4. MATERIAL E MÉTODO
4.4 Preparo dos cimentos obturadores
Todos os cimentos foram proporcionados e manipulados até se obter uma consistência de uso clínico, tal como descrito a seguir:
? Sealapex e AH Plus: foram proporcionadas quantidades iguais de pasta
catalisadora e pasta base sobre um bloco de papel especial fornecido pelo fabricante, em quantidade suficiente para o preenchimento de sete canais radiculares do grupo por vez. As pastas foram manipuladas e espatuladas com o auxílio de uma espátula nº 24, até se obter uma pasta homogênea.
? EndoREZ: este cimento possui um kit especial para proporcionamento,
manipulação e inserção do cimento no canal radicular. Assim, apresenta um tubo com duas seringas contendo as respectivas pastas base e catalisadora. À ponta desta seringa é acoplado um pequeno tubo plástico denominado “mixer”, por onde, quando acionado o êmbolo das seringas, emergem as pastas que automaticamente já se misturam no seu interior, saindo à ponta do “mixer”, prontas para o uso. Em seguida o fabricante indica o uso de uma seringa e de uma agulha especial (Navitip) para o preenchimento do canal radicular com cimento. No entanto, este sistema não foi utilizado em virtude da padronização da técnica de obturação para todos os grupos. Portanto, utilizamos o sistema de proporcionamento e manipulação do cimento já citado até a saída do cimento pelo tubo
“mixer”. Este cimento, pronto para o uso, foi colocado sobre uma placa de vidro em quantidade suficiente para o preenchimento de sete canais radiculares do grupo por vez.
? Polímero da mamona (Polifil): é um cimento experimental composto de
polímero e o pré-polímero, que se apresentam, separadamente em duas ampolas de vidro. Ao polímero foi adicionado 1 g de óxido de zinco com o intuito de proporcionar radiopacidade ao cimento e misturado a este sobre uma placa de vidro até formar uma pasta homogênea. Esta mistura foi levada a uma seringa plástica e mantida fechada até o momento do uso. O pré-polímero também foi colocado em uma seringa plástica†, no
entanto apenas no momento do preparo do cimento. Separadamente, 0,5 mL da seringa contendo o polímero e 80 gotas do pré-polímero foram proporcionadas sobre uma placa de vidro. Essa quantidade é suficiente para a obturação de sete canais radiculares do grupo por vez. As
proporções foram manipuladas com o auxílio de uma espátula nº 24, até se obter uma pasta homogênea.
? Sealer 26: a proporção utilizada foi de 0,7 g de pó para 0,4 mL de
líquido, de acordo com testes preliminares. Para se chegar a essa proporção, partiu-se de 0,4 mL de líquido e 1 g de pó, incorporando-se o pó ao líquido até se obter uma massa espessa de cimento com
consistência semelhante à “massa de vidraceiro”. Em seguida, 1 gota do líquido foi incorporada à massa e manipulada até se obter, do ponto de vista clínico, uma consistência satisfatória. O pó remanescente foi pesado e calculou-se, assim, a quantidade usada. Esse procedimento, que foi repetido cinco vezes, forneceu a média e a proporção já mencionadas. Essas quantidades de pó e líquido foram colocadas sobre uma placa de vidro. A quantidade de cimento foi suficiente para o preenchimento de sete canais radiculares do grupo por vez. As pastas foram manipuladas e
espatuladas com o auxílio de uma espátula nº 24*.
? Endofill: a proporção utilizada foi de 0,7 g de pó para 0,15 mL de líquido,
de acordo com testes preliminares. Para se chegar a essa proporção, partimos de 0,15 mL de líquido e 1 g de pó, incorporando-se o pó ao líquido até se obter, do ponto de vista clínico, uma consistência satisfatória. O pó remanescente foi pesado e calculou-se, assim, a quantidade usada. Esse procedimento, que foi repetido cinco vezes, forneceu a média e a proporção já mencionadas. Essas quantidades de pó e líquido foram colocadas sobre uma placa de vidro. A quantidade de cimento foi suficiente para o preenchimento de sete canais radiculares do grupo por vez. As pastas foram manipuladas e espatuladas com o auxílio de uma espátula nº 24.
Após o preparo dos cimentos, os canais radiculares foram
preenchidos com os mesmos com o auxílio de um condensador de McSpadden de nº 50 envolto por cimento e acionado em baixa rotação no canal radicular até que se verificasse um pequeno extravasamento de cimento pelo forame apical (Figuras 2A e 2B). Em seguida, foi colocado o cone de guta-percha principal previamente escolhido, envolto em cimento, até o CRT (Figura 2C). Um espaçador digital B† foi introduzido com movimentos oscilatórios e ligeira
pressão apical até encontrar resistência (Figura 2D). Em seguida foi removido efetuando-se duas voltas completas no sentido anti-horário e uma volta
completa no sentido horário com tração em direção cervical. Imediatamente, foi colocado no mesmo espaço previamente aberto pelo espaçador digital um cone auxiliar F. Este procedimento foi repetido apenas mais uma vez com a
colocação de mais um cone auxiliar, com o intuito de travar bem o cone
principal de guta-percha em sua posição apical e impedir o seu deslocamento no momento do corte do excesso de guta-percha (Figura 2E). O excesso dos cones de guta-percha foi cortado a 2 mm abaixo da abertura cervical com o auxílio de um calcador endodôntico aquecido. Em seguida, foi realizada, com calcador§ a frio, a condensação vertical da guta- percha. Na região cervical, os
excessos de cimento foram removidos com uma bolinha de algodão embebida em álcool e, em seguida, foi realizado o selamento da cavidade com um
cimento provisório. Ao final, o excesso de cimento obturador extravasado pelo forame apical foi removido por meio de uma gaze, garantindo, assim, o
preenchimento total por cimento do milímetro apical incluindo o forame (Figura 2F).