Tratamento Implicações
DIVÓRCIOS Regiões 2003 2004 2005 Var.
7.7. Problemas de Comportamento/PHDA/Práticas Parentais
Uma das questões interessantes relacionadas com estas duas problemáticas, tem a ver com o facto de muitas vezes as queixas apresentadas como sendo de problemas de comportamento de uma determinada criança, também envolvia por outro lado algumas dificuldades dos pais por fim a estes mesmos comportamentos (problemas nas práticas parentais).
Os casos acompanhados e caracterizados com estas duas problemáticas, apresentavam características diversas, desde a manifestação de comportamentos agressivos por parte das crianças, até ao facto dos país queixarem que já não terem qualquer solução para por termo à situação actual dos filhos, bem como a não adesão dos pais às recomendações dos profissionais de saúde,
7.7.1. Problemas de Comportamento
De acordo com, Biederman, et al, (2004), os problemas de comportamento consistem num padrão disruptivo no reportório de manifestações comportamentais tão difíceis que ameaçam as relações normais entre a criança e quem a rodeia. No entanto e tal como já foi referido, o termo “problemas de
comportamento” caracteriza-se por ser bastante ambíguo e controverso, pois possui definições vagas,
classificações distintas, exaustivas e sem limites claros para alguns tipos de problemas de comportamento (Silva e Prette, 2003).
Entretanto, a maioria dos autores parece concordar que os problemas de comportamento envolvem desvios do comportamento social, isto é, comportamentos agressivos e hiperactividade (Brioso e Sarriá, 1995, citados por Biederman, et al, 2004).
De acordo com a ICD-10, os problemas de comportamento são tidos como condutas típicas, referentes a: “manifestações de comportamentos típicos de portadores de síndromes e quadros psicológicos,
neurológicos ou psiquiátricos que ocasionam atrasos no desenvolvimento e prejuízos no relacionamento social, em grau que requeira atendimento educacional especializado”.
Segundo o DSM IV TR (2000) a perturbação do comportamento pode ser subdividido em três grupos:
Perturbação Desafiante por Oposição, Perturbação do Comportamento Disruptivo e Perturbação Comportamento Disruptivo sem outra especificação.
A Perturbação Desafiante por Oposição refere-se a “um padrão persistente de comportamentos
negativistas, hostis e desafiadores na presença de sérias violações de normas sociais ou direitos alheios”, o qual deve estar presente durante, pelo menos, seis meses (Kaplan et al, 1997:995).
Para a Perturbação do Comportamento Disruptivo é dada a seguinte definição: “o aspecto essencial
da Perturbação do Comportamento Disruptivo é um padrão repetitivo e persistente de conduta, no qual os direitos básicos dos outros ou as normas ou direitos básicos dos outros ou as normas ou regras sociais apropriadas à idade são violados”. Os comportamentos devem estar presentes por, pelo menos,
seis meses para se realizar o diagnóstico” (Kaplan et al, 1997:997).
De acordo com o DSM IV TR (2000) revela que a característica essencial da perturbação dos
comportamentos disruptivos refere-se a um padrão repetitivo e persistente de comportamentos no qual são violados os direitos básicos dos outros ou normas ou regras sociais importantes apropriadas à idade.
Os autores que investigam e analisam a designação “problemas de comportamento” e as questões inerentes à sua compreensão (Kauffman, 1977; Almeida, 1984; Mendonça, 1990; Rosenberg, et al, 1992; Brioso e Sarrià, 1995; Peterson, 1995, Benavente, 2004), afirmam que este termo apresenta sérias dificuldades, relativamente à sua definição, classificação e diagnóstico. De acordo com Silva e Prette (2003), tais dificuldades podem comprometer tanto a análise dos comportamentos considerados desviantes como as intervenções necessárias para evitá-los e/ou trata-los (Brasil, 1994, citado por Silva e Prette, 2003).
De acordo com Pinheiro, Guimarães e Serrano (2005), as perturbações do comportamento ou os comportamentos disruptivos são responsáveis pela maioria dos encaminhamentos aos serviços de pedopsiquiatria infantil. De referir que a alta prevalência das perturbações do comportamento é observada na literatura internacional, sendo que, de acordo com Biederman, Mick, Faraone e Wozniak (2004), nos EUA, os dados da APA (Steiner e Dunne, 1997, citados por Biederman, et al, 2004), indicam que na população geral de crianças e adolescentes situava-se entre os 1.5% e os 3.4%.
No entanto, não existem dados estatísticos organizados em Portugal, quanto à prevalência deste tipo de patologias, apesar da prática clínica indicar um crescimento deste tipo de perturbação entre a população portuguesa (Benavente, 2004).
7.7.2. Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção (PHDA)
A Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção (PHDA) caracteriza-se por ser uma das mais estudadas e controversas perturbações de desenvolvimento da infância e da adolescência (Shaywitz e Shaywitz, 1992 citado por Lopes, 1998; Facion, 2004; Rohde, Constantino, Filho, Benetti, Gallois e Kieling, 2004).
Actualmente e de acordo com Feijó e Velmo (2006) estudos têm sido desenvolvidos com o principal objectivo de desenvolver novas perspectivas inovadoras acerca da PHDA, o que culminou numa nova redefinição da PHDA. De referir que o grande mérito destas perspectiva inovadoras reside no valor explicativo e não propriamente descritivo.
A redefinição do DHDA assenta no pressuposto que esta Perturbação não consiste fundamentalmente num défice a nível da atenção, mas sim num problema desenvolvimental de inibição de respostas (inapropriadas) (Feijó e Velmo, 2006).
Sendo assim, a PHDA consiste “num conjunto de deficiências desenvolvimentais na regulação e
manutenção do comportamento através de regras e consequências. Estas deficiências dão origem a problemas de inibição, iniciação ou manutenção de respostas a tarefas ou estímulos e de adesão a regras ou instruções, particularmente em situações em que as consequências de tais comportamentos são distantes, fracas ou inexistentes. As deficiências são evidentes na primeira infância, provavelmente crónicas e embora possam melhorar com a maturação neurológica, evidenciam-se persistentes em comparação com as realizações de crianças normais da mesma idade, as quais também melhoram com o desenvolvimento” (Barkley, 1994:71 citado por Feijó e Velmo, 2006:10).
Intervenção e Tratamento (Problemas de Comportamento e PHDA): Em termos da intervenção, o
interesse pelas estratégias que promovem melhorias nos relacionamentos interpessoais tem demonstrado significativo crescimento com o passar dos últimos anos, especialmente por causa da relação existente entre os comportamentos sociais deficitários na infância e desajustamentos psicológicos futuros (Melo e Silvares, 2003).
Sendo assim, a parte que compete apresentar os principais pressupostos, técnicas, terapias e estratégias de intervenção nos Problemas de Comportamento e na Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção será apresentada em conjunto, tendo em conta e pressupondo que na base das duas problemáticas encontram-se as dificuldades de interacção interpessoal, a falta de competências sociais e a manifestação exacerbada de comportamentos inadequados e incompatíveis com as regras e condutas familiares e sociais previamente estabelecidas.
Neste sentido, a utilização do termo “Problemas do Comportamento” (PC), neste contexto engloba não só a “perturbação de comportamento”, como também o PHDA, como forma de se simplificar a denominação das duas perturbações.
De acordo com Benavente (2004), o tratamento deste tipo de patologia deve assumir-se como abordagem integrada, isto é, caracterizada por actuação abrangente sobre as várias dimensões da vida da criança: família, escola, grupo de pares e a própria criança.
O principal objectivo da intervenção nos PC é direccionada ao ensino de estratégias à criança, que a possam ajudar a adaptar-se melhor aos diversos contextos nos quais ela esta inserida (família, escola e pares) (Agostinho, 2005).
Mestrado em Psicologia (UBI) 2007/2008____________________________________________________________________________ 104 Relativamente às modalidades psicoterapêuticas utilizadas neste contexto, existe alguma variedade de terapias e técnicas aplicáveis neste tipo de patologia, entre as quais destaca-se a Psicoterapia Individual ou de Grupo, em que são utilizadas as técnicas cognitivo-comportamentais (Benavente, 2004).
A Psicoterapia individual ou de Grupo pode ser muito útil com a criança, podendo ser complementada com treino de técnicas para o aumento de competências psicossociais. Assim, poder-se-á ajudar a criança a melhorar o seu funcionamento social, encontrando estratégias de tolerância à frustração, aumentando os contactos sociais (Benavente, 2004).
De seguida encontram-se algumas estratégias que poderão ser implementadas no processo de intervenção com crianças que apresentam problemas do comportamento (Agostinho, 2005):
• Treino de competências cognitivas para resolução de problemas (identificar etapas de resolução);
• Identificação das situações que desencadeiam comportamentos agressivos e anti-sociais;
• Desenvolvimento e preocupação com a perspectiva dos outros; • Estratégias adequadas para lidar com os conflitos;
• Treino de competências para pais/professores;
• Treino de relaxamento (Progressivo Jacobson; Autogénico Shultz; Respiratório);
• Estratégias operantes (ex: Economia de Fichas – Token Economy), • Treino de competências sociais;
• Promoção dos sentimentos de eficácia; • Treino de Auto-verbalizações.
No trabalho com a família, o recurso a técnicas orientadas, de base cognitivo-comportamentais, torna-se indispensável, principalmente quando há pouca diferenciação, dificuldades de comunicação com o terapeuta, ou quando os seus elementos apresentam insight reduzido (Benavente, 2004). Kazdin e Wassel (2000, citados por Benavente, 2004) consideram que a própria redução do comportamento desviante da criança tem significativas repercussões no funcionamento familiar e parental. Sendo assim, a intervenção junto da família poderá incluir: terapia familiar, orientação parental e programas de treino (Agostinho, 2005).
No entanto, é importante referir que não basta intervir nos “problemas de comportamento”, mas também e principalmente possibilitar o aumento das competências sociais da criança, que são factores de protecção para o surgimento e desenvolvimento de tais dificuldades (Benavente, 2004).
7.7.3. Práticas Educativas e Estilos Parentais
As relações entre pais e filhos e suas influências no desenvolvimento sócio-emocional e cognitivo das crianças e dos adolescentes têm sido um dos principais objectos de investigação nas áreas de Psicologia do Desenvolvimento e da Psicologia Clínica (Benetti e Balbinotti, 2003), especialmente aquelas
relacionadas com as práticas educativas parentais, ou seja, as estratégias utilizadas pelos pais para orientar o comportamento dos filhos (Gomide, Salvo, Pinheiro e Sabbag, 2005).
Desde os trabalhos iniciais de Sears, Maccoby e Levin (1970, citados por Benetti e Balbinotti, 2003) sobre como os pais educam seus filhos e quais as consequências para o desenvolvimento da criança, nas variadas formas de socialização, diferentes aspectos das relações parentais foram foco de investigações.
Através destas pesquisas conseguiu-se identificar relações significativas entre as práticas adoptadas pelos pais e o posterior desenvolvimento de comportamentos problemáticos e até anti-sociais (Gomide, 2003; Mathews, Woodall, Kenyon e Jacob, 1996; Patterson, Reid e Dishion, 1992; Pettit, Laird, Dodge, Bates & Criss, 2001; Reppold, et al, 2002, citados por Gomide, et al, 2005).
As inúmeras pesquisas realizadas tentaram isolar os factores que influenciam os estilos de práticas e atitudes educativas dos pais e o efeito destas sobre as crianças (Montandon, 2005). Sendo assim e de acordo com esta autora, as práticas parentais podem ser influenciadas através da (o):
• Estrutura e composição das famílias: considerou-se por exemplo que o género sexual da criança influencia na sua educação, pois os pais tendem a ser mais restritos com as filhas do que com os filhos, ou ainda que o divórcio dos pais tem efeitos negativos sobre suas práticas educativas (Maccoby, 1980; Baumrind, 1980, citados por Montandon, 2005);
•
Estatuto socioeconómico da família: os pais de classe média/alta tendem a exercer umadisciplina dentro de limites claramente definidos (negociação, punições e recompensas), tendo em vista êxitos a longo prazo, sendo que os pais de nível socio-económico baixo seriam menos propensos à elaboração de um projecto educativo para seus filhos e a dedicar tempo para explicar os motivos das suas exigências, e tenderiam a utilizar a punição como forma remediativa (Gecas, 1979, citado por Montandon, 2005);
A seguir apresenta-se uma figura representativa de alguns dos determinantes sócio-culturais inerentes à educação familiar. No entanto e tal como se pode verificar na complexa representação da Figura 15, ainda resta muito por fazer neste contexto, pois, de acordo com Montandon (2005), muitas vezes não são valorizados factores como: a evolução temporal do contexto familiar (ciclo de vida da família), bem como vários acontecimentos de vida, como desemprego, doença, acidentes, nascimento de uma criança com deficiência, que produzem transformações significativas nas relações, reestruturações, e mudanças nas práticas.
Mestrado em Psicologia (UBI) 2007/2008____________________________________________________________________________ 106 Gráfico 15 – Determinantes socioculturais inerentes à educação familiar.
Fonte: Montandon, 2005;
Definição de conceitos (Atitudes, Práticas e Estilos Parentais): A literatura sobre este tema permite
identificar três dimensões distintas na interacção entre pais e filhos: as atitudes parentais; as práticas
educativas e os estilos parentais, sendo as duas últimas são as mais investigadas (Montandon, 2005). Atitudes parentais – respostas
parentais ante as exigências das diferentes situações do quotidiano relacional com os filhos. A atitude parental é concebida como resultado de três componentes: o cognitivo (crenças ou ideias dos pais sobre a situação), o afectivo (quando os pais realizam a avaliação dos aspectos positivos/negativos da situação) e o
comportamental (acção
propriamente dita, utilizada na interacção com a criança) (Karpinski & Hilton, 2001, citados por Benetti e Balbinotti, 2003);
Práticas parentais – conjunto de
comportamentos singulares emitidos pelos pais no processo de educação ou socialização dos filhos que levam a um resultado comum, resultado este que seria uma meta dos pais para com a socialização (Darling & Steinberg, 1993, citado por Teixeira, Oliveira e Wottrich, 2006). Cecconello et al, (2003), refere ainda que, as práticas educativas referem- se às estratégias utilizadas pelos pais para atingir objectivos específicos em diferentes domínios (académico, social, afectivo) sob determinadas circunstâncias e contextos;
Estilos parentais – refere-se ao
padrão global de características da interacção dos pais com os filhos em diversas situações, que geram um clima emocional (Cecconello et al, 2003; Weber, Prado, Viezzer e Brandenburg, 2004). De acordo com Baumrind (1966, 1971) e Maccoby e Martin (1983, citados por Weber, 2007) podem ser considerados três seguintes estilos parentais:
autoritário, permissivo e participativo ou democrático.
Avaliação das Práticas e Estilos Parentais: As estratégias educacionais parentais podem ser avaliadas
através da utilização de diversas possibilidades metodológicas, tendo em conta perspectivas quantitativas e qualitativas (Boeckel e Sarriera, 2005). No entanto, convém referir que neste contexto os instrumentos mais utilizados são de carácter quantitativo. Sendo assim, em termos da avaliação quantitativa, várias medidas têm sido utilizadas, das quais destacam-se as seguintes:
Parental Authoritative Questionnaire (Buri, 1991);
Parental Bonding Instrument (Melis, et al, 2001; Reti, et al, 2002);
Escalas de Responsividade e Exigência (Costa, et al, 2000; Oliveira, et al, 2002); Inventário de Práticas Parentais (Benetti e Balbinotti, 2003);
Inventário de Estilo Parental (Gomide, 2003);
Práticas Parentais: Versão Portuguesa (Santos e Gaspar, 2004).
Intervenção e Prevenção: A maneira mais adequada de educar e se relacionar com os filhos, tornou-se
nas últimas décadas, um importante objecto de estudo no âmbito da Psicologia (Weber, et al, 2004). Neste sentido, o estudo das práticas e estilos parentais trata esse assunto de forma objectiva, pois investiga o conjunto de comportamentos dos pais que propiciam/impedem a criação de um clima emocional em que são expressas as interacções pais-filhos, tendo por pressuposto a significativa influência dos pais no repertório comportamental, emocional e intelectual dos filhos (Weber, et al, 2004).
No seguimento e de acordo com Melo (2005b), parece plausível declarar que, grande parte do desenvolvimento emocional, comportamental e intelectual da criança, principalmente no que se refere à competência social e internalização e externalização de sintomas, resultam do impacto das estratégias parentais de socialização na regulação emocional da criança.
O actual estudo de Melo (2005) vem reforçar os estudos realizados anteriormente (por Eisenberg, 1996; Shipman e Zeman, 2001) em que se considerou que o comportamento parental e, em particular, o comportamento de socialização das emoções pode afectar e influenciar, positiva/negativamente, três tipos de regulação por parte da criança: a regulação emocional propriamente dita (conseguida através de estratégias como a regulação da atenção, a distracção ou a reestruturação cognitiva); a regulação
comportamental (orientado por emoções); e a regulação centrada no problema (considerada uma sub-
categoria da regulação do comportamento orientado por emoções) (Melo, 2005)).
Por exemplo, diversas pesquisas e estudos desenvolvidos nesta área demonstraram que a adopção do estilo parental participativo/democrático tem demonstrado melhores resultados e efeitos na formação dos filhos como: melhor desempenho escolar (Dornbusch, et al, 1987; Steinberg, et al, 1995; Cohen e Rice,
1997, citados por Teixeira, et al, 2006) e alto índice de competência psicológica e baixo índice de disfunção comportamental e psicológica (Lamborn, et al, 1991, citados por Montandon, 2005).
No entanto, a adopção deste estilo implica, sobretudo que os pais se envolvam na educação, respondam às necessidades de atenção, incentivo, auxílio, diálogo e diversão que a criança tem (responsividade), como também supervisionar e monitorizar os comportamentos do filho, ao mesmo tempo que exige a obediência das regras e limites impostos e o cumprimento dos deveres (exigência) (Weber, et al, 2004).
Sendo assim, uma intervenção feita com pais é a possibilidade de uma aplicação directa do conhecimento de estilos parentais. Isto significa elaborar uma intervenção em que os objectivos sejam a educação/treino dos pais com suficientes conhecimentos e competências que lhes permitam promover o desenvolvimento e a competência de seus filhos (Melo, 2005b).
Em termos práticos, a intervenção com os pais, na forma, por exemplo, de treinos e orientação pode trazer grandes benefícios para as famílias, tais como: melhorias nas actividades parentais e aumento da coesão familiar (Reppold, et al, 2002, citado por Weber, et al, 2004); a sociedade como um todo seria beneficiada, já que mais pessoas teriam possibilidades de crescer e se desenvolver num ambiente familiar saudável; os pais adquirem boas práticas educativas que se tornam imprescindíveis para criar e manter um repertório de comportamentos adequados, desenvolver habilidades sociais e manter uma dinâmica familiar com mais afecto (Melo, 2005b).