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Pressão dos Pneus

No documento 50_CEPRA_9397_Rodas_e_Peneus (páginas 48-52)

A pressão de enchimento de um pneu é estabelecida pelo fabricante para que se obte- nham as melhores condições de aderência e o desgaste mínimo. Esta pressão é pro- posta com base na carga

que o pneu deve suportar.

Actualmente tende-se a bai- xar a pressão de enchimen- to, obtendo-se deste modo os pneus chamados de bai- xa pressão que proporcio- nam uma absorção mais efi- caz das irregularidades da estrada em benefício do conforto geral do veículo.

Uma pressão de enchimen- to inferior ou superior à ade- quada implica um contacto pneu/piso anormal, como se

pode ver na figura. Produz-se deste modo um desgaste irregular na superfície do pneu e, por conseguinte, uma perda de aderência.

O gráfico seguinte, podemos ver a influência da pressão na duração do pneu.

a Pressão correcta b Pressão inferior à normal c Pressão superior à normal

Fig.2.17

1 Pressão insuficiente 2 Pressão recomendada 3 Pressão excessiva

Pneus

Verificação da pressão e do estado dos pneus

Uma das principais causas do desgaste excessivo dos pneus, é o desleixo a que eles são votados. No entanto, se perguntarmos aos condutores ou encarregados de frotas de veículos quais os componentes cuja substituição acarreta maiores despesas, certamen- te que a resposta será os pneus. Isto indica que não lhes é dada a devida importância.

Para diminuir as despesas com os pneus, estes deverão ser submetidos a uma inspec- ção penódica todos os 5000 km. A pressão dos pneus deverá ser verificada regularmen- te, pelo menos uma vez por semana, uma pressão mais baixa que a recomendada pelos fabricantes, irá reflectirse no aumento do desgaste dos pneus, por exemplo, se houver uma diminuição de 10% na pressão de um pneu, o seu desgaste aumentará em 12%.

Um pneu com uma pressão 20% inferior à pressão recomendada, durará menos 30% do que énormal, isto significa que, se em vez de uma pressão recomendada de 2,1 bares , utilizar-se os pneus a uma pressão de 1,7 bares, cerca de 30% da borracha dos pneus será desperdiçada.

Para medir a pressão de ar existente nos pneus, primeiro retire a carrapeta da válvula, depois aplique o manómetro sobre a válvula e comprima-o contra ela por alguns segun- dos, mantenha o manómetro bem comprimido contra a válvula, de modo que não haja qualquer fuga de ar. Leia o valor da pressão.

De notar que se deve verificar sempre a pressão dos pneus quando estes estão frios, uma vez que se estes estiverem quentes, como por exemplo, depois de uma condução prolongada, o manómetro não indicará a verdadeira quantidade de ar existente dentro dos pneus devido a este se encontrar dilatado. Nunca retire o ar de pneus quentes.

Agora vamos examinar os pneus de um veículo a fim de verificar se existem irregularida- des de desgaste. A figura 2.19, apresenta vários tipos de desgaste possível nos pneus de uma viatura:

Rodas e Pneus 2.24

Pneus

Desgasto por convergência ou divergêncIa do pneu: Uma convergência ou divergên- cia excessiva das rodas dianteiras faz com que nas curvas, o pneu se arraste lateralmen- te sobre o solo, em movimento de avanço. Estamos perante a necessidade de alinhar a direcção.

Desgasto lateral: Se o ângulo de sopé (camber) de uma roda for excessivo, o pneu sofre um desgaste maior sobre um dos lados.

Pneus

Desgaste de viragem: Este tipo de desgaste surge quando com regularidade se curva a velocidades elevadas.

Desgaste irregular (cova ex. da figura 2.19): Este tipo de desgaste localizado em determinado ponto do piso do pneu, pode ter resultado de um desalinhamento pronun- ciado das rodas, de rodas desequilibradas, bloqueamento das rodas durante a trava- gem (defeito de travões) ou pressão de ar excessiva nos pneus.

Desgaste por alta velocidade: Quanto maior a velocidade de deslocação da viatura, maior o desgaste dos pneus.

Verifique, de acordo com os tipos de desgastes apresentados todos os pneus da viatu- ra. Verifique também, se existem pedras, pregos ou vidros agarrados ou espetados no piso dos pneus, se existirem retire-os. Antes de retirar qualquer prego, tenha o cuidado de assinalar o local com giz, de modo a

poder localizar com facilidade o local do furo, caso este origine o esvaziamento do pneu.

Se houver cortes na borracha do piso ou nos flancos do pneu (Fig. ~20), há probabilidades de haver danos das telas. Isso irá enfraquecer o pneu, havendo o perigo de o mesmo rebentar durante a sua utilização, isto pode impli- car a substituição dos pneus em causa.

Devemos agora verificar a profundidade do piso do pneu com um medidor de profundi- dades, se esta for inferior a 1,6 mm em qualquer ponto da largura do pneu, o pneu deverá ser substituido.

Para se obter uma máxima duração dos pneus, os fabricantes recomendam que se intermutem as rodas todos os 10000 km. Esta medida irá fazer com que haja um des-

gaste igual em todos os pneus, uma vez que é frequente haver um maior desgaste nos pneus da frente ou nos pneus do lado da berma. A figura 2.21 mostra esquemá- ticamente o movimento de permuta das rodas para pneus diagonais.

Rodas e Pneus 2.26

Pneus

No caso dos pneus radiais deve evitar-se a mudança do sentido de rotação das rodas, uma vez que a estrutura das telas sofre ligeiras deformações que não devem ser modifi- cadas com a mudança de sentido de rotação. Por este motivo a permuta efectua-se mudando os pneus dianteiros pelos traseiros, mantendo-os no mesmo lado do veículo. O pneu sobresselente não entra no jogo de permutas e deve ser utilizado somente durante o tempo de reparaç~o de um dos outros pneus.

No documento 50_CEPRA_9397_Rodas_e_Peneus (páginas 48-52)

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