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Apêndice I: Atividade 6: Reprodução das plantas

1 O ENSINO DA LEITURA E ESCRITA E A FORMAÇÃO DE CONCEITOS

1.3 PRESSUPOSTOS TEÓRICOS SOBRE A APRENDIZAGEM

americano David Ausubel onde propõe que esta aprendizagem ocorre a partir do momento em que uma informação nova é ligada a aspectos relevantes preexistentes na estrutura cognitiva do aprendiz. Esta teoria enquadra-se no Cognitivismo que prima por descrever o que acontece com o ser humano a partir do momento em que ele se estabelece, e passa a organizar o seu mundo, e aponta de forma ordenada o igual do diferente.

No Brasil dentre outros teóricos que abordam esta teoria destacam-se Elcie F. Salzano Masini e Marco Antônio Moreira que trazem em suas obras informações esclarecedoras e procuram apresentar pressupostos que possam auxiliar ao professor na sua prática pedagógica a partir da teoria.

Moreira e Masini (2001) ao falarem de Ausubel como um representante do cognitivismo enfatizam que a aprendizagem segundo o construto cognitivista se encara como um processo de armazenamento de informação e condensação mais genéricas em classes de conhecimento, que são incorporados a uma estrutura na mente do indivíduo, de modo que esta possa ser “manipulada” e utilizada no futuro.

Quanto a esta questão, durante o processo ensino-aprendizagem inicialmente o estudante retém um determinado numero de conhecimentos que na maioria das vezes não estão organizados de acordo com os grupos a que pertencem. Vygotsky

(1989) ao descrever em sua obra Pensamento e Linguagem sobre como acontece a formação de conceitos em crianças, reforça este pensamento ao afirmar que a criança pequena dá seu primeiro passo para a formação de conceitos quando

agrupa alguns objetos numa agregação desorganizada, ou “amontoado”, para

solucionar um problema que nós, adultos, normalmente resolveríamos com a formação de um novo conceito. Pode-se concluir que esse passo inicial na aprendizagem é válido para que futuramente as informações sejam mais bem organizadas e o aprendiz compreenda a relação entre a palavra e o mundo real.

Na intenção de compreender melhor como essa aprendizagem se dá na mente do indivíduo torna-se relevante retomar as ideias de Ausubel sobre a aprendizagem significativa apresentadas por Moreira e Masini (2001). Para uma melhor compreensão inicialmente ressaltaremos os tipos de aprendizagem.

1.3.1 Aprendizagem Mecânica

Moreira e Masini (2001) citam que a aprendizagem mecânica é a aprendizagem de novas informações com pouca ou nenhuma interação com conceitos relevantes existentes na estrutura cognitiva. O conhecimento adquirido mediante esse tipo de aprendizagem é sem sentido, ocorrendo apenas a memorização da informação que poderá ser mais facilmente esquecida. Fato percebido quando alunos realizam avaliações em que são levados a decorar fórmulas e conceitos, informações que serão esquecidas em pouco tempo se não forem novamente utilizadas.

Quanto a este tipo de aprendizagem Ausubel não o torna nulo mais diz que é

um continuum, ou seja, esta aprendizagem poderá ser utilizada futuramente para a

ocorrência da aprendizagem significativa. Neste sentido Moreira e Masini (2001) expõem o seguinte:

A aprendizagem mecânica ocorre até que alguns elementos de conhecimento, relevantes a novas informações na mesma área, existam na estrutura cognitiva e possam servir de subsunçores, ainda que pouco elaborados. À medida que a aprendizagem começa a ser significativa esses subsunçores vão ficando cada vez mais elaborados e mais capazes de ancorar novas informações (p. 19).

Existem áreas do conhecimento em que se torna necessária a aprendizagem mecânica, principalmente quando ainda não há na estrutura cognitiva do aprendiz subsunçores que possam servir de ancora para a nova informação.

Desta maneira, as informações são armazenadas de forma arbitrária, o que não garante maleabilidade no seu uso, nem longevidade. O fato de o armazenamento ocorrer de forma arbitrária significa que a informação nova não tem nenhuma relação lógica com as informações já existentes na estrutura cognitiva. Por exemplo, compreender o conceito de família só será de fato significativo para o indivíduo, se de alguma forma houver uma clara relação entre este conceito e de pai, mãe e filho.

1.3.2 Aprendizagem significativa

No processo ensino-aprendizagem tendo como base a aprendizagem significativa como parte dessa ação Ausubel (2003) diz que a aprendizagem significativa implica, por sua vez,

Que os aprendizes empreguem quer um mecanismo de aprendizagem significativa, quer que o material que apreendem seja potencialmente significativo para os mesmos, ou seja, passível de se relacionar com as ideias relevantes ancoradas nas estruturas cognitivas dos mesmos (p.56).

Sendo a aprendizagem significativa um processo que requer o armazenamento de informações de forma não arbitrária, e que o material apreendido seja potencialmente significativo, também exige uma substantividade das informações, ou seja, uma vez aprendido determinado conteúdo desta forma, o indivíduo conseguirá explicá-lo com as suas próprias palavras. Como exemplo, se o aluno aprende significativamente que a vaca é um mamífero, ele deverá ser capaz de expressar isso de diversas formas, como: “o filhote da vaca, ou bezerro, mama em sua mãe” ou “a vaca, ou bezerro é um animal que, como nós, mama quando é filhote”. A “substantividade” do aprendizado significa, então, que o aprendiz apreendeu o sentido, o significado daquilo que se ensinou, de modo que pode expressar este significado com as mais diversas palavras. Quando o estudante

apreende o conhecimento ocorre de fato aquilo que Moreira e Masini (2001) defendem, a aprendizagem significativa. Ainda de acordo com os autores,

Aprendizagem significativa para Ausubel é um processo pelo qual uma nova informação se relaciona com um aspecto relevante da estrutura do conhecimento do individuo. Ou seja, neste processo a nova informação interage com uma estrutura do conhecimento específica, a qual Ausubel define como conceito subsunçor (preexistentes na estrutura cognitiva de quem aprende) (p.17).

Os subsunçores são fundamentais nesse processo, pois são eles que definirão o resultado final do processo de aprendizagem, ou melhor, que

conhecimento foi construído. Porém, Praia (2000) afirma que “pode acontecer,

quando um indivíduo entra em contacto com uma nova informação, que não existam conhecimentos prévios que funcionem como ideias-âncora”. Nesse caso o tipo de aprendizagem a ser adquirida será mecânica, pelo menos até que, na estrutura cognitiva do indivíduo, o conhecimento prévio fique mais rico, mais diferenciado, mais elaborado em termos de significados, adquira estabilidade e seja capaz de funcionar como ideia-âncora.

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