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3.1 - DO DIREITO DE NÃO PRODUZIR PROVA CONTRA SI MESMO

Consagrado pela Constituição Federal, o princípio do direito de não produzir

prova contra si mesmo, ou princípio da nemo tenetur detegere, é considerado como

um princípio fundamental do indivíduo que esteja na posição de investigado ou

acusado.

Para João Claudio Couceiro

30

,

O direito ao silêncio integra um direito maior de todo homem a não colaborar na produção de qualquer prova que procure prejudicá-lo. Este direito de não colaborar pode ser compreendido, no que se refere à audiência do imputado, em direito de não ser ouvido e direito de calar. O direito ao silêncio e o direito de não ser interrogado são espécies do direito de não de não colaborar, não ser confundido entre si.

No que se refere à delação, nas palavras de Maria Elizabeth Queijo, para que

ela possa ser válida e possa servir como meio de prova, é imprescritível que o delator

tenha ciência do negocio jurídico que estará estabelecendo, das suas repercussões e

alcances, bem como tenha sido efetuado em condições de plena liberdade psíquica,

não podendo haver coação, fraude ou violência, ou linguagem que leve ao erro o

imputado. Deverá também, a autoridade e um advogado, que esteja na investigação e

seja de sua confiança, esclarecer sobre a não obrigação de colaborar. Porém querendo

ele colaborar, deverá expressar sua livre vontade e consentimento

31

.

3.2 - DA INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA

Para esse princípio a pena deverá ser individualizada e adaptada para cada

indivíduo.

30

COUCEIRO João Claudio. A Garantia Constitucional do Direito ao Silêncio. São Paulo: ED. RT. 2004. p 152.

31 QUEIJO, Maria Elizabeth. O Direito de Não Produzir Prova Contra Si Mesmo: O Princípio Nemo Tenetur Se Detegere e Suas Decorrências no Processo Penal. 1ª ed., ed. Saraiva, São Paulo 2003, p.55

Quanto ao delito cometido, o artigo 5º, inciso XLVI da Constituição Federal

prevê:

- a lei regulará à individualização da pena e adotará, entre outras, as seguintes:

a) privação ou restrição da liberdade;

b) perda de bens;

c) multa;

d) prestação social alternativa;

e) suspensão ou interdição de direitos.

Para Rogério Grecco, caberá ao judiciário a aplicação da pena de acordo com

o crime cometido, e que interpretando o texto constitucional, pode-se concluir que o

primeiro momento da chamada individualização da pena ocorre com a seleção feita

pelo legislador, quando escolhe para fazer parte do pequeno âmbito de abrangência do

Direito Penal, aquelas condutas positivas ou negativas, que atacam nossos bens mais

importantes. Destarte, uma vez feita à seleção, o legislador valora as condutas,

cominando-lhes penas que variam de acordo com a importância do bem a ser

tutelado

32

, sendo assim, é aceitável que duas pessoas que cometeram o mesmo crime

serem condenadas a penas diferentes. Portanto, pelo instituto da delação premiada, isto

é cabível, tendo em vista a diminuição da pena pelas informações prestadas pelo

réu-colaborador ou até o perdão judicial, com a completa extinção da punibilidade.

Observa-se então, que a delação premiada não está em desacordo com o

princípio da indivisibilidade da ação penal, conforme inscrita no art. 48 do Código de

Processo Penal, que nos remete a ação penal privada. A adoção do princípio da

divisibilidade para a ação penal pública é a posição amplamente majoritária na

32

jurisprudência, permitindo-se ao Ministério Público excluir algum dos co-autores ou

partícipes da denúncia, desde que mediante prévia justificação

33

.

3.3 - DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA

Conforme prevê o artigo 5º LV da Constituição Federal, o princípio do

contraditório é a possibilidade das partes envolvidas no processo terem direito de

manifestarem, devendo haver um equilíbrio na relação estabelecida entre a pretensão

punitiva do Estado e o direito à liberdade e a manutenção do estado de inocência do

acusado.

Já a ampla defesa, nas palavras de Nucci, é um direito concedido ao réu de se

valar de amplos e externos métodos para se defender da imputação feita pela acusação,

gerando inúmeros direitos exclusivos ao réu, como o caso da revisão criminal

34

.

No que tange a delação premiada, verifica-se que há uma afronta aos

mencionados princípios, uma vez que a defesa é garantia constitucional, que para sua

realização necessita-se de todas as provas existentes nos autos. No entanto, os

testemunhos prestados pelos réus-colaboradores podem ser mantidos em sigilo, ou

seja, com clausula de confidencialidade, o que dificultará, portanto o acesso as

33

HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE NULIDADE DA AÇÃO PENAL, QUE TERIA ORIGEM EM PROCEDIMENTO INVESTIGATÓRIO DO MINISTÉRIO PÚBLICO: EVENTUAL VÍCIO NÃO CARACTERIZADO. PRECEDENTES. REEXAME DO CONJUNTO PROBATÓRIO EXISTENTE NOS AUTOS DA AÇÃO PENAL: IMPOSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA INDIVISIBILIDADE: NÃO-APLICAÇÃO À AÇÃO PENAL PÚBLICA. PRECEDENTES. HABEAS CORPUS DENEGADO. 1. É firme a jurisprudência deste Supremo Tribunal no sentido de que o Ministério Público pode oferecer denúncia com base em elementos de informação obtidos em inquéritos civis instaurados para a apuração de ilícitos civis e administrativos, no curso dos quais se vislumbrou a suposta prática de ilícitos penais. Precedentes. 2. Não há, nos autos, a demonstração de que os elementos de informação que serviram de suporte para o recebimento da denúncia tenham sido obtidos em investigação criminal conduzida pelo Ministério Público ou que teriam sido decisivos para a instauração da ação penal, o que seria imprescindível para analisar a eventual existência de vício. 3. Somente o profundo revolvimento de fatos e provas que permeiam a lide permitiria afastar a alegação de que as investigações teriam motivação política, ao que não se presta o procedimento sumário e documental do habeas corpus. 4. Por fim, a jurisprudência deste Supremo Tribunal é no sentido de que o princípio da indivisibilidade não se aplica à ação penal pública. Precedentes. 5. Ordem denegada.

34

informações para que o acusado possa realizar sua defesa.

35

.

3.4 - ASPECTOS NEGATIVOS E POSITIVOS DA DELAÇÃO PREMIADA

Devido a inúmeras opiniões acerca do instituto da delação premiada, faz com

que se torne um tema polêmico entre os juristas, uma vez que muitos vêem na delação

um instrumento antiético, inconstitucional e imoral.

Além das questões éticas, devido à traição que o instituto incentiva outras

situações problemáticas também poderão ocorrer, em exemplo, Renato Flávio Marcão

cita

36

:

A possibilidade do instituto gerar a “acomodação”, à apatia da autoridade incumbida da apuração tendo em vista que a responsabilidade para o desmantelamento das quadrilhas ou bandos ou a recuperação do objetos de roubo ou ainda o resgate das vítimas é da autoridade policial, que deveria estar preparada para isso e não confiar em réus que possuem participação nos crimes, para resolver tais problemas.

35

Em torno do assunto, CERCEAMENTO DE DEFESA – NEGATIVA DE ACESSO À ACORDO DE COLABORAÇÃO DE TERCEIRO, questão já foi objeto de análise pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região no HC 2006.04.00.007320-0/PR, impetrado pela defesa do réu. Naquela decisão foi consignado que o pedido de vista daqueles autos foi acertadamente indeferido na decisão prolatada nos autos 2004.70.00.043116-0/PR, acolhendo-se na íntegra, a fundamentação lá exposta pelo MM. Juiz Titular nos seguintes termos: Autos 2004.70.00.043116-0. O feito contém acordo celebrado entre o MPF e Antonio Celso Garcia e em relação ao qual há cláusula de confidencialidade quanto aos seus termos específicos. Para a defesa do requerente nas ações penais que responde basta saber que existe acordo e que ele prevê à redução da pena de Antonio Celso Garcia caso ele colabore com a Justiça dizendo a verdade em seus depoimentos e sob pena de quebra de compromisso. Por outro lado, no feito foram colhidas provas relativas à outras investigações que não envolvem o ora requerente. Tais investigações poderiam restar prejudicadas caso fosse dada às provas prematura publicidade. Diga-se ainda, que o material probatório presente nos autos pertinente ao réu, notadamente as escutas ambientais, já foram encaminhadas ao Juízo das ações penais a que responde. Eventual material adicional deve ser requerido como prova emprestada através daquele Juízo. Assim, indefiro o pedido de vista. Juiz Federal Élcio Pinheiro de Castro - 8ª turma da Justiça Federal da 4º Região na Ação Penal nº 2005.70.00.029545-0.

Ainda sobre o mesmo caso:O requerimento da defesa para vista dos autos em que o Ministério Público Federal firmou acordos de delação premiada com ANTÔNIO CELSO GARCIA e SÉRGIO RENATO COSTA FILHO deve ser indeferido. Inicialmente cabe consignar que, conforme bem observado pelo Ministério Público Federal às fls. 467, é da natureza dos procedimentos previstos pela Lei nº 9.807/99 seu trâmite em segredo de justiça. E isso tanto para resguardar aqueles que firmaram o acordo de colaboração quanto para garantir o sigilo de investigações relacionadas ou decorrentes das informações prestadas pelo colaborador. O fato de tais testemunhas terem prestado informações e depoimentos relacionados aos fatos que são objeto da presente ação penal não gera direito subjetivo ao acusado à vista daqueles autos, pois o contraditório é exercido sobre os fatos e provas que integram a ação penal, não se estendendo a procedimentos a ela alheios. Saliente-se que além de ambas essas testemunhas terem sido ouvidas em juízo, exercendo a defesa o contraditório em relação a seus depoimentos, toda prova de forma direta ou indireta se relaciona a essas testemunhas já integra à ação penal, carecendo à defesa de interesse jurídico para vista desses procedimentos, Ação Penal nº 2005.70.00.029546-2, Des. Federal Élcio Pinheiro de Castro - 8ª turma.

36 MARCÃO, Renato Flávio, Revista Bonijuris, ano XVII, n. 505, p. 18/19, Dez. 2006, consulta acervo biblioteca Ministério Público do Estado do Paraná.

Outro ponto negativo seria que a delação premiada poder ferir o princípio

constitucional da proporcionalidade da aplicação da pena, pois, o delator recebe pena

menor do que os delatados que fizeram tanto ou até menos que ele.

Tem-se a preocupação também, que o réu-colaborador poderá ocultar

informações do crime, ou até mesmo mentir para desviar o rumo das investigações,

possibilitando a fuga dos seus comparsas.

Outra discussão é em relação ao princípio do contraditório e ampla defesa,

cerceados ao réu-delatado, pois, quando do acordo entre réu-colaborador e autoridade,

este pode ser celebrado com cláusula de confidencialidade não podendo o réu-acusado

ter acesso, para garantir à integridade física e psicológica do réu-colaborador.

Para Nucci

37

:

A traição, em regra, serve para agravar ou qualificar a prática de crimes, motivo pelo qual não deveria ser útil para reduzir a pena. O Estado não pode aquiescer em barganhar com a criminalidade.

Em se tratando dos aspectos positivos, como sabemos a cada dia a violência e

a criminalidade organizada cresce aceleradamente, o que faz dela um mal necessário,

já que o bem maior a ser tutelado é o Estado Democrático de Direito.

Nos casos de crimes organizados, verifica-se que a nossa inteligência policial

está cada dia mais longe de resolver este problema, e que a maior desgraça é que tudo

vem a público imediatamente, porque o tempo da mídia não é o mesmo tempo da

justiça

38

.

No mundo da criminalidade não se pode falar em ética ou valores morais, pois

37

NUCCI, Guilherme de Souza. Manual de Processo Penal e Execução Penal. Ed. RT. São Paulo, 7ª ed. p.448.)

38GOMES, Luiz Flávio. Corrupção Política e Delação Premiada. Revista Síntese de Direito Processual, V. 6, nº

são eles os primeiros a afrontar estes valores. A delação como afirma Nucci

39

é “a

traição de bons propósitos”.

Nucci

40

também explica que não há lesão à proporcionalidade da aplicação da

pena, pois esta é regida, basicamente, pela culpabilidade (juízo de reprovação social),

que é flexível.

Quanto ao princípio do contraditório e ampla defesa, não há afronta se

pensarmos que o maior interesse do Estado é desvendar crimes. E, principalmente, no

caso de existirem vítimas seqüestradas, o bem maior é a vida da vítima. Por

conseguinte, a vida do réu-colaborador que por mais que seja culpado, pode ter se

arrependido e ajudado na localização da vítima. Estando comprovado o envolvimento

dos demais co-autores, estes devem se defender dos fatos dos autos, dos atos

cometidos e não se preocupar com fatos anteriores que ajudaram a desvendar os

crimes.

39

NUCCI, Guilherme de Souza, Ibidem 2006 p. 676.

40

NUCCI, Guilherme de Souza, Id. Ibidem 2006 p.676.

GOMES, Luiz Flávio. Corrupção Política e Delação Premiada. Revista Síntese de Direito Processual, V. 6, nº 34, 2005, Porto Alegre, p. 19.

CONCLUSÃO

Não tendo a intenção e nem pretensão de esgotamento do assunto tratado no

presente trabalho, pois são inimagináveis as situações que nos são colocadas

diariamente em nosso estudo acadêmico do curso de Direito, se fazem necessárias

reflexões e considerações sobre o tema tratado.

A pretensão com todo exposto foi tentar demonstrar quais os objetivos básicos

sobre a delação premiada, sendo que as demonstrações dos benefícios dos

colaboradores não implicam em imoralidade por parte de quem obtém as informações

para a elucidação de crimes, talvez em um âmbito de coleguismo entre os delinqüentes

talvez cause certo estarrecimento aos olhares da sociedade comum e entre eles

próprios, assim chamados de delatores (x9, vulgarmente denominados dentro de

delegacias de polícia e em presídios), que correm risco de morte após serem

descobertos, quase sempre são sacrificados em rebeliões.

Com a existência de diversas leis que tratam sobre o assunto da delação

premiada, sendo elas aplicadas a vários tipos de delitos, como: crimes hediondos;

crimes contra a ordem tributária; crimes contra o sistema financeiro; crimes praticados

por concurso de agentes; quadrilha; bando ou organizações criminosas; crimes de

extorsão mediante seqüestro; crimes de lavagem e ocultação de bens; crimes do tráfico

ilícito de entorpecentes.

Toda esta legislação aplicada ao instituto em pauta possuem lacunas, das quais

geram grande polêmica entre os mais diversos estudiosos da área do Direito Penal e

Processual Penal, quanto a sua aplicabilidade, em qual momento, quando das

investigações, já no processo criminal e ou poderá ser aplicada após a sentença.

Ficando demonstrado que a colaboração poderá ser prestada em qualquer destas fases

acima expostas. Deixando-se a cargo do magistrado a decisão sobre se realmente

existe importância da colaboração em determinada fase processual.

Com relação Lei de Proteção às Vitimas e Testemunhas Ameaçadas em seu

artigo 13, nos geram dúvidas relativo ao perdão judicial, pois alguns doutrinadores

entendem que deva ser aplicada a alternatividade e não a cumulatividade para

aplicação da pena.

O que se pode verificar que tendo prudência e razoabilidade ao analisar cada

caso, deve-se aplicar a alternatividade, quando a lei torna-se confusa, direcionando

somente para seus incisos, deve então o legislador aplicar a lei mais favorável ao réu.

No que tange o Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Norte

Americano, chega-se a conclusão de que é o maior volume de investimentos

considerado, e um dos mais caros, sendo que o programa na Itália está entre os mais

eficientes, o que denota a sua aplicabilidade em todos os casos em que a Máfia esteve

envolvida.

No Brasil este programa é muito importante e se encontra estruturado em um

sistema Nacional, composto de dezessete programas estaduais e mais o programa

Federal. O governo brasileiro em relação ao Programa de Proteção a Vítimas e

Testemunhas - PROVITA, não fornece dados atualizados de gastos e números de

beneficiários. Talvez esses fatos relatados não tenham como culpa exclusiva o

governo e sim por falta uma pessoal negligência dos agentes envolvidos, que deveriam

zelar pela transparência de todos os atos do governo.

aos réus-colaboradores, mas o que nos mostra é que está totalmente incrustado e

implícito em relação ao instituto da delação premiada, buscando o sigilo das

informações prestadas, como forma de preservar a integridade física e psicológica do

colaborador. Mas diante disso não deixa de afrontar o princípio do contraditório e

ampla defesa.

Poderia se dizer que o Estado no item Segurança Pública estaria falido, pois

através de sua polícia judiciária e de prevenção não consegue conter os avanços da

criminalidade, necessitando de um delator para conter este aumento do índice de

crimes, mas o dever do Estado é sim conter o avanço da criminalidade pode ele e ao

meu ver deve utilizar-se de todos os meios necessários e possíveis para solucionar

crimes de maneira menos traumática para a população.

O que se pode relacionar como aspectos negativos da delação premiada,

estariam eles, em uma acomodação da autoridade policial e do poder público,

confiando em quem cometeu ou deu causa ao delito. Também colocando em segundo

plano os princípios do contraditório, da ampla defesa e proporcionalidade da pena.

Positivamente seria uma localização mais rápida e eficiente de vítimas e

objetos de crimes, contando principalmente com a rapidez para o desmantelamento de

organizações criminosas.

Sendo assim, para o aprimoramento do Estado na questão de segurança

pública, faz-se necessário o instituto da delação premiada.

Conclui-se que o Instituto da Delação Premiada apesar de não ser um instituto

relativamente novo, pois está à disposição dos réus desde a Lei de Crimes Hediondos

nº 8.072/1990, poucos doutrinadores tratam da matéria, e os que tratam possuem

dúvidas e divergências em relação ao tema.

A delação premiada para alguns doutrinadores poderia ser considerada uma

ofensa, sendo tratada como uma imoralidade perante todo o ordenamento jurídico,

colocando-se sobre virtudes e discussões, em que traidores, delatores podem se utilizar

deste benefício garantindo muitas vezes a sua liberdade em garantia de informações

prestadas para a apreensão de pessoas (comparsas) que participaram da mesma

situação delituosa, sendo que ao trocarem determinadas informações que beneficiem

na condução e conclusão das investigações, ficam impunes ou tem suas penas

reduzidas.

A quem diga que suprimindo garantias individuais inerentes a todas as

pessoas, criminosas ou não, todos deveriam ser tratados da mesma forma sem

distinção, mantendo-se assim o princípio do contraditório e ampla defesa, princípio

balizador dos direitos e garantias fundamentais, incrustado em nossa Constituição

Federal.

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