2 – REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
TIPO DE MATERIAL
1- PRIMÁRIAS 2 SECUNDÁRIAS
H - MOVIMENTOS COMPLEXOS DE TALUDES
Existem várias outras classificações além daquela apresentada por Varnes (1985) que se apresentam acrescidas ou modificadas em termos de peculiaridades dos profissionais e das regiões onde foram desenvolvidos os trabalhos que as originaram como exemplo: Sharpe, 1938; Nemcok et al., 1972; Hasegawa, 1985; Sassa, 1985; Lansheng et al., 1995, dentre outras, que podem ser observadas em um estudo comparativo, desenvolvido por Rodrigues, 1996.
Inventário
Um dos pontos mais importantes na execução de um trabalho que envolve a análise e avaliação de riscos é a execução de um inventário detalhado onde são levantadas, analisadas e correlacionadas todas as informações necessárias (Chacón et al., 1994), obtendo-se, assim, uma base de dados morfométricos e tipológicos que garantem uma análise estatística conveniente dos fatores de estabilidade.
Qualquer que seja o nível de detalhe, a etapa relativa ao inventário é de fundamental importância pois é ela a responsável pela fonte dos documentos básicos que orientarão o uso e a ocupação, assim como possibilitarão o desenvolvimento das etapas seguintes.
Xavier-da-Silva & Carvalho Filho (1993) definem inventário como o levantamento das condições ambientais vigentes em uma certa extensão espacial, em uma ou várias ocasiões.
A execução de um inventário dos movimentos de massa gravitacionais envolve a combinação de levantamentos em fotografias aéreas, mapas e trabalh os de campo onde são obtidos os fatores geológicos, geomorfológicos, pedológicos, dentre outros (El Hamdouni et al. 1996; Chacón et al. 1996) e constitui base para as etapas seguintes de uma análise de risco, que envolve a elaboração de Cartas de Hazard/Risco ou ainda a realização de trabalhos que visam a correção de problemas advindos dos movimentos de massa gravitacionais.
São encontradas na bibliografia, várias recomendações para execução de inventários: Záruaba & Mencl, 1969; Carrara & Merenda, 1976; Cotecchia, 1978; Varnes, 1985; UNESCO, 1990; WP/WLI, 1991; UNESCO - WP/WLI, 1993 e Rodrigues et al., 1996 apresentam um estudo comparativo entre elas.
Hazard (Evento perigoso)
É um processo com potencial para causar conseqüências indesejáveis; devem ser desc ritos por zonas e magnitude. Sendo fenômenos naturais ou não, fatos sociais ou assemelhados que provocam algum tipo de perda aos componentes do meio ambiente, caracterizados principalmente pela intensidade. Entende -se intensidade para eventos perigosos
do meio físico como o volume de materiais inconsolidados, rochas, águas, ventos e características energéticas (movimentos) associadas.
A Carta de Zoneamento de Eventos Perigosos é um documento que registra as diferentes probabilidades ou potencialidades existentes para que ocorra um ou mais eventos perigosos em uma área num determinado período de tempo e com um nível de intensidade.
Vulnerabilidade
É o grau de perda para um dado elemento ou grupo de elementos dentro da área afetada, por exemplo, por um escorregamento.
Perigo
É um fenômeno natural (no caso do presente estudo: movimento de massa gravitacional) caracterizado mecânica e geometricamente.
Risco
É uma medida da probabilidade e severidade de um efeito adverso para a saúde, propriedade ou ambiente. O risco é, normalmente, o produto da probabilidade pela conseqüência. São avaliados para os elementos naturais ou antrópicos, frente a um evento perigoso condicionado a uma área e a um espaço de tempo.
Os elementos do risco são formas antrópicas, componentes ambientais e sociais na área potencialmente afetada pelo evento.
O risco aceitável é o nível de perdas aceitável pelos levantamentos do meio ambiente. Significa que a intensidade do evento é tal que medidas estruturais de segurança podem ser executadas com custo adequado, ou que a perda de vidas esteja dentro dos níveis considerados aceitáveis pelas autoridades dentro das condições econômicas e sociais; sendo que o nível de risco aceitável depende das condições de cada região ou país.
O risco individual é o risco de perda de vidas ou materiais de qualquer indivíduo que vive ou desenvolve atividades nos domínios da zona exposta ao evento.
Riscos para a sociedade são riscos de múltiplas perdas (ou mortes) para a sociedade como um todo, causado pelo evento.
Independente do tipo da fonte de riscos a avaliação de riscos é sempre o resultado decorrente da probabilidade de ocorrer um evento com determinada intensidade e da vulnerabilidade dos elementos do meio ambiente frente ao evento.
A Carta de Zoneamento de Risco é o documento elaborado a partir da Carta de Zoneamento de Eventos Perigosos e da vulnerabilidade dos elementos do sistema (naturais ou antrópicos) que registra os diferentes níveis de riscos que a região esta sujeita.
2.2.2 – Instrumentos para Obtenção e Integração das Informações
O planejamento é fundamental como instrumento de administração pública. No entanto, sem informações corretas, atuais e consistentes, não é possível planejar adequadamente. Isto porque o crescimento urbano é um processo espacia l dinâmico, onde a compreensão da atualidade abrange a percepção histórica da evolução da cidade e também o potencial de mudanças para o futuro próximo (Davis, 2000).
Os administradores fazem, normalmente, diversas análises setoriais que com o auxilio do geoprocessamento, podem ter seu processo bastante simplificado, uma vez que o mesmo auxilia tanto na coleta como na representação, análise e visualização das informações, através dos recursos gráficos dos sistemas de informação.
Marinho (1998) afirma que em SIG existe a necessidade de se contar com um conjunto de dados que servem de base para as informações específicas de cada aplicação. Estes dados básicos freqüentemente envolvem informações cartográficas e estatística fundamentais, que serão compartilhadas por diversas aplicações. Além disso, sua própria disponibilidade serve como fomentadora de novas aplicações, tornada viáveis pelo trabalho já desenvolvido, e atraentes pela percepção da experiência adquirida no desenvolvimento das primeiras aplicações. Portanto, é necessário o estabelecimento de padrões de intercâmbio de informações, uma vez que estas precisam ser compartilhadas por diversos softwares e, além disso, considerar a qualidade e o nível de detalhamento destas.
Zuquette (1987) realça a importância da identificação e definição dos atributos necessários ao correto estabelecimento dos componentes dos mapas que devem considerar a grande variabilidade destes atributos que podem ser absolutos, presentes ou ausentes; qualitativos, quantitativos ou não mensuráveis; constantes ou variáveis no espaço e/ou no tempo; podendo ainda existir no espaço e no tempo com ou sem relações causa-efeito, uma vez que a preocupação básica quando da coleta das informações é que estas sejam representativas.
Zuquette (1993) apresenta um resumo das principais formas de ocupação que podem ser implantadas no Brasil (Tabela 2.4) além da definição dos fatores e atributos para o planejamento, relacionados às formas de ocupação (Tabela 2.5). O autor afirma que a obtenção dos atributos pode ser efetuada através de três procedimentos básicos:
? obtenção de atributos a partir do estabelecimento de malhas regulares;
? obtenção através de consulta de documentos isolados para cada componente do meio físico e produzidos por diferentes equipes;
Tabela 2. 4- Principais formas de ocupação que podem ser implantadas no Brasil (Zuquette, 1993).
URBANAS REGIONAIS RURAIS
1. Áreas residenciais