculação; IX - fonograma - toda fixação de sons de uma execução ou interpretação ou de outros sons, ou de uma representação de sons que não seja uma fixação incluída em uma obra audiovisual;

X - editor - a pessoa física ou jurídica à qual se atribui o direito exclusivo de reprodução da obra e o dever de divulgá-la, nos limites previstos no contrato de edição;

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XI - produtor - a pessoa física ou jurídica que toma a iniciativa e tem a responsabilidade econômica da primeira fixação do fonograma ou da obra audiovisual, qualquer que seja a natureza do suporte utilizado; XII - radiodifusão - a transmissão sem fio, inclusive por satélites, de sons ou imagens e sons ou das representações desses, para recepção ao público e a transmissão de sinais codificados, quando os meios de decodificação sejam oferecidos ao público pelo organismo de radiodifusão ou com seu consentimento; XIII - artistas intérpretes ou executantes - todos os atores, cantores, músicos, bailarinos ou outras pessoas que representem um papel, cantem, recitem, declamem, interpretem ou executem em qualquer forma obras literárias ou artísticas ou expressões do folclore.

Art. 6º Não serão de domínio da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios as obras por eles simplesmente subvencionadas.

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