II. Metodologia
9. Procedimentos de aplicação
9.1. Autorizações: será enviado via e-mail, um pedido de autorização para a direção clínica da Prinovhelp (APÊNDICE I) para a implementação do estudo. Após aprovação e seleção da amostra entregar-se-á à instituição o consentimento informado, livre e esclarecido (APÊNDICE II) para ser entregue à amostra.
9.2.Seleção da amostra: será entregue um questionário para caracterização da amostra (APÊNDICE III); nesta etapa o fisioterapeuta cego deve ter em consideração os critérios de inclusão e exclusão pré-definidos, com o objetivo de selecionar uma amostra coerente e homogénea.
9.3.Seleção dos Fisioterapeutas: será incluído no estudo um fisioterapeuta “cego”, com dez anos de experiência na área de neurologia, mais especificamente no Parkinson, com formação especializada na área (Larkin et al.,1980). Entregar-
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se-à ao fisioterapeuta uma ficha de declaração e caracterização do fisioterapeuta (APÊNDICE IV) para preenchimento.
9.4.Avaliação: o estudo será realizado em dois períodos de avaliação, a fase de avaliação inicial através da recolha e registo da informação alusiva aos scores dos instrumentos/escalas anteriormente referidas (ANEXO I, ANEXO II, ANEXO III, ANEXO IV, APÊNDICE V) e a fase de avaliação final que será realizada 10 semanas após o início do estudo, uma vez mais através da recolha e registo da informação alusiva aos scores dos instrumentos suprarreferidos (ANEXO I, ANEXO II, ANEXO III, ANEXO IV, APÊNDICE V). Deste modo, o investigador poderá perceber se o programa de exercícios tem impacto na capacidade funcional e qualidade de vida, através da comparação da avaliação inicial com a avaliação final. Como meio de comparação, o fisioterapeuta cego deverá avaliar as variáveis referidas neste estudo e registá-las na folha de registo (APÊNDICE VI) destinadas a cada utente.
9.5.Intervenção: a duração da intervenção será de 10 semanas e as sessões serão realizadas 3 vezes por semana com duração de 70 minutos cada sessão.
Cada sessão de treino deverá englobar diferentes fases:
• Aquecimento (componente de exercícios aeróbios), na passeira e bicicleta estática ou elítica, treino contínuo, durante 30 minutos, numa fase inicial a 60% da frequência cardíaca máxima com progressão/incremento ao longo das sessões até aos 70% da frequência cardíaca máxima (alta intensidade);
• A componente de exercícios de resistência muscular global em máquinas de resistência, halteres, pesos, therabands, durante 30 minutos, a 60% de 1 RM numa fase inicial com progressão/incremento ao longo das sessões até aos 70% de 1 RM: quadricípites, isquiotibiais e extensores da tibiotársica; 1 a 2 séries de 20 repetições para cada exercício progredindo gradualmente para 3 séries de 8 a 10 repetições;
• Retorno à calma (10 minutos) com exercícios de flexibilidade com alongamentos ativos, em que cada grupo muscular deve ser alongado repetidamente por um período de 3 a 4 minutos (ACSM, 2018).
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Ana Mafalda Pinto Bravo - Junho, 2018 – Escola Superior de Saúde Atlântica Reflexões Finais e Conclusões
A Doença de Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa do sistema nervoso central mais comum, crónica e progressiva com repercussões negativas, ao nível da funcionalidade e qualidade de vida devido às características clínicas, motoras e não motoras. Atualmente, esta patologia não tem cura e o seu tratamento baseia-se apenas no controlo sintomático. A L-dopa é considerada a terapia mais efetiva para o controlo de sintomas motores, contudo este fármaco origina efeitos secundários indesejáveis e a sua eficácia diminui ao longo do tempo. De maneira que estudos sugerem que o exercício físico demonstra benefícios na absorção de L-dopa pelo aumento do fluxo sanguíneo para o cérebro. Como tal, o presente projeto teve como objetivo compreender o efeito de um programa de exercícios na funcionalidade e qualidade de vida, através da análise de informação científica.
Na revisão da literatura, foram encontrados estudos que demonstraram a efetividade do exercício aeróbio, do exercício de resistência muscular e de flexibilidade no aumento da funcionalidade e qualidade de vida em utentes com Doença de Parkinson numa fase leve a moderada. Relativamente ao tipo de exercício aeróbio, parece ter efeitos significativos ao nível do condicionamento cardiovascular (economia de energia e no pico de VO2 máximo); relativamente ao tipo de exercício de resistência muscular global e alongamentos parece ter efeitos ao nível da força muscular.
Por esta razão, alguns autores têm sugerido a combinação dos 3 tipos de exercício suprarreferidos no aumento da velocidade da marcha, da força muscular e do condicionamento cardiovascular.
Todavia, com a realização deste projeto também foi possível detetar a existência de evidência limitada que suporte o efeito do programa de exercícios na funcionalidade e qualidade de vida em utentes com Doença de Parkinson, por isso, parece pertinente realizar-se um estudo de modo a perceber o efeito de um programa de exercícios aeróbios, de resistência muscular global e de flexibilidade na funcionalidade e qualidade de vida em adultos com Doença de Parkinson que venha colmatar estas limitações. Este estudo pretende oferecer mais resposta na prática baseada na evidência naquela que é a área de fisioterapia.
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O presente estudo não foi implementado na prática clínica, no entanto seria expectável que as hipóteses H1a e H0b fossem positivas (Carvalho et al.,2015; Rodrigues-
de-Paula et al. 2011; Shulman et al., 2013) e as hipóteses H0a, H1b fossem negativas
(Shulman et al.,2013), ou seja, será expectável que a realização de um programa de exercícios aeróbios, de resistência muscular global e de flexibilidade seja eficaz no aumento da funcionalidade em adultos com Doença de Parkinson.
Apesar das conclusões retiradas, é importante salientar diversas limitações. Em termos gerais, este estudo apresenta um número muito reduzido de utentes, não representando uma amostra populacional significativa. Além disso, o fato de a amostra ter sido constituída apenas por utentes na fase ligeira a moderada, sem grupos equivalentes criados pela repartição aleatória ou sem grupos de controlo, o que pode enviesar as conclusões obtidas.
Durante a elaboração deste projeto apareceram algumas dificuldades com a realização da revisão da literatura pela variedade de informação à cerca das temáticas. Relativamente à elaboração da metodologia o investigador sentiu dificuldade em selecionar um programa de exercícios visto que os estudos não são consensuais e existe evidência limitada que suporte um protocolo único a ser executado na prática clínica, sendo consensual investigação adicional e rigorosa, relativamente à intensidade de exercício aeróbio com base na frequência cardíaca, ao tipo de treino (contínuo/intermitente) e ao tipo de ergómetro recomendado necessário para alcançar maiores benefícios a nível da funcionalidade e qualidade de vida. Contudo, a realização deste projeto creio que foi positiva apesar das dificuldades, permitindo ao investigador adquirir novos conhecimentos e aprimorar skills ao nível da investigação científica.
Como perspetivas futuras, seria interessante que outros estudos investigassem, mais a respeito de um protocolo único a ser executado na prática clínica, com recomendações, relativamente à intensidade de exercício aeróbio, ao tipo de treino (contínuo/intermitente) e ao tipo de ergómetro recomendado necessário para alcançar maiores benefícios a nível da funcionalidade e qualidade de vida. No entanto, também seria interessante investigar a correlação entre a funcionalidade e a qualidade de vida em utentes com Doença de Parkinson. Em suma, o presente projeto contribui para o ganho de eficiência na intervenção do fisioterapeuta em utentes com Doença de Parkinson.
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Ana Mafalda Pinto Bravo - Junho, 2018 – Escola Superior de Saúde Atlântica APÊNDICES
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Ana Mafalda Pinto Bravo - Junho, 2018 – Escola Superior de Saúde Atlântica APÊNDICE I. PEDIDO DE AUTORIZAÇÃO À ADMINISTRAÇÃO
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Ana Mafalda Pinto Bravo - Junho, 2018 – Escola Superior de Saúde Atlântica
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Ana Mafalda Pinto Bravo - Junho, 2018 – Escola Superior de Saúde Atlântica
VIII
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Ana Mafalda Pinto Bravo - Junho, 2018 – Escola Superior de Saúde Atlântica APÊNDICE IV. FICHA DE CARACTERIZAÇÃO E DECLARAÇÃO DO FISIOTERAPEUTA
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Ana Mafalda Pinto Bravo - Junho, 2018 – Escola Superior de Saúde Atlântica Ana Mafalda Pinto Bravo - Junho, 2018 – Escola Superior de Saúde Atlântica
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Ana Mafalda Pinto Bravo - Junho, 2018 – Escola Superior de Saúde Atlântica APÊNDICE V. SIX MINUTE WALK DISTANCE (6MWD)
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Ana Mafalda Pinto Bravo - Junho, 2018 – Escola Superior de Saúde Atlântica APÊNDICE VI. FOLHA DE REGISTO
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Ana Mafalda Pinto Bravo - Junho, 2018 – Escola Superior de Saúde Atlântica ANEXOS
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Ana Mafalda Pinto Bravo - Junho, 2018 – Escola Superior de Saúde Atlântica
ANEXO I.DESCRIÇÃO DA ESCALA DE ESTADIAMENTO DE HOEHN E
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Ana Mafalda Pinto Bravo - Junho, 2018 – Escola Superior de Saúde Atlântica ANEXO II.ESCALA PDQ-39
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Ana Mafalda Pinto Bravo - Junho, 2018 – Escola Superior de Saúde Atlântica Ana Mafalda Pinto Bravo - Junho, 2018 – Escola Superior de Saúde Atlântica
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Ana Mafalda Pinto Bravo - Junho, 2018 – Escola Superior de Saúde Atlântica ANEXO III. FAC – FUNCTIONAL AMBULATION CATEGORIES
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Ana Mafalda Pinto Bravo - Junho, 2018 – Escola Superior de Saúde Atlântica ANEXO IV. ESCALA DE BORG
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