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As principais políticas contabilísticas utilizadas na preparação das demonstrações financeiras são as descritas abaixo e foram aplicadas de forma consistente para os períodos apresentados nas demonstrações financeiras:

I. REPORTE POR SEGMENTOS

Um segmento de negócio é um conjunto de ativos e operações que estão sujeitos a riscos e proveitos específicos diferentes de outros segmentos de negócio (ramo).

Um segmento geográfico é um conjunto de ativos e operações localizados num ambiente económico específico, que está sujeito a riscos e proveitos que são diferentes de outros segmentos que operam em outros ambientes económicos.

A Companhia considera como segmento principal o segmento de negócio. Relativamente a este segmento, efetuar-se-á o relato da informação dividindo numa primeira fase entre Acidentes de Trabalho, Saúde, Incêndio e Outros Danos, Automóvel e Outros e, posteriormente, em Acidentes de Trabalho, Acidentes Pessoais, Saúde, Incêndio e Outros Danos, Automóvel, Transportes, Responsabilidade Civil Geral e Diversos. Por último será ainda feita a segmentação em Seguro Direto, Resseguro Aceite, Resseguro Cedido do Seguro Direto e Resseguro Cedido do Resseguro Aceite.

No que concerne ao segmento geográfico, todos os contratos são celebrados em Portugal pelo que existe apenas um segmento.

II. TRANSAÇÕES EM MOEDA ESTRANGEIRA

A moeda funcional da Companhia é o Euro. As transações em moeda estrangeira são registadas com base nas taxas de câmbio indicativas na data em que foram realizadas.

Em cada data de balanço, os ativos e passivos monetários denominados em moeda estrangeira são convertidos para a moeda funcional com base na taxa de câmbio em vigor. Os ativos não monetários que sejam valorizados ao justo valor são convertidos com base na taxa de câmbio em vigor na data da última valorização. Os ativos não monetários registados ao custo histórico, incluindo ativos tangíveis e intangíveis, permanecem registados ao câmbio original.

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As diferenças de câmbio apuradas na conversão cambial são refletidas em resultados do exercício, com exceção das originadas por instrumentos financeiros não monetários registados ao justo valor, tal como ações classificadas como ativos financeiros disponíveis para venda, que são registadas numa rubrica específica de capital próprio até à sua alienação.

III. TERRENOS E EDIFÍCIOS DE USO PRÓPRIO E DE RENDIMENTO

A Empresa classifica como imóveis de uso próprio, os imóveis cujo principal fim seja o seu uso continuado, aplicando-se os critérios de mensuração que constam da IAS 16. Como imóveis de rendimento, são classificados pela Empresa os imóveis cuja recuperabilidade seja por via da obtenção de rendas ao invés do seu uso continuado, utilizando os critérios de mensuração da IAS 40. Tanto os terrenos e edifícios de uso próprio como as propriedades de investimento são reconhecidas inicialmente ao custo de aquisição, incluindo os custos de transação diretamente relacionados, e subsequentemente o modelo de valorização é o modelo alternativo do custo, deduzido de depreciações e sujeito a testes de imparidade, previsto nas IAS 16 e 40.

As depreciações são calculadas com base no método das quotas constantes, tendo em conta o número de anos de vida útil de cada imóvel. A vida útil dos imóveis foi estimada, imóvel a imóvel, por perito independente. Estas vidas úteis variam entre 20 e 50 anos, conforme o imóvel em causa. Dispêndios subsequentes relacionados são capitalizados quando for provável que a empresa venha a obter benefícios económicos futuros em excesso do nível de desempenho inicialmente estimado.

I

MPARIDADE DE TERRENOS E EDIFÍCIOS

:

De acordo com o estabelecido na IAS 36, o cálculo da imparidade deste tipo de ativos, é baseado num valor recuperável o qual é medido pelo valor mais alto entre o valor de venda e seu valor de uso.

Assim, a cada data de reporte, o valor de custo, líquido de depreciações acumuladas, deve ser comparado com o valor da avaliação efetuada, determinado por um avaliador independente, baseado no método dos cash flows descontados futuros.

IV. ATIVOS FIXOS TANGÍVEIS

Estes bens estão contabilizados ao respetivo custo histórico de aquisição, deduzido de depreciações e sujeitos a testes de imparidade. As suas depreciações são calculadas através da aplicação do critério duodecimal, com base nas seguintes taxas anuais, as quais refletem, de forma razoável, a vida útil estimada dos bens:

31.12.2018 31.12.2017 Ativos Fixos Tangíveis - Taxa de amortização Taxas Anuais Taxas Anuais

Equipamento Administrativ o 12,5% 12,5%

Máquinas e Ferramentas 20,0% 20,0%

Equipamento Informático 25,0% 25,0%

Material de Transporte 25,0% 25,0%

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No reconhecimento inicial dos valores dos ativos tangíveis, a Companhia capitaliza o valor de aquisição adicionado de quaisquer encargos necessários para o funcionamento correto de um dado ativo, de acordo com o disposto na IAS 16 – Ativos Fixos Tangíveis. Ao nível da mensuração subsequente, a Companhia opta pelo estabelecimento de uma vida útil que seja capaz de espelhar o tempo estimado de obtenção de benefícios económicos, depreciando o bem por esse período. A vida útil de cada bem é revista a cada data de relato financeiro. Os custos subsequentes com os ativos tangíveis são capitalizados no ativo apenas se for provável que deles resultarão benefícios económicos futuros para a Companhia. Todas as despesas com manutenção e reparação são reconhecidas como gasto, de acordo com o princípio da especialização dos exercícios.

Quando existe indicação de que um ativo possa estar em imparidade o seu valor recuperável é estimado, devendo ser reconhecida uma perda por imparidade sempre que o valor líquido de um ativo exceda o seu valor recuperável. As perdas por imparidade são reconhecidas em resultados para os ativos registados ao custo.

O valor recuperável é determinado como o mais elevado entre o seu preço de venda líquido e o seu valor de uso, sendo este calculado com base no valor atual dos fluxos de caixa estimados futuros que se esperam vir a obter do uso continuado do ativo e da sua alienação no fim da sua vida útil.

V. ATIVOS INTANGÍVEIS

A Companhia considera como ativo intangível, os ativos não monetários identificáveis que surgem por aquisição a terceiros ou por desenvolvimento interno. Apenas são reconhecidos os ativos intangíveis que sendo identificáveis, (i) tragam um benefício económico futuro para a Companhia, (ii) a Companhia detenha o controlo sobre o ativo em questão e (iii) seja possível determinar o seu custo de forma razoável, de acordo com o disposto na Ias 38 – Ativos Intangíveis.

Os custos incorridos com a aquisição de aplicações informáticas são capitalizados, assim como as despesas adicionais suportadas pela Companhia necessárias à sua implementação. Os custos com a manutenção de aplicações informáticas são reconhecidos como custos quando incorridos.

Os ativos intangíveis estão contabilizados ao respetivo custo histórico de aquisição sujeito a amortização e testes de imparidade. As suas amortizações são calculadas através da aplicação do critério duodecimal, com base nas seguintes taxas máximas anuais, as quais refletem, de forma razoável, a vida útil estimada dos intangíveis.

Quando existe indicação de que um ativo possa estar em imparidade o seu valor recuperável é estimado, devendo ser reconhecida uma perda por imparidade sempre que o valor líquido de um ativo exceda o seu valor recuperável. As perdas por imparidade são reconhecidas em resultados para os ativos registados ao custo.

% 31.12.2018

Ativos Fixos Intangíveis - Taxa de amortização Origem Vida Útil Taxas Anuais

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O valor recuperável é determinado como o mais elevado entre o seu preço de venda líquido e o seu valor de uso, sendo este calculado com base no valor atual dos fluxos de caixa estimados futuros que se esperam vir a obter do uso continuado do ativo e da sua alienação no fim da sua vida útil.

VI. INVESTIMENTOS EM FILIAIS, ASSOCIADAS E EMPREENDIMENTOS CONJUNTOS

São classificadas como filiais todas as empresas sobre as quais a Companhia detém a capacidade de controlar a política operacional e financeira da entidade. A 31 de dezembro de 2018 a Companhia não detém qualquer filial.

São classificadas como associadas todas as empresas sobre as quais a Companhia detém a faculdade de exercer influência significativa sobre as políticas financeiras e operacionais da entidade. A 31 de dezembro de 2018 a Generali Seguros tem como associada a Generali Vida.

São classificados como empreendimentos conjuntos (entidades conjuntamente controladas), todas as empresas sobre as quais a Companhia detém a capacidade para controlar conjuntamente com outros empreendedores a política operacional e financeira do empreendimento. Nesta categoria incluem-se as participações da Companhia em Agrupamentos Complementares de Empresas (ACE) e Agrupamentos Europeus de Interesse Económico (AEIE), onde a Companhia tem a capacidade de controlar conjuntamente com as restantes agrupadas a política operacional e financeira do agrupamento.

Os investimentos em filiais, associadas e empreendimentos conjuntos são contabilizados ao custo de aquisição líquido de imparidades, sendo efetuados testes de imparidade, anualmente.

VII. OUTROS ATIVOS FINANCEIROS

A. C

LASSIFICAÇÃO

A Companhia classifica os ativos financeiros no momento da sua aquisição, de acordo com a IAS 39 – Instrumentos financeiros: reconhecimento e valorização, considerando a intenção que lhes está subjacente, de acordo com as seguintes categorias:

ATIVOS FINANCEIROS CLASSIFICADOS NO RECONHECIMENTO INICIAL AO JUSTO VALOR ATRAVÉS DE GANHOS E PERDAS

Esta categoria inclui os ativos financeiros com derivados embutidos, designados no momento do seu reconhecimento inicial ao justo valor com as variações subsequentes reconhecidas em resultados.

ATIVOS FINANCEIROS DETIDOS PARA NEGOCIAÇÃO

Corresponde aos ativos financeiros adquiridos e detidos com o objetivo principal de gerarem valias no curto prazo. Esta categoria inclui também os derivados que não se encontrem designados para cobertura contabilística.

INVESTIMENTOS A DETER ATÉ À MATURIDADE

Nesta categoria são classificados títulos de rendimento fixo, apresentando uma maturidade e fluxos de caixa fixos ou determináveis, que a Companhia tem intenção e capacidade de deter até ao seu vencimento. Estes ativos financeiros encontram-se registados pelo custo

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amortizado. De acordo com este método, o valor do instrumento financeiro em cada data de balanço corresponde ao seu custo inicial, deduzido de reembolsos de capital efetuados e perdas por imparidade e ajustado pela amortização, com base no método da taxa efetiva, de qualquer diferença entre o custo inicial e o valor de reembolso.

Os juros são reconhecidos com base no método da taxa efetiva, que permite calcular o custo amortizado e repartir os juros ao longo do período das operações. A taxa efetiva é aquela que, sendo utilizada para descontar os fluxos de caixa futuros estimados associados ao instrumento financeiro, permite igualar o seu valor atual ao valor do instrumento financeiro na data do reconhecimento inicial.

Em caso de venda antecipada, a classe considera-se “contaminada” e todos os ativos da classe têm de ser reclassificados para a classe de ativos financeiros disponíveis para venda.

EMPRÉSTIMOS CONCEDIDOS E CONTAS A RECEBER

Inclui ativos financeiros, exceto derivados, com pagamentos fixos ou determináveis que não sejam cotados num mercado ativo e cuja finalidade não seja a negociação. Poderá englobar valores a receber relacionados com operações de seguro direto, resseguro e outras transações relacionadas com contratos de seguro.

ATIVOS FINANCEIROS DISPONÍVEIS PARA VENDA

Os ativos disponíveis para venda são ativos financeiros não derivados que (i) a Companhia tem intenção de manter por tempo indeterminado, (ii) que são designados como disponíveis para venda no momento do seu reconhecimento inicial ou (iii) que não se enquadrem nas categorias anteriormente referidas.

B. R

ECONHECIMENTO

,

MENSURAÇÃO INICIAL E DESRECONHECIMENTO

Aquisições e alienações: (i) ativos financeiros ao justo valor através dos resultados (negociação ou classificados no reconhecimento inicial ao justo valor por ganhos e perdas), (ii) ativos financeiros disponíveis para venda e (iii) investimentos a deter até à maturidade, são reconhecidos na data da negociação (“trade date”), ou seja, na data em que a Companhia se compromete a adquirir ou alienar o ativo. Os ativos financeiros referidos acima são inicialmente reconhecidos ao seu justo valor adicionado dos custos de transação, exceto nos casos de ativos financeiros ao justo valor através de resultados, caso em que estes custos de transação são diretamente registados em resultados. Os ativos financeiros são desreconhecidos quando (i) expiram os direitos contratuais da Companhia ao recebimento dos seus fluxos de caixa, (ii) a Companhia tenha transferido substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua detenção ou, não obstante, (iii) retenha parte, mas não substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua detenção, a Companhia tenha transferido o controlo sobre os ativos.

C. M

ENSURAÇÃO SUBSEQUENTE

Os ativos financeiros detidos para negociação e os ativos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de ganhos e perdas são valorizados ao justo valor, sendo as suas variações reconhecidas em ganhos e perdas.

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Os investimentos disponíveis para venda são também registados ao justo valor sendo, no entanto, as respetivas variações reconhecidas em reservas (capital próprio), até que os investimentos sejam desreconhecidos, ou seja, alienados, ou identificadas perdas por imparidade, momento em que o valor acumulado dos ganhos e perdas potenciais registados em reservas é transferido para resultados.

Os investimentos a deter até à maturidade são mensurados em balanço ao custo amortizado, de acordo com o método da taxa efetiva, com as amortizações (juros, valores incrementais, prémios e descontos) a serem registados na Conta de Ganhos e Perdas.

Os empréstimos concedidos e contas a receber, são valorizados ao custo amortizado, com base no método da taxa de juro efetiva. O justo valor do instrumento financeiro corresponde ao valor pelo qual poderia ser vendido, caso se trate de um ativo ou, liquidado, no caso de se tratar de um passivo, numa transação entre partes interessadas, informadas sobre o mercado e que atuem em condições de independência. A referência mais objetiva e habitual do justo valor de um instrumento financeiro é o preço que se pagaria num mercado organizado e transparente (“preço de cotação” ou “preço de mercado”).

Quando não existe preço de mercado para um ativo financeiro, recorre-se à estimativa do justo valor com base em transações recentes de instrumentos semelhantes e no caso de não se dispor desta informação, recorre-se a modelos de valorização reconhecidos por entidades financeiras internacionais, tendo em conta as particularidades específicas do instrumento a ser valorizado e os diferentes tipos de risco a que o instrumento está sujeito.

Os instrumentos financeiros para os quais não é possível mensurar com fiabilidade o justo valor são registados ao custo de aquisição.

VIII. TRANSFERÊNCIAS ENTRE CATEGORIAS DE ATIVOS FINANCEIROS

A IAS 39 e a IFRS 7 permitem que uma Companhia transfira de ativos financeiros ao justo valor através de resultados - negociação para as carteiras de ativos financeiros disponíveis para venda, empréstimos concedidos e contas a receber ou para ativos financeiros detidos até à maturidade, desde que esses ativos financeiros obedeçam às características de cada categoria.

As transferências de ativos financeiros disponíveis para venda para as categorias de empréstimos concedidos e contas a receber e ativos financeiros a deter até à maturidade são também permitidas.

A Companhia não aplicou esta prerrogativa prevista na IAS 39.

IX. IMPARIDADE

I

MPARIDADE DE TÍTULOS

A Companhia avalia a cada data de balanço, se existe evidência objetiva de que um ativo financeiro, ou grupo de ativos financeiros apresentam sinais de imparidade. Serão considerados indícios de imparidades a ocorrência de um ou mais dos seguintes acontecimentos, relativamente ao ativo:

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 Títulos em “default”;

 Probabilidade de falência do devedor;

 Inexistência de um mercado ativo devido a dificuldades financeiras;

 Diminuição dos cash flows futuros estimados num grupo de ativos financeiros, mesmo que esse decréscimo não se possa imputar diretamente a um ativo concreto; e

 Declínio significativo ou prolongado.

A perda será contabilizada pela diferença entre o justo valor do ativo e o seu custo amortizado, no caso de obrigações, ou ao seu custo de aquisição no que respeita a ações e unidades de participação (custo amortizado/ de aquisição menos qualquer redução de imparidade previamente reconhecida no Ganhos e Perdas).

É considerado que um ativo financeiro, ou grupo de ativos financeiros, se encontra em imparidade sempre que, após o seu reconhecimento inicial, exista evidência objetiva de:

T

ÍTULOS DE RENDIMENTO VARIÁVEL

(

NOMEADAMENTE AÇÕES E UNIDADES DE PARTICIPAÇÃO

)

 Uma perda de valor igual ou superior a 30% à data de balanço; ou

 Uma desvalorização continuada durante 1 ano (justo valor inferior ao custo de aquisição).

T

ÍTULOS DE RENDIMENTO FIXO

 Quando existe um impacto no valor dos fluxos de caixa futuros do ativo financeiro, ou grupo de ativos financeiros, que possa ser estimado com razoabilidade.

Quando existe evidência de imparidade nos ativos financeiros disponíveis para venda, a perda potencial acumulada em reservas, correspondente à diferença entre o custo de aquisição e o justo valor atual, deduzida de qualquer perda de imparidade no ativo anteriormente reconhecida em resultados, é transferida para resultados. Se num período subsequente o montante da perda de imparidade diminui, a perda de imparidade anteriormente reconhecida é revertida por contrapartida de resultados do exercício até à reposição do custo de aquisição, caso o aumento seja objetivamente relacionado com um evento ocorrido após o reconhecimento da perda de imparidade, exceto no que se refere a ações ou outros instrumentos de capital, para os quais não é possível reconhecer qualquer reversão de imparidade. As valorizações subsequentes de ações e outros instrumentos de capital são reconhecidas em reservas.

No que se refere aos investimentos detidos até à maturidade, as perdas por imparidade correspondem à diferença entre o valor contabilístico do ativo e o valor atual dos fluxos de caixa futuros estimados (considerando o período de recuperação) descontados à taxa de juro efetiva original do ativo financeiro. Estes ativos são apresentados no ativo, líquidos de imparidade. Caso estejamos perante um ativo com taxa de juro variável, a taxa de juro a utilizar para a determinação da respetiva perda de imparidade é a taxa de juro efetiva atual, determinada com base nas regras de cada contrato. Em relação aos investimentos detidos até à maturidade, se num período subsequente o montante de perda por imparidade diminui, e essa diminuição possa ser objetivamente relacionada com um evento que ocorreu após o reconhecimento da imparidade, esta é revertida por contrapartida de resultados do exercício.

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X. OUTROS ATIVOS FINANCEIROS – DERIVADOS EMBUTIDOS E INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVADOS

Os derivados que estão embutidos em outros instrumentos financeiros são tratados separadamente quando as suas características económicas e os seus riscos não estão relacionados com o instrumento principal e o instrumento principal não está contabilizado ao seu justo valor através de resultados. Nestes casos, os derivados embutidos são separados e registados ao justo valor com as variações reconhecidas em resultados.

Caso a Companhia considere reduzido o custo/ benefício desta “bifurcação”, reconhece o ativo como um todo ao justo valor com as variações reconhecidas em resultados. Nestes casos os derivados embutidos e instrumentos financeiros derivados são reconhecidos respetivamente, como ativos financeiros classificados no reconhecimento inicial ao justo valor através de Ganhos e Perdas e como ativos financeiros detidos para negociação. Subsequentemente, o justo valor dos instrumentos financeiros derivados é reavaliado numa base regular, sendo os ganhos ou perdas resultantes dessa reavaliação registados diretamente em resultados do período.

O justo valor é baseado em preços de cotação em mercado, quando disponíveis, e na ausência de cotação ou inexistência de mercado ativo, é determinado com base na utilização de preços de transações recentes, semelhantes e realizadas em condições de mercado ou com base em metodologias de avaliação disponibilizadas por entidades especializadas, baseadas em técnicas de fluxos de caixa futuros descontados, considerando as condições de mercado, o efeito do tempo, a curva de rentabilidade e os fatores de volatilidade.

XI. PASSIVOS FINANCEIROS

Um instrumento é classificado como passivo financeiro quando existe uma obrigação contratual da sua liquidação ser efetuada mediante a entrega de dinheiro ou de outro ativo financeiro, independentemente da sua forma legal.

Os passivos financeiros são registados (i) inicialmente pelo seu justo valor deduzido dos custos de transação incorridos e (ii) subsequentemente ao custo amortizado, com base no método da taxa efetiva.

A Companhia inclui nesta rubrica os depósitos recebidos de resseguradores e empréstimos subordinados, cujo detalhe se apresenta na Nota 27.

XII. CAIXA E EQUIVALENTES DE CAIXA

A rubrica de caixa e seus equivalentes englobam os valores registados no balanço com maturidade inferior a três meses a contar da data de balanço, prontamente convertíveis em dinheiro e com risco reduzido de alteração de valor, onde se incluem a caixa e as disponibilidades