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PROCEDIMENTO PARA O PREPARO DE MEIOS DE CULTURA LÍQUIDOS (CALDOS):
10. Pesar a quantidade do meio de cultura desidratado indicado no rótulo do frasco; 11. Medir a quantidade de água destilada indicada no rótulo, em uma proveta; 12. Em um balão volumétrico, dissolver o pó nos 100 ml de água destilada; 13. Agitar para dissolução do pó;
14. Pipetar quantidade necessária em tubos de ensaios, enlenmeyers ou balões; 15. Esterilizar em autoclaves.
16. Efetuar o controle de qualidade dos meios de cultura colocando-os em uma estufa à 37 °C. Após 24hs observar se houve o crescimento de colônias ou turvação do meio. Se houve é porque ocorreu
contaminação desse meio e o mesmo não está esterilizado não podendo ser utilizado – deve-se descartá- lo. Se não houve, é porque o meio está realmente esterilizado, podendo ser utilizado.
17. Os meios que passaram no teste de esterilização deve ser armazenados na geladeira para posterior uso.
Exercícios de fixação:
1. Porque os microrganismos utilizam meios quimicamente definidos? 2. Porque o Agar é o agente solidificante ideal para uso em microbiologia?
3. Qual é a constituição do Agar? Qual é a finalidade de sua incorporação no meio de cultura? 4. Quando um microbiologista utiliza um meio de enriquecimento para o cultivo de microrganismos? 5. Como são preparados os meios de cultura? Descreva o procedimento.
ANOTAÇÕES:
MATERIAIS:
AULA PRÁTICA
ASSUNTO: Técnicas de Semeadura:
Placas de Petri (Contagem e Isolamento)
TEORIA:
• Em laboratório os microrganismos são cultivados ou desenvolvidos em material nutriente denominado meio de cultura.
• Alguns laboratórios preparam seus próprios meios a partir de pós desidratados, enquanto outros compram meios preparados (“prontos para uso”) em placas de Petri ou tubos de ensaio. • Existe à disposição uma extensa lista de meios comerciais, e o tipo utilizado depende de muitos
fatores.
• Esses fatores incluem considerações sobre a origem do material a ser analisado, a espécie que se imagina estar presente nesta amostra e as necessidades nutricionais dos microrganismos.
• Numa análise microbiológica, a amostra de alimento deve ser preparada e depois inoculada ao meio de cultura;
• O material colocado no meio de cultura é chamado de inóculo.
• Esta inoculação pode ser por diferentes técnicas de acordo com o que se pretende (contagem de colônias ou isolamento de um microrganismo)
• Após a inoculação, o meio é incubado, para que ocorra o desenvolvimento dos microrganismos. • Durante a incubação do meio inoculado, as células individuais de cada microrganismo inoculado,
multiplicam-se e produzem um grande número de células, que juntas formam uma colônia • Visível a olho nu, cada colônia é uma cultura pura com um ancestral único.
• Morfologicamente, as colônias não são iguais para todos as espécies.
• P. ex. algumas espécies de microrganismos podem formar uma colônia aderente (pegajosa), elevada, enquanto outras formam colônias lisas e secas.
Semeaduras:
• Os microrganismos necessitam de um meio de cultura adequado para o seu crescimento in vitro. Mas, além dos componentes presentes no meio, outros fatores interferem no seu desenvolvimento: são fatres ambientais como temperatura (psicrófilos, mesófilos, termófilos) e tensão de oxigênio (aeróbias, anaeróbias facultativas, microaerófilas).
• Inoculando um microrganismo em um meio de cultura que possua todos esses requisitos nutritivos e fatores ambientais favorecidos, o microrganismo inicia o seu desenvolvimento neste meio, passando pelas fases da curva de crescimento, desde a fase de latência, logaritmica, estacionária até a fase de morte.
• A fase logaritmica (exponencial) é caracterizada por divisões sucessivas (cissiparidade, originando a formação de um grupamento de bactériasda mesma espécie, que é denominado de colônia (massa de célula). Essa évisualizada sem o auxílio do microscópio, sendo então considerada como característica macroscópica das bactérias.
• Como cada espécie possui um tipo morfológico colonial diferente, estas devem ser analizadas, quanto à elevação, forma, tamanho, bordas e pigmentação. Em um meio de cultura, um único tipo de colônia observado é denominado cultura pura; vários tipos de colônia, cultura mista. Em microbiologia, há várias técnicas de inoculação de microrganismos; algumas são utilizadas para exames qualitativos e outras para estudos quantitativos (contagem de bactérias).
• Dentre as técnicas empregadas, encontramos: o Estrias em superfície (esgotamento):
Estrias contínuas: em tubos e placas Estrias descontínuas: em placas
o Diluição:
Pour plate: com ágar liquefeito (placas) Superfície (placas)
Em meio líquido: profundidade (tubos) Normas Utilizadas:
a) O fio da alça de platina devem sempre ser flambados antes e depois de qualquer inoculação, ou seja, devem ser aquecidos ao rubro no cone interno da chama do bico de Bunsen. Para a coleta de material, devem ser esfriados na parte interna do recipiente com o enio de cultura.
b) Os recipientes (tubos de ensaio, placas de Petri, etc) com meio de cultura, devem sempre ser abertos próxmo à chama do bico de Bunsen.
c) A boca dos tubos de ensaio deve ser aquecida após a retirada da tampa e antes da colocação da tampa. A tampa nunca deve ser colocada sobre a bancada, sendo retirada e mantida segura pelo dedo mínimo da mão direita durante a ioculação.
Método:
1) Estrias Cotínuas:
a) Tubos: Podemos usar meios sólidos com bisel curto ou longo e sem bisel. O bisel curto é semeado com agulha de níquel cromo, inserindo-a no meio até quase o fundo do mesmo e em seguida, estriando-se a superfície do bisel. Esta forma é utilizada em meios de identificação de bactérias. O bisel longo é utilizado principalmente para a conservação de cepasde bactérias e fungos, onde semeia-se com a alça ou agulha, estriando a superfície do bisel. No sem bisel a inoculação deverá ter a profundidade de 2/3 do meio e nãodeverá ter mais do que uma única picada. Semeia-se com agulha; é mais utilizado para se verificar a motilidade das bactérias.
Interpretação dos Resultados: Para avaliar a leitura dos resultados desta técnica deve-se observar os seguintes ítens:
- Quantidade: pode ser escassa, moderada ou abumdadnte.
- Margens ou bordos do crescimento: pode ser descrita como uniforme ou nítida, ou mostrando várias irregularidades.
- Consistência da massa de crescimento: pode ser butírica ou de consistência semelhante à de manteiga, facilmente removivel com a alça de platina, viscosa ou mucóide, seca ou quebradiça.
- Cromogênese ou pigmentação: pode ser opaca,translúcida ou com pigmentos. Em tubos sem bisel a interpretação dos resultados se baseia em:
- Resultado positivo: crescimento por todo o meio, semelhante a um pinheiro invertido (microrganismo com motilidade).
- resultado negativo: o crescimento ocorre somenteno local da inoculação.
b) Placas: O estriamento contínuo é feito com alça de níquel cromo, semeando em zigue-zague sobre toda a superfície da placa.
Interpretação dos resultados: - Tamanho das colônias;
- Bordos: a perfiferia das colônias bacterianas formam muitos desenhos diferentes dependendo das espécies. Podem ser inteiros, lobulados, ondulados, denticulados ou franjados.
- Elevação: Achatadas, espraiadas, convexas, umbilicadas, centro saliente. Cromogênese ou pigmentação: pode ser poca, translúcida ou com pigmentos. Forma: ascolônias podem ser circulares, irregulares ou rizóides.
- Consistência da massa de crescimento: butírica (como manteiga), facilmente removível com a alça de platina, viscosa ou mucóide, seca ou quebradiça.
2) Estrias Descontínuas:
a) Placas: A semeadura por esgotamento descontínuo é mais apropriada para o isolamento de colônias de bactérias. Esta semeadura deve ser feita espalhando-se a amostra com uma alça de platina em um terço da placa, logo em seguida flabar a alça e a partir desse inóculo fazer o espalhamento. Deve-se
passar a alça sobre o inóculo e a semeadura em forma de zigue-zague não tocando mais o inóculo inicial.
Obs. O sucesso da semeadura está em : - Grande número de estrias
- Não perfurar o meio
- Não voltar a lça sobre a estria
- Pegar pequena quantiade do material para estriar. 3) Diluição:
a) Pour Plate: liquefazer o meio de cultura. Colocar em uma placa de Petri, com uma pipeta previamente esterilizada, 1 ml do inóculo e verter 15 – 20 ml do meio de cultura liquefeito (e resfriado à 45 – 42 oC). Homogeneizar com movimentos circulares em 8 (10 x) e esperar solidificar. A te´cnica pour plate pode ser realizada com o onjetivo de se obter colônias isoladas (estudo qualitativo) ou para realizar a contagem de colônias em placas (estudo quantitativo).
Interpretação dos resultados: Para o resultado quantitativo realizar a contagem das colônias escolhendo a placa que contenha de 25 – 250 colônias. Em seguida realizar o cálculo.
b) Superfície (Spread Plate): Nesta técnica o meio já deve estar solidificado na placa. Com um pipeta previamente esterilizada, colocar sobre o meio 0,1 ml do inóculo e espalhar com alça de Drigalski. c) Meios líquidos: A introdução do inóculo e meio líquido pode ser feita com uma alça de níquel
cromo ou com uma pipeta. Com a alça, introduzi-la no meio e agitá-la levemente. Com a pipeta, depositar o inóculo no fundo do tubo e aspirar algumas vezes com a pipeta para homogeneizar. Interpretação dos resultados: O resultado de crescimento no meio líquido é observado por:
- Quantidade de crescimento, que pode ser escassa, moderada ou abundante;
- Distribuição de crescimento: pode ser crescimento uniformemente distribuído (nitidamente turvo),
crescimento confinado à superfície do meio como uma espuma ou filme (película); ou crescimento acumulado como sedimento que pode ser granuloso ou viscoso; e ainda verificar o odor, que pode ser pútirdo, aromático ou desprezível.