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PROCEDIMENTOS ÉTICOS E DE COLETA DE DADOS DA PESQUISA

CAPÍTULO 3 METODOLOGIA DA PESQUISA

3.3 PROCEDIMENTOS ÉTICOS E DE COLETA DE DADOS DA PESQUISA

Neste tópico são explicitados os procedimentos éticos e de coleta de dados da pesquisa. Primeiramente o projeto de pesquisa foi protocolado para análise e avaliação da Comissão de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Estadual de Ponta Grossa (PLATAFORMA BRASIL/CEP-UEPG), a fim de buscarmos viabilidade do estudo proposto. Seguindo as determinações do Conselho Nacional de Saúde, o projeto foi aprovado sob o Parecer nº 2.949.535 (ANEXO B).

O procedimento seguinte foi o de protocolar o pedido para a realização da pesquisa na Secretária Municipal de Educação de Ponta Grossa/PR (SMEPG/PR), e posteriormente foi realizada uma reunião com a Coordenadora da Educação Infantil do munícipio, com o intuito de explicarmos os objetivos e o delineamento metodológico da pesquisa.

Em seguida, estabelecemos o contato com as escolas participantes (CMEIs), sendo entregue a carta de apresentação para realização da pesquisa. Na mesma ocasião, entregamos o Termo de participação em pesquisa científica (TCLE) para o diretor (a), coordenador (a) pedagógico (a) e professor (a) (APÊNDICE B, C, D respectivamente), nenhum dos sujeitos recusou participar da pesquisa. Os objetivos destes procedimentos são apresentar a intenção de pesquisa, bem como obter o consentimento junto a direção, a coordenação e aos professores de Educação Infantil, para a participarem do estudo.

Nesse momento, também entregamos a autorização para a realização da pesquisa emitida pela Secretaria Municipal de Educação de Ponta Grossas/PR (SME-PONTA GROSSA/PR), a fim de obtermos o consentimento da direção para a realização da pesquisa. Nessa mesma etapa, houve o agendamento prévio com a direção, coordenação e com os professores para a realização da coleta dos dados.

Como instrumentos de coleta de dados da pesquisa utilizamos a análise documental, a entrevista e o questionário. A coleta de dados ocorreu no período entre outubro de 2018 a março de 2019. Realizamos a análise documental do PPP de cada CMEI, as entrevistas foram efetivadas com as diretoras e coordenadoras pedagógicas, e o questionário foi aplicado para as professoras.

Iniciamos a coleta de dados com a análise documental do PPP de cada CMEI, a fim de obtermos uma maior aproximação das concepções sobre a gestão escolar na prática pedagógica da EI, posteriormente realizamos as entrevistas com as diretoras e as coordenadoras pedagógicas, finalizamos aplicando o questionário para as professoras.

QUADRO 14 - Cronograma das etapas da coleta de dados da pesquisa Etapas Instituição 1 (Mês) Instituição 2 (Mês) Instituição 3 (Mês) Apresentação da pesquisa e da pesquisadora

Outubro (2018) Outubro (2018) Outubro (2018)

Análise Documental

Novembro (2018) Novembro (2018) Novembro (2018)

Entrevistas com as diretoras e as coordenadoras pedagógicas Novembro 2018 Março 2019 Novembro2018 Março 2019 Novembro2018 Março 2019 Aplicação dos questionários para as professoras

Março 2019 Março 2019 Março 2019

Fonte: À autora.

3.3.1 Análise documental

A análise documental, foi realizada no PPP das três (3) instituições de EI (I1, I2, I3), os CMEIs, no intuito de agregarmos um maior número de dados àqueles obtidos por meio dos demais instrumentos, ampliando assim a possiblidade de efetuarmos a análise e discussão dos dados de forma mais completa.

Segundo Pádua (2012) a análise documental é aquela realizada a partir de documentos, contemporâneos ou retrospectivos, considerados cientificamente autênticos não fraudados, tem sido muito utilizado nas ciências sociais, na investigação histórica, a fim de descrever, comparar fatos sociais, estabelecendo suas características ou tendências. Se admitimos um conceito mais amplo para o documento, podemos dizer que o mesmo é toda base de conhecimento fixado materialmente e suscetível de ser utilizado para consulta, estudo ou prova, ou sua origem latina “documentum: aquilo que ensina ou serve de exemplo ou prova”.

Lüdke e André (2004, p. 38) afirmam que a análise documental pode se constituir como uma técnica valiosa de abordagem de dados qualitativos, seja completando informações obtidas por outras técnicas, seja desvelando aspectos novos de um tema ou problema.

Destacamos que conforme a LDB nº 9394/1996 (BRASIL, 1996), no Art.12, inciso I, o qual se refere à competência do estabelecimento de ensino em “elaborar e executar sua proposta pedagógica”.

Qualquer registro que possa ser utilizado como fonte de informação. Regulamentos, atas de reunião, livros de frequência, relatórios, arquivos, pareceres, etc. Podem nos dizer muitas coisas sobre os princípios e normas que regem o comportamento de um grupo e sobre as relações que estabelecem entre diferentes subgrupos.

Assim sendo, a proposta da análise documental colabora para uma melhor investigação da realidade, a fim de percebermos como se dá a construção coletiva das práticas docentes, a organização da proposta pedagógica e o trabalho coletivo.

3.3.2 Entrevista

As entrevistas (APÊNDICE E e F) realizadas são do tipo semiestruturada, as mesmas foram efetivadas para os diretores e coordenadores pedagógicos de cada CMEI participante da pesquisa. Os dados foram gravados conforme autorização dos participantes da pesquisa, sendo ainda descritos de maneira cursiva em um diário de pesquisa.

De acordo com Szymanski (2010) quem entrevista tem informações e procura outras, assim como aquele que é entrevistado também processa um conjunto de conhecimentos e pré- conceitos sobre o entrevistador, organizando suas respostas para aquela situação. A intencionalidade do pesquisador vai além da mera busca de informações, criando uma situação de confiabilidade para o entrevistado.

Lüdke e André (2004, p. 34) mencionam a grande vantagem da entrevista:

A grande vantagem da entrevista sobre outras técnicas é que ela permite a captação imediata corrente da informação desejada praticamente com qualquer tipo de informante e sobre os mais variados tópicos. Uma entrevista bem feita pode permitir o tratamento de assuntos de natureza estritamente pessoal e intima, assim como temas de natureza complexa e de escolhas nitidamente individuais.

Desse modo, pretendemos instaurar um processo de credibilidade, para obtenção e análise de dados relevantes a pesquisa e também optamos pela entrevista semiestruturada a fim de uma complementação se fosse necessário, caso surgissem novos questionamentos durante a entrevista.

3.3.3 Questionário

O questionário (APÊNDICE G) foi estruturado de acordo com a necessidade de um maior entendimento sobre as questões da pesquisa, com intuito de analisarmos as concepções sobre a gestão escolar na prática pedagógica da EI. Nesse sentido, justificamos a aplicação do

questionário, a fim de obtermos a articulação e complementação dos dados por meio dos demais instrumentos utilizados na pesquisa (análise documental e entrevista), no sentido de apontarmos um maior número de dados para a análise proposta.

Strauss e Corbin (2008) destacam que a boa pergunta é aquela que conduz o pesquisador as respostas que favorecem o desenvolvimento de formulação teórica, as questões que guiam entrevistas, questionários e observações.

As respostas obtidas por meio da aplicação do questionário possibilitaram uma maior compreensão sobre as concepções da gestão escolar na prática pedagógica da EI, possibilitando um maior entendimento de como a mesma é efetivada na escola e como o trabalho da gestão escolar contribui e ou interfere neste processo.

No questionário (APÊNDICE G) constam alguns dados de identificação das professoras como tempo de profissão, idade, tempo de docência, nível e o período em que atua. Esclarecemos às professoras que não havia a necessidade de identificação pessoal e da instituição, para que a identidade de ambos fosse preservada. O questionário tem nove (9) questões abertas, e foi aplicado nas horas atividades das professoras, juntamente com o instrumento foram entregues o Termo de participação de pesquisa científica (TCLE) e a autorização da divulgação dos dados para a pesquisa.