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4.6 O 2º BABM e a educação ambiental

4.6.3 Principais projetos desenvolvidos pelo NEA

Trilha da vida

... a trilha da vida é um experimento no qual as pessoas vivenciam diferentes situações de olhos vendados, exercendo intensamente o tato, olfato, paladar e audição. Mediante “experimentos de primeira mão”, busca-se sensibilizar as pessoas, despertando uma consciência crítica das inter-relações históricas entre a sociedade e a natureza. (MATAREZI, 1997, p.2)

A trilha da vida surgiu como uma proposta de educação ambiental preconizado pelas Conferências Internacionais de Tbilisi (1977) e Tessalonique (1997), bem como da Política Nacional de EA.

Através da trilha, possibilita-se vivências diversificadas. Segundo Kobayashi (1991 apud MATAREZI, 1997, p. 05):

O elemento mais importante para a Educação Ambiental é permitir às crianças “tocar” a real existência da natureza, pois as crianças raramente esquecem uma experiência direta. São chamados de “proto-experimentos” ou “experimentos de primeira mão” aqueles que propiciam vivências significativas a partir dos sentidos básicos da percepção humana.

Comungar com a natureza através do tato, olfato e audição, desconsiderando a visão, é um dos fundamentos das atividades propostas na trilha da vida, pois numa sociedade que super valoriza a visão, com o “desuso” da visão, pretende-se também utilizar os outros sentidos que costumam ficar em segundo plano no nosso dia-a-dia.

A Figura 03 mostra a atividade sendo realizada no ano de 2006, pelos integrantes do 2ºBABM, com a colaboração da Secretaria Municipal de Educação e acadêmicos da Universidade Federal de Santa Maria e Universidade Franciscana.

Figura 03 - Trilha da vida. Fonte: 2º BABM

Assim, a relação do homem com a natureza deve ser compreendida “sentindo-a” muito mais do que interpretando racionalmente e através da trilha da vida pretende-se sensibilizar, despertando uma consciência crítica, através da percepção e interpretação ambiental.

Esta atividade é desenvolvida pelos integrantes do NEA, Santa Maria, desde o ano de 2003 e para sua montagem conta com a parceria da CORSAN.

Teatro de Fantoches “A Terra e o Sol”

Desde o ano de 2003 é apresentado ao público infantil, um teatro de fantoches (Figura 04), onde personagens como: Terra, Água, Lixo, Floresta, Sol, Quero-quero, Ar e Solo conversam sobre temas relacionados aos cuidados devidos com o meio ambiente. Construído pelos integrantes do NEA de Santa Maria, este teatro já foi apresentado em inúmeros municípios do Estado. Após a apresentação, os policiais militares, que manipulam os bonecos, realizam uma conversa com os expectadores, com distribuição de um livro para colorir, onde está impressa a história.

Figura 04 – Teatro de Fantoches. Fonte: 2º BABM

Programa de Multiplicadores Ambientais Escolares (PROMAE)

O Programa de Multiplicadores Ambientais Escolares foi desenvolvido por integrantes da 1ª Companhia/ 3º Pelotão/1º Grupo Ambiental, com sede em Santana do Livramento e contou, até o momento, com quatro edições.

Este programa contou com o desenvolvimento de diálogos sobre temas ambientais tais como água, flora, fauna, resíduos, reciclagem, diversos tipos de poluição, entre outros. Além das atividades em sala de aula aconteceram inúmeras saídas de campo a locais degradados, aterros sanitários, departamentos de água e esgoto, confecção de cartazes e materiais audiovisuais (brinquedos feitos a partir de sucata) e barreiras ecológicas. (Figura 06)

A 1ª edição aconteceu na cidade de Santana do Livramento, sendo que o trabalho foi realizado em 03 escolas da rede pública Municipal e teve como público alvo as 4ª séries do ensino fundamental. Iniciou em março de 2005 totalizando uma carga horária de 56 horas.

Figura 05 - Formatura da 1ª turma do PROMAE. Fonte: 2º BABM

A 2ª edição do PROMAE aconteceu na cidade de Quaraí, contemplou 01 escola da rede pública Municipal com carga horária de 56 horas. Teve inicio em abril do ano de 2006, tendo, também como público alvo, crianças da 4ª série do ensino fundamental.

A 3ª edição do Programa de Multiplicadores Ambientais Escolares desenvolveu-se de forma inédita, em um assentamento oriundo do Movimento dos Sem Terra (MST) e em uma escola urbana do município de Santana do Livramento.

Esta edição do projeto é considerada inédita, uma vez que se sabe ser histórico os conflitos oriundos dos enfrentamentos entre Brigada Militar e MST. No entanto, através deste programa, houve uma interação e total aceitação dos integrantes do Movimento dos Sem Terra em relação aos policiais militares e vice-versa. Prova disso é a disponibilidade que demonstraram ao abrir as portas de suas moradias para que integrantes do 2º BABM desenvolvessem atividades de educação ambiental para com suas crianças. De acordo com integrantes do NEA de Santana do Livramento, até mesmo no momento em que os assentados cometem algum crime ambiental, e que se faz necessário a aplicação de sanções, estes se mostram compreensivos e abertos a modificações pessoais e coletivas.

Em função do sucesso que foram as três edições do PROMAE, está acontecendo uma 4ª edição, também com crianças provenientes de assentamentos do MST, Assentamento São Leopoldo, e também, com crianças de uma escola da rede municipal de ensino no município de Santana do Livramento.

Desde a 3ª edição, estão sendo contempladas 25 crianças oriundas de assentamentos e 25 crianças pertencentes a uma escola municipal. Relevante salientar, que os integrantes do NEA de Santana do Livramento, se deslocam uma vez por semana, durante uma hora, até as escolas e então lá, desenvolvem as atividades de educação ambiental.

Figura 06- Barreira ecológica na Semana do Meio Ambiente. Fonte: 2º BABM

A partir da 2ª edição do PROMAE, foi confeccionada uma cartilha ambiental, com o propósito de despertar nas crianças o interesse pelo uso dos recursos naturais de forma a manter o equilíbrio ambiental.

Proveniente da parceria entre as Prefeituras Municipais das cidades contempladas, Ministério Público, Câmara de Vereadores e comércio local, o PROMAE, tem como objetivo dar as mínimas condições necessárias para organizar e capacitar alunos da 4ª série do ensino fundamental em relação ao projeto de Educação Ambiental tanto nas escolas como multiplicadores ambientais em seus bairros e vilas, buscando desenvolver nos alunos uma consciência harmoniosa entre o ser humano e o meio ambiente, de forma a realizarem trabalhos e atividades ambientais em suas comunidades.

Formação de Monitores Ambientais – recuperação da Sanga do Inácio e Rio Pessegueiro no Município de Santa Rosa – RS

A fim de formar Monitores Ambientais para a recuperação da Sanga do Inácio e do Rio Pessegueiro, este projeto contou com a participação de cento e vinte alunos (120), com idades entre 10 e 12 anos, oriundos das 4ª e 5ª séries do ensino fundamental da rede pública e particular do Município de Santa Rosa – RS.

O projeto desenvolveu-se em agosto do ano de 2005, com uma carga horária de 80 horas aula e contou com a participação de integrantes do NEA da 1ª Companhia/1º Pelotão, com sede em Santa Maria. Foram aplicadas as mais diversas oficinas pedagógicas, entre as quais destaca-se: confecção de material lúdico-pedagógico a partir de sucatas, origami, visitas orientadas aos locais degradados - Sanga do Inácio e Rio Pessegueiro- (Figura 07), análise e discussão de textos, abordagem de temas específicos, tais como: doenças de veiculação hídrica, disposição inadequada de resíduos sólidos, assoreamento do solo, identificação da fauna e flora e recomposição da mata ciliar, entre outros.

Figura 07 - Visita a Sanga do Inácio, Santa Rosa - RS. Fonte: 2º BABM

As atividades contaram com a participação de alunos com deficiência auditiva. Para isso, durante o projeto, houve o acompanhamento de um educador que traduzia todas as atividades para a língua brasileira de sinais.

Proveniente da parceria entre o 2º BABM, a 17º Coordenadoria Regional de Educação e a ONG Amigos da Floresta, visou despertar nos alunos o interesse pelas questões ambientais através de atividades que permitam o enriquecimento do conhecimento, a fim de que compreendam a importância de suas ações para a preservação e para a melhoria da qualidade ambiental, atuando como monitores ambientais

,

levando para seus meios escolares as experiências vivenciadas.

Projeto Pequeno Cidadão

O Projeto Pequeno Cidadão “ações educativas sócio-ambientais para preservar a vida” foi desenvolvido, pelos integrantes da 1ª Companhia/1º Pelotão, no período de agosto a dezembro do ano de 2006, na cidade de Santa Maria, perfazendo uma carga horária de 72 horas, com o objetivo de despertar nas crianças a adoção de um padrão de comportamento de proteção, conservação e preservação ambiental, a partir da sua realidade social e, a partir do seu cotidiano, para que possam praticar ações que contribuam para a solução dos problemas ambientais de suas comunidade. Teve a participação de 100 alunos, com idades entre 10 e 12 anos incompletos, oriundos de nove escolas da rede pública estadual, municipal e particular de ensino, de Santa Maria.

Este projeto teve o apoio de aproximadamente 85 pessoas provenientes de cursos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Centro Universitário Franciscano (UNIFRA), bem como contou com a colaboração da CORSAN, Núcleo de Educação Ambiental da Prefeitura Municipal de Santa Maria, unidades subordinadas ao Comando de Polícia Ostensiva Regional da Guarnição da Brigada Militar, entre outros.

Figura 08 - Formatura do Projeto Pequeno Cidadão I edição. Fonte: 2º BABM

Durante a realização das atividades receberam informações sobre meio ambiente, trânsito, sexualidade, patrimônio e cultura, higiene, oficinas de origami, confecção de materiais lúdico-pedagógicos a partir de sucata, entre outros. As atividades aconteceram tanto em sala de aula, quanto em saídas de campo orientadas (visitação ao aterro de resíduos, no Bairro Caturrita; ao criadouro conservacionista São Brás; Estação de Tratamento de Água (ETA) e Esgoto (ETE); Jardim Botânico da UFSM).

A partir de junho de 2007, teve início o Projeto Pequeno Cidadão edição II, também na cidade de Santa Maria, contemplando 50 crianças das redes estadual, municipal e particular de ensino. Nos mesmos “moldes” da edição I, este projeto contempla apenas algumas mudanças e reestruturações, sendo que a estrutura básica continua a mesma do ano de 2006. O encerramento está previsto para outubro do mesmo ano. Em ambas as edições, os participantes receberam um lanche, sugerido por nutricionistas, bem como encerraram as atividades com uma solenidade de formatura, onde receberam certificados. (Figura 08)

Já no município de São Gabriel, integrantes da 1ª Companhia/3º Pelotão/3º Grupo Ambiental estão desenvolvendo uma edição do Projeto Pequeno Cidadão com alunos de 4ª série da rede municipal de ensino, contemplando 30 crianças. (Figura 09)

Com início em maio de 2007, conta com o apoio da empresa PRT, CORSAN, Corpo de Bombeiros, ARACRUZ, Secretaria de Meio Ambiente e Secretaria da Saúde do Município e Universidade da Região da Campanha (URCAMP).

Figura 09- Pequeno Cidadão – São Gabriel, em atividade na trilha da vida. Fonte: 2º BABM

As atividades realizadas visam despertar nos participantes a adoção de um comportamento mais coerente com a preservação do meio em que vivem.

Os encontros acontecem, até final de setembro, aos sábados, das 14h às 17h, em uma sala cedida pela CORSAN, e as atividades são as mais variadas, contemplando o lúdico, trabalhos de campo e algumas palestras. Todos recebem lanche que é confeccionado com a colaboração dos pais.

Projeto Patrulheiro Ambiental

Os projetos “Patrulheiro Ambiental – Eu protejo o Rio Grande do Sul” e “Patrulheiro Ambiental Mirim” foram atividades que se desenvolveram no litoral norte e sul do estado do Rio Grande do Sul, nos verões de 2005-2006 e 2006-2007, respectivamente.

Desenvolvidos pelo Comando Ambiental da Brigada Militar, contemplou os NEAs dos três batalhões ambientais da Brigada Militar, a partir de parcerias com instituições como a CORSAN, Prefeituras Municipais, CEEE, SESC, entre outros.

De dezembro a fevereiro, o projeto envolveu crianças com uma faixa etária entre 10 e 13 anos, das praias de Torres, Capão da Canoa, Tramandaí, Osório, Cidreira, Laranjal. A primeira edição do Patrulheiro Ambiental contemplou crianças das redes de ensino das localidades. Já a segunda edição do Patrulheiro Ambiental, seguiu os moldes da primeira edição com a diferença de que teve como público alvo crianças veranistas. (Figura 10)

Figura 10 - Atividades práticas na Praia Grande em Torres. Fonte: 2º BABM

A idéia de formar Patrulheiros Ambientais surgiu num sentido figurado, em que é proposto ao público alvo a adoção de um comportamento preventivo a partir de sua realidade social e a partir de seu habitat.

O objetivo foi sensibilizar a comunidade da importância da preservação do Meio Ambiente em defesa da fauna e da flora, como forma de garantir a sobrevivência da nossa própria espécie.

Através da ordem unida (atividade militar que tem por objetivo a ordem e a disciplina), pretendeu-se desenvolver exercícios sistemáticos objetivando a união do grupo e elevação da auto-estima. Na Figura 11 participantes do projeto realizando atividades de Ordem Unidade em Capão da Canoa, no ano de 2006.

Figura 11- Atividades de Ordem Unida. Fonte: 2º BABM

Foram realizadas várias atividades sociais como: participação em palestras, barreira ecológica, passeios de dindinho, atividades recreativas e desportivas, orientação a veranistas, distribuição de material de coleta de lixo a banhistas, entre outras.

Projeto Natureza Protegida é Show de Vida

Esta atividade de educação ambiental aconteceu no município de Uruguaiana em fevereiro do ano de 2006.

Contou com a participação de 40 crianças filhas de pescadores da região.

Como foi uma extensão do Projeto Patrulheiro Ambiental 2005/2006, sua estrutura, metodologia, bem como os objetivos foram os mesmo já descritos, com a diferença que foi adequado à realidade da colônia de pescadores do município de Uruguaiana.

Projeto Legal conviver com a Natureza

O 2º grupo de policiais militares, localizado no município de Bagé, com o objetivo de preservar a qualidade ambiental para propiciar a vida, lançou o projeto “Legal conviver com a natureza”. (Figura 12)

Com início em março de 2007, já abrangeu até o momento mais de 13 turmas e visa levar informações sobre as leis ambientais e de como agir para uma efetiva proteção do meio ambiente, em todos os níveis de escolaridade da rede municipal, estadual e particular de ensino, bem como em órgãos ou entidades públicas, municipais, estaduais e federais.

Dentre as atividades desenvolvidas, destacam-se palestras sobre os temas ar, água, solo, flora, fauna, recursos renováveis, entre outros.

Figura 12 - Projeto Legal conviver com a Natureza, município de Bagé – RS. Fonte: 2º BABM

Através da exposição de fotos e vídeos sobre os temas, jogos interativos, apresentação de materiais apreendidos, debates com alunos, professores e comunidade local e distribuição de panfletos, os integrantes do NEA que atuam em Bagé, desenvolvem atividades de educação ambiental também em municípios próximos como Candiota, Lavras do Sul, Aceguá, Hulha Negra e Dom Pedrito.

Ambientalito

Em setembro de 2007, uma parceria com a empresa ARACRUZ possibilitou ao 2º BABM a aquisição de um boneco “Ambientalito”.

O Ambientalito é o mascote do Batalhão Ambiental e faz o maior sucesso entre as crianças.

Interpretado por um integrante do NEA, ele acompanha, quando possível, as atividades de educação ambiental realizadas, brincando com as crianças e convidando-as a melhorar atitudes ambientais estimulando, também, o respeito para com os colegas, professores, pais e comunidade as quais se inserem.

Na Figura 13, o mascote pousa para fotos após o desfile da Semana Farroupilha, em 20 de setembro na capital, Porto Alegre.

Figura 13 – Ambientalito. Fonte: 2º BABM

5. METODOLOGIA

Para o desenvolvimento deste trabalho, foram elaborados e enviados dois questionários às unidades (grupos destacados), pertencentes ao 2º BABM que desenvolvem atividades de EA.

O questionário foi a técnica de coleta de dados adotada devido a impossibilidade de contato pessoal com todos os profissionais, uma vez que a área do 2º BABM é ampla.

O primeiro instrumento de pesquisa foi elaborado com 08 questões, sendo 02 perguntas fechadas e 06 abertas. (anexo B)

Este instrumento foi remetido via e-mail e teve como objetivo levantar dados sobre as características gerais das unidades do 2º BABM que possuem NEA (Figura 01), sendo, portanto, enviado um questionário por cidade sede. Esta atividade aconteceu no mês de março e como esse questionário podia ser respondido, também, via e-mail, todas as unidades enviaram as respostas solicitadas.

O segundo questionário teve como objetivo conhecer algumas características do perfil de cada integrante do NEA, bem como levantar dados referentes ao que os profissionais que desenvolvem atividades de educação, no 2º BABM, pensam em relação à atividade enquanto educadores ambientais. Para tanto, foi enviado um instrumento por integrante, contendo 10 questões, sendo 01 pergunta fechada, 08 abertas e 01 de múltipla escolha. (anexo C)

Alguns questionários foram entregues pessoalmente, enquanto que outros foram enviados via e-mail. Como este segundo questionário necessitava do re-envio via correio ou malote, uma vez que se precisava do consentimento e autorização dos participantes para utilização de suas respostas neste trabalho, não podendo desta forma ser respondido de forma digital, uma das dificuldades observadas foi a falta de retorno de alguns questionários.

Nesta segunda fase, foram enviados 27 questionários distribuídos entre os servidores militares pertencentes às 10 unidades do 2º BABM que contam com integrantes do NEA.

A unidade de Alegrete não re-enviou os questionários dos 02 integrantes, Santiago dos 02 integrantes, 01 respondeu e Cachoeira do Sul dos 03 militares integrantes do NEA, apenas 01 respondeu, totalizando 05 questionários não respondidos.

Assim, dos 27 instrumentos de pesquisa remetidos aos integrantes do NEA, 22 retornaram, equivalendo a 81,4% do total.

Relevante salientar que só foi enviado questionário aos integrantes do 2º BABM que trabalham periodicamente com a educação ambiental em função de interesse ou afinidade pessoal. Para esta pesquisa não foram estatisticamente considerados os integrantes do Batalhão que esporadicamente desempenham a função educacional. No entanto, são muitos os que na impossibilidade dos integrantes do NEA se fazerem presentes nas atividades e/ou eventos, contribuem para o êxito das ações educativas.

6. ANÁLISE DOS RESULTADOS DA PESQUISA

O 2º Batalhão Ambiental da Brigada Militar conta com um total de 126 servidores, distribuídos em 12 unidades com sedes nas cidades de Santa Maria (sede do Batalhão), Cruz Alta, Santo Ângelo, Ijuí, São Gabriel, Santana do Livramento, Uruguaiana, Alegrete, Bagé, Santiago, Cachoeira do Sul e Rio Pardo e que abrangem cerca de 111 municípios. Dessas, apenas Santo Ângelo e Ijuí não possuem integrantes do Núcleo de Educação Ambiental, portanto não realizando atividades de EA.

Os resultados expostos nas Figuras 14, 15 e 16 dizem respeito aos 27 integrantes do Núcleo de Educação Ambiental do 2º BABM, inclusive os que não responderam ao questionário individual.

Na Figura 14 está representado o total de militares estaduais que compõem o quadro de efetivo do 2º BABM (126) e o número de militares (27) que além da fiscalização, atuam, efetivamente, em atividades de educação e que equivalem a 21,4% do total de servidores. Relevante salientar que na inconveniência de algum componente do NEA participar de atividades de EA, qualquer outro servidor assume em seu lugar, uma vez que todos são aptos para tratar de assuntos relacionados ao tema meio ambiente.

126 27 0 20 40 60 80 100 120 140 Total de Efetivo Efetivo EA

Figura 14 – Número total de policiais militares que compõem o 2º BABM e relação de militares que exercem, efetivamente, atividades de EA.

Fonte: Questionários, abril de 2007. Organização: Bertoldo, Marileida F.

Quanto ao número de militares que atuam em atividades de EA por região, pode-se perceber na Figura 15 que Santa Maria, sede do 2º BABM, concentra o maior número de integrantes que desenvolvem projetos e participam de eventos relacionados à educação. Este dado deve-se ao fato de ser também a sede que concentra o maior número de efetivo de todo o Batalhão, são 35 militares.

A Ordem de Serviço 007/P3-BPA/2005, de 14 de março de 2005, que cria os NEAs (citada no item 4.7.2), determina que cada unidade seja composta por um Núcleo de Educação Ambiental empregando, no mínimo, 01 sargento coordenador e 02 soldados. No entanto, em virtude da falta de recursos humanos, ou seja, o déficit de integrantes, em contrapartida o acúmulo de fiscalizações a serem desempenhadas, este requisito na maioria dos locais não é possível de ser acatado. Este fato é visivelmente observado na Figura 15 onde mostra que das 10 unidades que possuem integrantes do NEA, 07 contam com apenas 02 servidores para realizar as atividades educacionais.

7 2 3 3 2 2 2 2 2 2 0 1 2 3 4 5 6 7 8 Santa Maria São Gabriel Rio Pardo Cachoeira S. Livramento Bagé Uruguaiana Alegrete Cruz Alta Santiago

Figura 15 – Comparativo do número de policiais militares, integrantes do NEA, por região.

Fonte: Questionários, abril de 2007. Organização: Bertoldo, Marileida F.

Com relação ao sexo dos integrantes do NEA, constata-se, conforme Figura 16, que dos 27 militares, apenas 04 são do sexo feminino, enquanto 23 do sexo masculino. Esta significativa diferença se dá em função da instituição Brigada Militar ser formada, em sua grande maioria, por militares masculinos, uma vez que a inclusão de mulheres na corporação se deu a partir do ano de 1986. Desta forma, em relação à idade da instituição (169 anos), a

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