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ESCOLTA POLICIAL DE TORCIDAS ORGANIZADAS Processo nº_________

Publicado em___/___/____ Atualizado em ___/___/____

FINALIDADE

Orientar os Profissionais de Segurança Pública a executar ações para garantir a segurança das caravanas de torcidas organizadas no seu percurso até os estádios.

ENVOLVIDOS

Policia Militar, Polícia Rodoviária Federal e outros julgados necessários.

1. RESULTADOS ESPERADOS

• A criação de um ambiente pacífico e seguro, com a correta escolta policial dos integrantes das torcidas organizadas e objetos presentes de forma a prevenir práticas delituosas, com base nos princípios do uso seletivo da força, das garantias individuais do cidadão e a segurança dos profissionais de Segurança Pública.

• Realizar a revista dos veículos utilizados pelas torcidas organizadas.

• Maior interação entre as forças de segurança e as torcidas organizadas, levando em conta os aspectos legais, à psicologia social e o comportamento de massa.

• Apresentar, de forma clara, os objetivos da prestação de serviço das forças de segurança visando impedir a disseminação de condutas socialmente reprováveis ou violentas.

2. MATERIAL RECOMENDADO

• Boletim de ocorrência ou documento similar, bloco de anotações e caneta. • Cones de sinalização.

• Lanterna.

• Algema metálica ou plástica. • Máquina fotográfica. • Rádios portáteis.

• Armas de fogo, munição e EPI. • Telefone celular.

• Viatura policial ostensiva (carro e moto) e/ou Regimento montado • Equipamentos de menor potencial ofensivo (TNL).

AÇÕES PRELIMINARES

9 Solicitar informação aos clubes, federações e torcidas;

9 Dimensionar os meios de acordo com o momento e importância do evento;

9 Proceder à troca de informações com as polícias dos estados de origem das torcidas visitantes; 9 Fazer um plano operacional de ação;

9 Reunir as equipes responsáveis pela escolta para um briefing, delimitando as funções;

9 Deixar uma viatura caracterizada no local previamente estabelecido como ponto de desembarque com vistas a veículos que vieram separados da caravana;

9 Testar a comunicação entre as viaturas;

9 Notificar/informar/comunicar as torcidas organizadas sobre os procedimentos da segurança e os comportamentos esperados para os integrantes antes, durante e após o evento.

9 Repassar aos representantes de cada torcida organizada as determinações, procedimentos e as expectativas de segurança para o evento, dentre estes, a quantidade e as dimensões de materiais, de cada grupo, o itinerário do deslocamento entre a área de concentração e o estádio, o setor a ser ocupado, horários de entrada e saída das praças desportivas;

AÇÕES DURANTE A ESCOLTA DAS CARAVANAS DAS TORCIDAS ORGANIZADAS

9 Determinar aos representantes das torcidas que desembarquem dos veículos com seus integrantes, todos com suas bolsas e entrem em uma formação ao lado do seu respectivo veículo ou local que ofereça maior segurança para a abordagem;

9 Certificar de que não há mais ninguém no interior dos veículos e em seguida realizar a busca em seu interior com vistas a drogas, armas e outros materiais que possam ser utilizados como arma entre integrantes de torcidas rivais;

9 Requisitar ao condutor do veículo os documentos de identificação pessoal e do automóvel; 9 Verificar se o torcedor abordado possui ingresso válido, conforme determinado. Em caso

negativo, adotar medidas de contenção, estabelecendo um prazo para que seja apresentado o ingresso;

9 Repassar aos representantes de cada torcida organizada as determinações e procedimentos, dentre estes, o itinerário, o setor a ser ocupado no estádio, horários de saída do estádio, atos proibidos na escolta e no recinto esportivo;

9 Não sendo identificada nenhuma irregularidade proceder o deslocamento do comboio até o local do jogo;

9 Manter todos os veículos em fila única, deixando uma das pistas de rolamento liberada; 9 Deixar uma viatura na frente do comboio, uma viatura atrás do último veículo e outra

flutuante, todas com contato direto via rádio;

9 Estacionar os veículos em local seguro, onde se tenha espaço para toda a caravana e desembarque dos torcedores;

9 Indicar áreas o desembarque/estacionamento dos veículos de torcidas organizadas;

9 Na apreensão do veículo, a equipe deverá relacionar, em impresso próprio, todos os objetos que constam no interior do veículo, na presença e com o acompanhamento do condutor detido;

9 Comportamentos ilegais ou socialmente reprováveis de integrantes das torcidas organizadas serão relatados a organização do evento e as autoridades competentes no Estado ou conforme o caso, em outras Unidades da Federação, para as providências legais cabíveis.

4. POSSIBILIDADES DE ERRO

• Deixar de elaborar ou elaborar incorretamente o plano de ação.

• Agir com discriminação (cor, crença religiosa, etnia, nacionalidade, nível social ou orientação sexual ou clube).

• Usar termos inadequados, ofensivos e desrespeitosos. • Negligenciar a segurança e a técnica.

• Exceder no uso da força.

• Proceder busca pessoal e veicular de forma incorreta e de forma parcial.

• Efetuar disparos de arma de fogo quando da tentativa de fuga do veículo abordado. • Deixar de confeccionar corretamente o Boletim de Ocorrência ou documento similar. • Expor a imagem do torcedor sob sua custódia.

5. BASE LEGAL E REFERENCIAL

• Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.

• Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica), de 22 de novembro de 1969.

• Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher (Convenção de Belém do Pará), de 09 de junho de 1994.

• Convenção Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Resolução nº A/61/611 da Assembléia Geral das Nações Unidas, de 06 de dezembro de 2006).

• Princípios Básicos Sobre a Utilização da Força e de Armas de Fogo Pelos Funcionários Responsáveis pela Aplicação da Lei (PBUFAF). (Oitavo Congresso das Nações Unidas sobre a Prevenção do Crime e o Tratamento dos Delinqüentes, 07 de setembro de 1990).

• Conjunto de Princípios para a Proteção de Todas as Pessoas Sujeitas a Qualquer forma de Detenção ou Prisão (Aprovado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, de 09 de dezembro de 1988). • Decreto-Lei nº 3.689/41–Código de Processo Penal.

• Decreto nº 65.810/1969–Promulga a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial.

• Decreto-lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal Brasileiro. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

• Decreto-lei 3.689 de 03/10/1941 – Código de Processo Penal Brasileiro.

• Lei nº 7.716/1989–Define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor. • Lei nº 8.069/90–Estatuto da Criança e Adolescente.

• Lei nº 8.742/1993–Lei de Organização da Assistência Social. • Lei nº 8.842/1994–Lei da Política Nacional do Idoso.

• Lei nº 10.741/2003–Estatuto do Idoso.

• Lei nº 10.671/2003–Estatuto de defesa do torcedor. • Lei nº 12.037/2009–Lei de Identificação Criminal.

• Decreto nº 4.886/2003–Institui a Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial -PNPIR. • Súmula Vinculante nº 11 do Supremo Tribunal Federal–Limita o uso de algemas a casos excepcionais. • Portaria Interministerial nº 4.226/10–Estabelece Diretrizes sobre o Uso da Força pelos Agentes de

Segurança Pública.

• Portaria nº 94, de 28 de agosto de 2012 da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos – SESGE/MJ.

• Plano Tático de Segurança para a Copa das Confederações FIFA Brasil 2013

3.4 Procedimento de ações integradas na realização de segurança de dignitários e

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