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Pretas Velhas, Vovós e Tias

No documento ArteFolk Pontos Cantados (páginas 73-104)

Vó Benedita

Se ela é preta é uma preta bonita se for bem pretinha é Dona Benedita. (bis) Corococo onde ela mora, mora na casa de Nossa Senhora (bis)

Vovó Cambinda Nega Cambinda

Que só fala na língua nagô Nega da costa lisa

Filha de Babalaô Na macumba ê.ê Na macumba á Na macumba ê, ê Na macumba á Preto canta Preto dança

Na batida do tambor Preto tomaa seu marafo Saravá meu protetor

Vovó Cambinda

La no horizonte numa terra quente aonde nasce o sol (bis)

La no horizonte no romper da aurora, não fale de angola, que vovó Cambinda chora (bis)

Vovó Cambinda

Meu santo Antonio e pequenino auê

74 Me abre as portas do céu auê

Cambinda velha estremeceu auê Mas não caiu no mundel auê Segura o touro Cambinda Não deixa fugir não.

Se o touro e bravo Cambinda Amarrar no mourão.

Segura o touro Cambinda, oh joga ele no chão Meu santo Antonio e pequenino auê

Me abre as portas do céu auê Cambinda velha estremeceu auê Mas não caiu no mundel auê

Vovó Cambinda

Vó Cambinda, Cambinda mamãe, Cambinda mamãe (bis)

Segura Cambinda que eu quero ver, filhos de Umbanda não tem querer.

(bis)

Vovó Catarina

Auê Meu Cativeiro… Meu Cativeiro… Meu Cativerá!

Auê Meu Cativeiro… Meu Cativeiro… Meu Cativerá!

Saravá Pra Vovó Catarina Que É Dona Da Gira Do Meu Terreiro!

Saravá Pra Vovó Catarina E pra Todas As Almas Do Cativeiro!

Aiuê Meu Cativeiro… Meu Cativeiro… Meu Cativeirá!

Aiuê Meu Cativeiro… Meu Cativeiro… Meu Cativeirá!

Vovó Catarina

Meus filhos se você precisar

É só pensar em vovó, que ela vai te ajudar

75 Sentada num banquinho branco meu filho Fazendo oração, pense em vovó Catarina Meus filhos, com rosário na mão,

Lembra do cruzeiro branco meus filhos que ela

Vai está lá, pensa em vovó Catarina que ela vai te ajudar (bis)

Vovó Catarina

Saravá pra vovó Catarina que é dona gira e do meu terreiro. (bis) Saravá pra vovó Catarina que é dona da gira e de todas as almas do cativeiro. (bis)

Vovó Conga

Vovó Conga você tem um congá que é uma beleza O terreiro enfeitado e muitos doces sobre a mesa (bis)

Mãe Maria

Mãe Maria vai dizer pra Pai José Não mexa no meu candeeiro Que eu te dou meu Candomblé

Mãe Maria

Mãe Maria Lavadeira De Sinhá Lavando Saias De Renda Não É Dela É De Yemanjá

Oh Bate, Bate No Tambor De Aruanda Ela É Filha De Congo

É Maria Redonda Mãe Maria Chegou Ela Vem De Aruanda Pra Saldar Filhos De Fé

Pra Saldar Filhos De Umbanda!

76 Oh Desilinha

Oh Desilinha

Mãe Maria De Aruanda!

Tia Maria

Ê tia Maria, preta véia da Bahia, ê tia Maria, preta véia da Bahia Segura a barra da saia, dança na ponta do pé,

E quando pega no rosário traça Umbanda e Candomblé

Maria Conga

Tem festa tem, tem festa no cantuá…

Vou chamar Maria Conga preta velha pra trabalhar(bis) Ela embalava um lencinho branco …

E depois chorava quando preto apanhava.

Maria Conga Salve esse terreiro, Salve esse congá.

Chego Maria Conga, Que veio trabalhar.

Maria Conga

Oh Velha Conga Quem Rasgou A Sua Saia?

Oh Velha Conga Quem Rasgou A Sua Saia?

Foi A Samambaia!

Foi A Samambaia!

Maria Conga da Bahia

77 Brilhou uma estrela no céu

Oxalá mandou Maria Conga na Terra E lá no mar as ondas batiam

Saravando a Preta Velha Maria Conga da Bahia

Maria Conga do Cruzeiros das Almas Senhor me ajuda a caminhar

Senhor me ajuda a sustentar Venho de longe

Trabalhar nesse congá Trago a Fé e a Caridade Para os meus filhos abençoar Senhor

Vovó Maria Conga

Maria Conga chegou no terreiro Ela vem trabalhar

Com a força da Bahia

Ela traz as mirongas pro filhos levantar Maria Conga chegou ao terreiro Ela vem trabalhar

Com a força da Bahia

Ela traz as mirongas pros maus afastar Salve Maria Conga êê

É rainha do Congo ê á

Salve Maria Conga trazendo as mirongas pros maus afastar Catinga de pequi na panela

É o tempero que a nega tem

78 Oi vamos saravá preto velho

Oi vamos saravá preto velho

Saravá na Bahia a força maior que a Mãe Conga tem Se a Bahia está me chamando pra beber assaré E comer vatapá

Oi vamos saravá preto velho Oi vamos saravá preto velho

Vovó Maria Conga

Brilhou, uma estrala no céu Oxalá mandou

Maria Conga na Terra

Mas ela vem chorando, chorando Vem salvar seus filhos Vovó Que estão lhe esperando

Mãe Preta

Pele encarquilhada, carapinha branca Avental de renda caindo na anca Embalando o berço do filho do senhor Que há pouco tempo a sinhá ganhou Era assim que Mãe Preta fazia

Tratava todos brancos com a mesma alegria Porém lá na senzala Pai João apanhava Mãe Preta mais uma lágrima enxugava Mãe Preta, Mãe Preta,

Enquanto a chibata batia em seu amor Mãe Preta embalava o filho branco do senhor Enquanto a chibata batia em seu amor Mãe Preta embalava o filho branco do senhor Mãe Preta, Mãe preta.

79 Preta Mina

Preta Mina quando chega, Não deixo rastro pelo chão, Preta Mina quando chega, Não deixo rastro pelo chão Eu sou Preta Mina, Sou Curandeira, Sou Preta Mina, Sou mirongueira.

Eu sou Preta Mina, Sou Curandeira, Sou Preta Mina, Sou mirongueira

Preta Mina

Na Mina tem cocoriê, Na Mina tem cocoriá, Na Mina tem cocoriê, Na Mina tem cocoriá,

Laia, laia, laia, lá ialaiá, lá ia lá, lá….

Eu sou Preta Mina que cheguei para baila, Laia, laia, laia, lá ialaiá, lá ia lá, lá….

Na Mina tem cocoriê, Na Mina tem cocoriá

Pai Benedito

Quem é aquele velhinho que anda sempre devagar.

Com seu cachimbo na boca soltando fumaça jogando pro ar.

Ele é do cativeiro, ele é pai Benedito, ele é mirongueiro (bis)

Vô Bernardo

Vô Bernardo me empresta um cigarro do seu pra fumar (bis)

80 Que eu não tenho dinheiro para comprar (bis) Estou sozinho, na solidão

Vovô Bernardo eu quero a sua proteção

Estou sozinho na solidão vovô Bernardo eu quero a sua proteção.

Pai Cipriano

Lá na angola tem um velho, que não pode mais andar Oi lá na angola tem um velho.. Que não pode mais andar Oi lá na angola tem um velho que não pode mais andar Ele vai fazer macumba ate o dia clarear

Pai Cipriano

Vovô, mandou preparar o seu cachimbo, Para na umbanda ele chegar! ( bis ) Vovô trabalha com fé, trabalha com arruda e guiné,

Trabalha com a pemba de Angola , ele é Pai Cipriano de Fé…

Vovô sabe trabalhar, mironga sabe desmanchar, Afirma seu ponto Vovô na fé de oxalá!

Pai Congo Monjolo de Cassange Caboclo Estrela olha nossa banda

Nesse terreiro seu Congo Monjolo é quem manda Ele veio de longe ele vem de Cassange ele vem trabalhar Ele é preto velho

Seu Congo Monjolo Cassange do mar (bis)

Pai Joaquim

Pai joaquim é de umbanda maior Tem colete e não tem palito (bis) Anda,anda vovô vem desfazer este nó

81 Pai Joaquim

Pai Joaquim ee,pai Joaquim ea Pai Joaquim veio lá de angola (bis) Pai Joaquim veio de angola cola

Pai Joaquim / Pai Mané Pai Joaquim, cadê Pai Mané?

Pai Joaquim, cadê Pai Mané?

Pai Mané tá na mata colhendo guiné!

Diga a ele que quando vier, Diga a ele que quando vier.

Oi não faça barulho, não bata o pé!

Pai Mané cadê Pai Joaquim?

Pai Mané cadê Pai Joaquim?

Pai Joaquim tá na mata colhendo alecrim.

Pai Joaquim êê, Pai Joaquim êa, Pai Joaquim vem de Aruanda, Pai Joaquim vem de Angola Angolá!

E na Aruanda de São Benedito, Santo Antônio mandou me chamar.

E na Aruanda de São Benedito, Santo Antônio mandou me chamar.

Pai Joaquim

Que preto é esse o Calunga?

Que chegou agora o Calunga?

82 É Pai Joaquim o Calunga

Quem vem lá de Angola Calunga É pai Joaquim o Calunga

Que vem lá de Angola Calunga

Pai Joaquim

Que preto é esse, oi calunga.

Que chegou agora, oi calunga.

É pai Joaquim, oi calunga, Que veio de angola, oi calunga.

Pai João

Pombinho de Zambi Pombinho de Obatalá Pombinho de Zambi Pombinho de Obatalá

Vai meu pombo branco pra senzala de Aruanda Vai buscar Pai João para trabalhar

Vai meu pombo branco pra senzala de Aruanda Vai buscar Pai João para trabalhar

Pai João / Pai Joaquim

Pai João vai sacudir a toalha do congá, Pai João vai sacudir a toalha do congá No terreiro de Pai Joaquim ele vem trabalhar

Ele vem salvar, no terreiro de Pai Joaquim ele vem trabalhar ele vem salvar.

José de Aruanda Um grito de liberdade, E a corrente se quebrou.

Um grito de liberdade,

83 Um grito de agodô.

Dentro de um canavial Um negro se libertou E lá não tinha pra ele Nem chibata nem feitor E lá não tinha pra ele Nem senzala e nem senhor José de Aruanda

É um grande lutador Hoje baixa no terreiro Trás a paz e o amor Sua sabedoria Seus ensinamentos Sua sabedoria Seus ensinamentos Vão de canto a canto Aliviando o sofrimento Vão de canto a canto Aliviando o sofrimento Vem na força da reza Vem na força das ervas Vem na força da reza Vem na força das ervas Vem tirando todo o mal A mandinga ele quebra Vem tirando todo o mal A mandinga ele quebra Foi Xangô quem lhe trouxe Zambi coroou

84 Agradeço dia a dia

Viva a Deus nosso senhor Agradeço dia a dia Viva a Deus nosso senhor

Pai José

Pai José tinha sete filhos Sete filhos pra dar de comer Pai José tinha sete filhos Sete filhos pra dar de comer Faz mironga pra filho crescer.

Pai Luíz

Se o meu chapéu é de palha Minha coroa é de bambuá Pai Luíz que vem da sua aldeia Ele é curador e vai levar o mal!

Pai Mané / Vó Clara

Pai Mané que vem de Angola Carregando a sua cruz Com suas folhas na sacola Traz a guia de Jesus

Neste mundo de meu Deus Oxalá me deu a luz Para salvar os filhos teus

A Vó Clara vem de Angola Carregando a sua cruz Com suas folhas na sacola Traz a guia de Jesus

Neste mundo de meu Deus Oxalá me deu a luz Para salvar os filhos teus

85 Pai Mané

No meio do mato uma cobra piou Veio um filho passando e ficou espiando E lá vem pai Mané

Ele vem de Aruanda Com a cruz de Jesus Ele venceu demanda.

Pai Mané

Pai Mané de Aruanda Vem chegando de lá Pai Mané de Aruanda Vem chegando de lá Ele vem com seu bornal Pra seus filhos abençoar Ele vem com seu bornal Pra seus filhos abençoar

Manuel Guerreiro

OI de baixo de um abacateiro mora um preto velho Manuel Guerreiro (bis) Quando ele chega no terreiro vem acompanhado do Ogum Guerreiro (bis) Na fé dos Orixás ele e batizado no reino do Bará (bis)

Pai Rei Congo de Aruanda Pai Rei Congo

Vem de Angola

Vem cumprir sua missão Por baixo da terra fria Por cima do frio chão Espalhando a caridade

86 Aos filhos de Jesus

Ele vem tão cansado, coitadinho Carregando a Santa Cruz

Pontos Genéricos

O negro está molhado de suor Feliz, feliz porque se libertou Oi sinhá oi sinhá segura a chibata Não deixar bater

Mas reza uma prece pra negro morrer Negro não quer mais sofrer

Oi sinhá oi sinhá segura a chibata Não deixar bater

Mas reza uma prece pra negro morrer Negro não quer mais sofrer

Dia treze de maio Jesus lá do céu olhou Mandou libertar os escravos Princesa Isabel libertou Negro não é mais escravo Branco não é mais senhor Jesus com seu poder divino A todos os negros libertou

É preto, é preto, é do meu congá, É preto, é preto, ora vamos saravá,

Arriô na linha de congo, é de congo, é de congo, aruê Arriô na linha de congo, agora que eu quero vê, Congo, rei Congo, maravilha é Congo,

Congo arru, saravá,

87 Olha o congo está dizendo, ai congo Arruê, saravá.

O lelê meu Deus do céu que alegria, Os pretos velhos não carregam soberbia, Meu Deus do céu isso assim eu preferia, A estrela D´Alva no ponto do meio-dia.

No meu quintal eu vou plantar pé de pinheiro, Para mostrar como se quebram feiticeiros, No meu quintal eu vou plantar pé de arrueira, Para mostrar como se quebram feiticeiras.

O lelê meu Deus do céu que alegria, Os pretos velhos não carregam soberbia, Meu Deus do céu isso assim eu preferia, A estrela D´Alva no ponto do meio-dia.

Aonde é que os Pretos-Velhos moram Aonde é que os Pretos-velhos giram(bis)

Mas eles moram na beira do rio, onde o galo não canta, E a cobra não pia.

Lá vem vovô descendo a serra com sua sacola

É com sua rosária, é com seu patuá, ele vem de Angola Lá vem vovô descendo a serra com sua sacola

É com sua rosária, é com seu patuá, ele vem de Angola Eu quero ver, vovô, eu quero ver

Eu quero ver se filho de pemba tem querer Eu quero ver, vovô, eu quero ver

Eu quero ver se filho de pemba tem querer

As almas já acenderam o candeeiro

88 Ê ê ê, lá no fundo do mar

O cachimbo da vovó tá no toco Manda muleque buscar O cachimbo da vovó tá no toco Manda muleque buscar Se a mata pegou fogo Seu cachimbo ficou lá Se a mata pegou fogo Seu cachimbo ficou lá Preta-velha trabalha, trabalha A mironga da velha tá debaixo do pé Preta-velha trabalha, trabalha A mironga da velha tá debaixo do pé!

No terreiro de Umbanda, Preto Velho vem salvar;

Fazendo sua reza, Pede a Zambi,

Pra todos os Filhos ajudar.

Preto é sempre humilde, Por que foi duro o cativeiro, Mesmo depois de tantos anos, Ainda chora no terreiro.

Mão de negro na terra Foi calejada;

Alma de negro no céu foi por, Zambi iluminada.

Auê!

Auê!

89 Auâ!

Povo de Loanda

Também vai escrevinha…

Mãe preta que tanto chorou , Lá na sombra da palmeira, Quando o Branco sem dó, Seu filho escravizou, É mãe preta que trabalha, No serviço do senhor…

Quando Maria do congo trabalha… baixa no terreiro…

Quando Maria do congo trabalha… baixa no terreiro…

Todos seus filhos ficam dizendo “quebra macumbeiro..”

Todos seus filhos ficam dizendo “quebra macumbeiro…”

Maria do congo auê…Maria do congo auá (bis)

Vovô é ele é dono de congá, Vovô é ele é dono de congá

No jardim das oliveiras vovô sabe trabalhar No jardim das oliveiras vovô sabe trabalhar

Um navio negreiro vem beirando o mar, trazendo os pretos velhos para trabalhar.

Um navio negreiro vem beirando o mar, trazendo os pretos velhos para trabalhar.

Lerê, Lerê, Lerê, Lerê, leia…(bis)

Preto velho na senzala ficava a rezar, uma ave Maria pra se libertar. (bis)

Olha a saia da vovó, É de um babado só (bis)

A vovó tem sete filhos todos sete quer comer

90 A panela está vazia

É pai ogum que vai encher (bis)

Vovó já vai já vai pra Aruanda Vovó já vai já vai pra Aruanda

A benção vovó proteção pra nossa umbanda

Santo Antonio segura seus filhos segura o congá,

Eu sou filha de pemba, eu não posso cair, eu não posso tombar (bis) Mais como caminhou, pemba (bis)

Mais como caminhou Santo Antonio de pemba Como caminhou ..

Vovó é umbanda no conga (bis) Mas no jardim das oliveiras Vovó sabe trabalhar

Vovó não quer casca de coco no terreiro (bis) Pra não lembrar dos tempos do cativeiro Capim guiné

Estou capinado esta crescendo (bis)

Se ver um velho no caminho e tomar benção (bis) Benção deus (bis)

Benção meu pai aos preto velho

O navio negreiro, Está em alto mar, Trazendo os Africanos, Para trabalhar.

91 O navio negreiro,

Está em alto mar, Trazendo os Africanos, Para trabalhar.

Oi Saravá, Linha do Congo, A sua Gira é formosa, Em qualquer lugar.

Oi Saravá, Linha do Congo, A sua Gira é formosa, Em qualquer lugar.

Preto Velho nunca foi à cidade, Oi cidade,

Fala na língua de Zambi, Oi cidade.

Preto Velho nunca foi à cidade, Oi cidade,

Fala na língua de Zambi, Oi cidade.

Segura o touro cambinda Amarra no mourão Que touro bravo cambinda

Enquanto que a chibata batia em seu amor, Mãe preta embalava o filho branco do senhor.

Enquanto que a chibata batia em seu amor,

92 Mãe preta embalava o filho branco do senhor.

Mãe preta, mãe preta.

Mãe preta, mãe preta.

O tambor ta me chamando Pretos velhos vem chegando O tambor ta me chamando Pretos velhos vem chegando Oi dá licença abre a porteira Pretos velhos pedem amor E vem trazendo pra seus filhos Caridade e muito amor E vem trazendo pra seus filhos Caridade e muito amor

Nosso senhor do bom fim, valei-me são salvador Vamos sarava nossa gente que o povo da Bahia chegou Cadê a sua pemba, cadê a sua guia

Sua terra é muito longe seu congá é na Bahia.

No tempo do cativeiro, preto velho trabalhou

Não tinha liberdade, e guardava os problemas do senhor Quando chegava a noitinha, preto pegava o tambor Entrava na sua senzala, chamava ogum sarava pai xangô Xangô caô Xangô caô.

A vovó quando corimba é com ordem de nosso senhor

93

Louvando nossa senhora, com muita paz e muito amor (bis) Deixa vovó corimbá, que o vovô que o vovô já corimbou (bis) Mas não pisa na saia da vovó, deixa a vovó corimbá (bis)

Mas que arruda tão bonita, vovô manda arrancar Não chora meu netinho, eu vou mandar plantar

Meu cachimbo está no toco, manda moleque buscar (bis) No sertão da mata virgem meu cachimbo ficou lá (bis)

Navios negreiros no meio do mar.

correntes pesadas na areia arrastar.

A negra escrava tristonha a cantar.

a negra escrava tristonha a cantar.

Saravá, nossa mãe Yemanjá.

Saravá, nossa mãe Yemanjá … A estrela brilhou, quem veio salvar … Nos campos, nas matas, na areia do mar,

Virou a caçamba de fundo pro ar, virou a caçamba de fundo pro ar.

E quem nos salvou, foi mãe Yemanjá.

E quem nos salvou, foi mãe Yemanjá …

No cachimbo do preto velho, eu vai chorar no congá.

Oi que chora, que chora, que chora, Eu vai chorar no congá.

Oi saravá, preto velho agora.

oi saravá, que ele vem de angola (bis)

94

O preto velho que chegou neste congá, firma ponto no terreiro que ele veio trabalhar (bis)

Oi viva as almas do rosário de Maria.

Nossa senhora, é a sua guia.

Preto velho senta no toco, ele faz o sinal da cruz.

Pede proteção a zambi, para os filhos de Jesus. (bis) Cada conta do seu rosário, é um filho que aqui está.

Se não fossem os pretos velhos, não sabia trabalhar (bis)

Santo Antonio de pemba, caminhou sete anos, A procura de um anjo, mas não encontrou.

Como caminhou minha santo Antonio Como caminhou minha santo Antonio (bis)

Subi a escada de Jacó, a procura de Oxalá (bis) Encontrei os pretos velhos sentados a trabalhar (bis)

Vovó tem sete saias a última saia tem mironga Vovó vem de angola prá salvar filhos de umbanda (bis) Com seu patuá e a figa de guiné, vovó vem de angola Prá salvar filhos de fé (bis)

Pisa na Umbanda pisa devagar

95 Firma o pensamento que é pra não tombar (bis) Se quiser sair, saia devagarzinho

Sai bem de mansinho você vai voltar (bis)

Já mandei dizer, que vinha sarava, Já mandei dizer, que vinha sarava

Eu sou Preta Mina, eu vim beber eu vim baila Eu sou Preta Mina, eu vim beber eu vim baila No meio da guma, no meio do mar,

Na guma da mina eu vim sarava, No meio da guma no meio do mar, Na guma da mina eu vim sarava.

Adorei as Almas, as almas me atenderam.

Adorei as Almas, as almas me atenderam.

Eram as Santas Almas, Lá no cruzeiro Eram as Santas Almas, Lá no cruzeiro

Preto na senzala bateu sua caixa Deu viva Iaia!

Preto na senzala bateu sua caixa Deu viva Ioio!

Viva Iaia, Viva Ioio!

Viva Nossa Senhora, Cativeiro já acabou!

É nagô é, é nagô é É nagô é, é nagô é

96 Ele é filho de Nagô

Seu padrinho é São José

Com dendê, com dendê.

Preto velho trabalha com dendê Agora que eu quero ver.

Preto Velho trabalha com dendê.

Senhora do rosário Foi quem me trouxe aqui A água do mar é santa Eu vi, eu vi, eu vi.

Caminhou, caminhou Preto Velho caminhou Lá na Aruanda Mariô Preto Velho caminhou.

Meu cachimbo tem mironga Meu cachimbo tem dendê Quem duvida do meu cachimbo.

Meu cachimbo tem mironga Meu cachimbo tem dendê Quem duvida do meu cachimbo.

No documento ArteFolk Pontos Cantados (páginas 73-104)

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