• Nenhum resultado encontrado

O procedimento para a coleta de dados foi realizado após a autorização do Comitê de Ética (ANEXO B). Os dados seguiram normas para pesquisa envolvendo seres humanos estabelecidos através da Resolução CNS n° 196/96. O procedimento oficial para a permissão e autorização da pesquisa foi à assinatura de um termo de Consentimento Livre e Esclarecido (Apêndice B) a organização, o qual foi assinado pelo coordenador do curso bem como para cada sujeito (Apêndice C) que respondeu o questionário.

Foi assinado pela coordenadora do Programa Redes Humanas, um documento de consentimento para a pesquisa, para a coleta de dados. No primeiro momento da pesquisa, entrei em contato via telefone com a coordenadora do Programa Redes Humanas, lotada na SEA/SC-Florianópolis. Solicitei o acesso aos endereços, e-mails e telefones dos servidores que responderam à Escala de Auto- avaliação do Estresse, no momento inicial e final da aplicação, e junto a isto o telefone de contato dos responsáveis de cada setor das diferentes regiões do Estado de Santa Catarina. A mesma prontificou-se e atendeu meu pedido no que fosse necessário.

De posse destas informações, entrei em contato via telefone com os responsáveis: uma Assistente Social, representando a Policia Militar e corpo de

bombeiros; uma psicóloga representando a Policia Civil. Explicitei a ambas os objetivos da pesquisa e os procedimentos da mesma. Sendo assim, foi pedido para cada um dos responsáveis que comunicassem aos seus subordinados que receberiam por e-mail ou cópia impressa - uma Escala de Auto-avaliação do Estresse para ser respondida e um Termo de Consentimento para ser assinado, e que ambos deveriam ser entregues até a data pré-determinada.

Inicialmente a coordenadora do Programa Redes Humanas referenciou que 227 servidores do SSP/SC haviam participado do método do Programa Transforma®. Porém a Coordenadora do Programa verificou que não mais existiam 227 escalas respondidas anteriormente, de acordo com o numero de participantes. Segundo a coordenadora as escalas respondidas, foram extraviadas, decorrente as mudanças feitas pela instituição. Foi repassado então o número de 114 servidores da SSP/SC que responderam a Escala de Auto-avaliação do Estresse no início e logo após o Programa.

Em meados de março entrei em contato por telefone, com a Assistente Social da Policia Militar, a mesma me orientou a procurar o coronel da Polícia Militar e também um coronel representando os bombeiros militares. Solicitei a eles, se poderiam me ajudar a coletar os dados daquela lista de 67 servidores da policia militar e bombeiros, a qual precisaria ainda ser atualizada, com endereço, e-mail e telefone. O representante dos bombeiros, no primeiro momento concordou e ficou responsável em coletar os três servidores daquele departamento. O representante da Policia Militar me pediu um e-mail que pudesse usar como documento colocando os objetivos da pesquisa.

Sugeri deixar as escalas e o termo de esclarecimento em um local onde um representante ficaria responsável, para colher os dados dos servidores e depois de preenchidos, os servidores colocariam em uma caixa fechada, tipo “URNA”.

Enviei o documento por e-mail como tinha solicitado, mas não obtive resposta. Uma semana depois, retornei para falar novamente com o representante da Policia Civil, ele disse que não tinha recebido o email, enviei novamente, e fiquei mais uma semana para obter uma resposta. Por telefone um representante subordinado ligou e disse que não era possível fazer a pesquisa daquele jeito que eu pretendia, e que somente poderia me dar a lista dos servidores atualizadas. Mudei então minha estratégia de coleta, e com essa lista atualizada em mãos com as lotações desses servidores, comecei pelo Hospital da Policia, onde existem 11

servidores. Falei com a assistente Social, e ela me encaminhou para o Tenente para ter a permissão de coletar os dados ali, expliquei a ele a respeito da pesquisa, objetivos, entre outros, e ele disse que precisaria pedir a chefia. De tal modo, mesmo assim deixei um envelope com as escalas, para serem respondidas.

Uma semana depois, ligaram dizendo que eu poderia buscar o envelope da coleta, pois dos 11 servidores, 10 tinham respondido, só um não respondeu por que estava de licença. Ao abrir as respostas dos dez respondentes, somente cinco tinham respondido, as outras cinco foram grampeadas, mas em branco. Já na Policia Civil falei com a Psicóloga via telefone, solicitei se ela poderia atualizar a lista dos 47 servidores da Policia Civil, solicitei também se eu poderia deixar a escala e o termo de esclarecimento em um setor, em que os servidores responderiam e depois colocaria em uma caixa fechada, tipo “URNA”.

Ela respondeu que a lista que eu tinha em mãos, eu podia fazer a coleta de dados, e que já estava atualizada, e que de maneira nenhuma iria fazer essa coleta de dados daquela forma que sugeri a única maneira que ela sugeriu e que eu fizesse a coleta de dados era por e-mail.

Em seguida enviei os e-mails para a lista dos 47 servidores, mas somente 2 (dois) responderam por emails, e já tinham se passado a metade do prazo para entrega dos dados.

Observei que ninguém queria se responsabilizar pela pesquisa. Com todo esse estresse que estava acontecendo, marquei uma reunião com a coordenadora do Programa Redes Humanas.

Em reunião com a coordenadora do Programa, obtive a resposta que estava procurando, ela me falou da resistência das pessoas em ajudar e a responder a coleta de dados. Conforme a coordenadora é uma variável que surgiu pelo momento em que estão, muitas mudanças estão acontecendo no Governo, com relação a trocas de cargos, e também por ser um ano de eleição. A coordenadora do Programa Redes Humanas então sugeriu minha participação na reunião com o Grupo de Coordenação do Programa Redes Humanas, para que eles pudessem mobilizar aquelas pessoas da lista a responderem as escalas.

Mesmo com dificuldades encontradas pelo caminho, como acontece com algumas pesquisas, o prazo de entrega de coleta estava acabando, e consegui através da minha rede de relacionamentos, coletar dos servidores o mínimo de

escala respondidas, necessárias para a analise de dados e assim finalizar a pesquisa referida.

4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE DADOS

Os dados obtidos por meio da Escala de Auto-avaliação do Estresse, (ANEXO A), foram analisados de forma quantitativa e analisados de acordo com as quatro categorias propostas por Zillig (1998), Lipp (2001), Andrews (2003) e França (2008): sintomas físicos, psicológicos, comportamentais e sociais. Para tanto foi utilizado o Microsoft Excel para fazer a análise estatística por meio de procedimentos da estatística descritiva e comparativa, a fim de verificar o nível de estresse nos diferentes momentos, antes da aplicação do Programa Transforma, logo após a aplicação do Programa e três anos depois. A seguir será apresentado o perfil dos 31 sujeitos da pesquisa (Idade, sexo, função e tempo de serviço), bem como serão analisados os resultados da Escala de Auto-avaliação do Estresse.

Documentos relacionados