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Procedimentos

No documento Ana Celia Pereira de Abreu (páginas 52-56)

4. MÉTODOS

4.5. Procedimentos

No primeiro grupo do estudo – bebês nascidos no mês de abril de 2005 –, as mães foram convidadas a comparecer no Setor de Fonoaudiologia para realizar a triagem auditiva quinze dias após o nascimento. Este grupo foi denominado Grupo 15 dias.

No segundo grupo – bebês nascidos no mês de junho de 2005 –, as mães foram convidadas a comparecer ao Setor de Fonoaudiologia no momento da alta, quando então foi realizada a triagem auditiva. Este grupo foi denominado Grupo Alta.

4.5.1 – Procedimentos realizados nos dois grupos

Tanto no Grupo 15 dias como no Grupo Alta o contato com as mães foi realizado no quarto do hospital em que estavam internadas, pela pesquisadora deste estudo. Esta lhes explicou brevemente o desenvolvimento auditivo do bebê, a finalidade do programa de triagem auditiva neonatal e a importância de nele participar. Também foi ressaltado que os procedimentos que seriam realizados no bebê eram indolores, não invasivos e sem custos.

4.5.1.2 Introdução do Exame e Procedimentos de Agendamento

No Grupo 15 dias a pesquisadora entregou às mães um cartão em que estavam anotados o dia e o horário (anexo IV) em que os neonatos, acompanhados de seus responsáveis, deveriam retornar ao hospital a fim de realizar os exames.

Já no Grupo Alta (anexo IV) não foi marcado o dia do teste, sendo que a pesquisadora informou às mães que elas deveriam comparecer com seus bebês na sala de Fonoaudiologia após a alta para realizar o exame.

No momento da realização dos exames a pesquisadora convidou os pais ou responsáveis dos neonatos a participaram da pesquisa, entregando-lhes o termo de consentimento livre esclarecido (anexo II).

Os resultados dos exames foram registrados no protocolo de triagem Auditiva Neonatal (anexo III).

A equipe de enfermagem e a secretária da maternidade eram orientadas pela pesquisadora para reforçar aos pais a importância da realização da triagem auditiva nos bebês, encaminhando-os para o setor de Fonoaudiologia. A equipe de enfermagem mostrou-se colaboradora, não impondo restrições aos procedimentos propostos para o agendamento e procedimentos da TAN.

4.5.1.3 Protocolo de Triagem Auditiva Neonatal

O protocolo de triagem auditiva neonatal (anexo IV) foi composto pelos seguintes itens: dados de identificação do neonato e de sua mãe, anamnese dos períodos pré-natal, neonatal e pós-natal, a fim de identificar algum fator de risco para deficiência auditiva, avaliação do comportamento auditivo reflexo cócleo – palpebral e de sobressalto, avaliação das emissões otoacústicas produto de distorção e estímulo transiente.

Os dados de identificação incluíram: nome da mãe, idade do neonato, idade gestacional da mãe, convênio, data de nascimento do neonato, sexo do neonato, endereço, telefone, data da avaliação auditiva e tempo de internação do bebê. Esses dados foram coletados no momento da entrevista com mãe, no quarto onde ela estava internada.

A anamnese dos períodos pré-natal, neonatal e pós–natal foi baseada nos seguintes indicadores de risco, determinados pelo JCIH de 2000: prematuridade, sofrimento fetal agudo, permanência em UTI neonatal, baixo peso, apgar baixo, hereditariedade para surdez e icterícia neonatal. Os dados sobre o período pré-natal foram coletados no momento da entrevista com a mãe, e os dados do período neonatal e pós-natal foram pesquisados no prontuário dos neonatos.

Em todos os neonatos foram realizados os seguintes exames, utilizados na triagem auditiva neonatal: emissões otoacústicas evocadas produto de distorção, emissões otoacústicas evocadas transientes e avaliação do reflexo cócleopalpebral e de sobressalto.

Emissões Otoacústicas Evocadas Produto de Distorção

Equipamento: O equipamento utilizado neste trabalho foi o

AUDIX-I automático da Bio-logic.

Exame: A oliva que reveste a sonda foi ajustada de acordo

com o tamanho do meato acústico externo do neonato. O estímulo produzido pelo aparelho foi tom puro L1=65dBSPL e L2 = 55DBSPL, F1/F2 =1,22, relação 2F1-F2 de acordo com Gorga (1997). Neste exame foi observado: nível de resposta, ruído e relação sinal/ruído. No início da avaliação o tempo do exame foi registrado em um cronômetro. Os dados registrados no aparelho foram tabulados no protocolo de avaliação (anexo III).

Critérios de Análise: Por ser um aparelho automático, os

critérios de análise foram os publicados por Gorga (1997), que estão incorporados no Aparelho Audix I. O ouvido que apresentou esses valores no mínimo em três bandas de freqüência foi considerado como tendo presença de EOAPD normal.

Tabela 2- Critérios de Análise das Emissões Otoacústicas Por Produto de

Distorção Incorporados no aparelho Audix I de Acordo com Gorga (1997) Freqüência Mínimo Nível de Resposta

(dBNPS ) Mínimo DP-NF (dB) Max Amplitud e (dB) Amplitude Máxima do NF (dB)

5000 Acima –6dB Acima de 6 dB 39 dB Abaixo de 14

4000 Acima de –5 dB Acima de 6 dB 39 dB Abaixo de 14

3000 Acima –8 dB Acima de 6 dB 39 dB Abaixo de 14

Emissões Otoacústicas Evocadas Transientes

Equipamento: O equipamento utilizado nesta avaliação foi o

AUDIX-I automático da Bio-logic.

Exame: A oliva que reveste a sonda foi reajustada no meato

acústico externo do neonato. O estímulo sonoro produzido pelo aparelho foi o “click”, na intensidade de 80 dBNPS. Neste exame foram observados: relação sinal-ruído, reprodutibilidade, a presença das TEOAEs nas freqüências de 1 a 5 kHz e tempo do exame, que foi registrado em um cronômetro. Os dados registrados no aparelho foram tabulados no protocolo de avaliação (anexo III).

Critérios de análise: Os critérios de análise que estão

incorporados no AUDIX-I estão descritos na tabela abaixo.

Triagem Auditiva Comportamental

Equipamento : Agogô de ferro

Exame: A avaliação auditiva comportamental foi realizada

com o neonato no colo de sua mãe, em decúbito lateral dorsal. O estímulo sonoro não calibrado foi apresentado a 7cm do pavilhão auricular, conforme Azevedo(1991).

Critério de Análise: Os critérios de análise foram: presença

da reação de sobressalto para susto e piscar dos olhos para RCP, de acordo com Azevedo (1991). Os dados de avaliação foram tabulados no protocolo de avaliação (anexo III).

No documento Ana Celia Pereira de Abreu (páginas 52-56)

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