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PRINCIPAIS INDICADORES MACROECONÓMICOS 2011 2012 2013 2014

A instabilidade política tornou-se em São Tomé e Príncipe (STP) um dos principais obstáculos ao desenvolvimento do país Esta instabilidade

PRINCIPAIS INDICADORES MACROECONÓMICOS 2011 2012 2013 2014

PIB (milhões USD) 246,5 259,7 302,6 338,0 318,2

PIB real (t.v.anual em %) 4,9 4,5 4,5 4,0 4,0

Inflação (t.v.homóloga em %) 11,9 10,4 7,1 6,4 4,0

Massa monetária (t.v.anual) 10,5 20,2 14,0 16,8 13,2

Balança corrente (Milhões de USD) -105,7 -98,8 -83,7 -110 -86,3

Balança corrente (% do PIB) -45,7 -39,4 -27,7 -33,6 -27,1

Balança comercial (Milhões USD) -104,7 -104 -115,8 -127,4 -108,5

Balança comercial (% do PIB) -45,2 -41,5 -38,4 -38,9 -34,1

Saldo orçamental (base compromisso % do PIB) -11,2 -15,4 -2,0 -5,5 -6,3

Saldo orçamental primário(% PIB) -3,0 -3,2 -2,6 -3,3 -3,0

Dívida externa (Milhões USD) 182,9 219,5 228,4 242,4 279,4

Divida externa (% PIB) 76,8 84,5 75,5 71,7 87,8

Tabela 41: Distribuição da Populaççao São Tomense por Sub-Distrito e Género

novas orientações de política e preocupações manifestadas tanto pelos parceiros de cooperação, como pelos beneficiários.

Tendo assumido o processo de continuidade da ação governativa para a satisfação das grandes aspirações da população santomense, porém, a visão a médio prazo, projeta fazer de São Tomé e Príncipe um país: (i) bem governado com instituições fortes e credíveis; (ii) com um ambiente favorável ao crescimento económico sustentável e integrado e à (re) distribuição de rendimentos; (iii) com recursos humanos bem formados e adequados aos desafios de desenvolvimento; (iv) e que valorize o património cultural e garanta a igualdade e oportunidade entre os géneros.

Partindo dessa visão circunscrita ao período 2012-2016, foram definidos os objetivos estratégicos gerais seguintes:

• Alcançar uma taxa de crescimento do PIB de pelo menos 6%, (criando condições para uma diversificação consistente da economia);

• Reduzir em 10% a percentagem da população santomense que vive na situação de pobreza, (promovendo iniciativas geradoras de rendimento, melhorando, por conseguinte, a sua capacidade produtiva);

• Conseguir que toda a população tenha acesso (facilitado e melhorado) aos serviços sociais básicos. Os objetivos gerais são prosseguidos através do cumprimento de programas inscritos em cada um dos eixos estratégicos seguintes:

• Eixo I - Reforma das instituições públicas e reforço da política de boa governação: em obediência à necessidade de criação de condições que permitam o regular funcionamento das instituições, a garantia da estabilidade política e o sucesso das políticas económicas e sociais num ambiente de transparência e prestação de contas. Os programas inscritos neste eixo correspondem com questões que têm a ver com a funcionalidade das instituições do Estado, da Administração Pública, a credibilidade e celeridade da justiça e a gestão eficaz e transparente das finanças públicas. De igual forma serão empreendidas ações e medidas que visam melhorar a qualidade da coordenação e gestão das ajudas públicas ao desenvolvimento, dando resposta assim aos compromissos assumidos no quadro da Declaração de Paris.

• Eixo II – Promoção de um crescimento económico integrado e sustentável: um dos pressupostos básicos desta estratégia é a promoção do crescimento económico sustentável, para gerar emprego e rendimento com vista à redução da pobreza absoluta que afeta 66% da população1 santomense. Os programas previstos deverão concorrer para a revalorização do sector primário da economia

como motor de produção nacional, incidindo as ações particularmente nos domínios da agricultura, pecuária, pescas, bem como do turismo; por outro lado, são também direcionados para a criação de condições infraestruturais para o relançamento do sector produtivo de forma sustentável e para a promoção de condições favoráveis de atração do investimento direto estrangeiro.

• Eixo III: Desenvolvimento de capital humano e melhoria dos serviços sociais básicos: considerado como um dos principais pré-requisitos para a realização dos objetivos preconizados de crescimento da economia, integração no mercado globalizado e mitigação da pobreza. Este terceiro eixo

estratégico dedica-se ao fortalecimento nos domínios da educação, formação e saúde, entre outros, tendo em vista recursos humanos melhor preparados para enfrentar os desafios do futuro e contribuir no desenvolvimento do país.

• Eixo IV - Reforço da coesão e proteção social: A coesão social é um princípio incontornável para a construção de uma sociedade mais integradora e equilibrada, e para a mitigação da pobreza. Nas atuais condições, porém, registam-se ainda desigualdades sociais inibidoras do exercício da cidadania, por um lado, e, por outro, com consequências críticas para o desenvolvimento dos grupos sociais carenciados e mais vulneráveis. Pretende-se com as intervenções nesta vertente melhorar as condições de vida da população através de programas de apoio à integração social, particularmente dos grupos mais vulneráveis, apoiar as vítimas de desastres e catástrofes naturais e prestar assistência aos idosos carenciados e garantir a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres.

A estratégia assentava em dois cenários macro-económicos, em que a variável fundamental era o arranque da produção petrolífera. O período de implementação da estratégia está a concluir-se e a produção petrolífera não arrancou, pelo que, para efeitos de análise, consideramos somente o cenário não petrolífero, no qual projetava-se um crescimento menor do que no cenário petrolífero (estimado em 6% até 2014), dada a ausência de despesas de investimento relacionadas ao petróleo e de efeitos de segunda ordem decorrentes da receita do petróleo. O financiamento do orçamento será limitado, e o governo terá de adotar políticas orçamentais mais restritivas e utilizar como meta um défice primário interno de cerca de 2% do PIB.

Sendo, ainda, prematuro fazer uma avaliação da Estratégia, é contudo já visível que o desempenho da economia nacional foi moderadamente positivo, dentro dos objectivos definidos apesar da ausência de produção petrolífera. Contudo, os reflexos de um crescimento económico interessante sobre o desenvolvimento humano ficaram aquém do expectável. Este continuará a constituir o desafio central do futuro: acelerar o crescimento económico mas que a distribuição do mesmo se reflicta positivamente num recuo sensível da pobreza.

9.5.5. Estratégia para o Sector das Águas

A Direcção Geral dos Recursos Naturais e Energia (DGRNE) é a entidade responsável pela política do sector de água e saneamento do País, sendo a exploração e gestão dos principais sistemas de abastecimento de água assegurada pela EMAE (Empresa de Água e Electricidade), com uma taxa de cobertura de cerca de 75% enquanto os outros 25% é assegurada pelas antigas roças, comunidades ou particulares.

Para melhorar o acesso da comunidade à água potável e garantir condições adequadas de higiene, o Governo continuará a tomar medidas no sentido de:

• Continuar a implementação de estratégia de mitigação das perdas técnicas e comerciais que rondam 40% nas redes de abastecimento,

• Campanha de sensibilização para o uso racional da água, • Vistorias e fiscalização das redes de abastecimento;

• Colmatar as carências de água verificadas em vários pontos do país.

Existem vários projectos de abastecimento de água realizados recentemente com o apoio de financiadores, nomeadamente:

• Sistema de Vaz Sun Pinho (União Europeia) de dois milhões de euros;

• Sistema do rio Ouro e do rio Manuel Jorge (China – Taiwan) de cerca de 5 milhões USD ; • Abastecimento a Neves e Ribeira Afonso (empréstimos do BADEA de 3,4 milhões USD

complementados por contribuições adicionais de cerca de 10% desses montantes a disponibilizar pelo Governo).

Não obstante isso, no quadro do projeto de Estratégia, Coordenação e Programação do Sector da Água e Saneamento em São Tomé e Príncipe, coordenado pelo Ministério das Infraestruturas Recursos Naturais e Ambiente financiado pelo Governo são-tomense e Comissão Europeia, foi desenvolvida a “Estratégia Participativa para a Água e Saneamento de São Tomé e Príncipe para 2030”, onde estão descritos as Visões, Objetivos, Estratégia, Ações, Indicadores e Metas para o Sector.

A Estratégia para a Água e Saneamento de São Tomé e Príncipe para 2030, foi elaborada através de um processo participativo de forma a assegurar que responde às expetativas dos cidadãos das ilhas. Assim, em termos estratégicos temos a Estratégia Participativa para Água e Saneamento (Documento oficial) e o Plano Diretor da Água e Saneamento, Considerando que este último instrumento contém muitas lacunas, há expetativas que o mesmo possa vir a ser revisto no âmbito do 11º FED da União Europeia.

A Estratégia Participativa para Água e Saneamento tem como visão para o sector da Água e

Saneamento: “Em 2030, a população de São Tomé e Príncipe terá acesso a água potável e saneamento adequados, no quadro de uma boa gestão integrada dos recursos e dos sistemas permitindo assim o desenvolvimento sustentável do país “.

O Plano Diretor da Água e Saneamento traça em que moldes os recursos hídricos devem ser distribuídos e essa distribuição resume-se nos seguintes pontos:

• Água para consumo humano;

• Água para Irrigação que é utilizada na agricultura; • Água para produção energética;

• Planificação de áreas de abastecimento de água; • Seleção dos tratamentos para a água;

9.5.6. Análise Geral do Programa Indicativo Nacional para a Cooperação São

Tomé e Príncipe - UE

9.5.6.1. A Cooperação entre São Tomé e Príncipe e a EU – Passado Recente

Entre 2010 a 2014 foram financiados 23 projectos num valor aproximado de 7.7M Euros. A distribuição dos projectos por tipo de aquisição e temas é apresentada de seguida: