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4. O PROJETO DE LEI Nº 330/2004: UMA TENTATIVA DE REGULAMENTAR A

4.2 Críticas ao projeto de lei

4.2.3 A representação sindical

O terceiro ponto que suscita divergências no projeto diz respeito à garantia dos direitos trabalhistas aos terceirizados, principalmente com relação à representação sindical.

De acordo com o artigo 15, caput, da proposta original, o trabalhador terceirizado será filiado ao sindicato representante da categoria profissional correspondente à atividade exercida por ele na empresa contratante, ou seja, os empregados terceirizados serão representados pelo sindicato da categoria da empresa prestadora de serviços

Não sendo filiados ao sindicato da atividade preponderante da empresa, os terceirizados possuem enquadramento sindical e benefícios normativos diferentes dos empregados do tomador. Eles serão regidos pelas convenções ou acordos trabalhistas feitos entre a contratada e o sindicato dos terceirizados. Vale ressaltar que o sindicato dos terceirizados somente poderá ser o mesmo da empresa tomadora se a atividade terceirizada pertencer à mesma categoria econômica.

Excluídos das negociações da contratante com seus empregados diretos, os trabalhadores terceirizados receberão tratamento diferenciado quanto à remuneração e aos

benefícios recebidos pelos trabalhadores que, embora realizem funções idênticas as suas, possuem vínculo empregatício direto com o tomador.

Esse tratamento jurídico expõe os terceirizados a uma situação de inferioridade em relação aos direitos eventualmente já conquistados pelos trabalhadores de determinada categoria. A título de exemplo podemos citar a atividade bancária, onde todos os funcionários vinculados diretamente a um determinado banco usufruem dos benefícios conquistados pelo sindicato dos bancários. No entanto, se os caixas desse banco forem eventualmente terceirizados por uma empresa interposta, eles não estarão sujeitos às benesses das normas coletivas dos bancários, inclusive serão excluídos da jornada de 6 horas prevista no artigo 224 da CLT. Não sendo funcionários diretos do banco, os terceirizados terão que se submeter a regras de outro sindicato possivelmente menor e com menos capacidade negocial que a classe dos bancários.

Além de oferecer um tratamento claramente discriminatório aos terceirizados, com flagrante violação dos princípios antidiscrinatório e isonômico, consagrados, respectivamente, nos artigos 7º, XXXII, e 5º, caput, da Constituição Federal, essa forma de representação sindical permite que em uma mesma empresa haja 10 convenções coletivas diferentes, o que pulveriza a ação sindical e prejudica as negociações com o patronato.

Bem se sabe que é por meio lutas sindicais que as regras trabalhistas são criadas e aperfeiçoadas. Contudo, essas lutas só são possíveis em razão da identidade das categorias e da união entre os trabalhadores, que, submetidos as mesmas condições de trabalho, possuem interesses em comum e se mobilizam em busca de melhorias.

A forma como a representação sindical foi proposta pelo PL 4330/04 instala divergências entre os trabalhadores, enfraquecendo seus vínculos e desmobilizando-os. Pela forma de sindicalização proposta pelo projeto, dentro de uma mesma empresa os empregados ficam submetidos a tratamentos diferenciados, já que os terceirizados possuem salários e benefícios inferiores por não fazerem parte do mesmo sindicato dos trabalhadores diretos da empresa.

Percebe-se aqui a violação dos princípios da condição mais benéfica e da primazia da realidade, visto que eles não aprovam a existência de tratamento diferenciado no mesmo ambiente de trabalho86.

Em razão de estarem submetidos a convenções coletivas diversas, os trabalhadores possuem reivindicações diferentes. Assim, a luta do terceirizado consiste basicamente em se aproximar do tratamento conferido aos empregados diretos, enquanto estes buscam a melhoria dos direitos que o terceirizados ainda nem conquistaram. Cria-se, portanto, uma divisão no seio da classe trabalhadora.

Além de dispersar os trabalhadores dentro da empresa, o projeto também o faz dentro do próprio sindicato. Isso porque, ao determinar a sindicalização do terceirizado na categoria da empresa prestadora de serviço, une, em uma entidade, trabalhadores que não possuem qualquer identificação entre si, pois prestam serviços a tomadoras diferentes e ficam submetidos a distintas condições de trabalho.

Não se pode conceber uma categoria sem identidade, sob pena de esvaziamento de seu conceito legal. Uma categoria profissional caracteriza-se pelas semelhanças na formação profissional, nas condições de trabalho e nas circunstancias laborativas dos trabalhadores. A falta de identidade entre os trabalhadores enfraquece a entidade sindical, pois deteriora o autorreconhecimento deles enquanto classe.

Como se pode perceber, a previsão do projeto quanto à representação sindical dificulta a organização coletiva e a luta por melhorias trabalhistas. O direito à sindicalização é assegurado, mas ao invés de oferecer mecanismos de efetivação desse direito, o PL cria obstáculos ao seu exercício.

Segundo o advogado Ericson Crivelli, especialista em Direito Público e Internacional e em relações coletivas de trabalho pela Universidade de Bologna, ―o projeto, na prática, vai além do que se tem ouvido. Trata-se da tentativa de uma minirreforma sindical que pode desmontar a representação sindical na maioria dos setores‖87.

Sendo assim, para evitar a fragmentação do movimento sindical e assegurar que os terceirizados tenham os mesmos direitos dos demais trabalhadores da empresa contratante, defende-se que a filiação sindical se dê pela regra da categoria preponderante da empresa

86 OLIVEIRA, Lourival José de. Garantias Constitucionais no Processo de Terceirização no Brasil. Revista da Faculdade de Direito de Uberlândia, v.39: 77-94, 2011. p. 88

87 Disponível em: <http://economia.ig.com.br/2015-04-07/projeto-de-lei-a-favor-da-terceirizacao-gera-racha-entre-centrais-sindicais.html>. Acesso em: 20 de maio de 2015.

tomadora, permitindo que os terceirizados se filiam ao mesmo sindicato dos empregados diretos da empresa.

4.3. Considerações acerca do projeto de lei

O Projeto de Lei 4330/04 almeja regulamentar a terceirização para teoricamente garantir direitos aos trabalhadores envolvidos. No entanto, por servir muito mais aos propósitos lucrativos dos empresários, seu objetivo não será alcançado.

Primeiramente, constata-se que o Projeto de Lei é incompatível com a noção de trabalho digno, que é objeto de proteção tanto no âmbito internacional, através das determinações da Organização Internacional do Trabalho – OIT, como no âmbito nacional, por meio das garantias constitucionais do trabalhador.

O Governo brasileiro assumiu perante a OIT o compromisso de promover o trabalho decente buscando o respeito aos direitos no trabalho, a promoção do emprego, a extensão da proteção social e o fortalecimento do diálogo social. Para atingir esses objetivos lançou em 2006 a Agenda Nacional do Trabalho Decente, a qual reúne uma série de projetos e políticas públicas em prol do trabalhador.

Sendo assim, por uma questão de cooperação internacional, a legislação trabalhista do Brasil deve ser baseada em princípios e regras que garantam o trabalho digno a todos os obreiros, sem exceção. O projeto de lei em análise, caso aprovado, fará exatamente o contrário, pois dará origem a um disciplinamento legal que precariza as condições de trabalho dos terceirizados, gerando postos de trabalho com padrões inferiores àqueles assegurados aos demais trabalhadores.

Os apoiadores do projeto costumam se basear em um raciocínio estritamente econômico para justificá-lo, defendendo que o aumento de postos de trabalhos terceirizados garante às empresas maior produtividade, eficiência e competitividade. Nota-se, portanto, que há uma pretensão de estimular a economia às custas da precarização dos direitos trabalhistas dos terceirizados.

Contudo, a observância dos valores econômicos não pode significar a supressão dos princípios constitucionais mais caros ao direito do trabalho, os quais são inseparáveis do esforço da humanidade em favor da justiça social88. A ordem econômica, nos termos do art.

170, da Constituição Federal, é fundada tanto na livre-iniciativa como nos valores sociais do trabalho, o que detona uma necessidade de harmonização principiológica a fim de que a contemplação de um valor não signifique necessariamente o sacrifício do outro.

A despeito disso, o projeto dá excessiva importância ao interesse do capital produtivo, negligenciando a tutela jurídica do trabalhador, o que ameaça o equilíbrio entre os princípios constitucionais. A lógica trazida pela proposição deixa o trabalhador a mercê das conveniências econômicas, conferindo-lhe característica de mercadoria.

O princípio da proporcionalidade é flagrantemente violado pelo PL 4330/04, que não procura equilibrar os interesses do capital e do trabalho. Por não impor limites à terceirização o projeto impede a justa proporção entre esses interesses constitucionais colidentes, viciando a futura norma jurídica com severa inconstitucionalidade.89

A proposta de lei perde a oportunidade de oferecer aos trabalhadores terceirizados uma proteção jurídica mais eficaz, legitimando uma realidade de precárias condições laborais em que já se encontram esses trabalhadores. Para servir aos interesses econômicos, o texto do projeto desprotege o trabalhador, denotando a supressão dos princípios da valorização do trabalho e da justiça social, para a contemplação do princípio da livre-iniciativa.

Acredita-se que para se amoldar às diretrizes do trabalho digno e contemplar o princípio da proporcionalidade, o projeto necessita de significáveis mudanças, tais como as que foram explanadas em relação à responsabilidade da tomadora, à terceirização de atividade-fim e à representação sindical.

A terceirização surgiu em um contexto de concorrência comercial, decorrente da globalização e liberalização da economia, onde se exige maior produtividade, melhor

88 SÜSSEKIND, Arnaldo. Direito Constitucional do Trabalho. 4ª ed. ampl. e atual. Rio de Janeiro: Renovar,

2010. p. 44.

89 AMORIM, Helder Santos. O PL 4330/2004-A e a Inconstitucionalidade da Terceirização sem Limites.p.8.

Disponível em: < http://www.prt3.mpt.gov.br/informe-se/noticias-do-mpt-mg/266-artigo-o-pl-4-330-2004-e-a-inconstitucionalidade-da-terceirizacao-sem-limite>. Acesso em: 02 de abril de 2015.

qualidade de produtos e serviços, além do enxugamento de custos. Essa concorrência motivou a flexibilização das normas de proteção ao trabalho.90

A flexibilização das normas trabalhistas, muito embora seja fundamental para estabelecer o equilíbrio entre os interesses conflitantes do capital e do trabalho, deve ser pautado nos ditames constitucionais que protegem o trabalho humano, procurando conferir aos trabalhadores terceirados os mesmo direitos garantidos aos trabalhadores em geral.

A tendência de tornar as regras trabalhistas mais maleáveis para baixar os custos empresariais e tornar a empresa mais competitiva, não deve significar a desregulamentação do Direito do Trabalho, reduzindo a proteção que a ordem jurídica confere aos obreiros. Embora seja necessária para estabilidade da economia, a flexibilização das normas não pode deixar de prestigiar certos princípios e normas fundamentais, que independente do contexto econômico, jamais podem ser relativizados.91

O projeto sob análise vai de encontro a essa orientação, legitimando uma realidade que ao invés de implementar novas tecnologias para rebaixamento de custos empresariais, se utiliza da redução de direitos trabalhistas. Redução, porque, quando possibilita o aumento de postos de trabalho terceirizados, a proposta insere mais trabalhadores em um tratamento jurídico de valor inferior, o que significa indiretamente o rebaixamento do valor social do trabalho como um todo.

A socióloga Carla Diéguez, em entrevista para o programa Melhor e Mais Justo, da Rede TVT, afirma que o PL 4330/04 representa uma reforma trabalhista disfarçada. A expressão parece-nos extremamente oportuna, principalmente pela expansão da forma de trabalho terceirizada que o projeto provoca. É como se a classe empresária quisesse se livrar das obrigações advindas de uma relação empregatícia e não o pudesse fazer de forma direta, devido à repercussão social negativa que uma proposta dessa natureza teria.

Ora, quem conhece minimamente o instituto da terceirização é capaz de observar jurídica, permitir a sua ampliação significaria, portanto, uma drástica precarização da condições de trabalho de forma geral.

90 SÜSSEKIND, Arnaldo. Direito Constitucional do Trabalho. 4ª ed. ampl. e atual. Rio de Janeiro: Renovar, 2010. p.42.

91 Ibidem. p. 43.

A involução dos direitos trabalhistas autorizada pelo projeto colide frontalmente com um dos princípios mais caros ao Direito do Trabalho, qual seja, o do não retrocesso social. Não se pode admitir o ingresso de uma lei no ordenamento jurídico que retire direitos trabalhistas historicamente conquistados para a realização plena da dignidade humana. O Estado deve elaborar leis que melhorem progressivamente as condições do trabalhador, o que não é o caso do PL 4330/04. Souto Maior possui entendimento semelhante acerca do projeto:

A intenção da lei, assim votada, visando favorecer aos interesses econômicos de alguns segmentos empresariais e políticos do governo não se amolda, obviamente, ao projeto constitucional de elevação da condição humana a partir dos valores já mencionados. Lembre-se que as relações de trabalho são reguladas pelo direito do trabalho, cujo princípio é o da elevação progressiva das condições sociais e econômicas dos trabalhadores, estando coibida a lógica do retroceder.92

A Constituição Federal não regula de forma específica a terceirização, mas pelo seu conjunto normativo, é possível perceber que ela impõe limites claros ao processo de terceirização através de princípios como o da dignidade da pessoa humana, da proteção ao trabalhador e da valorização do trabalho. A Carta Magna não permite fórmulas de utilização do trabalho que não preservem o patamar civilizatório mínimo instituído pela ordem constitucional e legal do país, como é o caso do PL 4330/04, que promove a desigualdade social entre os trabalhadores e entre estes e os detentores da livre iniciativa, legalizando a discriminação que a terceirização naturalmente provoca.

Godinho Delgado93 afirma que a terceirização sem limites é incompatível com a ordem constitucional, o que permite-nos pugnar pela rejeição do projeto analisado, já que o mesmo pretende realizar a terceirização de forma desenfreada.

92 MAIOR, Jorge Luiz Souto. PL 4.330, o Shopping Center Fabril: Dogville mostra a sua cara e as possibilidades de redenção. Disponível em: <http://www.anamatra.org.br/index.php/artigos/pl-4-330-o-shopping-center-fabril- dogville-mostra-a-sua-cara-e-as-possibilidades-de-redencao>. Acesso em: 22/04/2015.

93 DELGADO, Maurício Godinho. Curso de Direito do Trabalho. 10ª ed. São Paulo: Ltr, 2011. p.434.

5. CONCLUSÃO

O que se pretende sustentar nesse estudo é que o PL 4330/04 está longe de contemplar o sugerido objetivo de tutelar os direitos dos trabalhadores terceirizados, conferindo segurança jurídica às relações em que configurarem como parte.

Um lei que visasse amenizar a vulnerabilidade a que estão sujeitos os trabalhadores terceirizados deveria prever restritas hipóteses de terceirização; assegurar a isonomia salarial entre terceirizados e empregados diretos da empresa tomadora; determinar a responsabilização direta da empresas tomadoras do serviço; e permitir que a representação sindical desses trabalhadores se desse com base na atividade preponderante da empresa tomadora do serviço.

Jorge Luiz Souto Maior, em seminário sobre a terceirização, defende que, ao invés de se procurar meios para regulamentar a terceirização, deve-se proibi-la, extirpando-a da ordem justrabalhista brasileira, pois não há forma de tornar o instituto menos perverso.

Contudo, ousamos discordar da opinião do jurista acima citado. Sabendo que a terceirização é uma realidade no mercado de trabalho brasileiro, sendo atualmente utilizada nos mais variados segmentos da economia, não se pode admitir que o direito fique alheio a essa transformação social. Embora se concorde que a fórmula terceirizante jamais vai conseguir garantir aos trabalhadores todos os direitos que uma relação empregatícia clássica garante, a ordem jurídica deve tentar prestar a maior assistência possível aos que a ela se sujeitam, a fim de assegurar a aplicação do direito ao trabalho digno.

Ao nosso ver um futuro disciplinamento legal que busque regulamentar a terceirização deve conter disposições restritivas ao fenômeno, de modo a desencorajar sua utilização pelas empresas. Da mesma forma que as hipóteses de terceirização foram sendo ampliadas da Lei do Trabalho Temporário até a Súmula 331, do TST, que seja realizado o movimento contrário, minando a terceirização a cada iniciativa legislativa ou jurisprudencial até que a sua expressão seja mínima no mercado de trabalho do país.

Da mesma forma que os críticos do PL 4330/04 apresentam inúmeros impactos de ordem social e jurídica ocasionados pela ampliação da terceirização para toda e qualquer atividade, será igualmente gravoso seguir o raciocínio de Souto Maior e eliminar todas as

formas de terceirização do mercado de trabalho brasileiro, principalmente do ponto de vista econômico.

A Constituição toma a ordem econômica como instrumento para a realização dos direitos fundamentais, visto que ela se presta a assegurar uma existência digna a todos, de acordo com o seu artigo 170, caput, da CF. Sendo assim, o desenvolvimento econômico está intimamente com a qualidade de vida das pessoas, com o progresso social, sendo impossível que um Estado economicamente fracassado possa oferecer aos seus nacionais condições mínimas de sobrevivência.

No plano internacional, a Declaração da Filadélfia, que foi analisada no capítulo primeiro do presente estudo, defende esse ponto de vista, afirmando que o desenvolvimento econômico é condição indispensável para atingir os objetivos sociais.94

Essa reflexão tenciona demonstrar que a erradicação da terceirização modifica drasticamente o modo de produção das empresas brasileiras e arrisca a estabilidade financeira das mesmas. A redução da produtividade e dos lucros desaquecerá o mercado brasileiro, provocando estagnação no desenvolvimento tanto econômico como social do país.

Em obediência ao princípio da proporcionalidade se deve realizar um sopesamento de valores, de modo que tanto os direitos econômicos como os direitos sociais sejam considerados sem que nenhum dos dois precise ser sacrificado. Dessa forma, o limite dos direitos trabalhistas deve ser a sobrevivência das empresas, as quais constituem importantes instrumentos de desenvolvimento social e econômico. Já o limite do progresso econômico, deve ser a garantia de dignas condições de trabalho.

Por fim, corroborando com a visão acima apresentada, salienta-se que o objetivo do Direito do Trabalho não é defender ou favorecer o trabalhador a todo custo, mas equilibrar as relações de trabalho de modo que ambas as partes, empregados e empregadores, possam ter seus direitos assegurados. Se, em nome da defesa dos direitos dos trabalhadores, a lei proibir terminantemente a terceirização levando as atividades empresariais ao colapso, o equilíbrio das relações trabalhistas restaria comprometido, agora desfavorecendo em demasia o empregador.

94 SÜSSEKIND, Arnaldo. Direito Constitucional do Trabalho. 4ª ed. ampl. e atual. Rio de Janeiro: Renovar, 2010. p.18.

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