PATRIMÔNIO LÍQUIDO (Capital Próprio)
1. Fases do Trabalho 2 Objeto do Custo 3 Finalidades Gerenciais
2.4.2 PRINCÍPIOS DE CUSTEIO Como trata Bornia (2002, p.53):
um sistema pode ser encarado por meio de dois ângulos: o ponto de vista do princípio, que norteia o tratamento das informações, e o ponto de vista do método, que viabiliza a operacionalização daquele princípio. O princípio determina qual informação o sistema deve gerar e está intimamente relacionado com o objetivo do sistema. O método a como a informação será obtida e relaciona-se com os procedimentos do sistema.
Bornia (2002) sustenta que os princípios são filosofias básicas, ou seja, um norte a ser seguido pelos sistemas de custos, de acordo com o objetivo e/ou período de tempo no qual se realiza a análise. O porte da empresa também pode ser um fator determinante. Para o estudo dos princípios, este trabalho pauta-se nas idéias de Bornia (2002), onde o mesmo destaca que o custeio por absorção apresenta a seguinte divisão: custeio por absorção integral e custeio por absorção ideal. E por último o custeio variável.
a) Custeio por absorção integral
Para Leone (2000, p.242), o custeio por absorção é aquele que faz debitar ao custo dos produtos todos os custos da área de fabricação, sejam esses custos definidos como custos diretos ou indiretos, fixos ou variáveis, de estrutura ou operacionais. Isso pode ser melhor percebido pela exemplificação na figura 8.
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Produto Produto Produto A B C
Figura 8: Estrutura básica do critério do custeio por absorção (Fonte: Adaptado de Leone, 2000).
Maher (2001, p.360) argumenta que o custeio por absorção é um sistema de contabilização de custos no qual, tanto os custos fixos, como os custos variáveis de produção são considerados custos do produto.
Nascimento (2001, p.58) explica que o custeio por absorção consiste em imputar ao produto final ou à produção todos os seus custos variáveis diretos, mais os custos indiretos e fixos. É o método oficial adotado no Brasil e segue a Lei Federal nº 6.404/76, aplicada às Sociedades Anônimas e demais pessoas jurídicas de direito privado.
Bornia (2002) destaca que o custeio por absorção divide-se em dois: custeio por absorção integral e custeio por absorção ideal.
No custeio por absorção integral, ou total, a totalidade dos custos (fixos e variáveis) são alocados aos produtos. Este sistema se relaciona com a avaliação de estoques, ou seja, com o uso da contabilidade de custos como apêndice da contabilidade financeira, para gerar informações para usuários externos à empresa.
Materiais diretos Mão-de-obra direta Custos gerais de produção Departamento de Serviços nº 1 Departamento de Serviços nº 2 Departamento operacional Y Departamento operacional X
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b) Custeio por absorção ideal
No custeio por absorção ideal, todos os custos também são computados como custos dos produtos. Contudo, os custos relacionados com insumos usados de forma não-eficiente (desperdícios), não são alocados aos produtos, ou seja, a separação entre custos e desperdícios é própria do custeio por absorção ideal. Bornia (2002) ressalta que esta separação é relevante para a implementação no processo de redução contínua dos desperdícios, possibilitando a priorização das ações de combate ao trabalho que não agrega valor e sendo apropriado ao apoio à melhoria contínua da empresa.
c) Custeio variável (direto)
Custeio variável ou custeio direto é um sistema de contabilização de custos em que apenas os custos variáveis de produção são atribuídos aos produtos (MAHER, 2001, p.360).
O Custeio Variável ou Direto consiste em imputar ao produto final ou à produção apenas os custos variáveis e diretos (matéria-prima, embalagem, mão-de-obra direta, energia etc.), levando os custos fixos e indiretos como depreciação, seguros, gastos gerais de fabricação e outros, como despesas de administração, direto à conta de apuração do resultado do exercício (NASCIMENTO, 2001, p.57).
Para o princípio do Custeio variável, as idéias de Horngren, Foster e Datar (2000, p.211-212) são que: Custeio Variável é o método de custeio de estoque em que todos os custos de fabricação variáveis são considerados custos inventariáveis. Todos os custos de fabricação fixos são excluídos dos custos inventariáveis: eles são custos do período em que ocorreram. Entendem-se como custos inventariáveis, os custos associados à aquisição e conversão de materiais e de todos os demais insumos em produtos destinados a venda. O que difere o custeio por absorção do custeio variável é apenas um aspecto conceitual visto que se os custos de fabricação fixos, diretos e indiretos, são levados em consideração na avaliação dos estoques. Ressaltam ainda, que o ponto central da diferença entre custeio variável e custeio por absorção, para efeito de relatório financeiro, é a contabilização dos custos de fabricação fixos.
Bornia (2002, p.55) afirma que no custeio variável ou direto apenas os custos variáveis são relacionados aos produtos, sendo os custos fixos considerados como custos do período.
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Observa-se que quanto aos conceitos de custeio variável, os autores são coerentes e os conceitos bem parecidos. Porém, um fato chama atenção: quase todos autores denominam o custeio variável, também, de custeio direto, (custeio variável ou direto). Já, Horngren, Foster e Datar (2000, p.212) discordam da expressão “direto”:
Algumas empresas empregam a expressão custeio direto para descrever o método de custeio do estoque que nós chamamos de custeio variável. Custeio direto é uma designação infeliz, por dois motivos: (1) o custeio variável não considera todos os custos diretos, mas apenas os custos diretos de fabricação variáveis. Quaisquer custos de fabricação fixos diretos e quaisquer custos diretos que não sejam de fabricação (como os de marketing) não são considerados para a avaliação dos estoques; (2) o custeio variável considera como custos dos produtos não apenas os custos de fabricação diretos, mas também alguns custos indiretos (custos indiretos de fabricação variáveis).