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4 REVISÃO DE LITERATURA DEFINIÇÕES DE CONCEITOS

4.6 Principais contaminantes do ar de ambientes internos

Segundo a Environmental Protection Agency, dos Estados Unidos, as fontes internas de poluição do ar que liberam gases e material particulado no ar são as princi -pais causas de problemas com a QAI, assim como, a ventilação inadequada pode au-mentar, também, os níveis de poluentes nos ambientes internos por não insuflarem ar externo suficiente para diluir as emissões das fontes internas e por não extraírem sufi-cientemente para o exterior do ambiente ou edificação os poluentes dos ambientes in-ternos.

Cada fonte poluidora tem características próprias que dependem do tipo de po-luente emitido, quanto esse popo-luente é perigoso, e o tempo de exposição ao agente poluidor. Algumas fontes como materiais de construção dos edifícios, mobiliário,

odori-zadores de ambiente podem emitir poluentes mais ou menos continuamente. Outras fontes relacionadas ao tabagismo, materiais de limpeza, reformas e redecorações de ambientes, emitem poluentes intermitentemente.

Instalações mal ventiladas, equipamentos e produtos utilizados em desacordo com as recomendações do fabricante, e, ou, a negligência, imperícia ou imprudência para com as normas técnicas e legais, com os procedimentos de higienização, limpe-za, saúde e segurança na utilização de máquinas e equipamentos, podem aumentar a concentração do nível de poluentes, tornando, até mesmo esses ambientes internos perigosos e insalubres, além do que, sabese, que alguns poluentes podem permane -cer no ambiente por longos períodos após a cessação de tais atividades, vejamos al-guns deles.

• Amianto (Asbesto)

• Chumbo

• Monóxido de carbono (CO)

• Dióxido de Carbono (CO2)

• Dióxido de Nitrogênio

• Poluentes biológicos

• Máquinas e equipamentos que queimam combustíveis fósseis,

• Fumaça direta e passiva de Tabaco,

• Materiais de fabricação de móveis (Compostos Orgânicos Voláteis, COV’s ou VOC’s da sigla em inglês) tais como:

• Pisos, carpetes e, ou, estofados recém-instalados nos ambientes,

• Armários ou móveis fabricados com certos tipos de ma-deira prensada,

• Produtos de manutenção e limpeza domésticos, produ-tos de cuidados pessoais e hobby,

• Fogões e aquecedores centrais e sistemas e umidificação,

• Excesso de umidade no ambiente, e,

• Fontes externas de contaminação e, ou, poluição do ar, tais como:

• Pesticidas,

• Poluição do ar externo

• Radônio

• Incineradores e chaminés

Fonte: Environmental Protection Agency, EPA, EEUU, disponível em: https://www.epa.gov/in-door-air-quality-iaq/introduction-indoor- air-quality , acessado em 22/04/2020, com tradução livre.

A Resolução 09 de 16 de janeiro de 2003 da Agência Nacional de Vigilância Sa-nitária, determina os padrões de referência da QAI, assim, neste trabalho, analisare-mos somente os agentes contaminantes nela especificados, que são:

• Monóxido de carbono (CO)

• Dióxido de Carbono (CO2)

• Dióxido de Nitrogênio (NO2)

• Ozônio (O3)

• Compostos Orgânicos Voláteis (COV’s ou VOC’s sigla em inglês)

• Compostos Orgânicos Semi Voláteis COSV ou SVOC sigal em in-gês)

• Poluentes biológicos

• Materiais particulados

a) Monóxido de Carbono (CO)

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), https://

www.epa.gov/co-pollution/basic-information-about-carbon-monoxide-co-outdoor-air-pol-lution#What%20is%20CO, acessado em 08/10/2020, conceitua o CO como um gás in-color e inodoro que pode ser perigoso se inalado em grandes quantidades pois é dis-perso no ar quando ocorre a queima de combustíveis fósseis, geralmente associada a fontes externas como motores de combustão interna.

Segundo o Integrated Science Assesment (ISA) For Carbon Monoxide (final re-port, 2010). U.S. Environmental Protection Agency, Washington, DC, ou, Avaliação Ci-entífica Integrada para o Monóxido de Carbono (relatório final, Jan, 2010) em tradução livre, o CO é um dos seis contaminantes para os quais a EPA estabeleceu Padrões Nacionais de Qualidade do Ar Ambiente (National Ambiente Air Quality Standards -NAAQS) em tradução livre.

Como fontes internas geradoras de CO a EPA relaciona a queima de querosene e aquecedores a gás, como também vazamentos de chaminés e sistemas de calefa-ção, e, porque não incluir a utilização de fogões a gás ?.

A alta concentração de CO no ar de ambientes internos expõe os traba-lhadores, usuários e frequentadores a baixa saturação sanguínea (quando os níveis de oxigênio no sangue caem abaixo de 93%) o que pode prejudicar órgãos vitais como o cérebro e o coração.

O Anexo 11 da NR 15, em seu quadro I “Tabela de Limites de Tolerância”, que trata dos agentes químicos cuja insalubridade é caracterizada por limite de tolerância e exposição no local de trabalho, determina a máxima exposição ao Monóxido de Carbono (CO) a que os trabalhadores com jornada laboral de 8 horas diárias ou 44 horas se

-manais em 39 partículas por milhão, ou, 43 mgCO/m³ de ar ambiente, determinando que, então, a partir dessa concentração os trabalhadores estão suscetíveis à percep-ção do adicional de insalubridade em seu grau máximo.

Figura 11: Quadro n°. 1, Anexo 11, NR 15, SEPRT

A RE 09/2003 da AVISA não apresenta parâmetros referenciais específicos para a concentração de CO em ambientes internos visto que este gás é proveniente da queima de combustíveis de fósseis (gasolina, alcóis, gás natural, gás liquefeito de pe -tróleo, o GLP, diesel, etc.; gerado em fogões, aquecedores a gás e queima do tabaco) normalmente associados à qualidade do ar externo, portanto, o ar de renovação. As-sim, o parâmetro a ser considerado para fins trabalhistas é o limite de tolerância apre-sentado no quadro I do Anexo 11 da NR 15.

b) Dióxido de Carbono (CO2)

O Dióxido de Carbono ou CO2 é um gás produzido pelo metabolismo humano e excretado pela respiração; principalmente; assim, a concentração desse gás em ambi-entes internos é o marcador para a constatação de renovação de ar insuficiente, tanto que no quadro II da RE 09/2003 da ANVISA há a recomendação para o aumento da renovação do ar ambiente com ar externo, ou seja, aumentar a captação de ar externo para o ambiente climatizado. A American Society of Heating Refrigeration and Ar Con-dictioned (ASHRAE) publicou em seu jornal (ASHRAE Journal) matéria intitulada “As concentrações de CO2 afetam diretamente a percepção da qualidade do ar interior, a saúde ou a eficiência laboral ?”, em tradução livre por este autor, resultado de pesqui -sa realizada por Willian Fisk at al e disponível em https://technologyportal.ashrae.org/

Journal/ArticleDetail/2118. A matéria apresenta dados concretos de que a concentra-ção de CO2 afeta diretamente a eficiência cognitiva e aumenta a sensação de cansaço, além é claro de ser fator de incrementação dos sintomas da Síndrome dos Edifícios Doentes (SED).

A tabela de Limites de Tolerância do Quadro I do Anexo 11 da NR 15, prevê como limite de tolerância para a exposição de trabalhadores ao CO2 3.900 ppm ou 7.020 mg/m³ de ar ambiente, determinando, ainda, que, trabalhadores expostos a con-centrações iguais ou acima destas a percepção de adicional de insalubridade em seu

grau mínimo.

Figura 12: Quadro n°. 1, Anexo 11, NR 15, SEPRT

A RE 09/2003 ANVISA prevê em seu subitem 2.1 a concentração máxima de 1.000 ppm de CO2 como indicador de renovação de ar externo, ou seja, além dessa concentração, ações de aumento de ar externo como agente diluidor da concentração de CO2 devem ser tomadas pelos responsáveis legais e técnicos dos empreendimen-tos/propriedades.

Figura 13: RE 09/2003 ANVISA

A RE 09/2003 da ANVISA, em sua nota técnica 002 – Qualidade do Ar Ambien-tal Interior. Método de amostragem e Análise da Concentração de Dióxido de Carbono em Ambientes Interiores, prevê, para a pesquisa, o monitoramento e o controle do pro-cesso da renovação de ar em ambientes climatizados para o Dióxido de Carbono a uti-lização de equipamento de leitura direta, ou seja, um equipamento dotado de sensor infravermelho não dispersivo ou célula eletroquímica. Então, a concentração de CO2 é medida no instante do procedimento de coleta, sob o tempo de estabilização do amos-trador, mostrando, então, a concentração imediata e atual de CO2 .

c) Dióxido Nitrogênio (NO2)

Segundo Hernandez, 2013, e disponível em https://doi.org/10.1590/S0102-77862013000100001, acessado em 18 de abril de 2021, é gerado, também, assim

como o CO, pela queima de combustíveis fósseis, e é o resultado da oxidação do Mo-nóxido de Nitrogênio (NO) produzido por essas atividades em NO2. Portanto, trata-se de contaminante encontrado no ar externo de renovação geralmente e que pode ser insuflado nos ambientes climatizados quando da captação do ar externo.

Para este componente, a Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) n°. 03 de 28 de Junho de 1990, disponível em http://www2.mma.gov.br/

port/conama/res/res90/res0390.html, prevê a concentração média aritmética anual de 100 μg/m³ de ar (=0,0001 ppm) como padrão primário de concentração e, como pa-drão secundário de qualidade mínima para o ar externo, em uma hora, a concentração de 320 μg/m³ (=0,00032 ppm) de ar externo. Nestas concentrações, o ar externo é considerado de boa qualidade para o NO2.

Como agente poluidor do ar interno, especificamente, a RE 09 da ANVISA não prevê concentração limite desse componente, porém, como pode estar presente no ar externo insuflado aos ambientes internos, utilizaremos a tabela de limites de tolerância do quadro I do anexo 11 da NR 15 como referência para a determinação dessa con -centração. Portanto, para a caracterização de percepção de adicional de insalubridade por parte do trabalhador, o documento referência apresenta como limite de tolerância e valor teto, ou seja, a concentração de NO2 nos ambientes internos e postos de traba-lho, não pode ultrapassar a 4 (quatro) ppm, ou 7 (sete) mg de NO2 por m³ de ar exigin-do a percepção pelo(s) trabalhaexigin-dor(es) de adicional de insalubridade em seu grau máximo.

Figura 14, Anexo 11 da NR 15, destaque deste autor.

d) Ozônio (O3)

O Ozônio (O3) é um gás naturalmente produzido na atmosfera através do oxigê-nio presente na estratosfera pela absorção da radiação ultravioleta do sol e, artificial-mente pode ser produzido por tecnologia eletroquímica. É um gás de fácil oxidação e facilmente solúvel em água o que faz dele um excelente bactericida. (Sousa Silva et al.

2011, disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080-62342011000500030&lng=pt&nrm=iso, acessado em 18 de abril de 2021).

De acordo com Rim et al, “Ozone Reaction With Interior Building Materials: Influ-ence of Diurnal Ozone Variation, Temperature and Humidity”, outubro 2015, as

princi-pais fontes de ozônio em ambientes internos são, o insuflamento pelo ar de renovação externo, o ozônio produzido pelas lâmpadas de copiadoras e impressoras, equipamen-tos de higienização do ar que produzem ozônio como subproduto de seu funcionamen-to ou, até mesmo, higienizadores de ar que produzem ozônio diretamente.

Segundo Chemical Book (https://www.chemicalbook.com/ProductChemicalPro-pertiesCB6851738_EN.htm, acessado em 18/04/2021),o ozônio é muito mais reativo do que o O2, o que o torna um agente oxidante muito poderoso.

Tem muitos usos comerciais. É um oxidante forte, particularmente de compos-tos orgânicos, é um forte agente de branqueamento para têxteis, óleos e ceras, e é um poderoso germicida. Também é usado na fabricação de papel, hormônios esteróides, ceras e cianeto e no processamento de ácidos.

O ozônio produzido por descarga elétrica é usado para purificar a água potável e para tratar a indústria todos os resíduos e esgotos. Também é usado para desodori-zar o ar e matar bactérias ao passar ar seco dispositivos eletrônicos especiais produto-res de ozônio.

O ozônio é usado como um composto oxidante, como desinfetante do ar e da água, para o branqueamento ceras e óleo, e em síntese orgânica. Ocorre na atmosfera ao nível do mar a cerca de 0,05 ppm. É produzido pela ação da radiação ultravioleta (UV) no oxigênio do ar. Utilizações como desinfetante de ar e água em virtude de seu poder oxidante. Para ceras branqueadoras, texteis, óleos.

Em ambientes internos, segundo a própria RE 09/2003 informa em seu Quadro II, é gerado como subproduto do funcionamento de máquinas copiadoras e impresso-ras a laser.

No quadro I, na tabela de limites de tolerância do anexo 11 da NR 15, a exposi-ção de trabalhadores, em jornada semanal de 48 horas, ao ozônio em concentraexposi-ção acima de 0,08 ppm ou 0,16 mg/m³, garante ao trabalhador o direito ao adicional de in-salubridade em seu grau máximo.

Figura 15: Anexo 11 da NR 15, destaque deste autor.

e) Compostos Orgânicos Voláteis e Semi Voláteis (COV e COSV).

Compostos Orgânicos Voláteis e Semi Voláteis, são, de acordo com a Compa-nhia Ambiental do estado de São Paulo, gases e vapores resultantes da queima in-completa e evaporação de combustíveis e de outros produtos orgânicos, sendo emiti-dos por veículos, indústrias, processos de estocagem e transferência de combustível, sendo, ainda, muitos desses compostos participantes ativos das reações de formação de ozônio.

Os principais COV e COSV encontrados na atmosfera da cidade de São Paulo são, segundo Alvim et al, 2011, Estudos dos compostos orgânicos voláteis precursores de ozônio na cidade de São Paulo, o isopentano (6,21 ppb), seguido de eteno (5,61 ppb), formaldeído (5,00 ppb), acetaldeído (4,00 ppb), butano (3,40 ppb), tolueno (2,86 ppb), 1-buteno (2,57 ppb), etano (2,5 ppb), pentano (2,31 ppb) e propano (2,09 ppb), onde alguns desses compostos também são encontrados em produtos de limpeza, adesivos, ceras e tintas utilizados em móveis, carpetes e acabamentos decorativos em ambientes de trabalho. Como compostos resultantes da queima de combustíveis fós-seis, os COV e COSV podem ser insuflados nos ambientes climatizados pelo ar externo de reexternovação o que exige cuidado especial dos projetistas para os cuidados quan -do da localização da tomada de ar externo.

O quadro II da RE 09 que informa as Possíveis Fontes de Poluentes Químicos, trás, para os COV e COSV , quais as principais fontes de COV e COSV devem ser consideradas como agentes contaminantes dos ambientes internos, a partir das quais os responsáveis legais dos empreendimentos/propriedades, assim como os responsá-veis técnicos pelas instalações e equipamentos devem tomar para evitar a exposição dos trabalhadores a esses compostos. Na tabela a seguir, apresentamos os compos-tos citados que estão previscompos-tos na tabela de limites de tolerância do quadro n°. 1 do anexo 11 da NR 15 com seus respectivos graus de insalubridade a que os trabalhado-res têm direito.

TABELA 2: Limites de tolerância para COV e COSV

AGENTE

QUÍMICO VALOR TETO ABSORÇÃO PELA PELE

jornada laboral até 48 horas/semana Grau de INSALUBRIDADE

-Tolueno + 78 290 médio

Xileno + 78 340 médio

n-Pentano 470 1400 mínimo

n-Propano Asfixiante Simples

-**Vide Anexo 13A da NR 15

O anexo 13A da NR trata única e exclusivamente sobre o Benzeno que, segun-do seu texto, por ser extremamente carcinogênico e não existir limite seguro de exposi-ção, o Valor de Referência Tecnológico (VRT) deve ser cumprido sem exclusão do ris-co à saúde.

O VRT é a concentração média de benzeno no ar ponderada pelo tempo (VRT-MPT) correspondente de uma jornada de 8 (oito) horas diárias obtida na zona de respi-ração dos trabalhadores.

Os valores limite estabelecidos para as empresas às quais o anexo 13A se refe-re, com exceção de empresas siderúrgicas, empresas produtoras de álcool anidro e às que, a partir 1° janeiro de 1997 substituíram o Benzeno, é de 1,0 ppm e, para as de -mais empresas siderúrgicas 2,5 ppm.

II. Poluentes biológicos

Segundo Schimer et al; 2011; A poluição do ar em ambientes internos e a sín-drome dos edifícios doentes; disponível em https://www.scielo.br/scielo.php?

script=sci_arttext&pid=S1413-81232011000900026; acessado em 14/04/2021; os prin-cipais contaminantes biológicos de ambientes internos são os fungos, os grãos de pó-len, os ácaros e os esporos que provocam sintomatologia de alergias e doenças infeci-osas, principalmente das vias aéreas, sendo as mais frequentes, pneumonias, pneu-monites, alveolites, rinites, asma e a legionelose.

Podemos, também acrescentar as doenças e agravos à saúde dos trabalhado-res aquelas causadas, ainda, por ectoparasitas de roedotrabalhado-res como as pulgas, os carra-patos, os piolhos das aves e das demais pragas urbanas. É por esse motivo que tais agentes contaminantes estão relacionados no quadro I da RE 09/2003 ANVISA. Esta resolução quantifica o Valor Máximo Recomendável (VMR) para a contaminação mi-crobiológica de fungos em 750 ufc/m³ de ar tanto para os ambientes internos como para os ambientes externos e, como avaliação referente ao conceito de normalidade representado pelos ambientes externos e a tendência epidemiológica de amplificação nos ambientes fechados, exige, ainda que a relação entre Unidades Formadoras de Colônias de Fungos entre os ambientes internos e externos (I/E) seja inferior a 1,5.

Dessa forma, quando a relação I/E for maior que 1,5, os responsáveis legais e técnicos pelo empreendimento/propriedade devem tomar medidas imediatas de diagnóstico das fontes e implementar medidas corretivas para a eliminação, controle e, ou, mitigação

das fontes ou vetores. Ainda, a constatação de fungos patogênicos e toxicogênicos são inaceitáveis pela RE 09/2003 ANVISA, que não quantifica VMR para bactérias, ví-rus, esporos, ácaros e grãos de pólen, mas relaciona em seu Quadro I as ações para a eliminação e controle desses contaminantes, ao qual tomamos a liberdade de atualizar com mais algumas fontes e medidas de controle e correção.

Tabela 3: Agentes Contaminantes, Perigos e Medidas de Controle e Mitigação Agentes

Biológicos Principais perigos Medidas de Controle e Correção

Bactérias gabinetes internos e externos de condicionadores de ar; e; dutos, plênus, instalações e

componentes do sistema de insuflamento e retorno de ar;

superfícies úmidas e quentes.

Limpeza programada e manutenção corretiva de torres de resfriamento;

limpeza e higienização de

reservatórios de água, bandejas de condensado, trocadores de calor (serpentinas) de condicionadores de ar, umidificadores e

desumidificadores; tratamento químico contínuo da água de

circulação das torres de resfriamento;

limpeza e higienização periódica de conjuntos de ventilação (turbina e voluta), dutos, plênuns, instalações e componentes do sistema de

insuflamento e retorno de ar e os gabinetes internos e externos dos equipamentos. prediais; eliminar vazamentos de ar e condensação de água; implementar e manter rotina programada de

manutenção, higienização e limpeza de ambientes e áreas técnicas, dutos, instalações e componentes dos sistemas de insuflamento e retorno de ar.

Protozoários

Reservatórios de água contaminada, bandejas e umidificadores

Manter rotina programada e contínua de limpeza e higienização.

Vírus Hospedeiro humano

Manter a ocupação dos ambientes climatizados de acordo com as especificações técnicas do projeto da instalação/ambiente (densidade ocupacional = pessoas/m²); manter a renovação de ar externo de acordo com as especificações técnicas do projeto da instalação/ambiente;

Evitar, na medida do possível, a presença de pessoas contaminadas nos ambientes climatizados.

Algas Torres de Resfriamento; bandejas de condensado; trocadores de

Implementar e manter rotina de limpeza e higieniza das torres de

Agentes

Biológicos Principais perigos Medidas de Controle e Correção calor (serpentinas) de

equipamentos de ar condicionado.

resfriamento, trocadores de calor (serpentinas) de equipamentos de ar condicionado; Implementar e manter tratamento contínuo com algicidas dessas superfícies.

Pólen Ar externo e flores naturais decorativas.

Manter procedimento de filtragem na captação de ar externo de acordo com o especificado no projeto da instalação e na ABNT NBR 16.401-3;

Evitar na medida do possível a utilização de flores naturais para a decoração de ambientes internos ocupados.

Artrópodes

Poeira caseira; ambiente externo;

jardins naturais internos e plantas naturais decorativas. casas de máquinas, áreas técnicas e plênuns; vedar frestas e vãos com comunicação com o ambiente externo; evitar a construção e instalação de jardins naturais

internos, assim como a utilização de plantas naturais na decoração dos ambientes internos;

Animais Roedores, aves e morcegos

Implementar e manter rotina de limpeza, higienização e descarte de inservíveis em toda a

propriedade/empreendimento; vedar frestas e vãos com comunicação com o ambiente exterior; Implementar e manter programa de eliminação e controle de pragas urbanas em toda a propriedade/empreendimento.

Para que as ações acima possam ser efetivas, ainda, a RE 09/2003 da ANVISA prevê e exige a periodicidade mínima para a realização dos procedimentos de limpeza e higienização das instalações e componentes dos sistemas de climatização ambiente conforme detalhamos na tabela abaixo.

Tabela 4: Periodicidade Mínima para Atividades Previstas no PMOC Componente do Sistema de Climatização Periodicidade e atividades a serem

realizadas

Tomada de Ar Externo Limpeza e lavagem MENSAL da tomada de ar externo.

Elementos filtrantes de Ar Externo fixos e

laváveis Lavagem MENSAL

Elementos filtrantes descartáveis Substituição TRIMESTRAL, ou quando obliterados (saturados).

Bandejas de condensado

Limpeza e lavagem MENSAL

(Havendo tratamento químico contínuo a periodicidade se fará conforme recomendação do fabricante/responsável técnico pelo

tratamento) Trocadores de Calor (serpentinas) de

aquecimento

Desencrustação SEMESTRAL Limpeza TRIMESTRAL Trocadores de Calor (serpentinas) de

resfriamento

Desencrustação SEMESTRAL Limpeza TRIMESTRAL

Umidificadores Desencrustação SEMESTRAL

Limpeza TRIMESTRAL Conjuntos de Ventilação (ventiladores, turbinas

e volutas) Limpeza e higienização SEMESTRAL

Plênus de mistura/casas de máquinas/ áreas

técnicas Limpeza e Higienização Mensal

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