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4 O PERCURSO METODOLÓGICO

4.3 PROCEDIMENTOS DE ANÁLISE DE DADOS

Após a coleta de dados, os questionários foram separados por blocos correspondentes à CJ, CFAF, CFR/PTN e CFR/I, que se transformariam em variáveis para o trabalho de estatística sobre os dados quantitativos. Ainda nesta fase pré-estatística, foi necessário padronizar a nomenclatura dos cursos existentes nas CF e CJ, isto porque cada respondente utilizou nomes diferentes ao identificar o curso respectivo, no preenchimento do questionário.

Uma vez entregues os questionários ao profissional de estatística, os dados foram tratados, selecionados, categorizados, codificados e tabulados de forma sistemática, possibilitando maior facilidade na verificação das inter-relações entre eles. Este trabalho produziu um relatório com os resultados estatísticos. A lógica seguida na elaboração do relatório acompanhou aquela apresentada nos questionários. O objetivo do relatório foi traduzir, através de dados estatísticos, as variáveis relacionadas ao estudo de usuários na APA do Pratigi.

De posse do relatório, procedeu-se a uma seleção crítica dos dados quantitativos produzidos estatisticamente. Esta seleção crítica implicou na escolha de quais gráficos e tabelas apresentavam dados válidos, necessários à consecução dos objetivos traçados e à solução do problema de pesquisa. Uma vez comprovada sua validade, verificou-se quantidade, amplitude e profundidade dos dados apresentados, para delimitá-los de acordo com a necessidade ditada pela natureza da pesquisa. Esta delimitação implicou, por vezes, na necessidade de se modificar gráficos e tabelas, mediante consulta ao assessor especializado.

Diante da probabilidade de divulgação deste trabalho de pesquisa, é oportuno registrar a importância da assessoria especializada, mesmo que por um prazo limitado, por ocasião da seleção crítica dos dados quantitativos, produzidos estatisticamente, evitando assim que se cometessem erros e incoerências conceituais ou semânticas, afetos à área de estatística. Uma apuração de dados estatísticos realizada dentro do rigor técnico, mas, obrigatoriamente, sob a coordenação do pesquisador, de forma a manter a coerência metodológica.

Cuidou-se, então, da padronização do formato de apresentação dos gráficos e tabelas, bem como de sua organização em sequência lógica, no corpo da dissertação. Das entrevistas e experiências vivenciadas, foram extraídas as informações fidedignas de natureza qualitativa, tratando-se agora de produtos

mentais, elaborados a partir da cultura e da subjetividade dos sujeitos. De posse deste conjunto “quali-quanti” de informações, se iniciou a fase de análise e interpretação dos resultados, fase esta que se constituiu no núcleo central da pesquisa, por proporcionar respostas à investigação.

O aspecto qualitativo da pesquisa, como pode ser constatado, não estava presente na letra fria das respostas aos questionários. Foi através das interrelações pessoais, observando ações e comportamentos individuais e coletivos, que as informações ganharam corpo, forma, conteúdo, significado. Através das atividades e experiências vivenciadas nas OSCIPs e nas comunidades, foi possível compreender a realidade da APA do Pratigi e a atuação, e intervenção, da Fundação Odebrecht naquele contexto social. Somente após a integração do investigador àquele ambiente natural, é que foi possível interpretar os fenômenos culturais, sociais e ambientais em curso, e atribuir-lhes significados. A partir daí é que se fez da APA do Pratigi um „espaço de práticas informacionais‟, concreto, vivo, para somente assim poder visualizar aquele público como „usuários da informação ambiental‟.

A metodologia adotada para que se pudesse „selecionar competências no uso da informação‟, em atendimento a um dos objetivos específicos, partiu da inserção, nos questionários, de item específico sobre competência em informação, montado com base nos „resultados esperados‟ presentes nos „indicadores de competência‟ da ALA (2000) (Anexo A). Assim, cada assertiva do item em tela relacionava-se, implicitamente, a determinado indicador. Desta forma, após a tabulação das respostas dos questionários, se tornou possível ao pesquisador identificar a preferência de aprendizes e professores em relação aos parâmetros dos „indicadores de competência‟ da ALA. O passo seguinte foi propor aos diretores a constituição de um grupo de trabalho (GT), composto pelos coordenadores pedagógicos, coordenados pelo pesquisador. A proposta inicial anexava o documento da ALA. O prazo concedido para realização do trabalho foi de 5 (cinco) dias úteis. A tarefa proposta ao GT foi a seguinte: partindo do estudo dos Padrões

de Competência e Indicadores de Desempenho da ALA, selecionar, sem alterar, 3 (três) padrões, cada um com 3 (três) indicadores, a serem desenvolvidos ao longo dos 3 (três) anos de cada curso em funcionamento na CJ, CFAF, CFR/PTN e CFR/I, na proporção de um padrão por ano de duração do curso, embasando a seleção dos padrões nas peculiaridades de cada curso. A finalidade do trabalho realizado pelo

com as escolhas dos coordenadores pedagógicos. Quando pronta a tarefa, os coordenadores fizeram a remessa ao pesquisador. A este coube, então: comparar os resultados tabulados estatisticamente com o relatório do GT; realizar a compilação (Anexo A colorido); „sugerir’, para posterior desenvolvimento, as competências em informação, por ocasião da apresentação dos resultados.

Poder-se-ia, futuramente, „adaptar para desenvolver‟ as competências ora selecionadas, ou seja, ajustá-las, gradualmente, à vocação rural da CJ e das CF da APA do Pratigi. Este procedimento estaria condicionado, entretanto, ao estudo de viabilidades do currículo de cada curso, ensino médio integrado ou técnico- profissionalizante, visando sua inclusão na matriz curricular, mediante o envio de proposta de alteração (ou acréscimo) devidamente fundamentada aos respectivos órgãos de coordenação e avaliação em educação.

De qualquer sorte, abre-se, com esta abordagem, uma janela que se destina a facilitar a inserção das „competências em informação‟ no currículo de cada curso.